27 mar 12 – “tenho pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquido” – palavras do senador Cyro Miranda do PSDB reclamando de seu salário

E eu Senador, aliás, senador, fiquei com pena do senhor por enganar o povo brasileiro ao se eleger no nosso “apodrecido” Congresso de déspotas aparentemente para defender a causa do “Povo” e não causa própria. O senhor deveria estar servindo o Povo Brasileiro e não se servindo do Povo Brasileiro.

Que dizer do povo que vive aos milhões ganhando apenas mil reais bruto por mês, paga uma carga tributária média de 38% em tudo que consomes e não tem mordomias, salários extras, verbas de gabinetes, dezesseis aspones, etc…

Não deveria, mas mais uma vez fiquei estarrecido com os nossos políticos congressistas. Ganham muito, ou melhor, custam muito sangue e suor do povo e não produzem absolutamente nada que presta. Para não dizer que nada produzem, produzem sim, algumas tremendas bobagens e muitos acordos políticos “intra-muros” e escusos na maioria das vezes, tanto escusos que nunca se tornam públicos porque seria uma vergonha conhecê-los, não é?

A notícia acabei de ler a notícia no UOL a propósito de aprovarem na comissão do senado o corte de salários adicionais como o 14. e 15. salários.

Mas vejam parte da notícia:

“A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou nesta terça-feira (27) o projeto que acaba com o pagamento dos 14º e 15º salários a deputados e senadores. O texto ainda precisa passar pelo plenário do Senado e depois, pela Câmara, para que o benefício seja extinto em definitivo.

O projeto foi aprovado por unanimidade entre os presentes na comissão, mas o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) protestou contra o que chama de “baixo salário” pago aos congressistas –que ganham mensalmente R$ 26,7 mil.

“Eu não vivo do salário de senador, mas tenho pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquido com a estrutura que temos aqui. Sou favorável ao projeto, mas que a gente pense diferente quando se propuser remuneração [aos parlamentares]”, afirmou.

O senador Ivo Cassol (PP-RO), que na semana passada suspendeu a votação do projeto ao afirmar que o “político no Brasil é muito mal remunerado”, não estava presente na votação de hoje –mas encaminhou voto por escrito à comissão declarando-se favorável ao projeto. No voto, o senador pediu que seja suprimida do projeto a expressão 14º e 15º salários por não “caracterizar corretamente a natureza jurídica da parcela em questão”.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1067867-comissao-do-senado-aprova-fim-do-14-e-15-salarios.shtml

a notícia ainda prossegue:

“Além do salário mensal de R$ 26,7 mil, cada senador recebe mensalmente R$ 15 mil em verba indenizatória para despesas em seus Estados de origem, combustíveis e divulgação do mandato, entre outras finalidades. Também recebem cota de passagens aéreas para deslocamentos aos Estados e as despesas com telefone e Correios pagas pelo Senado.

O texto é de autoria da ministra e senadora licenciada Gleisi Hoffmann (Casa Civil), que apresentou o texto antes de assumir o cargo no Palácio do Planalto. Pagamento semelhante é feito aos funcionários públicos que são obrigados a mudar de cidade.

A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) prometeu apresentar projeto no Senado propondo a extinção dos chamados “jetons” no Poder Executivo. “Isso é para que também no caso dos ministros de Estado não engordarem seus vencimentos com conselhos de empresas estatais que desvirtua aquele processo de formação dos seus vencimentos”, disse.”

Vemos por aí que alguns poucos tentam colocar alguns limites nesta farra do boi do Congresso com mais de quinhentos deputados e oitenta senadores. É gente demais para nada fazer..  E mesmo que trabalhassem de verdade, não seria necessário mais que 100 deputados e mais que trinta senadores. O gabinete não deveria ter mais que um assessor, uma secretária e dois assistentes e um office-boy.  Aliás, o gabinete é reduzido e não cabe mais que isto mesmo.

Também acho que no Brasil se super valoriza estes políticos, costumamos endeusar demais estes “caras”, quando em realidade são apenas servidores públicos enquanto exercendo a função para os quais foram eleitos.

Também deveria ser colocado um limite de apenas um re-eleição seguida e um intervalo de oito anos para qualquer outra candidatura em qualquer cargo público, seja no executivo, legislativo ou judiciário.

Não aguentamos mais tanto político “velho” que se revezam nos poderes, executivo, legislativo e judiciário por mais de trinta anos!!!

