16 jan 2014 – Brasil extraordinário dirigido por brasileiros ordinários!

O Brasil é mesmo um grande país, um país extraordinário, riquíssimo em minerais, água abundante, energia barata, sendo a maior parte gerada com poucos danos à natureza, só temos uma Usina Nuclear, que esperamos seja desativada, temos muitos recursos hídricos, eólicos e gás em abundância.

Não bastasse o favorecimento da natureza, sem neves, sem grandes problemas climáticos da natureza, clima ameno na maior parte do ano, ainda temos quase a autossuficiência em petróleo e gás, ainda em exploração, e devemos em dez anos passar a exportar também.

Somos hoje a 6a. ou 7a. economia mundial (dependendo dos índices de conversão da moeda). O país é hoje o maior produtor de alimentos do mundo e deverá em breve atingir a marca de 40% de toda produção mundial. Em consequência, somos o maior exportador de água contida nos alimentos, seja grãos ou carne, e mesmo porque para produzi-los são consumidos bilhões de litros de água por ano.

Temos praticamente 200 milhões de habitantes, antes de dizerem que isto é ruim, em termos econômicos é fantástico, pois apresenta uma abundância de mão de obra, e um gigantesco mercado de consumo interno.

Poderíamos ficar aqui citando números, estatísticas, etc.. Todos creditando qualidades que já deveriam ter florescido este país para um patamar de grande qualidade de vida, porém isto não está acontecendo, por que?

Porque, apesar deste país ser absolutamente extraordinário, é dirigido por séculos por um bando de brasileiros ordinários, uma casta que se denomina políticos que fazem disto um meio de vida e de luta por poder, e apenas e tão somente isto, nada mais. Uma pena. Uma super lamentação de todos nós.

O Povo é responsável pelas mazelas?

Claro, pois é responsável por dar vida “política” a pseudo brasileiros que governam este país, desde vereadores municipais, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e presidentes, todos sem exceção com letra minúscula.

Ao final do ano passado, como exemplo, a Presidência da República buscou suprimir vários impostos que permitiriam a redução do preço da energia elétrica, um insumo extremamente importante e fundamental na cadeia produtiva caso ela seja boa, abundante e barata. Ok, todos aplaudimos, porém o plano de redução nem chegou a metade do pretendido porque os Estados, a maioria de oposição, não reduziram uma virgula sequer do famigerado ICMS com alíquota de 25% sobre o consumo.

Falam muito sobre os impostos que sem dúvida são absurdamente elevados neste país, sem dúvida, porém pouco se fala neste imposto estadual chamado de ICMS que sendo o ultimo da cadeia, aplica-se sobre todos os demais e rentabilizando-o sobre os demais impostos também, ele aumenta em dez por cento o custo final dos impostos, já que é cobrado sobre os demais, bem como aumenta em 25% os custos das mercadorias consumidas, sejam bens ou serviços. É um imposto absurdamente injusto, digno apenas de tempos de ditadura.

O Brasil vive uma situação de dois Estados que governam o povo, em função da natureza federativa, quando deveríamos ser União para todos os efeitos. Temos tudo, triplicado quando nos deparamos também com os municípios, cujos administradores também tem autonomia de criar outros impostos, como o ISS e IPTU com taxas que bem quiserem.

Então são criadas em verdade três estruturas de executivo, legislativo e judiciário. São governos que se paralelizam com o governo federal. Daí vemos um aumento absurdo de custo administrativos para governar o povo. Impensável acreditar que isto vá dá certo em algum momento. Nunca vai dar certo.

Enquanto os governos estaduais tem autonomia de criar suas próprias metas, seus impostos, seus orçamentos, vemos uma completa distensão com o governo federal com outras metas, seus impostos e seus orçamentos, ambos se rivalizando em 100% do tempo e buscando sempre, o tempo todo, apenas a manutenção do Poder e disputas políticas pessoais ou partidárias. Como um país pode dar certo com governantes remando sempre para lados opostos? Nunca.

Dado a urgência para a solução do problema, mesmo considerando a falta de princípios humanos, a falta de ética e moral dos políticos, temos de buscar antes de mais nada a unificação de todos os impostos, os quais seriam os principais e os maiores cobrados pela União, suprimindo-se impostos como o ISS e ICMS, sendo que a quota parte que estes impostos arrecadam deveriam serem reembolsados pela União de forma automática conforme a arrecadação central, mantidos os níveis ou volumes por exemplo da média dos últimos cinco anos, reajustados pela inflação corrente.

Com caixa único, a União teria condições de analisar ao longo dos anos uma forma lógica e racional de redução dos tributos, ação que seria fundamental para o desenvolvimento do país, bem como, coordenar melhor os investimentos em educação, saúde, saneamento e transporte público.

Trata-se de um plano utópico, concordo, mas alguém tem de começar a se mexer neste sentido. Estamos cada vez mais atrasando o crescimento do país dado que adotamos o tempo todo políticas administrativas antagônicas, sendo que uma anula a outra sempre.

Com o tempo teríamos condições de planejar uma forte redução dos custos administrativos com a eliminação de cargos, funções e órgãos de administração paralelos, desnecessários.

Se isto não acontecer agora, creiam-me, algo parecido ocorrerá no futuro, pois que podemos adiar a solução, mas não será infinitamente. Um dia este país muda para melhor, nem que para isso tenhamos que mergulhar para o pior.

Os protestos e a indignação popular formam a “panela de pressão” que pode explodir em centenas de protestos, milhares de ações populares que podem culminar numa grande reviravolta contra os políticos que por enquanto se acham intocáveis e “donos da verdade”, até que a casa caia.

Brasil, estou de saco cheio desta palhaçada política!!

Por Atama Moriya, em 16 de janeiro de 2014.

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Uma resposta para 16 jan 2014 – Brasil extraordinário dirigido por brasileiros ordinários!

  1. Jane Vilella disse:

    concordo com as idéias aqui propostas,mas acho q falta mobilização para q esse tipo de idéia alcance aquelas pessoas q vendem ou trocam seus votos por favores,temos q encontrar uma maneira de tirar da alienação essa juventude q só quer brigar nas escolas e bater nos professores.

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