26 set 11 – Eurocalipse – Semana promete muito mais emoções acerca da Grécia

Nada andou pior na semana que passou que as incertezas da economia européia movimentada há semanas pela situação de nocaute econômico da Grécia.

Em post anterior havíamos dito que o governo grego tentava colocar no mercado bonds que totalizavam 159 bilhões de euros para nove anos e estava disposta a remunerar com taxas que chegariam a 10% a.a. Pois bem, isto não surtiu efeito. E talvez não se realize mesmo.

Nenhum bem feitor apareceu apesar dos vários pacotes de austeridade do governo aprovados no Congresso grego.

A questão envolve também vários bancos envolvidos com a “quebra” grega, ou melhor, a tragédia grega como contada no melhor estilo dos fantásticos filósofos gregos do passado distante.

 

A tragédia grega não está só.

Itália e Espanha andam juntas e lá vai mais pacotes de cortes governamentais nestes países também.

E se não houver uma solução negociada, vários bancos credores também entrarão neste teatro de tragédias e amarguras.

Houveram momentos que esperaram a Alemanha resolver a situação, mas a chanceler alemã, chamada por Berlusconi de “gorda insuportável” manteve-se ausente na ajuda e prefere mais conversações com o FMI e outros países, como que forçando-os a entrar na dança dos bilhões.

Nada mais justo diriam os europeus. Nada mais ilógico disseram os americanos também atolados em dívidas em seu país. E nada mais incompreensível e plausível dizem os membros do BRIC, chamados e pressionados a suportarem a ajuda aos países europeus.

Há muitas coisas que os países europeus detestam muito, uma delas é pedir ajoelhado ajuda aos pragmáticos alemães, outra é passar o boné no FMI, outra é pressionar os EUA no sentido de salvarem a Europa novamente como após a segunda guerra, mas talvez a pior de todas seja ajoelharam para o BRIC, especialmente os chineses, os quais nem nunca consideraram existir como uma economia de mercado.

Na Alemanha, pelo que se lê dos principais analistas alemães, considerar a quebra da Grécia e sua consequente saída da zona do euro, que virou uma “zona” mesmo, não é algo que afetaria muito os demais países e seria absolutamente suportável diante das circunstâncias.

Mas não é esta a visão do governo grego e o seu povo. Isto não só significaria uma retrocesso econômico como seria uma derrocada política total. A miséria deste valoroso povo bate as portas.

As consequências de uma quebra não é algo simples e são devastadoras na sociedade.

Talvez a Grécia, e certamente o seu povo não merecessem isto, mas a tragédia pode se consumar rapidamente, transformando-se o euro no cavalo de tróia, uma alegria imensa ao recebê-lo e uma desgraça total em sua saída.

A volta do “dracma” não seria o fim da picada, mas esta picada é estreita, longa e terrivelmente íngreme.

Que fazer?

Por Atama Moriya, em 26-09-11.

Anúncios
Esse post foi publicado em Crise econômica e marcado , , . Guardar link permanente.

Opte por deixar comentários claros, concisos, compreensíveis e racionais. Evite palavrões, palavras ásperas e críticas/ofensas a outras pessoas. Lembre-se que este blog é muito lido por menores de idade. Por favor, deixe bons exemplos.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s