12 jun 12 – A Espanha quebrou.. – é o quarto da zona do euro – que venha o próximo!

Não é oficial, aliás nunca dizem que é oficial, para não causar mais panico nos mercados financeiros, mas é claro, claríssimo que a Espanha segue a mesma trilha de Irlanda, Grécia e Portugal. Faliu…

Contudo, sem sustos, afinal conta com o respaldo do Fundo de Estabilidade da zona do euro, do FMI e ainda pode receber ajuda do BCE.

Mas faliu ao solicitar 100 bilhões de euros para salvar bancos… É isto mesmo que vpc~e está lendo. Soa estranho que em regimes capitalistas liberais bancos estejam sendo salvos desde o crash americano de 2008 e isto ainda vai continuar a acontecer. Ou seja, bancos com prejuizos, a descobertos, com estouros nos derivativos, e governos ditos capitalistas socorrendo-os em troca de ações. Isto se chama estatização forçada, mesmo que outros nomes estejam sendo dados.

Lembro que os países ricos eram os primeiros a criticarem duramente todas as estatizações forçadas que aconteciam em países em desenvolvimento até o final do século passado. É, o mundo mudou… Cadê os meninos de Chicago???

A Espanha é um grande país, mas não tem futuro econômico mais nas condições da zona do euro. Seus desemprego médio passa de 25%, jovens até 25 anos tem desemprego superior a 50%. Os salários públicos estão caindo, muitos desempregados se somam diariamente. Sua principal fonte de renda é o turismo, que caiu drasticamente em toda a Europa, aliás em todo o mundo. Assim, vai ficar difícil se manter.

Sua dívida pública é de aproximadamente 1 trilhão de euros e somados com a dívida privada deve somar hoje 1,4 trilhão de euros.

Com tamanha dívida, nem o Brasil com esta super produção agrícola, de indústrias de base, de petróleo, energia alternativas, energias sem petróleo, etc.. conseguiria pagar em médio prazo. É respaldo da UE que sustenta a fé dos espanhóis, nada mais.

Até os clubes como o Real Madrid e Barcelona estão sendo alvos de pesadas críticas e ações de procuradores do governo, afinal devem em impostos mais de 300 milhões de euros em impostos não pagos, igual aos clubes brasileiros, só que em proporções gigantescas.

O governo espanhol alega que a situação está sob controle e com o respaldo da UE ainda paga taxas baixas em seus bonds, algo em torno de 6,3%; até menor que as taxas de bonds brasileiros, curiosamente ou anormalmente.

Acho que em três meses a Espanha pede um novo socorro de centenas de bilhões de euros.

Aguardemos.

Por Atama Moriya em 12 junho de 2012.

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