16 mai 2013 – Combustíveis fósseis e nuclear – a perspectiva da oferta

por Dr. Werner Zittel, Dipl.-Ing. Jan Zerhusen,
Dipl.-Ing. Martin Zerta, Ludwig-Bölkow [*]

SUMÁRIO EXECUTIVO 

Desde 1998, quando os geólogos do petróleo Colin Campbell e Jean Laherrère publicaram um artigo amplamente discutido, “O fim do petróleo barato” na revista Scientific American, o conceito de pico petrolífero (peak oil) e o estado presente do esgotamento de petróleo constituem parte de qualquer análise séria do futuro potencial de oferta do petróleo. Contudo, recentemente várias publicações sugerem que o petróleo ainda está disponível em abundância que não é necessária grande preocupação acerca do futuro potencial da oferta de petróleo. 

Tal como em anos anteriores, a Agência Internacional de Energia (IEA) no seu mais recente [relatório] World Energy Outlook 2012 (WEO 2012) projecta uma ascensão global da procura e oferta de petróleo nas próximas décadas. A IEA assevera explicitamente que no futuro previsível – 2035 e além – nenhumas restrições geológicas ou técnicas impedirão uma oferta de petróleo em crescimento contínuo. Os media reflectiram esta informação enfatizando a probabilidade de um excesso global de petróleo e gás disparado pelas novas tecnologias de produção nos EUA, enquanto ignoraram possível restrições geológicas à oferta. 

Em contraste com as projecções avançadas pela IEA, em 2008 o Energy Watch Group (EWG) havia publicado um relatório sobre a futura oferta mundial de petróleo apresentando um cenário em que projectava um declínio significativo da oferta global nas próximas décadas até 2030. A intenção deste novo relatório é actualizar estas descobertas através da análise dos desenvolvimentos que tiveram lugar nos últimos cinco anos e, dessa forma, chegar a um entendimento melhorado das condições que determinam a oferta de petróleo presente e futura. 

Além disso, a intenção deste estudo em ampliar a perspectiva do estudo original através da incorporação do cenário petrolífero no cenário global para todos os combustíveis fósseis e nuclear, com a inclusão do gás natural e a actualização do cenário da oferta de carvão feito pelo EWG em 2006 bem como o cenário da oferta de urânio do EWG feito em 2007. 

Em suma, este relatório dá uma visão geral resumida sobre a futura disponibilidade de combustíveis fósseis e nuclear com ênfase nas questões críticas. 

Petróleo 

  • – Dados empíricos mostram que a produção mundial de petróleo não tem mais aumentado e que entrou num planalto (plateau) desde cerca de 2005. A produção de petróleo convencional já está em ligeiro declínio desde cerca de 2008. A chegada ao pico do petróleo convencional agora também é aceite pela Agência Internacional de Energia. Os esforços presentes e futuros por parte da indústria petrolífera são destinados a manter este planalto tão longo tempo quanto possível enquanto ao mesmo tempo tem de lutar com o crescente declínio da produção em campos antigos. Está a tornar-se cada vez mais difícil compensar esta redução com o desenvolvimento de novos campos, os quais estão a ficar mais difíceis de descobrir, mais pequenos e são de qualidade mais pobre. 
  • – Os aumentos recentes da produção não convencional de petróleo e gás nos EUA são devidos a um certo número de condições específicas, tais como uma indústria e infraestrutura de petróleo e gás altamente desenvolvidas, consideráveis recursos de petróleo e gás não convencional em áreas de prospecção com densidades populacionais muito baixas, certos incentivos financeiros a companhias cotadas [em bolsa] e isenções de restrições ambientais para a indústria do petróleo e do gás (Energy Policy Act 2005). Mas o mais importante foram os altos preços do petróleo e do gás alcançados em 2006. Isto levou ao rápido desenvolvimento dos poucos pontos promissores de gás de xisto (shale gas) e de light tight oil enquanto o declínio da produção de petróleo e gás convencionais continua a progredir. 
  • – O cenário de projecções no WEO 2012 da Agência Internacional de Energia declarando que cerca de 2020-2025 a produção de petróleo e gás não convencional fará os EUA independentes de importações repousam (1) na suposição de que a procura declina consideravelmente e (2) na especulação de que enormes recursos possíveis serão transformados em reservas provadas e a seguir serão postos a produzir. Este último ponto, em particular, não está de modo algum assegurado. Há uma alta probabilidade de a produção de light tight oil nos EUA virá a atingir o pico entre 2015 e 2017, seguido por um declínio agudo. A produção de light tight oilprovavelmente revelar-se-á uma bolha, perdurando apenas cerca de 10 anos. 
  • – Novos desenvolvimentos de campos em “áreas de fronteira” estão a desapontar e retardam-se muito atrás das esperanças que despertaram há cinco ou dez anos atrás:

    Região do Cáspio (Casaquistão, Azerbaijão) actualmente está a produzir 3 milhões de barris/dia, muito menos do que as expectativas destacadas pela US-EIA em 2000. Naquele tempo pensava-se que a produção na região do Cáspio poderia rivalizar com países do Médio Oriente em 2015-2020. O mais prometedor novo desenvolvimento desde 2000, Azeri-Chirac-Gunashli, já ultrapassou o pico e toda a região está agora em declínio. Só o dispendioso e atrasado desenvolvimento do Casaquistão pode promover um aumento de produção naquela região. 

