21 jan 2013 – Suicídio de Aaron Swartz deixa o mundo pior ..

English: Aaron Swartz at a Creative Commons event.

English: Aaron Swartz at a Creative Commons event. (Photo credit: Wikipedia)

Seguramente um dos principais ativistas – guerreiro da internet – a favor da “liberdade” nas comunicações e informações, suicidou-se ou foi suicidado aos vinte e seis anos de idade, apenas. Um gênio que via no conhecimento compartilhado caminho para superar a mesquinhez capitalista.

Depois de lutar contra o ACTA e SOPA gerando movimentos de liberdade na internet. Aaron Swartz sem dúvida mexeu um vespeiro ao derrubar estas tentativas de cerceamento da liberdade através de movimentos sociais na internet o SOPA que virou PIPA e devido a pressão dos ativistas apoiados pelo povo e empresas como o Wikipédia.

O (suposto) suicídio do gênio da programação e ativista Aaron Swartz não é somente uma tragédia, mas um sinal da enorme dimensão do conflito político e ideológico envolvendo defensores de uma Internet livre e emancipatória, de um lado, e grupos organizados dentro do sistema que pretendem privatizar e limitar o acesso à produção intelectual humana, de outro. – http://www.esquerda.net/artigo/aaron-swartz-guerrilheiro-da-internet-livre/26338

Aaron Swartz at a Boston Wikipedia Meetup

Aaron Swartz at a Boston Wikipedia Meetup (Photo credit: Wikipedia)

O mundo não é cor de rosa, é preto e branco, e é muito mais preto que branco (da dualidade entre o bem e o mal), enquanto imaginamos que tudo ocorre “normalmente”, outros que mantém o poder obram contra os povos e o que mais irrita “O Domínio” é a liberdade de informação e conhecimento que se alastra pela internet e grupos sociais. Claro, pois é através do conhecimento e da informação que a manipulação mental dos seres humanos vai ruir. Quando ruir será muito difícil a dominação dos povos pelas falsas crenças, falsas idolatrias, falsos dogmas, falsos pré-conceitos, falsas ideologias e falsos conceitos de valor como ética e moral que dominam o homem dito moderno.

Aaron estava sendo processado por supostas atividades ilegais, mesmo o download da biblioteca do MIT nunca surgiu na rede, se é que houve este download. De qualquer forma gigantes corporações exigiram a sua condenação, afinal eles querem dominar o mundo, sendo donos do conhecimento a despeito dos outros seres humanos.

Se há algo que pode melhorar a vida dos outros seres humanos, por que vai se querer esconder o conhecimento? Não somos “gado” que nos alimentamos conforme a vontade de “nossos Mestres do Mal”. Ridículo e por demais egocêntrico o comportamento destes que podemos já chamar de falsos “profetas” mencionados no Apocalipse.

Ao impedir que o conhecimento chegue ao ser humano, impede-se a evolução, do indivíduo, da sociedade, da civilização, simples assim. Não há na face da Terra nada pior do que roubar a consciência dos indivíduos, e no futuro, ainda bem distante, isto será considerado o crime mais hediondo que o ser humano pode fazer com o outro.

Aaron Swartz era um gênio que estava enxergando, como poucos, o longo alcance do corte de liberdade na internet. Mas a sua luta não será em vão, tenham certeza que inspirados por ele milhares de outros se encaminharão e lutarão para que o ser humano possa se libertar deste Domínio que sofre.

A perseguição do poder contra Aaron Swartz

Ele estava sendo processado e enquadrado pelo promotor público de Massachussets e advogados do MIT por vinte e nove crimes!!!???

Estava sendo considerado pior que os autores dos 11/09, e queriam que o Juiz e Juri o condenassem a 50 anos de prisão por causa do supostos download!!!

