06 fev 12 – Para piorar a situação dos países ricos vai faltar Urânio a partir do ano que vem! Energia uma questão de vida ou morte!

A situação de escassez de minérios no mundo e suas perspectivas futuras não são nada alegres e otimistas. Além de cobre, alumínio, minério de ferro e outros que não vão durar além de cinco décadas, temos o urânio cada vez mais escasso no mercado mundial. Sem urânio, sem energia. Simples.

A questão de energia é o grande calcanhar de aquiles para o desenvolvimento da economia e progresso da humanidade. Para se criar uma sociedade bem desenvolvida e equilibrada sob o ponto de visto socioeconômico é fundamental ter como base energia abundante e barata. Nenhuma sociedade será capaz de se desenvolver economicamente de forma justa enquanto este precioso insumo for escasso e caro.

Hoje energias boas e em grandes potenciais são gerados principalmente por usinas movidas a petróleo como as termoelétricas, usinas hidroelétricas, e usinas movidas a carvão extremamente poluentes. Contudo nos países ricos a maior parte da energia é gerada em Usinas de Energia Nuclear. A geração de energia eólica, solar e outras que estão sendo pesquisadas não são ainda capazes de suprir nem 5% das necessidades atuais e mesmo que se aplique maciçamente nestes projetos a geração que se obtém ainda é muito baixa para atender pelo menos 20% da demanda. Ocupa-se áreas gigantes que produzem muito pouco e em baixa tensão. Este é o dilema dos países ricos. Uma equação de vida e morte.

A produção de energias de forma alternativa ainda é incipiente para  atender o consumo atual, principalmente industrial.

Vejamos a situação do Urânio utilizado nas Usinas Atômicas.

O mundo produziu 53,5 milhões de quilos de urânio em 2010, mas consumiu 86,1 milhões de quilos. Thomas Drolet, o presidente da Drolet e Serviços Associados Energia, previu que uma escassez de urânio vai atingir o mundo em 2016 de acordo com  Mineweb.com . Mineweb diz que a crise de abastecimento é amplamente prevista para começar no próximo ano.

Um especialista nuclear deu a entender que haverá urânio suficiente apenas por mais três anos – no máximo – mas antes mesmo disto ficará prejudicada a demanda da indústria de energia nuclear. 

O cenário atual sugere que um período de carência ainda vai haver para estas substituições, incluindo novas reservas e outras tecnologias as quais dificilmente estarão disponíveis neste tempo. 

Um aumento esperado na demanda por urânio para alimentar reatores novos podem ficar sem preenchimento se novas ofertas não entrarem em operação, o que significa um revés para a China, Estados Unidos e outros países ricos que estão cada vez mais dependentes de energia nuclear para alimentar suas economias.

Os preços do urânio spot subiram de US$ 45 por libra-peso em meados de 2010 para US$ 70 no início do ano passado. 

Analistas dizem que o momento é ideal para empresas de urânio para fazerem grandes aquisições. 

Em 2010, o mundo precisava de cerca de 65.000 toneladas de urânio para alimentar seus 433 reatores em operação. Mas globalmente, apenas 53.663 toneladas foram minadas em 2010 e 10.600 toneladas vieram de armas através de acordo de reaproveitamento de armas entre os Estados Unidos e Rússia. 

Existem 433 reatores de trabalho já existentes, 62 em construção, 156 planejadas, e 343 propostas. Um numero absurdamente perigoso à humanidade, mas não se tem ideia para evitar este caminho no momento. E não haverá urânio suficiente para todos.

O Japão paralisou a maioria de seus 50 reatores nucleares na sequência de Fukushima, mas especialistas advertem agora que o país não teria escolha a não ser colocar on-line pelo menos 30 dos reatores ou sofrer brutais consequências econômicas (de fato, os reatores já estão voltando a operar normalmente).

Por estas e outras continuo apoiando a construção de Usinas Hidroelétricas no Brasil e conheço bem de perto pelo menos doze destas nossas Usinas e sei que os danos ambientais são pequenos e perfeitamente reversíveis ao longo do tempo.

