29 abr 2013 – Morte, morte espiritual, céus no ocultismo ou esoterismo

Reposta a um comentário feito por um leitor, achei que seria didático publicá-la:

Já agora quanto a minha duvida sobre a Morte espiritual o que é que acontece exatamente, é que não entendo visto que nada no universo se perde.”

Resposta:

Olá,

Você fez uma pergunta das mais complexas de responder por que sabidamente é preciso certo desenvolvimento nos conhecimentos iniciáticos para compreendê-la perfeitamente sem que leve ao aluno ou candidato ao ocultismo questionar a validade das leis do universo e as ações decorrentes das suas aplicações. Tudo no Universo é mais do que perfeito, vai muito além de nossa própria capacidade imaginativa. Lembre-se sempre que detemos hoje em média 3% a 5% de consciência, apenas. Daí, muitas conclusões pessoais podem estar completamente erradas.

Se for uma lição do ocultismo, apenas procure compreende-la, mesmo que não a aceite de imediato, apenas medite a respeito. Provavelmente, em certo dia, receberá uma luz a respeito da mesma, quando então tudo lhe parecerá claro.

Todo o conhecimento do Ocultismo foram coletados através de ensinamentos de Mestres e Avatares, às vezes transmitidos diretamente quando estes Seres Magníficos aqui estiveram desde as eras mais remotas até os dias atuais e às vezes transmitidos através Seres humanos como canais terrenos.

Há mais de um século atrás se optou pela transmissão deste conhecimento à Humanidade de uma forma condensada e apropriada para o Ocidente, através de um Ser especialíssimo, mais que um iniciado, que foi Helena Petrona Blavatsky, para a qual foi ditado pelos Mahatmas A Doutrina Secreta, obra na qual se baseou a fundação e criação da Escola Teosófica, a qual, a partir de Londres se espalhou pelo mundo.

Graças a essa obra, houve um salto quântico em todo o conhecimento ocultista em todo o Ocidente, algo que já era sabido, praticado e transmitido pelos Mestres no Oriente, pois, na verdade, este conhecimento tem como base o Budismo Tibetano, e anteriormente a este os Mestres Atlantes, portanto, algo mais antigo do que possamos imaginar; provavelmente, há mais de 10 mil anos AC.

Recomendo um pouco de cautela; há livros demais nas prateleiras, que pode levar a uma excessiva fragmentação do próprio conhecimento e visões muitas vezes diferentes, o que também em nada vai ajudar.

Então, o primeiro passo no Ocultismo é: não acredite em nada do que lê, ouve ou capta, mas também não desacredite, pode ser verdade.

Não se esqueça de que o livro mãe de nossas vidas continua sendo a Bíblia, mesmo com as conspurcações que possam ter ocorrido em suas traduções. A melhor versão em português continua sendo a do Pe. Figueiredo.

O estudo de Teologia é básico e fundamental para a correta compreensão da Teosofia.

Você pergunta como falar com os Mestres, bem, o que posso lhe dizer que eles estão à disposição amorosa de todos, entretanto, é necessário atingir o mesmo grau de vibração dos Mestres, o qual é muito elevado, sendo assim, esta não deve ser uma preocupação do aspirante. Poderá se comunicar ou receber comunicações dos Mestres dependendo dos seus trabalhos evolutivos através do plano intuitivo. Depende de você, sua disciplina, sua perseverança e seu comportamento.

Mais fácil e recomendável a todos os estudantes é procurar se comunicar com o seu próprio Deus interior, seu próprio Mestre, seu eu-interior, sua mônada divina.

Use os 3D’s, DISCIPLINA, DOAÇÃO, DEDICAÇÃO, através de meditações diárias, e certamente, um dia, que pode levar anos e isto não deve te desanimar, você ouvirá e se comunicará livremente com o seu Mestre Interior. “Quando você estiver preparado o seu Mestre aparece”.