    A produção de petróleo em áreas de águas profundas no Golfo do México, África Ocidental e Leste do Brasil está muito atrás das previsões de dez anos atrás em cada uma das áreas. O Golfo do México já ultrapassou o pico de produção; o mesmo é verdadeiro para Angola. A estagnação da produção de petróleo no Brasil posicionava-se nos 2 milhões de barris/dia no fim de 2012. Isto está muito aquém do cronograma original da Petrobrás e coloca enormes problemas financeiros para a companhia estatal. Em contraste com expectativas anteriores, as importações de gasolina do Brasil cresceram ao longo dos últimos anos. 

    As areias betuminosas (Tar Sands) no Canadá e o petróleo extra pesado (Extra Heavy Oil) na Venezuela aumentaram as reservas globais em várias centenas de gigabarris. Contudo, o crescimento da produção destes recursos está muito aquém dos objectivos publicados cinco anos atrás. A produção de petróleo bruto sintético e de betume no Canadá monta a 1,8 milhão de barris/dia, ao passo que projecções em 2007 sugeriam um nível de produção de aproximadamente o dobro disso (3,5 milhões de b/d). A produção de petróleo extra pesado na Venezuela ainda permanece em 600 mil b/d – semelhante à do ano 2000. 

    Arábia Saudita, dez anos atrás ainda visa como o mais importante produtor de petróleo do futuro que elevaria sua produção de 12-14 milhões de b/d e manteria aquela taxa até 2033, luta com taxas de declínio agudas de até 8 por cento em campos antigos. Embora a Arábia Saudita esteja a relatar enormes reservas de petróleo a perdurarem por muitas décadas, evidências empíricas lançam dúvidas sobre a fiabilidade destes dados.

  • – O declínio da produção europeia de petróleo já fora previsto em 2001 pela ASPO. A produção está agora abaixo dos 3 milhões de b/d, um declínio de 60 por cento desde o pico em 2000 e próxima do número previsto pela ASPO. Em 2004, quando o declínio em curso deveria ter sido óbvio para todo observador neutro, a Agência Internacional de Energia ainda previa uma taxa de produção de 4,8 milhões de b/d em 2010. 

    Por outro lado, algumas outras regiões apresentaram produção mais alta do que o previsto há vários anos atrás: 

    China ainda aumentou a sua produção para 4 milhões de b/d, enquanto o EWG e a IEA esperavam um declínio para 3,3-3,5 milhões b/d. O declínio da produção de campos antigos foi mais do que compensado pelos novos desenvolvimentos offshore. 

    Em 2008, o EWG esperava o pico da produção russa em torno de 2010. Agora parece que o planalto da produção está a chegar a um fim e 2012 é provavelmente o ano de pico. 

    Os principais produtores do Médio Oriente ainda aumentaram a sua produção para um volume conjunto de 25,8 milhões de b/d em 2011, o qual está próximo dos 26,5 milhões b/d projectados no WEO 2002.

  • – Ainda mais importante, o desenvolvimento de recursos em light tight oil nos EUA reverteu o declínio da produção estado-unidnese, o qual em consequência tem estado a ascender outra vez desde 2010. Este aumento de produção nos EUA não era esperado e tem alimentado especulações de que os EUA tornar-se-ão o principal produtor de óleo mundial em 2020 com 11,1 milhões b/d. Isto exigiria uma duplicação da actual produção de petróleo bruto. 
  • – De acordo com a nossa análise, é bastante provável que em 2030 a produção mundial de petróleo terá declinado 40 por cento em comparação com a de 2012. Os números abaixo mostram o cenário actualizado da produção mundial de petróleo de 1940 a 2030. 
  • – O consumo de petróleo nos países da OCDE já ultrapassou o pico – em favor de países não-OCDE que ainda podiam aumentar o seu consumo, enquanto a produção mundial de petróleo permanecia quase estagnada.

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Produção mundial de petróleo segundo o presente estudo; a comparação com alguns outros estudos também é apresentada.

