10 out 2012 – Ajustamento falha. Portugal cai nos rankings do FMI até 2017

Portugueses perdem o comboio do desenvolvimento e serão ultrapassados por eslovacos, lituanos e estónios nos próximos cinco anos

Christine Lagarde, diretora-geral do FMI

Christine Lagarde, diretora-geral do FMI
D.R.

09/10/2012 | 17:22 | Dinheiro Vivo

Portugal continuará, até 2017 inclusive, a ser um dos países do mundo com menor crescimento, com mais desemprego e a economia continuará a perder posições no ranking do poder de compra per capita indica o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ou seja, cada português, continuará a descer (a empobrecer) quando se olha para a lista dos mais de 180 países analisados pela instituição.

De acordo com as projeções do Fundo, que é um dos elementos da troika no país que tem estado a desenhar, juntamente com o Governo, o programa de ajustamento económico e financeiro, Portugal chega a 2017 em pior situação económica relativa do que estava em 2011.

Isto é, nos próximos cinco anos, apesar de se assumir uma recuperação tíbia na economia, o desemprego nunca ficará abaixo dos 13% da população ativa e o país será ultrapassado no indicador de riqueza por pessoa (em paridades de poder de compra) por três países: este ano, Portugal será suplantado pela Eslováquia, em 2015 pela Estónia e em 2017 pela Lituânia.

Os dados do relatório de outono das Perspetivas Económicas Globais (World Economic Outlook), que assumem os efeitos das políticas tomadas até “meados de setembro”, mostram que Portugal passa do 10º pior crescimento (neste caso, recessão) mundial para o 5º lugar em 2012 e entra mesmo no pódio dos piores em 2013, com a terceira recessão mais agressiva do mundo (-1%) atrás de Espanha (-1,3%) e Grécia (-4%).

No capítulo do mercado de trabalho, para o qual há informação disponível para 104 nações o país nunca conseguirá sair do grupo dos dez piores. Com as políticas seguidas – e o FMI já deverá incorporar os efeitos da terceira alteração ao Código do Trabalho que entrou em vigor a 1 de agosto, bem como as reformas no subsídio de desemprego – o nível de desemprego tenderá a descer muito pouco. Depois de 16% em 2013, o fenómeno continuará a ser pesado: 14,7% em 2015, 14,2% em 2016 e 13,6% em 2017. O país alternará sempre entre o nono e o décimo pior lugar nestes últimos anos, altura em que, supostamente, a economia já não estará sob intervenção direta da troika. Se tudo correr como dizem as autoridades.

O empobrecimento de cada português (média) também parece garantido até 2017. Do 42º lugar mais rico do mundo em 2011, Portugal descerá gradualmente na lista, sendo ultrapassado por várias economias do leste europeu. Em 2017, será o 45º mais rico do mundo já corrigido pelo poder de compra.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO064488.html?page=0

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