Quanto à sua pergunta da morte espiritual, embora contrarie todas as leis evolutivas, existe sim e ocorre em determinados casos, mas também ao contrário do que você imagina nada se perde, apenas se transforma.  Nos textos bíblicos é a segunda morte, no Ocultismo é apenas a morte espiritual. Mas para que você não tenha uma visão deturpada deste conhecimento, vou escrever a respeito, se for o seu desejo, e postar em outro dia uma explicação adequada, porque o assunto é longo.

Respondendo a sua pergunta novamente devo te dizer que a coisa não é tão simples assim.

O Ego na psicanálise é o próprio eu, o que pode induzir a um erro na interpretação esotérica ou microcosmo no qual é apenas uma manifestação dos sentidos componente com a personalidade do abstrato superficial anímico. Um dia destes eu escrevo sobre o ego e personalidade.

Mas hoje basta saber que você não pode simplesmente apagar o ego; você precisa dele para sobreviver.

O que ocorre que hoje ele é mais uma manifestação animalesca da fase hominal do momento atual do que uma manifestação dos atributos positivos, assim entendendo, este ego fica gravado superficialmente em características em sua forma anímica, mas somente em princípios, assim como ficarão gravados traços característicos da personalidade, mas que também muda a cada reencarnação, afinal você deve encarar os seus “tikuns” a cada vida, superando os aspectos negativos e substituindo-os por aspectos positivos e criadores sob o ponto de vista humanitário.

De que forma isto é feito? Uma vez você nasce como homem, na seguinte nasce como mulher, e assim vai alternando. Uma vez nasce com um signo, na outra com o signo seguinte, e assim vai indo, até completar as doze casas. Uma vez nasce rico e bem de vida, na outra pobre e miserável, tudo são experiências necessárias para justamente superar as suas piores qualidades e isto é tudo que sobrevem sob os véus de maya. Por exemplo, eu já vi muitos sujeitos brancos vociferando ódios racistas contra os negros, que infelizmente ainda ocorre, o que eles não sabem é que muito provavelmente na próxima reencarnação que nestes casos mais graves pode ser rápida ele deverá vir como mulher negra, pobre, miserável, apanhando e sofrendo com o racismo de outros e com um montão de filhinhos para aprender a amar.

Ou seja, pela continuidade de seus erros sempre há novas re-encarnações que servem para as correções karmáticas, mas o ego-personalidade guarda somente suas características básicas ou princípios ativos e não lembranças de sua vida passada, estas estão gravadas na sua caixa-preta, a qual  é acessada dependendo de sua evolução e seu nível de consciência.

Não sei se me fiz entender, mas de fato a sua pergunta não é tão simples assim. A questão mereceria entender sob os pontos de vistas esotéricos e não exotéricos o que é personalidade, o que é ego, consciente, sub-consciente e inconsciente.

SOBRE A MORTE 

Estive pensando em como colocar as explicações. Sabe, antes de falarmos sobre a morte, sob os seus vários pontos e realizações, é necessário entendermos de onde viemos e o que estamos fazendo aqui.

Dar entendimento, a uma passagem que é morte nos vários planos, sem compreensão de quem somos e de onde viemos (pelos menos em pinceladas), me parece algo incompleto que dificultará a própria compreensão dos caminhos evolutivos, já que a morte é parte integrante e importante destes caminhos.

Entretanto, devemos nos abster de conclusões finais porquanto ainda não temos condições de sabermos a verdade absoluta. Afinal, o que é verdade? Há muitos mistérios ainda a serem desvendados.

Absoluto é somente o Criador, tudo o mais é relativo porque tudo o mais emana Dele.

Por exemplo, o zero no Universo não existe, existiria algo que não tenha sido criado? O Incriado é somente Um, sendo o Um a Casa de Deus, o Absoluto. Portanto, o número um é absoluto, mas já os demais, são todos relativos, porque são relativos ao um. Se o um deixar de existir, os demais também deixam de existir.

Assim, para sabermos o que é a morte em qualquer contexto, é necessário sabermos o que é a vida em todos os Planos de Deus.