Gás natural 

Este relatório contém igualmente cenários projectados para a futura oferta de gás natural. Estes são elaborados com profundidade semelhante às das projecções da oferta futura de petróleo. As descobertas importantes são: 

  • – A produção de gás convencional está em declínio na Europa e América do Norte, os quais em conjunto representam quase 35 por cento da produção mundial de gás. 
  • – A produção de gás não convencional, predominantemente a produção de gás de xisto, aumentou a produção estado-unidense – desde a isenção à indústria do gás das regulamentações ambientais da Lei da água potável segura (Safe Drinking Water Act, SDWA). Agora o gás de xisto tem uma fatia de 30 por cento do mercado dos EUA. 
  • – É improvável que a produção de gás de xisto nos EUA experimente uma nova expansão significativa. Devido à dinâmica particular da produção de gás de xisto, ela declinará no momento em que novos furos não estejam a ser desenvolvidos a uma taxa adequada. O declínio da produção de gás de xisto a partir de 2015 somar-se-á ao declínio da produção de gás convencional. Em 2030 a produção de gás nos EUA provavelmente estará muito abaixo dos actuais níveis de produção. 
  • – A produção de gás na Europa tem estado em declínio desde a viragem do século e continuará a seguir esta tendência. A produção de gás de xisto não desempenhará um papel comparável àquele dos EUA, uma vez que as condições geológicas, geográficas e industriais são muito menos favoráveis. A fim de manter o consumo de gás na Europa constante ou ascendente, serão necessárias importações de pelo menos 200 mil milhões de m3/ano adicionais. 
  • – A Rússia, o segundo maior produtor de gás natural pouco atrás dos EUA, enfrenta uma luta entre a produção declinante de campos antigos e novos desenvolvimentos caros e consumidores de tempo no Norte da Sibéria e no offshore. A produção de gás russa atingiu um primeiro pico em 1989 quando os campos maiores ultrapassaram o pico da produção. A produção da Gazprom nunca atingiu aquele nível outra vez. Campos envelhecidos forçam a Rússia a acelerar o desenvolvimento de novos campos. Os desenvolvimentos de Shtokmanskoye no Mar de Barents e de outros campos em Yamal estão atrasados. Se os campos de gás na Península Yamal viessem a ser desenvolvidos a tempo, eles teriam produzido 310-360 mil milhões de metros cúbicos em 2030 segundo a Gazprom. Mas mesmo isto não será suficiente para compensar o declínio dos campos antigos actuais. 
  • – O consumo interno na Rússia e a procura crescente da Ásia aplicará uma pressão crescente nos volumes disponíveis para exportar da Eurásia para a Europa nos próximos anos. 
  • – Espera-se que o Irão e o Qatar, no Médio Oriente, alimentem a ascensão da procura de gás natural liquefeito ao longo das próximas décadas. Embora estes países tenham grandes reservas, é altamente provável que as reservas relatadas sejam exageradas.

A figura seguinte mostra o cenário com as projeções da oferta de gás até 2030. [1] 

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Oferta mundial de gás natural segundo o presente estudo; a projecção do WEO 2012 pela Agência Internacional de Energia também é mostrada.

Carvão 

O carvão ainda é encarado amplamente como um recurso abundante. Contudo, internacionalmente o carvão está disponível só a partir de poucos países tendo grandes capacidades de exportação. Isto assinala um risco de oferta que é realmente maior do que parece à primeira vista. 

  • – Os EUA ultrapassaram o pico de produção de carvão betuminoso 25 anos atrás. 
  • – A China está a relatar as segundas maiores reservas; no entanto, ela deixou há poucos anos de ser um dos maiores exportadores de carvão para ser o maior importador, comparável em volume ao Japão. 
  • – A Índia está os possuidores das maiores reservas, mas as suas importações de carvão também estão em aumento devido à baixa qualidade das reservas internas de carvão que contém até 70 por cento de cinzas. 
  • – Só cerca de 10-15 por cento da produção mundial de carvão é comerciada por via marítima. Os volumes de comércio mais do que duplicaram ao longo da última década. Esta procura predominantemente em ascensão foi atendida por dois países: a Austrália, o maior exportador do mundo de carvão coque para a produção de aço, e a Indonésia, o maior exportador do mundo de carvão vapor para a produção de energia. Os volumes futuros do comércio mundial de carvão dependerão predominantemente destes dois países. 
  • – A qualidade do carvão extraído diminuirá gradualmente. 
  • – Espera-se que a produção de carvão atinja o pico dentro da próxima década.

 

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Produção mundial de carvão de acordo com o cenário atualizado.

