16 fev 12 – O caminho da Irlanda, Grécia e Portugal: o último que sair apague as luzes!

Pelo que se lê da mídia e os comentários dos analistas, além de boatos vindos de Frankfurt parece claro que estão mesmo preparando a saída destes países da zona do euro.

As condições impostas ao governo grego para a concessão deste segundo pacote de ajuda estão sendo consideradas “incumpríveis” e os próprios gregos estão achando que a condição atual é humilhante perante a UE.

De fato, os boatos que circulam dizem respeito a conversas entre investidores e líderes da Europa que consideram as três economias em crise, Irlanda Portugal e especialmente Grécia sem condições de recuperação econômica nem a longo prazo, e como são consideradas hoje mais problemas e turbulências do que países que conseguirão se recuperar e ajudar a zona do euro na recuperação econômica global, já consideram mesmo a hipótese de suas saídas do euro como soluções para que se concentrem na Espanha e Itália, países maiores com economias mais consistentes a longo prazo.

O que dizem também é com saída dos três países mais problemáticos, a Alemanha considerará viável concordar com o plano francês de autorizar o BCE a emitir trilhões de euros que serviriam de suporte para recuperar as dívidas de todos os países restantes e injetar este capital gigante na economia para enfim dar impulso na recuperação.

Em tese a idéia parece ser lógica, embora imoral com relação aos três países que querem ver fora, mas é ao mesmo tempo uma terrível arma contra a própria zona do euro.

Andam repetindo a todo momento que situações desesperadoras exigem medidas desesperadas. Será que isto se justifica?

A curto prazo a injeção de muito capital na economia serve de alento, recupera os ânimos dos investidores e bancos, desvaloriza a moeda para torná-la competitiva, PORÉM, também pode a médio prazo, caso os resultados da competitividade e emprego não sejam bons, levar a zona do euro para um processo de estagnação seguida de deflação e desemprego, e se cair neste poço, não se recupera mais, definitivamente.

Lamentamos se isto for verdade pelos povos de Grécia, Portugal e Irlanda, que vão sobrar na frente do tempo em uma crise terrível e com pouquíssimas chances até no longo prazo. Será do tipo “o ultimo que sair apague as luzes”.

Veremos.

Por Atama Moriya em 16 de fevereiro de 2012.

 

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