As explicações que se seguem são minhas e são baseadas no Budismo Tibetano e na Filosofia Teosófica, mas podem diferir sob vários aspectos de entendimentos de Grandes Teosofistas, mas não porque eles estão errados e eu certo ou vive-versa, mas no momento só posso acreditar naquilo que o meu Santo Anjo Guardião me permitiu conhecer e sei que tudo no Universo encontra-se em movimento, então também não me apego a estes conhecimentos e reconheço que nada sei, absolutamente.

Como eu sempre digo, o que importa é caminhada e não o destino. Deus Pai pede em amor para que sejamos bons sob seus olhos, e não exige que alcancemos algum destino pré-definido por ele. Devemos nos tranquilizar e confiar Nele e somente Nele. Tendo sempre a certeza de que ele sempre nos leva pelos melhores caminhos, bastando a nossa entrega. E quando for chegada a hora, confio que o este estreito caminho já estará traçado e cheio de flores e muito, muito sol e apesar de realmente estreito haverá muitos, muitos irmãos juntos.

No mundo de Deus há muitas moradas, como o próprio Cristo enfatizou. Tudo foi criado a partir do Pai. Como o nada não existe, ou existe apenas como Deus, então de algum lugar viemos, todos nós, seja mineral, vegetal, animal, hominal, angélico ou arcangélicos os semideuses e Deuses. Na minha concepção Deus ainda está acima destes Planos, pois o Grande Arquiteto do Universo, o Incriado, ele não pode estar em nenhum Plano e deve estar em todos como a Inteligência Ativa.

Outro dia ouvi algo extremamente lógico: – Se disserem a uma criança que o universo foi criado por um Big-Bang, é provável que ela pergunte: – E quem criou o Big-Bang?

Em algum lugar, em algum Universo, em alguma dimensão, em alguma morada, vamos encontrar o Planeta dos feijões, o Planeta dos Macacos, o Planeta da soja, o Planeta dos Leões, o Planeta das Pedras, o Planeta das Abelhas que estão fugindo e assim por diante.

A ideia sempre parece ser absurda, coisa de ficção cientifica, mas não o é não. Eles têm de existirem em consciência física e espiritual também, caso contrário eles não poderiam existir em nosso Planeta e em tantos outros do Universo. É assim que trabalham as consciência lípikas, os Senhores da forma, ou os seres do 5º reino. Por exemplo, se acabarem com todos os bois e vacas no planeta. Considera possível que eles deixariam de existir no Universo, ainda mais, estes Seres tão importantes e tão bondosos com a raça humana? Não consideras egoísmo pensar que somente a raça humana deva sobreviver para todo o sempre?

Assim, também há um mundo chamado teosoficamente de Mundo dos Espíritos Virginais, o nosso mundo de origem, de onde todos viemos. Um Reino de Melk-Tsedec. Nada a haver com o Céu dos Cristãos, mas o Céu de Deus. Lá é a nossa Passargada, nosso Paraíso (não a estação Paraíso). Lá nos sentimos em casa, é nossa reminiscência de bondade, pureza, felicidade, é a nossa Plenitude como Deuses e co-criadores do Universo, diretamente conectados (esta palavra é boa, lembra a Internet) com Deus num “chat” ao vivo e a cores.

Mas ocorreu uma catástrofe, porque o Homem, empregando seus Poderes Divinos e Criadores, passou a se comportar como “maus” e estava conspurcando aquele Plano. Aí vemos o que aconteceu com Adam Kadmon e Eva. Acho que o grande culpado foi Eva, que inventou esse negócio de se tornar a única, a mais bonita, etc… (brincadeirinha). Outra descrição encontra-se em Gênesis.

Seja como for, todos fomos expulsos do paraíso, e ocorreu à queda dos Anjos (1/3), a primeira involução ocorrida no Universo.