Sem dúvida o maior bullying legal do governo americano contra um cidadão que não matou ninguém, não fez guerra nenhuma, nenhum atentado terrorista, não inventou nenhuma bomba atômica, não provocou nenhuma morte por fome, miséria e exploração humana. Um absurdo o comportamento dos poderosos do governo americano. Por aí se vê que a influencia americana no mundo não é mesmo para o bem da humanidade. Se eles fazem isto com um cidadão deles, imagina o que normalmente fazem com os cidadãos do mundo inteiro? Imagina o que já fizeram de ruim nos últimos cinquenta anos?

Eu tenho alertado neste blog sobre o crescimento descontrolado do “Estado Policial” no mundo sob a poderosa influência americana. A longo prazo isto é o que de pior pode acontecer para a nossa civilização terrestre. Temos de combater bravamente esta torpe ação contra o ser humano! Se isto continuar a crescer, tenho certeza, acaba a civilização!

O julgamento da ação penal estava marcado para abril de 2013 e Aaron Swartz recusava-se a comentar o assunto em entrevistas, palestras e eventos. Alguns especulam que o suicídio está ligado com o processo penal, considerado por muitos como uma resposta do governo dos Estados Unidos contra o ativismo libertário de Aaron. Na opinião de Greenwald, o colunista do Guardian, ele “foi destruído por um sistema de ‘justiça’ que dá proteção integral aos criminosos mais ilustres — desde que sejam integrantes dos grupos mais poderosos do país, ou úteis para estes –, mas que pune sem piedade e com dureza incomparável que não tem poder e, em especial, quem desafia o poder”.

As lições de um jovem revolucionário

Há muito o que extrair das falas, dos textos e das ações do génio da informática Aaron Swartz. Ativista político, sociólogo aplicado, defensor da Internet livre, criador de mecanismos de compartilhamento de dados e crítico da forma como a sociedade global está se estruturando contra as liberdades básicas, Swartz deixa aos jovens da era da Internet um forte recado revolucionário: a mudança começa em cada um. Todo indivíduo possui autonomia para pensar e contestar o que está posto. Além de contestar, a ação colaborativa pode modificar as instituições existentes em uma perspectiva pós-capitalista. O conhecimento pode ser compartilhado, softwares podem ser desenvolvidos em conjunto e projetos podem ser executados com o financiamento coletivo.

Informação é poder

Swartz enxergou muito além do que seus contemporâneos e tentou mobilizar os usuários de Internet para construção de um outro mundo. Infelizmente, não foi apoiado da forma como precisava. A reverberação de suas ideias e suas ações ainda é muito fraca. Mas isso não é motivo para desistência. A brevíssima vida deste jovem estadunidense pode inspirar corações e mentes. Em tempos de discussão no Brasil sobre o Marco Civil da Internet, corrupção da política e agigantamento do Judicário, o resgate a seu pensamento é necessário. Ainda mais em um país que conta com mais de 80 milhões de usuários de Internet. A questão é saber se as pessoas terão curiosidade e interesse em compreender o projeto de vida de Swartz ou se irão continuar lendo notícias produzidas por corporações interessadas na limitação da liberdade na Internet.

Em 2008, indignado com a passividade dos cientistas com relação ao controle das informações por grandes corporações, Swartz publicou um manifesto intitulado Guerilla Open Access Manifesto (Manifesto da Guerrilha pelo Acesso Livre). Trata-se de um texto altamente revolucionário, que encerra com um apelo: “Não há justiça em seguir leis injustas. É hora de vir à luz e, na grande tradição da desobediência civil, declarar nossa oposição a este roubo privado da cultura pública. Precisamos levar informação, onde quer que ela esteja armazenada, fazer nossas cópias e compartilhá-la com o mundo. Precisamos levar material que está protegido por direitos autorais e adicioná-lo ao arquivo. Precisamos comprar bancos de dados secretos e colocá-los na Web. Precisamos baixar revistas científicas e subi-las para redes de compartilhamento de arquivos. Precisamos lutar pela Guerilla Open Access. Se somarmos muitos de nós, não vamos apenas enviar uma forte mensagem de oposição à privatização do conhecimento – vamos transformar essa privatização em algo do passado” (cf. ‘Aaron Swartz e o manifesto da Guerrila Open Acess‘).