Urânio 

A produção mundial de urânio já atingiu o pico cerca de 1980. O recente aumento da produção deve-se à mineração mais extensa no Cazaquistão. A dimensão dos recursos relatados remanescentes seria suficiente para alimentar o número actual de reactores nucleares durante várias décadas. Contudo, a concentração do minério nos novos projectos de mineração em África declinou para abaixo dos 0,02 por cento, o que por sua vez levanta o problema do esforço necessário para extrair incluindo a energia necessária. Em consequência, a maior parte dos novos projectos estão atrasados ao passo que a produção das antigas minas está a declinar. Portanto, de acordo com a nossa análise, é alto o risco de um fosso na oferta de urânio para reactores nucleares dentro da presente década. 

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Oferta mundial de minério de urânio

Conclusão 

Os números abaixo mostram o cenário de oferta para todos os combustíveis fósseis e o nuclear. A oferta de combustíveis é medida em unidades de energia (1 Mtoe = 1 milhão de toneladas de petróleo equivalente). 

Segundo o nosso estudo, a produção de carvão e gás atingirá os seus respectivos picos de produção cerca de 2020. O pico combinado de todos os combustíveis fósseis ocorrerá uns poucos anos antes do pico do carvão e do gás e quase certamente coincidirá com o início do declínio da produção de petróleo. 

Portanto, o declínio da produção de petróleo – o qual espera-se que comece em breve – levará a uma ascensão do fosso da energia o qual tornar-se-á demasiado grande para ser colmatado pelo gás natural e/ou carvão. Substituir petróleo por outros combustíveis fósseis também não será possível no caso de a produção de gás e carvão continuarem a crescer à taxa actual. Além disso, uma nova ascensão da produção de gás e carvão logo esgotará estes recursos de um modo semelhante ao petróleo. 

A contribuição energética de combustíveis nucleares é demasiado baixa para que possa ter qualquer influência significativa a nível global, embora isto possa ser diferente para alguns países. Além disso, tal como com os combustíveis fosseis, as minas fáceis e baratas estão a ser esgotadas na produção de urânio e, em consequência, o esforço e o custo de produção aumentarão continuamente. 

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Cenário da oferta mundial de combustíveis fósseis e de urânio

A oferta total mundial de combustíveis fósseis está próxima do pico, conduzida pelo pico da produção petrolífera. A produção de petróleo em declínio nos próximos anos criará um fosso crescente que os demais combustíveis fósseis não poderão compensar. 

(…) 

Uma característica típica da corrida ao ouro no passado era que histórias de êxito real eram acompanhadas por muitos rumores e exageros. Isto criava uma atmosfera em que o pensamento racional não tinha oportunidade de alcançar a percepção pública. Na maior parte dos casos estes rumores não eram propalados pelos pesquisadores de ouro que tinham êxito (estes mantinham seus segredos para si mesmos) mas por comerciantes de equipamentos que faziam grandes lucros independentemente dos êxitos reais dos pesquisadores de ouro. 

Nem o entusiasmo acerca das enormes reservas no Mar Cáspio no ano 2000 (“… as reservas podiam rivalizar com as da Arábia Saudita”), nem as descobertas no mar profundo no Golfo do México ou no offshore de Angola, nem as areias betuminosas em Alberta (ver a reportagem de capa da publicação “Oildorado” da ExxonMobil em 2003), nem a corrida do ano passado a desenvolvimentos no gás de xisto nos EUA ou notícias recentes de gás de xisto na Austrália podem afastar o facto de que a era do combustíveis fósseis baratos e abundantes estão a chegar ao fim. Estas novas fronteiras, antes, criam mais problemas do que são soluções para os problemas que pretendem resolver. 

Mas isto é também uma boa mensagem porque a mudança climática força-nos a entrar em ação de acordo com as mesmas linhas, reduzindo nomeadamente o consumo de combustíveis fósseis. Portanto, devemos enfrentar estes desafios e começar a desenvolver com seriedade estratégias de transição rumo a uma oferta de energia sustentável. Quanto mais tentarmos atrasar essa transição perseguindo soluções beco sem saída que pretendem prolongar a situação atual ( business as usual), mais enfrentamos o risco de nos despenharmos num abismo com graves perturbações na economia, na política e na sociedade. 

Março/2013

[*] Do Energy Watch Group, Ludwig-Boelkow-Foundation, Reiner-Lemoine-Foundation 

NT 
[1] Além do gás de xisto também há outros não convencionais, tais como os hidratos metânicos, as reservas Árcticas (ainda não quantificadas mas que se sabe existirem), a produção de biometano a partir de resíduos, etc. Há peritos que consideram as reservas de gás natural do mundo suficientes para mais de 500 anos de consumo aos níveis atuais. 

O texto integral do relatório do Energy Watch Group, com 178 pgs., encontra-se em
www.energywatchgroup.org/fileadmin/global/pdf/EWG-update2013_long_18_03_2013.pdf

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