O Brasil precisa desta alternativa de produção de energia para sustentar o seu desenvolvimento e contribuir decisivamente não só para o crescimento industrial de regiões carentes de riqueza econômica, mas principalmente porque através de nergia barata e abundante poderemos enfim proporcionar a base do nosso crescimento socioeconômico sustentável.

Não podemos esquecer que seguramente há no Brasil uma população mínima de 60 milhões de pessoas fora ainda do contexto evolutivo econômico, são párias ainda da sociedade e é fundamental trabalharmos estas questões energéticas para toda o país.

Sem energia abundante e barata não diminuiremos este abismo econômico que separa os ricos dos pobres neste país. Isto é fato e não teoria.

Considero muito hipócrita as pessoas que vivem em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e estão tentando barrar a construção de novas hidroelétricas. Elas não pensam nos menos favorecidos em regiões distantes, no Norte, no Nordeste, e centro oeste e oeste brasileiro que carecem de desenvolvimento e sem energia não vão atingir um padrão minimamente descente de vida. Há dezenas de milhões de brasileiros que vivem nestas regiões.

Por falta principalmente de insumos as indústrias estão se instalando apenas em grandes centros do país, o que é uma lástima em termos de distribuição de renda.

Sem a construção de hidroelétricas em poucos anos vamos ter de racionar energia, os produtos vão ficar mais caros, a produção será reduzida, enfim uma cadeia de acontecimentos negativos para o desenvolvimento do Brasil.

Não gostaria que recorrêssemos em Usinas nucleares as quais estão sujeitas a grandes acidentes como Chernobyl e este ultimo no Japão cujo numero de vítimas ainda será conhecido nos próximos vinte anos e tenderá a ser de milhões de vidas perdidas prematuramente.

As termoelétricas são soluções, porém causam muito mais danos ao meio ambiente planetário do que se imagina ou pretende-se convencer as pessoas. O aumento do aquecimento global foi de 6% em apenas um ano de 2010, conforme relatórios da ONU e as consequências disto ainda estaremos vivenciando por décadas.

Voltando a situação do urânio, certamente ele vai se escassear nos próximos anos e seu custo será cada vez maior no mundo, fato que poderá acarretar em grandes recessões nos países ricos dependentes deste tipo de energia elétrica. Um novo desastre se avizinha de qualquer forma para os países do Norte, uma vez que a alternativa petróleo também está diminuindo em produção mundial.

Eu vejo que muitos países inevitavelmente estão entrando em rota de inviabilização de desenvolvimento econômico sustentável nas próximas décadas. Sem energia suficiente e barata seus destinos podem estar selados.

Por Atama Moriya em 06 de fevereiro de 2012.

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Uma resposta para 06 fev 12 – Para piorar a situação dos países ricos vai faltar Urânio a partir do ano que vem! Energia uma questão de vida ou morte!

  1. adeodato da silva perpétuo disse:

    os países desenvolvidos, no meu modo de pensar nao vao mais sair da crise económica em que se encontram. porque quando os paises emergentes nâo tinham tecnologia nenhuma era tudo importado dos estados unidos ITÁLIA alemaha e vários outros paises . hoje a tecnologia está espalhada em quase todos paises do mundo. o brasil tem várias fábricas de carros e outros produtos. mesmo esta tecnologia pertecendo a estes paises desenvolvidos, ela nâo dará emprego nos paises de origem. por isso a economia destes paises chegou ao seu limite máximo. eles nâo tem geito de crescer mais. vao ficar assim . eles vao ter que fazer o controle populacional , porque eles nâo tem mais espaço no mundo para crescer. é muita ilusao as pessoas pensarem que a economia mundial vai melhorar. o brasil ainda está em uma posiçao melhor porque tem muitos recursos naturais que podem ser exportados para outros países. e tambem o brasil pode aumentar muito a produçao de alimentos que tanto o mundo nessecita. e aqueles países velhos como a grécia, que nâo tem recursos naturais e nem espaçao territorial para produzir alimentos, é que a economia deles nunca mais reagirá. não quero dizer que o brasil não vai sofrer com esta crise económica mundial, mas nós temos muita riqueza que pode menemizar a situaçao.

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