03 nov 11 – E continua o drama grego…”O retorno”

Todos diríamos na semana passada que pelo menos em parte o eurocalipse estava adiado por algum tempo, mas o Primeiro Ministro grego surpreendeu a UE voltando a Grécia e submetendo o pacote de empréstimos, acordos e austeridades em referendum no congresso grego.

Bom, diríamos, ele jogou para a torcida e meio que lavou as mãos das consequências que advém deste acordo.

Logo, recebeu uma pressão violenta dos demais dirigentes da UE e ameaças tácitas de ser retirada da zona do Euro.

Hoje, antes do encontro em Paris do G-20, Papandreou roeu as cordas e disse que não haverá mais o plebiscito  no congresso de deputados, desde que ele tenha o apoio da oposição.

Que confusão!

Até dezembro, sem novos empréstimos da UE a Grécia estará literalmente falida em dezembro, sem nenhum euro em caixa para efetuar pagamentos.

Aceitando o acordo, a Grécia e seu povo estarão decretando uma incrível situação de aperto, desemprego e “miserabilização” popular. Em não aceitando, serão expulsos da zona do euro e as consequências de uma falência são também imprevisíveis a curto prazo.

Mesmo aceitando o acordo o governo grego tem um deficit no conta correntes gigante e ano após ano isto vai continuar a crescer e não diminuir, mesmo com pacotes de austeridade em curso e outros que venham a ser adotados. Há apenas um caminho previsível: vai acabar se tornando um país cheio de miseráveis ao longo dos próximos anos. A renda, os salários e empregos vão diminuir drástica e rapidamente.

E se o caminho da miséria popular é certo, por que o povo deveria aceitar logo de cara toda esta imposição da UE e do FMI? O que será que o povo grego está pensando? Querem mesmo esticar o sonho europeu de primeiro mundo a despeito de haver dezenas de países pobres que não vivem este sonho, mas não estão devendo nada, a ninguém e crescem a taxas superiores a 5% ao ano? Quem está vivendo a realidade, dentro da possibilidade e quem está vivendo “sonhos de uma noite de verão na europa”?

Na esteira da Grécia, dentro da zona do euro temos Portugal, Espanha e Itália que se torna o foco principal neste momento.

A Itália precisa rolar bonds em montantes acima de 400 bilhões de euros em curto prazo, senão também entra na dança para valer.

Portugal já está pagando juros acima de 6% em bonds de seis meses apenas. Será que aguenta? Até quando?

Por Atama Moriya em 03-11-11

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