13 mar 2013 – A estrutura do Capitalismo atual só produz iniquidades e destrói o trabalhador: não há futuro!

A estrutura econômica dos EUA e que serve de modelo aos países ocidentais mostra claramente que o modelo esgotou-se e conforme vários economistas tem mostrado nos últimos anos, só tem aumentado o empobrecimento do trabalhador nas ultimas décadas, notadamente nos últimos trinta anos.

Na apresentação a seguir, um trabalho de compilação de vários outros trabalhos publicados recentemente, vamos ver claramente que este atual sistema apenas drena de forma contínua todas as riquezas para apenas 1% da população, enquanto a renda do trabalhador diminuiu drasticamente no mesmo período.

O sistema está de tal forma moldado legalmente e estruturalmente que não há forma alguma de isto possa ser revertido. Em realidade os super-ricos estão absorvendo toda a riqueza do mundo capitalista e não há como parar este processo em andamento não só nos EUA, mas também na Europa e outros tantos países do mundo capitalista.

O trabalho apresenta dados somente dos EUA, mas o reflexo será o mesmo nas demais economias. Praticamente não haviam super-pobres nos EUA, hoje estima-se que pelo 5 milhões de americanos estão nesta condição. E o numero de pessoas nesta condição tem aumentado.

Também aumentou-se o numero de pessoas trabalhadores de baixa renda que saltou de aproximadamente 15% da população para algo em torno de 30% da classe.

Com isto diminuiu-se o numero de pessoas da classe média e diminuiu consideravelmente sua riqueza, seu poder econômico.

Vejamos:

original – http://www.youtube.com/watch?v=6zH_mj4m3kI

Referencias do vídeo:

http://www.motherjones.com/politics/2…
http://danariely.com/2010/09/30/wealt…
http://thinkprogress.org/economy/2011…
http://money.cnn.com/2012/04/19/news/…

 

Na apresentação observa-se que a desigualdade, o abismo entre os pobres e os super-ricos cresceu assustadoramente nos últimos 30 anos, embora a economia americana tenha quase dobrado de tamanho neste período.

Houve somente um super favorecimento da classe rica que efetivamente mais que triplicou a sua renda, enquanto a renda média dos demais trabalhadores caiu em média 25 a 30% e paralelamente houve uma grande transferência de trabalhadores da classe média para a classe pobre que dobrou de tamanho.

Os dados de 2012 comprovam que 80% da população (classe média+classe pobre) possuem apenas 7% da riqueza em capital medida em ações, fundos, poupança, e o restante 93% está concentrado em apenas 20% da população chamada de super-ricos (vão muito além de ricos).

Destes 20% super-ricos, apenas 1% possuem 40% de toda o capital de investimento dos EUA. São os verdadeiramente elite americana.

Os pobres americanos já representam 30% da população e juntos possuem apenas 0,5% da riqueza nacional. Já podem ser chamados de super-pobres americanos. Boa parte está desempregado. Mesmo que todos estivessem empregados os números gerais não mudariam.

O trabalhador médio americano ganha 380 vezes menos que o trabalhador da classe rica, estes são os super CEOs. Há um abismo que numa situação normal do capitalismo deveria ser de 3 vezes mais por ano.

Enfim, os 1% mais ricos representam 3 milhões de americanos e detém 40% da riqueza, e os super pobres aprox. 90 milhões de americanos que detém 0,5% da riqueza do país.

O que eu tenho alertado e outros tantos há anos, é que este mecanismo avassalador da estrutura do capitalismo está em todos os países, não somente nos EUA e não há outros mecanismos em vigor ou que possam ser adotados que possa impedir que a super concentração de riqueza continue a acontecer nos próximos anos, décadas.