A primeira raça foi chamada de Adâmica, um ser humano quase abstrato, grande (mais de 10 metros de altura), feio sob os padrões atuais, sem olhos, sem boca, nariz e orelhas, fluídico e transparente, apenas percepção. Isto tudo há mais de 1 bilhão de anos atrás. E assim foi indo, até atual raça ariana terrena. Afirmam os principais Ocultistas que a humanidade foi expulsa do Mundo Celeste não como punição, mas para proteger o Mundo Virginal e proteger o Homem de si mesmo. É, Adão conspurcado por Eva, foi pro vinagre!

Na verdade, não foi Eva, mas Lilith! Eva, coitada, foi à primeira mulher a ser traída e a andar com dor de cabeça! (apenas para descontrair, porque éramos todos andróginos).

Estou ouvindo neste momento “ Conquest of  Paradise” de Vangelis, nada mais apropriado e inspirador.

Os nossos corpos físicos, etéricos, astrais, mentais, vem evoluindo, e assim como nossos espíritos e almas desde então. Isto prova que não pode haver involução incondicional, porque Deus é Pai e jamais abandonaria seus filhos à própria sorte, nem dos vivos e nem dos mortos, pois somos a sua própria obra (lição de Cristo). Da mesma forma, também não pode haver evolução incondicional, exceto Deus, tudo o mais é limitado, ou seja, tem regras, tem limites estabelecidos por uma Inteligência Suprema que a tudo governa e a todos conduz, seja em que reino for, seja em que Universo for, e não cabe a nós seres menores questionarmos o pai, como já o fizemos no passado.

Em nossa queda à matéria, a nossa mônada e o Corpo Espiritual monádico, nosso átomo monádico, foi revestido do corpo espiritual, átomo mental permanente. Para conhecermos a natureza dos átomos temos que estudar profundamente a Doutrina Secreta de HPB ou Tratado sobre o Fogo Cósmico de Al.Bailey, mas não recomendo este estudo enquanto não houver um mínimo de compreensão dos estudos iniciáticos. É como alguém que nunca estudou cálculo I, II, III e IV, de repente passa a estudar os cálculos da física quântica, os quais são profundamente abstratos e incompreensíveis apenas numa lógica simples. Assim também é a Teosofia. HPB não foi um ser humano qualquer, não foi apenas uma mulher aqui na Terra, mas, com certeza um dos seres mais extraordinários que aqui estiveram depois do Cristo, dizem, uma parte da consciência do Sumo-Sacerdote, o que acredito, assim como, houve um Dalai-Lama que era o próprio representante de Melk-Tsedec na Terra e comandou profundas transformações na Humanidade.

Vale lembrar também a história de vida de Alice Bailey que em vida e ainda jovem se encontrou fisicamente com o Tibetano e numa missão programada de 40 anos escreveu vários e preciosos livros de Teosofia e quando findo os 40 anos, o seu compromisso foi desfeito e aos exatos 33 dias após deixou o nosso Plano. Quanto Amor e Doação! E mesmo assim vemos perplexos tanto rancores, ódio e egoísmo em nossa Humanidade!

Oh! Humanidade! Até onde pretendes cair?

Encarcerado nos quatro corpos básicos o Homem perdeu contato direto com a consciência divina ou espiritual e perdeu também sua personalidade divina, entretanto, viu deslocada para o seu espírito reencarnacional sua psique ou consciência humana e juntamente sua personalidade humana-espiritual-psíquica.

Se estudarmos estes mecanismos veremos que a Inteligência Divina foi brilhante. Porque, sobretudo, conhecedores de nossas fraquezas demonstradas em Adam Kadmon e Eva, tratou de proteger a nossa mônada pura e virginal, bem como criou mecanismos de defesa de nosso espírito reencarnacional.

Estou explicando resumidamente, mas a coisa é muito mais complexa que isto, por favor para saber mais, é necessário que você se aprofunde nesses conhecimentos através de Mestres em Teosofia ou Escolas iniciáticas teosóficas. Eu sou apenas um resumidor destes assuntos, colocando-os numa linguagem palatável e mesmo porque este é o escopo meu; ser apenas uma alavanca para novos conhecimentos.