A força criadora do jovem Aaron Swartz residia em um profundo espírito crítico e questionador. Nesta entrevista abaixo (sobre o Progressive Change Campaign), Swartz explica como seu ativismo começou: “Eu sinto fortemente que não é suficiente simplesmente viver no mundo como ele é e fazer o que os adultos disseram o que você deve fazer, ou o que a sociedade diz o que você deve fazer. Eu acredito que você deve sempre estar questionando. Eu levo muito a sério essa atitude científica de que tudo que você aprende é provisório, tudo é aberto ao questionamento e à refutação. O mesmo se aplica à sociedade. Eu cresci e através de um lento processo percebi que o discurso de que nada pode ser mudado e que as coisas são naturalmente como são é falso. Elas não são naturais. As coisas podem ser mudadas. E mais importante: há coisas que são erradas e devem ser mudadas. Depois que eu percebi isso, não havia como voltar atrás. Eu não poderia me enganar e dizer ‘Ok, agora vou trabalhar para uma empresa’. Depois que percebi que havia problemas fundamentais os quais eu poderia enfrentar, eu não podia mais esquecer isso”. Nesta entrevista, Aaron (aos 22 anos), esclarece que livros como Understanding Power (de Noam Chomsky) foram fundamentais para compreender os problemas sistémicos da sociedade contemporânea. Todavia, a situação não é imutável. O primeiro passo é acreditar que é possível fazer algo.

leia também – http://www.outraspalavras.net/

http://www.naturalnews.com/038705_Aaron_Swartz_federal_government_bullying.html

http://www.dailymail.co.uk

http://abcnews.go.com

http://www.huffingtonpost.com

http://www.eff.org/deeplinks/2013/01/farewell-aaron-swartz

http://www.huffingtonpost.com/2013/01/12/aaron-swartz_n_2463726.html

 

 

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2 respostas para 21 jan 2013 – Suicídio de Aaron Swartz deixa o mundo pior ..

  1. Michael disse:

    Dark Angel says : January 28, 2013 at 9:43 pm

    Phil Schneider, era um engenheiro ex-governo estrutural que estava envolvido na construção de bases subterrâneas militares (DUMB) em todo o país, e de ser uma das três únicas pessoas a sobreviver ao incidente de 1979 entre os Grays alienígena e as forças militares norte-americanas no Dulce base subterrânea. Ele tinha um segurança Rhyolite apuramento o mais alto cada para sair e dizer como ele é. Seu trabalho como um geólogo para o governo, que o levou para mais de 70 países.
    Phil Schneider, um homem corajoso, perdeu a vida devido ao que parecia ser uma execução ao estilo militar, em janeiro de 1996. Ele foi encontrado morto em seu apartamento com cordas de piano ainda enrolado no pescoço.

    http://adventofdeception.com/underground-cities-new-world-order-phil-schneider/

  2. Coração disse:

    Atama,

    “A força criadora do jovem Aaron Swartz residia em um profundo espírito crítico e questionador”

    Com essas palavras você define bem um mártir da liberdade na internet, por questionar publicamente suas ideias, Aaron desafiou o poder usando as redes sociais, por incentivar a autonomia do pensar e contestar, poder esse que existe em cada um de nós. Ele partilhou o conhecimento e foi caçado impiedosamente. As mudanças sociais, estão nas iniciativas voluntárias voltadas para o bem social, a limitação imposta pelos “donos da verdade” tentam a todo custo barrar o conhecimento, que é um direito de todos nós.
    Que a busca deste rapaz possa servir de exemplo, para muitos que estão sufocados e prontos para reverter essa triste história.

    Claudia.

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