A ditadura militar acabou há décadas, mas na prática ela continua a existir através desta podre migração de poderes nos cargos públicos ou melhor seria chamar de cag… públicas?

E ao contrário do que falam, o Brasil tem jovens suficientementes preparados para substituírem todos estes “velhos políticos” que hoje apenas representam o passado e não o futuro desta Nação. Mas para tanto é necessário que se dê espaços para os mais jovens.

E sem ofensas ao pessoal da terceira idade que não são o alvo desta crítica em absoluto, contudo, estes “velhos políticos” cujos nomes rodam nas lideranças destes partidos inúteis há décadas e são sempre os candidatos a alguma coisa já findaram suas participações. Creiam-me, não mais precisamos deles!!! Chega!!!

O discurso deles é que nós é que precisamos deles, e não é verdade!!! É uma mentira! – como diria o Pe. Quevedo.

Acorda, Brasil!!!

O que você acha?

Por Atama Moriya em 27-03-2012.

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10 respostas para 27 mar 12 – “tenho pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquido” – palavras do senador Cyro Miranda do PSDB reclamando de seu salário

  1. Antonio disse:

    O Congresso nacional é na verdade uma grande confraria, onde seus membros se revezam de 4 em 4 anos. Nunca ficam completamente fora do controle das instituições públicas. Se um deputado fica sem mandato, logo assume um ministério, uma diretoria estratégica em algum órgão público e por aí vai. Em política não existe o termo “inimigo” ou “adversário”. Todos são religiosamente unidos e rezam pela cartilha da “camorra”. Nenhum político trabalha em benefício da nação. Aliás, o que é mesmo nação ?

  2. Lucas disse:

    MARX ESTAVA CERTO…

  3. Lucas disse:

    “OS TRABALHADORES NÃO TÊM NADA A PERDER EM UMA REVOLUÇÃO, A NÃO SER SUAS PROPRIAS CORRENTES….”

  4. Lucas disse:

    QUANDO OS SOCIALISTAS TOMAREM O PODER ESTES VERMES VAO SER FUZILADOS EM PRAÇA PUBLICA HAHAHHAHAHHAHAHAHAHAHAHHA

    VIVA O SOCIALISMO VIVA A REVOLUÇAAAAAAAOOOOOOOOOO

  5. Nelo disse:

    Acabar com o voto obrigatório é uma solução imediata, uma vez que o processo de politização, via educação demorará algumas décadas!!! Caso, fosse aprovada uma lei acabando com a obrigatoriedade, passaríamos a ter nas urnas eleitores mais consciente do voto, mudando o perfil do Congresso Nacional e, de outras esferas do PODER! Sou a favor do fim do voto obrigatório!

  6. robson disse:

    SERA QUE NA IMPREZA DELE O SALARIO MINIMO DEVE SE MAIS DE 19 MIL KKKKKKKKKKKKKKKK

  7. robson disse:

    É PARA HUMILHAR NOS QUE GANHA SALARIO MINIMO

  8. Coitadinho dos Senadores…..

  9. jose rafael ferreira disse:

    isto é pouco voce pensa que isto é tudo ista enganado aguarde-os!

  10. ebonamico disse:

    Prezado Atama,
    Esta matéria foi apenas mais um reflexo do verdadeiro lixo político que habita o poder atualmente no pobre Brasil. Estou exausto de ler sobre tanta podridão e falta de honestidade destes indivíduos. Infelizmente não acredito mais na democracia como força popular, pois o povo brasileiro está contaminado e se submete ao ciclo vicioso das promessas fúteis e vazias pré-eleitorais, votando sempre nas mesmas figuras, doentias pelo poder e pelo dinheiro fácil. Na minha opinião, a única solução seria educar as nossas crianças para serem absolutamente intolerantes à corrupção e aos corruptos e tomar uma medida mais radical “limpando” a nossa política, simplesmente colocando estes políticos no “paredão” e fuzilando-os. Que maravilha!
    Se fôssemos um país de primeiro mundo com um povo educado, tanto o governo como os políticos do congresso (sinônimo de pizzaria e de circo), já estariam depostos e presos por longos anos, mas infelizmente somos um país de “cucarachas” que nada fazem ou até fazem, piadas sobre os escândalos, que já se tornaram corriqueiros.
    Eu sinto muito pelo que meu país se transformou.
    Com tristeza e revolta me despeço,
    Eduardo Bonamico

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