Agora estou ouvindo “Return of Origin” de Mike Oldfield, é muito lindo!

A música é divina, foi trazida ao nosso Plano pelos Deuses e as sete notas, dependendo da qualidade da composição nos levam imediatamente em contato com o Plano Mental. Experimente meditar ao som suave da 5ª e 9ª sinfonia de Bethoven. Dizem que Bethoven, Mozart e outros voltariam agora. Será que está na pele deste menino Jay Greenberg? Já ouviu “The Storm” que ele compôs aos 12 anos numa aula de história? Hoje ele tem quinze anos e já é considerado o novo Mozart! Que maravilha!

Bem, a evolução, como vimos, não é incondicional, Deus é Amor, mas interfere se estamos indo pra cima ou para baixo na cruz, tudo depende de nossas condutas e nosso atos de Amor. É isto ai, só Amor!

Falam muito em Amor próprio, auto-estima, etc… Mas a principal lição do Evangelho de Cristo é amar ao próximo como a si mesmo! Cristo não ensinou a nos amarmos idiotamente, egoisticamente, tudo eu, eu, eu! Quem assim age, nunca amou ao Cristo, pois é amando ao próximo, desde os maiores seres, aos menores mendigos do Planeta é que podemos amar a nós mesmos. Esta chave é teosófica também. Se não reconheces o Cristo que há dentro de qualquer um, não conhecerás o Cristo que habita em ti! Então caminharás para uma nova involução!

Jamais haverá o “eu” verdadeiro e divino sem o outro! Estamos no mundo dos relativos, os dois, três, quatro etc… Só existirão quando reconhecerem o Um e os demais, antes e depois.

Se não precisássemos do outro, bastava o Criador nos colocar, nascendo e renascendo continuamente num Planeta, um Planeta para cada um. Sabem o que iria acontecer? Nada, nada, nada mesmo, no máximo após umas dez mil vidas, seríamos talvez um bom catador de cocos. Por que? Porque precisamos do outro, do próximo, sem ele não poderá haver evolução. Quando se olharem no espelho, ao invés de ficar exclamando: que lindo! Que maravilhoso! Ou que linda! Que maravilhosa! Eu te amo! Procurem ver se conseguem olhar o próximo dentro de si mesmo, aí sim, declarem: “Eu te amo, meu irmão, meu Deus!”. 

Das experiências, vida após vida, reservamos em nosso corpo espiritual reencarnacional as principais características positivas e negativas, quando estas agregamos em nossos atos. São nossos Karmas, tão propalado pelo Budismo Tibetano, mas mal interpretado e mal explicado pelos ocidentais.

Só há um motivo para nossas contínuas reencarnações; os nossos erros. Nascemos e renascemos pelos nossos erros.

E a cada vida nos é dada uma oportunidade de remissão de nossos erros. Deus é amor, a remissão é uma lei universal!  

Ao mesmo tempo a quantidade de atos bons, morais, éticos e amor vão se acumulando e nosso corpo espiritual, e cada vez mais vai se aproximando de nosso corpo de luz, nosso corpo monádico, nosso eu-interior, nosso ser eterno. Eterno é somente esta parte, a personalidade psíquica e até mesmo nosso espírito são perecíveis, como o é a alma, que é um veículo para acúmulo das experiências.

As experiências são fundamentais em nossas vidas. Só podemos aprender o certo quando fazemos o errado, raros são os casos daqueles que já ultrapassaram esta barreira da dualidade. Mesmo porque a tendência natural do ser humano, dado as suas crenças, culturas e métodos civilizatórios atuais, é involuir. Se deixar da forma que se encontra hoje a nossa civilização, mantidas as atuais condições, grande parte desta humanidade tende à involução, e conforme consta na Bíblia, cerca de 2/3 deixarão este Planeta, entre seres humanos vivos e mortos (encarnados e desencarnados).

