11 mar 2013 – Dois anos após o tsunami de Fukushima – o que mudou?

Um super desastre como o de Fukushima traz em si muitas mudanças comportamentais no mundo. Acho que principalmente o consequente acidente com o colapso da Usina Nuclear que piorou muito a situação da região, causando fortíssima contaminação na região e que ainda está vazando na planta e em águas marítimas trouxe uma consciência dos riscos que as sociedades sofrem com estas atividades radioativas, ou ao menos deveriam fazer as pessoas refletirem sobre a questão.

Usinas Nucleares

Acho que esta foi a causa da principal mudança que haverá no mundo todo. Uma forte e grande mudança de paradigma atual sobre geração de energia.

Usina nuclear de Angra dos Reis

Usina nuclear de Angra dos Reis (Photo credit: Rodrigo_Soldon)

Tanto o Japão, pressionado pelo Povo e consequências desastrosas que estão apresentando o vazamento dos elementos radioativos na região (há muitas notícias sobre crianças principalmente que foram e/ou estão sendo contaminadas pela radioatividade), quanto vários outros países já repensam mesmo a desativação das Usinas Nucleares para geração de energia.

O ano passado o governo japonês anunciou que pretende mesmo desativar todas as Usinas Nucleares em atividade no prazo de 10/15 anos, passando a gerar energia por termoelétricas movidas a gás.

A mesma decisão já foi tomada também pela Alemanha que pretende ter todas as suas Usinas Nucleares desativadas até 2022/27, planejando substituir também por energias produzidas por gás do petróleo.

Estamos de frente com dois gigantes na economia mundial entres os quatro maiores do mundo atual. Isto é uma mudança muito importante e a bem da civilização. Muitos outros países na Europa estão a discutir esta hipótese também e deverão seguir o exemplo japonês e alemão.

Há uma condição importante também que ajuda nesta tomada de decisão: haverá falta de uranio a partir de 2015, o que tornará este minério muito mais caro no mercado mundial.

E há alternativas boas e suficientes hoje para geração de energia sem necessidade de Usinas Nucleares, contudo, há forças que não pretendem mesmo desligar as suas Usinas. 

Por outro lado o preço dos gases tem se mantido mais estável que o petróleo e novas descobertas mundiais são muitas delas de gases de petróleo, sendo ele mais abundante e disponível nas próximas décadas, a despeito de um futuro de escassez de petróleo (óleo) em poucas décadas em vista do Pico de Hubbert.

Na contra-mão de Fukushima e Chernobyl, vários países estão a instalar novas usinas nucleares (até o Brasil tem planos de mais duas Usinas), então, no balanço dos acontecimentos catastróficos ligados a Usinas Nucleares, o mundo ainda não aprendeu o suficiente. Os EUA que possuem mais de duzentas Usinas Nucleares pretendem ampliar sua planta nos próximos anos, só para citar um exemplo.

Serão necessários mais acidentes graves para o óbvio se tornar ululante?

Na verdade, razões econômicas de líderes ocultos e corporações seguem caminhos que nem em terceiro plano visam a preservação da vida humana na Terra. Nem de longe isto é importante para eles.

Por Atama Moriya, em 11 de março de 2013.

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