17 jan 2013 – Desperdício de alimentos produzidos ameaça o mundo e piora a vida das pessoas

Esta situação de perda de alimentos que segundo relatório da ONU pode atingir a 50% de tudo quanto é produzido no mundo é algo extremamente preocupante.

Hoje temos uma população mundial que ultrapassou a marca de 7,1 bilhões de pessoas, e aproximadamente 1 bilhão passa fome neste momento e mais 1 bilhão passa fome regularmente.

No Brasil, embora não se divulgue claramente estes dados, pelo menos 60 milhões possuem renda muito abaixo do padrão mínimo necessário para uma correta alimentação ou passam fome regularmente, pelo menos uma parte. A situação é muito mais grave em países subdesenvolvidos do continente africano.

Em estudos desenvolvidos pela ONU na década passada indicavam que a produção de grãos no mundo seria suficiente para alimentar pelo menos 10 bilhões de seres humanos.

Mas o que explica a fome, então?

Em um aspecto a estrutura econômica adotada no mundo permite que os alimentos trafeguem em sociedades mais ricas em abundância e sejam produzidos e negociados em menor quantidade nos países mais pobres, independente da procura. A má distribuição das riquezas ocorre não somente dentro de cada sociedade, mas também entre países.

Em um aspecto mais profundo, vemos que abundância produz desperdício, que com certeza ocorre de forma predominante nas classes mais ricas e muito menos em classes mais pobres.

A própria sociedade segrega alimentos com menor qualidade, não os levando para industrialização e comércio e isto pode chegar a 30% do que é produzido. Outros aspectos importantes dizem respeito a conservação dos produtos em armazéns e silos que muitas vezes produz enormes desperdícios, principalmente por prazos de validade vencidos e não negociados ou doados por questões meramente comerciais antes de se estragarem.

O que estamos vendo hoje é a necessidade real de mudanças de hábitos dos consumidores, das indústrias, dos negociadores e intermediários para que no presente haja alimentos suficientes para os 7,1 bilhões de seres humanos do planeta e não apenas para 5 bilhões e que o desperdício seja reduzido com novos hábitos.

Havendo possibilidade de menor consumo, pode ter certeza que a própria economia traçará caminhos de distribuição e preços para um número maior de pessoas do planeta que no momento estão sem este acesso ou por falta de comércio do produto ou por condições menores de renda.

De concreto, o que imaginamos mesmo é que precisamos urgentemente criar mecanismos de solidariedade natural para que os alimentos cheguem às mesas dos bilhões de seres humanos que passam fome neste momento e neste caso não importa se eles tem ou não condição financeira de arcar com isto, posto que a fome não espera, ela não pode esperar que indivíduo consiga melhorar de vida, ter emprego, melhores rendas ou que o país, de cada uma deles, melhore economicamente perante o mundo.

Cabe ao homem compreender que ele não produz coisa alguma neste Planeta, tudo já existe, ele pode no máximo jogar uma semente ao chão, mas o resto é feito por “ordens superiores” que governam o mundo mecanicista. Assim sendo, ao jogar fora um simples berinjela ao invés de doá-la a um irmão que não a tem, ele está criando um enorme “karma” pelo qual ele será chamado e cobrado duramente.

O homem não pode ser feliz pensando na hora de sua refeição diária que outros humanos não tem o que comer, sequer um grão de milho. Acaso assim não pensasse, que espécie de homem seria?

Não haverá nenhuma sociedade justa e feliz o suficiente enquanto não abraçarmos os “irmãos menores” como se nossos filhos fossem.

Na busca por uma sociedade mais justa para nós mesmos, precisamos entender que as mudanças têm de começar dentro de nós mesmos e não ficarmos a vida toda esperando que os outros mudem os fatos da vida achando que não temos ação ou responsabilidades pelas desgraças alheias.

Será tão difícil imaginar que todas as desgraças alheias que acontecem, mais cedo ou mais tarde também vai nos atingir?

Será tão difícil imaginar que tudo que aparentemente não tem relação a nós, como guerras, fomes, injustiças sociais, homicídios em assaltos ou crimes passionais, serial killers, assassinatos em massa em escolas, roubos, seqüestros, mortes prematuras, doenças, etc.. de fato, pelas leis que governam o universo divino, são consequências diretas e retas de nossas próprias iniqüidades, seja individual ou coletiva? E se assim não fosse, certamente o nosso Deus, qualquer que seja ele, seria tão louco como nós seres humanos, as linhas tortas da escrita certa e inabalável do Criador.

Por Atama Moriya em 17 de janeiro de 2013.

Esse post foi publicado em "2012" - Fim de um ciclo, Crise econômica e marcado , . Guardar link permanente.

Uma resposta para 17 jan 2013 – Desperdício de alimentos produzidos ameaça o mundo e piora a vida das pessoas

  1. Adriana disse:

    Gente, é inaceitável que pessoas passem fome, ainda mais sabendo que temos alimentos suficiente.
    …”Em estudos desenvolvidos pela ONU na década passada indicavam que a produção de grãos no mundo seria suficiente para alimentar pelo menos 10 bilhões de seres humanos.”

    Até quando isto será permitido por nós? Até quando seremos coniventes com está situação?

    Isto me faz pensar que todo sofrimento que está humanidade, civilização dito “moderna” passa na atualidade é muito pouco, perto do carma que carregaremos diariamente por cada vida que negamos o direito de viver…

    Somos todos responsáveis direta ou indiretamente… Quer tenhamos ou não consciência.

    Adri

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