Para evoluir, é preciso esforço, perseverança, dedicação, doação, disciplina e principalmente amor divino ao próximo. Com estes ingredientes todos podem alcançar a nota mínima requerida para atravessarmos esta Era de Aquários.

Falemos agora sobre a morte.

A morte em si não significa nada tão espetacular assim, apenas o término de um ciclo ou fase. Dá-se uma importância exagerada na cultura atual, um misto de medo e terror implantados na cultura das sociedades. O que isto deveria representar em nossas vidas individuais aonde já se vai milhões e milhões  de anos, desde a Era Adâmica. O que são 80, 100 anos nisto? Ora, teosoficamente, apenas uma grande oportunidade de remissão de nossos erros, limpeza de nossos karmas e a busca determinante de evolução. Evoluir pela teosofia é a busca constante de agregarmos experiências positivas, humanitárias, construtoras, amorosas e grandiosas sob os olhos de Deus para as gravarmos cada vez mais aspectos positivos em nosso espírito que por princípio de criação deveria ser eterno, embora limitados.

Já enfrentamos e experimentamos a morte várias centenas de vezes em cada período, em cada Raça deste Planeta, portanto, é o desconhecido que pode nos assustar.

Para sabermos como é a morte, basta nos lembrarmos quando adormecemos todas as noites. Morremos e renascemos diariamente. Toda noite, temos uma experimentação de cerca de dez minutos de sono profundo, quando perdemos a nossa consciência completamente, e com ela se dá as saídas de almas dos corpos. Para alguns, mais adiantados, nestes momentos a alma entra em viagens astrais e mentais, visita outras dimensões e planos. Para outros, mais cristalizados na materialidade, com muitos apegos, a alma saí do corpo, ou tenta sair, mas mesmo que não consiga mover mais que alguns centímetros, está praticamente liberta do corpo físico. Isto é morrer diariamente.

Mais informações e conhecimentos dos mundos superiores encontramos por menorizadas no espiritismo trazido ao Planeta por este Ser fantástico chamado com o pseudônimo de Alan Kardec. Após o “fracasso” da Revolução Francesa, foi importante esta chacoalhada nos humanos para o despertar da consciência humana para a existência de outros Planos, além deste, testemunhando vida após morte física.

No pós-morte física, você deixa aqui o corpo físico e o corpo etérico, leva consigo parte de seu corpo astral, uma pequena porção que existe no plano físico e outra porção menor ainda do corpo mental inferior. Os átomos do físico e etérico pertencem à mãe Gaia, ou mãe-téria.

Uma vez no Plano Astral você permanece no corpo Astral e Mental. De forma rápida, passam um “filminho” das suas aventuras na Terra, então o Ser toma conhecimento de uma verdade que é a vida posterior em outro Plano. Dependendo de suas aventuras, e quantidades de “manchas” em sua última vida, você passará um tempo maior ou menor neste Plano Astral, para limpar suas lembranças terrenas. Todos os Planos são quaternários, e cada sub-plano possui divisões setenárias, e estas outras sub-divisões setenárias, num total de centenas de sub-divisões.

Na medida em que o Ser esquece a sua vida passada, e vai se conscientizando de suas “bobagens” e erros, ocorre uma higienização de forma a gravar em sua alma e espírito as principais características de consciências positivas, amor, ética e moral, bondade, generosidade, etc..

Quanto mais “coisas” se têm para limpar e criar novas consciências, mais tempo se leva neste plano; do tempo da Terra, algo não inferior a 80 anos, podendo chegar a várias centenas de anos.

Quando pronto já praticamente esquecido de suas lembranças e apegos, abandona seu corpo astral e morre “de novo” e surge no Plano Mental, só com este corpo, novamente é feito um novo trabalho para limpeza das impregnações mentais falsas e negativas, até o momento em o Ser “morre” no Plano Mental ao abandonar voluntariamente esse corpo.