Em algum tempo passado, após a 2ª. Guerra mundial, as elites criaram mecanismos para o super enriquecimento e o consequente super empobrecimento dos trabalhadores, e há suficiente leis, normas e regulamentos que os suportam para tanto, e de forma completamente errada porquanto todos os mecanismos e estruturas econômicas deveriam objetivar a equanimidade econômica na sociedade. Ao contrário da equidade, vemos o crescimento da iniquidade nas leis, normas, regulamentos, pensamentos e filosofias de vida.

Nem as tentativas (fracassadas) de super taxação dos ganhos será suficiente, acaso existisse, mas não existe.

Dinheiro é mesmo poder. E se mal distribuído como está tira completamente do poder as classes trabalhadoras.

Sem poder econômico cresce a infelicidade, a tristeza, a sensação de desamparo e falta de perspectivas melhores de futuro. Morrem os sonhos.

O sonho americano foi para o brejo.

Também está indo para o brejo o sonho de milhões de trabalhadores de países que seguem o modelo estrutural americano na economia.

O super enriquecimento das elites mundiais cria capital excessivo para especulação financeira e criação de várias formas de exploração humana.

Triste e sem poder o trabalhador psicologicamente tenta manter seus sonhos através do seu consumismo, como não tem muito, parte para o crédito, cartões, por exemplo, e vai continuar a consumir e pagar juros. E desta forma a economia vai levar o que pouco que lhe resta.

Em termos teóricos uma economia saudável, equilibrada, equânime em justiça social traria as classes A, B e C tendo diferenças entre 20 a 30% de ganhos entre elas. Seria o mundo ideal. Seria se existisse.

Sou daqueles economistas que acreditam mesmo que há uma super injustiça social em curso, a maior de toda a história humana, que os super ricos, são realmente super ricos porque há leis que os suportam, mas são leis injustas porque se conseguem ganhar muito além do que deveriam é porque exploram basicamente as necessidades humanas da maioria dos trabalhadores, aos bilhões. Esta exploração econômica assemelha-se ao moderno escravagismo.

Não haveriam super ricos não houvesse bilhões de humanos para serem explorados, eles formaram esta super riqueza através da exploração econômica das necessidades dos humanos mais pobres, portanto, nada justifica este abismo em termos de justiça econômica.

Os super pobres do mundo poderiam falir sucessivamente qualquer organização mundial, bastando que deixem de consumir seus produtos e seus serviços. E por que não? Pior que está não fica.

Você pode não saber, mas as elites do poder mundial estão e sempre estiveram unidas e estão endurecendo para manter o Domínio sobre os trabalhadores. Há uma guerra não explícita em curso.

Não penso que o Estado dominado pelas elites em todo o mundo possa resolver estas questões, estes desvios estruturais profundos. Será necessária a união dos trabalhadores em prol de si mesmos já que ninguém vai fazer algo por eles, a não ser oferecer algumas cenourinhas de vez em quando.

Pensem nisto.

Crescendo a insatisfação humana, crescem as mortes por os homicídios, a violência  os roubos, assaltos, os suicídios, assassinatos em massa, o aumento do Estado Policial, a supressão dos direitos do cidadão, diminui a liberdade, aumenta a miséria humana, a fome, as doenças e as epidemias (que são frutos do estado psicológico e mental do ser humano) e finalmente as revoluções e guerras inúteis onde somente os pequenos morrem.

Hoje vivemos num Planeta em que ao menos 1 bilhão de seres humanos passam fome regularmente e mais 1 bilhão eventualmente. E ninguém se importa. Estamos cegos e insensíveis as dores humanas, todas notícias da televisão se tornaram novelas surreais para os que assistem. Uma ficção,mais um filme de catástrofe para ver, apenas isto.

A razão de todas as desgraças humanas que acontecem diariamente em todo mundo é a miséria humana em todos os sentidos. Se ela tende apenas a crescer, e estamos deixando que isto aconteça, certamente devemos nos preparar para coisas piores no futuro.

Por Atama Moriya em 13 de março de 2013.

Esse post foi publicado em "2012" - Fim de um ciclo, Crise econômica e marcado . Guardar link permanente.

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