07 jan 2013 – Uma Prosa sobre o ano de 2013 que se inicia

Meus caros leitores espero em 2013 voltar a escrever com mais intensidade. Dei uma quase pausa em função de outras atividades e para poder observar melhor os grandes acontecimentos e grandes decisões mundiais daqueles que são verdadeiramente líderes nesta Civilização que é guiada por uns poucos.

As pessoas que mais conhecemos como líderes pela mídia são em verdade apenas coadjuvantes, os verdadeiros protagonistas são outros que se escondem na sociedade, porém, fazem acontecer ou precipitam os principais acontecimentos e norteiam os destinos dos povos.

Olhando a lista da Forbes e do Bloomberg dos cem mais ricos, fica claro que os protagonistas não aparecem e permanecem ocultos. O PIB mundial gira em torno de 50/60 trilhões de dólares, contudo, há circulando em riquezas no mundo algo em torno de 400 trilhões de dólares. Ou seja a economia privada é, mesmo descontando os eventuais exageros, no mínimo 4 vezes maior que todos os governos.

Quem é o dono desta “grana” toda? Veremos que isto está concentrado nas mãos de apenas algumas dezenas de famílias seculares. Não se intitulam na maioria das vezes donos de grandes empresas ou corporações, mas são os seus principais acionistas, mesmo que super ocultamente com nome de corporações diversas que dificultam os rastreamento.

Há milhões de toneladas de ouro acumuladas ao longo de séculos em Bancos Suíços que pertencem mais de 80% a poucas famílias e não de governos.

Governos são empresas falidas há séculos, sobrevivem a custa de empréstimos privados e da rapinagem de “impostos” cobrados coletivamente da massa trabalhadora mesmo que esta não tenha condições de pagá-las. A prática de colher mais impostos proporcionalmente dos “pobres trabalhadores” É muito antiga e vem do tempo de Roma e longe de ser justa é apenas uma questão matemática que produz as desigualdades na economia.

Dá a César o que é de César! – sim frase secular de Cristo é correta, mas deveria servir para todos, indistintamente, e não apenas para a classe trabalhadora. São séculos de exploração humana que chegam ao seu auge nesta Era de Aquarius e não cabe mais ao cidadão comum aceitar que isto continue ao longo deste novo milênio.

Não acredito em revoluções porque ao longo dos séculos percebemos que todas elas foram criadas e manipuladas pelas elites, o famoso 1% do mundo que foram alvo de fortes protestos populares em Wall Street em 2012. Daí porque a Revolução Francesa, dentre tantas outras, fracassou em seus ideais de Fraternidade, Igualdade e Liberdade.

No passado, no inicio do segundo milênio houve a fracassada tentativa dos templários em promover os mesmos ideais através de seus bancos que dominavam toda a riqueza da Europa, a despeito das monarquias falidas econômicas e moralmente, além de serem  promotoras de injustiças sociais. O que aconteceu? sob o comando de uma Igreja Católica déspota unida aos Monarcas, vimos a grande caçada e morte dos templários e suas riquezas saqueadas para as mãos de famílias feudais da época. O Povo continuou na miséria e mundo conheceu a grande era do obscurantismo dirigido por uma elite nefasta que promoveu o maior atraso evolutivo da humanidade, conhecido como os mil anos de escuridão, que somente começou a ter fim no século vinte, quando da carroça passamos a ir para a lua em menos de 70 anos.

Daí porque também o período militar recente no país foi um fiasco que atrasou o Brasil em mais de cinquenta anos de desenvolvimento em todos os campos da sociedade. Quase “morremos de verdade” e estamos ressurgindo das cinzas aos poucos, contra a vontade da elite mundial que agora é vítima dos próprios mecanismos sociais frouxos que criou para a nossa desestabilização. No Brasil, onde quase tudo é uma bagunça completa, nenhum grupo consegue de fato impor domínios, sejam corporações, governos, partidos ou elites econômicas. Faltam regras maios claras e o próprio Povo não segue nenhuma por muito tempo.

Eu tenho certeza que o mundo será umas dez vezes melhor em termos de justiça social e igualdade ao final deste século XXI, mas isto custará muito sofrimento neste meio tempo porquanto é mesmo pelo sofrimento que as evoluções de pensamento e filosofias amadurecem e florescem, sempre foi assim na história da humanidade e não será diferente neste século.