Neste momento desce o véu de maya e sua vida passada é esquecida, mas permanece gravada em seu átomo mental permanente, restando à sua alma somente suas características básicas, positivas e negativas. Ganha então novo corpo mental; desce ao Astral, onde recebe seu novo corpo astral, e vai como que rejuvenescendo até se tornar criança em espírito novamente e poder reencarnar no Plano Físico. Sob o ponto de vista do tempo físico, é um processo longo e demorado de algumas centenas de anos. Este processo só é reduzido para os seres que conseguiram um nível elevado de consciência na vida presente. Como se encontra no caminho da Iniciação e detém grandes conhecimentos e elevado grau de consciência, além de possuir uma soma elevadíssima de bons karmas e pouquíssimos karmas negativos para serem reprisados, sua passagem nos Planos superiores é rapidíssima, mesmo porque, aqui na Terra seus préstimos e seus trabalhos evolutivos para o bem da Humanidade são imprescindíveis. Nestes casos, como em caso de crianças que saíram antes do programado, pode-se reencarnar em menos de um ano do tempo terrestre.

Falamos sobre as ocorrências normais ou rotineiras, entretanto, neste início de novo ciclo evolutivo está sendo exigido um nível mínimo de graus de consciência para novas reencarnações no Planeta. Aqueles que não atingem o grau de consciência necessário,  estão tendo seus espíritos e mônadas fundidas com outros, após os abandonos dos quatro corpos, então, suas almas também são fundidas numa nova, para agregação de positivas e qualidades humanas, para juntas estes Seres fundidos somarem um novo Ser, com outro nível evolucional que permita a sua continuidade no Plano Evolutivo deste Planeta. Surge então uma nova individualidade, maior e mais evoluída.

Esta somatória de consciência não é nada incomum, visto que também, quando houve a descida na matéria, durante a primeira involução, optou-se pela sub-divisão das mônadas e espíritos para que em maior números e atuando individualmente em cada encarnação obtivesse o maior número possível de experiências em menor tempo possível. Este trabalho foi adotado pelas hierarquias visando um apressamento evolucional dos humanos. Então nada mais lógico que retornem a se juntar novamente. Todos estes conceitos e formações devem ser vistas e estudadas sob o ponto de vista abstrato do Universo e não sob conceitos humanos e antropomórficos.

O conceito de almas-gêmeas advém destas subdivisões ocorridas outrora, mas é praticamente impossível que reencontremos numa mesma vida uma das partes da mônada raiz que contém os mesmos registros matemáticos que os nossos. O Universo é sábio, não exporia os seres a essa possibilidade, porque, segundo contam os místicos, seria uma verdadeira “loucura” para ambos. Pelo que se sabe, seriam permitido naquela que seria as últimas vidas na Terra, na qual os Seres em questão obteriam sua iluminação ou santificação, então ocorreria a conscientemente a união perfeita para ascensão do fogo serpentino. Mas este é outro assunto, nada tem com a morte, e sim com a ascensão em vida, destino de todos os seres.

Sabemos também que muitos que não atingem nem o grau mínimo para a fusão, estão sendo separados e guardados para, sem os corpos básicos, serem levados energeticamente para outros Planetas de nível inferior, tratando-se, pois, de mais uma involução, onde a partir dos Planos superiores deste novo Planeta, receberem novos corpos e reincarnarem para um novo recomeço. Estes Planetas possuem seres em níveis evolutivos inferiores ao nosso; dizem um pelo menos é de superfície, mas os seres estão muito próximos das tribos dos homens da caverna. Restarão a estas almas resquícios de sua vida na Terra, apenas como lembranças intuitivas que as impulsionarão para uma caminhada evolutiva.

Sabemos também que há casos raros em que o nível consciência é muito pequeno, ainda assim é concedida uma caminhada involutiva pelo reino animal, de onde já viemos em idos tempos. Nestes casos a consciência é absorvida por outra consciência coletiva e o Ser retorna coletivamente, ou alma coletiva, em corpos de animais da linha involutiva, como os símios, os quais existem para abrigar a linha involutiva e pode continuar a descer até o Reino Mineral para depois, novamente retornar na linha evolutiva.

