15 mai 12 – Crise Econômica e Política na Europa ganha novos capítulos na Grécia, França e Espanha

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en: Angela Merkel at G8 conference in Heilgendamm, Germany pt: A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, fala à imprensa após reunião do G 8, em Heilgendamm, Alemanha (Photo credit: Wikipedia)

Observamos que estamos vivendo um certo período de acontecimentos meio que em “pause” na economia e na política.

Todos já esperavam que em algum tempo veríamos também a derrocada política nos países em crises na zona do euro. Em meio ao aumento da crise econômica que mergulha a zona do euro a um crescimento médio previsto de 0,3% a 0,5%, significa basicamente que apenas a Alemanha crescerá neste ano e que outros países estão não somente em recessão com crescimento negativo como devem enfrentar também o aumento forte da oposição social contra os pacotes de austeridade que estão sendo impostos.

Fitch e S&P tem seguidamente rebaixado os bancos europeus, de vários países, e isto não parece que vai ter um final muito feliz ao longo do tempo.

A map of Europe, with ISO 3166-1 alpha-2 codes...

A map of Europe, with ISO 3166-1 alpha-2 codes in place of the names of countries and other territories. (Photo credit: Wikipedia)

Inversamente ao que se esperava A China anunciou que não mais utilizará seu fundo soberano para compras dos títulos dos governos europeus, dando um basta nestes investimentos e isto é um anuncio importante e que terá muitos reflexos no re-financiamaneto contínuo dos papéis de países com problemas, como Portugal, Grécia, Espanha, Itália e França.

Há uma natural e lenta degradação destes papéis da dívida.

Países como Portugal, Grécia, Espanha desafiam as leis da economia, porque estão literalmente sem mais condições de assumir endividamentos públicos e estão sem nenhum gás para suportar os próximos meses sem mais recursos. Se isto não é a falência, não sei que nome se dá então.

Ok. A Alemanha surge então como a grande salvadora do MCE. E o BCE se torna a única fonte de recursos, porém, até mesmo o BCE e o FMI necessitam urgentemente de angariar mais fundos de socorro. Talvez a saída seja emitir e emprestar, numa conta muito perigosa que pode levar toda a Europa em inflação e depressão ao mesmo tempo.

Políticamente as novas eleições tem provado que o povo não vai mais aceitar e aprovar novos e novos planos de austeridade, vistos os resultados na França, Grécia e mesmo na Alemanha onde o partido de Angela Merkel sucumbiu perante sua oposição que no discurso quer o fim das austeridades.

Sem austeridades a falência se torna mais certa ainda, porém, os planos de austeridade que afetam neste momento somente os trabalhadores tendem a retardar uma hecatombe política e econômica, contudo, este adiamento já vem acontecendo desde a década de 90 e não me parece que neste período mudanças importantes tenham ocorrido no cenário mundial que possa dar perspectivas econômicas saudáveis a toda a Europa.

Acho que uma crise definitiva se aproxima cada vez mais da europa e não vejo nenhum sinal claro que isto possa ser revertido nos próximos três a cinco anos, nem em dez anos.

Por Atama Moriya em 15 de maio de 2012.

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