Dor, dor, para que te quero? Para aprender…

China e Rússia no hemisfério Norte e Brasil e o MERCOSUL no hemisfério Sul são os grandes protagonistas neste momento da Civilização no sentido de criarem novos conceitos e filosofias que se implantarão no mundo aos poucos. E no embalo, vemos muitos países seguirem este barco como os produtores de petróleo do Oriente Médio, alvo de acirradas disputas neste momento e possíveis guerras atômicas, e vários países da África que tentam se libertar da exploração econômica européia estabelecida em tratados antigos dos séculos XVIII e XIX que os dividiu como se fossem “condados” a serem explorados. São séculos de exploração africana sem trazer nenhum desenvolvimento democrático, econômico e social. A África é o continente que mais abriga ditadores, são mais de vinte no poder hoje.

Na prática o que europeus e americanos pregam como sendo bom para governos de outros países, como as críticas pesadas sobre a Argentina e Venezuela, é somente uma conveniência, porquanto o que eles fizeram e fazem na África e Oriente Médio é eivado de desgraças sociais, ditaduras e favorecimentos às grandes corporações multinacionais.

A crise econômica da Europa e EUA vai continuar a fazer mais vítimas entre os trabalhadores, e vai crescer os movimentos sociais, ainda apaziguados por um sindicalismo fraco e pelego. A crise neste países acaba se tornando mundial porque respinga em todos os continentes, mas é absolutamente localizada.

Não há soluções para a crise, nem a médio prazo. O que estamos vendo é a degeneração do capitalismo a começar neste países.

Americanos e Europeus estão a tentar aprovar super taxação sobre os grandes ganhos, o que é o primeiro passo para ajustamento da economia, porém, é um longo caminho até chegar a taxação dos ganhos de capital e aumento das taxações sobre a herança. Para este segundo momento ainda falta muita crise.

Enquanto isto os trabalhadores vão enfrentando o desemprego contínuo (é uma espiral que ainda está longe do fundo do poço), diminuição das garantias trabalhistas, diminuição no salários, aumentos dos impostos, desaparecimento de direitos sociais como saúde, transporte, aposentadorias dignas e investimentos em educação.

O mundo é dual, para haver uma super melhora, tem de haver uma super piora e o fundo do poço ainda está longe de acontecer. Devem crescer os protestos de trabalhadores por toda a Europa e uma constante ameaça de revoluções.

Não vejo neste momento nenhum sinal de mudanças significativas no mundo econômico ocidental, porquanto, o grande motor destas mudanças, o Povo, está desunido conforme era de se esperar e assim foi programado.

A classe A continua ganhando os seus milhões e não está nem um pouco preocupada. A classe B, se esmera em se preocupar apenas com sua posição e emprego, então, a classe C e os desempregados estão falando com as paredes porque não tem voz na sociedade. Os parlamentares representam a elite, como sempre em qualquer país do mundo, exceto nas ditaduras e no socialismo.

Portanto, aos pobres somente resta o caminho dos protestos, o que em pequenas escalas nada representam ou comovem as sociedades, como temos visto nos EUA e na zona do Euro.

Mais resultados negativos e consequências trará o aumento da recessão mundial que está galopante e está literalmente falindo governos como a Grécia que já é considerada irrecuperável, a Espanha e Portugal. Nos próximos anos veremos nesta dança a Itália, França e Inglaterra.

Inabalável o comportamento dos preços do petróleo e dos principais grãos agrícolas: continuam a subir a uma média de 15% ao ano, a despeito de qualquer queda no consumo. Este comportamento não vai mudar durante as próximas décadas.

Ou seja, os países que se encontram em crise econômica terão anos difíceis à frente.

Piorar para melhorar, eis o ciclo da civilização, imutável.

Por Atama Moriya em 07 de janeiro de 2013.

Esse post foi publicado em "2012" - Fim de um ciclo e marcado , . Guardar link permanente.

2 respostas para 07 jan 2013 – Uma Prosa sobre o ano de 2013 que se inicia

  1. maria disse:

    INÍCIO 2013… o que eu li de relatos, sonhos , contatos, visões , vídeos , etc… sobre o fim do mundo em 21.12.12 ! Tantas mentiras…

  2. Adriana disse:

    Boa-noite a todos.
    “Meus caros leitores espero em 2013 voltar a escrever com mais intensidade…”
    Nós também…Atama, esperamos que os anjos, o Universo e os seres de Luz te inspirem…

    “Dor, dor, para que te quero? Para aprender…”
    Grande verdade…
    Para que serve a dor senão para ensinamos a viver de forma mais consciente e amorosa…?
    Quem nega o aprendizado da dor é porque não aprendeu…
    “Piorar para melhorar, eis o ciclo da civilização, imutável.”
    Adorei…
    É muito bom iniciar o ano 2013 com o norte que nós dá…

    Que venham mais textos…

    Adri

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