Cabe não utilizarmos qualquer comparação ou julgamento sobre estes caminhos, pois, o nosso tamanho não permite estas compreensões, decididas por um Tribunal Divino que age por amor a Deus e sua misericórdia.

Em último caso, para os Seres que decidiram enfrentar a Deus e conscientemente se opor a Ele, é reservada a ação de desintegração de todos os corpos e o desfazimento de todos os átomos espirituais, exceto a mônada (parte e semelhança com o Pai), a qual é eterna, e está separado do espírito justamente para não manchar suas vestimentas, podendo a qualquer tempo, pura e virginal, retornar ao mundo angélico. Mas, francamente, ainda não soube de nenhum caso destes, muito embora, está escrito que possa ocorrer desde que tais crimes atentem contra o espírito-santo.

Nada se perderá, porquanto tudo que o espírito acumula não é e nunca foi dele, e sim pertence ao Criador, e cada átomo segue seu próprio caminho e origem em cada Plano. A mônada ou átomo primordial ou divino, jamais se perde, apenas retorna para casa ou pode ganhar novos corpos espirituais e retornar à origem da queda no Plano Evolucional, o qual, mesmo que às vezes pareça retornar para trás, segue sua evolução sempre relativa, e jamais incondicional.

Transcrevo a seguir um ensinamento iniciático oriental:

Segundo os Antigos o papel desempenhado pelo Eu ou Ego é retratado pela imagem de um cavalheiro que viaja no interior de uma carruagem puxada por cavalos e dirigida pelo cocheiro. O destino a ser tomado é ditado pela vontade do passageiro. Segundo esta lenda, a imagem tem o seguinte significado:

Cavalheiro – mônada

Carruagem – corpo físico

Cocheiro – mente

Cavalos – corpo emocional

Rédeas – correntes racionais da mente

Paisagens – mundo externo.

O Eu interno é o cavalheiro, dono da carruagem, cuja vontade é induzida ao cocheiro. Porém nem sempre os cavalos obedecem ao comando deste. Acontece até, em caso de extrema rebeldia, que os animais (nossas emoções inferiores) tomem as rédeas nos dentes, não mais atendendo a nenhum comando, ou à voz da razão. Neste caso a carruagem pode ser jogada num precipício. Quando acontece tal desastre, só resta ao passageiro a opção de saltar a tempo e se salvar, por ser ele imortal, portanto, não podendo ser destruído como os demais veículos de que faz uso.

Com a atenção voltada para os animais, o cocheiro abstrai-se, não ouvindo a voz do dono da carruagem a quem somente deveria obedecer, por ser o único dono que sabe o destino final da viagem. O cocheiro se envolve de tal forma com os animais que acaba se confundindo com eles. Na iminência de um desastre o passageiro não pula na boléia para dominar os animais, pois esta função cabe ao cocheiro.

Como vimos, no risco de um desastre, ou destruição dos veículos, a Mônada pula fora para salvar-se. Este episódio configura o mistério da segunda morte, que outra coisa não é senão o abandono do quaternário inferior pela Mônada. Se tudo corresse segundo os arquétipos divinos, os veículos inferiores não deveriam ser destruídos. Eles não foram criados para serem destruídos e sim para imortalizarem; a única razão de nossa existência. Esta é a pedra de toque da mais alta iniciação. Os nossos corpos deverão adquirir as mesmas características da Tríade Superior, a fim de que possamos dizer como Jesus, o Cristo: “Eu e o Pai somos UM”.

Desculpem-me todos se no final o texto está meio truncado. É sempre assim, vou ficando cansado e costumo me distrair e impacientar-me para terminar, é uma falha pessoal que necessito trabalhar. Há uns sete anos atrás eu escrevia melhor e de forma mais clara.

Luz Plena!

OM TAT SAT

Por Atama Moriya re-publicado em 29 abril de 2013.

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