13 mai. 11 – Globalização e Liberdade – Mundo em Revolução em 2011!!!

Martyrdom of Tiradentes

Tiradentes

Luta pela Liberdade e Democracia

A democracia e a liberdade de escolha

Um dos fatos mais marcantes neste ano de 2011 são as revoluções em curso em vários países do mundo, notadamente os países africanos e países do oriente médio.

Há aproximadamente 250 anos atrás tivemos um grande transformação do pensamento chamado de Iluminismo que provocou igualmente várias revoluções e movimentos de libertação em vários países, incluindo a famosa revolução francesa que marcou a ascensão da burguesia ao poder e a guerra pela independência dos americanos.

Esta onda de iluminismo também foi sentida no Brasil através do movimento de inconfidência mineira que foi sufocado pelo governo de Portugal, mas deixou fortes raízes que finalmente libertaram o país décadas depois. Pouco é citado a coincidência do movimento brasileiro ter ocorrido quase na mesma época da revolução francesa, embora naquele tempo não houvessem meios de comunicação rápidos. A história do Brasil pouco conta a respeito, mas no século passado vieram à tona algumas informações valiosas que davam conta que o movimento brasileiro surgiu também, como o da França e Itália, movido por membros da maçonaria européia.


De fato, hoje sabe-se que Tiradentes era a ponta de lança, sem desmerecer o seu ideal e seu esforço na luta pela libertação e sua grande importância no movimento. Porém, haviam muitos outros apoiados pela burguesia da época e o movimento não fracassou, apenas foi redirecionado para ressurgir futuramente. Mas não vamos entrar neste contexto histórico neste post.

Apenas foi para lembrar que um novo ciclo de 250 anos ressurge agora com força uma nova onda de iluminismo, e eu já chamei em posts anteriores de “novo iluminismo” que marcará definitivamente a chegada da Era de Aquarius, com um novo pensamento, novas formas de enxergar a vida, proclamas de direitos humanos e direitos á liberdade de escolha que no fundo visam também trazer à tona os ideais de 1750: Fraternidade, Igualdade e Liberdade, apenas que com uma nova roupagem, uma visão moderna de conceitos e principalmente filosofias que já exercem grandes influências nas mudanças que ocorrem no mundo todo.

A vida na sociedade está em ebulição e tremenda!

Velhos conceitos e valores estão sendo diariamente contestados, pensados, e muitos descartados, enquanto novos valores de vida são introduzidos e mesmo que estes também sejam temporários, muitos vão sem dúvida alguma se transformar em valores mais altos e elevados de direitos humanos, seja à própria vida, à liberdade, à igualdade e fraternidade, com respeito as diferenças entres os indivíduos, sociedades, países, grupos, etnias, e tolerâncias maiores às minorias.

Tudo está mudando e tão rápido que praticamente não temos tempo de compilarmos estas mudanças de formas detalhadas, mas apenas neste momento já temos uma visão macro que a história da humanidade está mudando e é hoje esta mudança.

Se acaso alguém dormir hoje em sono profundo e acordar dentro de apenas dez anos, creio não será capaz de reconhecer e se adaptar novamente a todas as transformações que a sociedade terá sofrido.

Este novo movimento é irreversível e cresce no mundo todo diariamente.

Há quase cem anos a mulher votou pela primeira vez na história após quase dez anos de reivindicações através dos movimentos democráticos femininos nos EUA. E isto foi apenas um primeiro movimento a caminho da igualdade entre todos os seres humanos, sejam mulheres, etnias, raças e minorias na sociedade. Nada mais justo e democrático.

Democracia é um exercício, e tal como a Liberdade, não se conquista com um único ato, mas ao longo do tempo e com ações que se somam.

Os ideais são os mesmos e para alcançá-los diariamente é preciso que se dê a opção de escolha ao ser humano, e somente com a livre escolha o ser humano pode evoluir, regra básica contida em todos os conhecimentos filosóficos de muito antes da Era de Cristo e ora reforçados por esta onda do “novo iluminismo mundial” impulsionados por movimentos sociais e filosóficos, a despeito do “freio” religioso praticado há séculos.

Sabiamente os sábios gregos já proclamavam a democracia como único meio de governo que pode contentar o povo, pois, seria o único regime que exprimiria a vontade do povo, dos indivíduos.

A teosofia principalmente pelo trabalho de HPB com a Doutrina Secreta tem reforçado novos conceitos filosóficos de vida que formarão no futuro próximo uma nova filosofia para a humanidade.

Dentre as principais idéias do teosofismo está a necessidade de garantia de “liberdade de escolha dos indivíduos” para que ele possa evoluir. “Errar é humano e extremamente necessário para o próprio bem do indivíduo e por consequência da sociedade.”

E com razão os jovens que hoje chegam contestam os velhos conceitos, as velhas idéias, os velhos paradigmas, as velhas doutrinas e não aceitam os inúmeros cabrestos sociais e mentais com os quais convivemos. Tudo que é velho e ilógico está caindo, está desmoronando, está desaparecendo. E assim tem de ser para que haja evolução na humanidade.

O que está escrito nestas poucas linhas é apenas um visão macro da sociedade mundial e longe de ser um capítulo definido, mas apenas a observação para que sirva de guia dos acontecimentos que se seguirão nos próximos anos e tem um caminho, um objetivo e é irretornável.

A democracia é algo vivo, como é vivo a sociedade e os indivíduos, portanto, longe de se encontrar plenamente desenvolvido e maduro, é tal qual todos os seres humanos, algo ainda imperfeito e inacabado. Portanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas algo melhor esperamos encontrar já no próximo século.

