23 jan 2013 – Redução do preço da energia elétrica no Brasil é uma medida excelente e vai trazer muitos benefícios

Quando o governo acerta eu venho e congratulo. A medida da Presidente Dilma para redução dos preços da energia elétrica em todo o país terá reflexos muito positivos a curto e médio prazo na economia.

Para a indústria a redução poderá chegar a 32% e isto vai se refletir fortemente na estrutura de custos de produção e ajudar a tornar os preços dos produtos mais competitivos no mercado interno e externo.

Qualquer economista sabe que o crescimento econômico depende de bases de insumos suficientemente bons, abundantes e baratos. É um ponto de partida na produção. A redução do custo do insumo energia tem reflexos imediatos e efeito cascata a médio prazo importantíssimos para o povo.

Não basta isto, é evidente, mas é um passo importante, a despeito da crítica de alguns poucos que acham que isto não vai significar muito.

Para os consumidores, a medida poderá trazer redução média de 18%. Uma pena que a medida não foi acompanhada por alguns Estados da Federação por motivos políticos.

O ideal seria que a reforma tributária fosse avante, mas isto não vai acontecer nem a médio prazo. Por que? Porque o nosso Congresso é mesmo muito frouxo e os governadores dos Estados não vão colaborar de jeito nenhum. Uma pena.

Daria para imaginar uma economia muito melhor, por exemplo, baixando o imposto estadual de consumo, o famigerado ICMS, para limites máximos de 16% e redução gradativa para 6% em dez anos. Seria um sonho. Um sonho mesmo porque os governadores que absolutamente não tem nenhum compromisso de desenvolvimento do país jamais aceitarão isto.

O ICMS, imposto de consumo de produtos a base de 25% é uma aberração, produto de um Brasil de cinquenta anos anos, criado para sustentar arrecadações pesadas sobre o povo injustamente massacrado. A culpa nunca foi do povo pela fraca arrecadação de impostos no passado, mas sim de toda uma estrutura tributária criada na revolução militar que pesadamente apenas o povo.

A ideia de impostos lineares na base da pirâmide é ótima apenas para aumentar a arrecadação a lá Roma, mas é o pior critério para o trabalhador, causador das tremendas injustiças sociais que vemos na economia atual. Nenhum país desenvolvido possui a nossa estrutura tributária; uma aberração econômica, e por isto este país ainda está atravancado e acarreta uma das piores divisões de renda familiar no mundo.

Quem sabe um dia o povo eleja representantes dignos no Congresso que verdadeiramente estejam interessados e voltados exclusivamente a melhorar a vida do pobre, a não apenas e tão somente a sua conta-corrente pessoal.

Por Atama Moriya em 23 janeiro de 2013.

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