A melhor sociedade ainda está por vir e vai depender da qualidade dos indivíduos que a compõem em valores de ética e moral que também evoluem ininterruptamente.

 

A Globalização como ferramenta de evolução

Sem dúvida que grande parte dos acontecimentos atuais tem a haver com a super informação que globalizam os países, sociedades e indivíduos do mundo inteiro. Isto já era previsto por muitos desde o inicio dos anos 90, há vinte anos atrás e que indivíduos e sociedades mais bem resolvidos seriam vetores desta expansão de consciência rumo a novos valores de ética e moral, que para serem atingidos necessitam um pré-requisito: a liberdade de escolha.

“Errar é humano”, sem dúvida, e não é importante se é copiado o bom ou ruim, já que estes conceitos também são vagos e questionáveis, mas é fundamental que o indivíduo possa escolher o que quer de melhor para si mesmo. Aqueles que vivem em cabrestos mentais estão comprometendo seriamente a suas evoluções de consciências e por conseguinte a evolução da humanidade como um todo que respira, evolui, cresce e se desenvolve como um ser vivo coletivo.

Daí porque que a teosofia enfatiza que ao permitirmos que indivíduos que vivem limitadamente, por exemplo, no Zimbábue, estamos limitando a nós mesmos na soma dos parâmetros e seremos os principais responsáveis por isto, seja coletivamente ou individualmente.

Não há santos na Terra. Santos não renascem… a lei de reencarnações não é obrigatória, pelo contrário, depende do grau evolutivo e só renascem os imperfeitos; estes sim, obrigatoriamente. Os Santos, os Renascidos, os Puros, Discípulos, Adeptos, Mestres e Avatares só re-surgem em condições especiais e com permissões especiais e objetivos específicos também.

Aqueles que sofrem neste mundos mais primitivos, em condições extremamente limitadas de vida certamente estão a serem provados, porém, muito mais estão sendo provados aqueles que estão em situação melhor no mundo todo e que estão a permitir os sofrimentos alheios.

A globalização através da intensa comunicação, informações e dados permitiu que as pessoas e principalmente os jovens vissem e pudessem se comparar com o resto do mundo e disto fortaleceram-se os ideais de liberdade de escolhas como instrumentos que permitem que eles também sejam felizes ou mais felizes.

Comparação ainda é uma das principais ferramentas da percepção humana para que ele possa se reconhecer e conhecer a si próprio, tais como saber se ele é feio ou bonito, gordo ou magro, rico ou pobre, e assim por diante. Através desta ferramenta cada indivíduo passa a criar seus ideais de vida e sonhos.

“Sonhar é importante e fundamental como ferramenta de evolução individual.”

A internet é hoje sem dúvida nenhuma a maior e melhor ferramenta de libertação de consciências do mundo todo, nada se iguala a isto. Fóruns sociais, orkut, facebook, twitter e google entre outros são facilitadores impressionantes e extremamente globalizantes e equalizadores de pensamentos, ideais e filosofias.

A informação é algo que cria e evolui consciências. Assim como em tempos antigos a informação era o método que vencia guerras, hoje a informação é a responsável direta pelas novas transformações da civilização.

A civilização caminha no sentido inexorável de “equanimização” de todos as sociedades e países, repartindo-se e permitindo-se os mesmos direitos e acessos aos recursos de desenvolvimento humano. Não é só a coca-cola que se espalha pelo mundo, mas sobretudo o pensamento.

Tudo no Universo tende sempre matematicamente ao encontro do equilíbrio, seja em big bangs ou buracos negros, seja nos átomos e suas partículas, como em todos os reinos da criação. Somente o homem busca contrariar estas forças.


O exemplo das revoluções na África e Oriente Médio

Impossível não falarmos dos grandes movimentos sociais em curso em vários países africanos e do oriente médio. São movimentos de libertação e democracia, sem dúvida, mas arrastados pela vontade do povo em obter direitos e meios para as suas próprias escolhas em vida, seja qual for ela.

No Oriente Médio, a despeito de gigantescos interesses econômicos envolvendo o petróleo, os povos de vários países estão se rebelando após séculos de exploração por kalifas, sultões, sheiks e hierarquias monárquicas que não se justificam existirem em pleno século XXI. Há pelo menos 28 países convivendo neste momento com fortes manifestações populares pró-democracia e isto não é uma mera coincidência e justamente neste ano de 2011.

Protesto na Syria


Vejamos a relação dos países com protestos e revoluções em andamento:

1)     Egito – agora com a queda do Presidente vive um processo de estabelecimento de eleições democráticas e formação de partidos populares.

2)     Yemen – O presidente Saleh é um ditador “duro de queda”. Está forçando a sua própria permanência á base da força. Centenas de manifestantes foram feridos ou mortos durante os protestos que prosseguem de forma irretratável de ambas as partes, forças pró-Saleh e forças democráticas.

3)     Bahrain – Os protestos continuam, dezenas de feridos e muitos manifestantes, centenas, foram presos, alguns, conforme organizações de direitos humanos, foram mortos nas prisões, outros estão desaparecidos. O Monarca do Bahrain solicitou e conseguiu que militares da Arábia Saudita sufocassem os manifestantes dentro do Bahrain, fato que é uma fragrante violação das normas da ONU, mas quem se importa? Os EUA tem no Bahrain seu forte aliado, e também sua V Frota Naval é abastecida e estabelecida temporariamente naquele país. Os demais países da ONU fazem vista grossa, e é sempre assim quando interessa.

manifest condenados no Bahrain-4 a morte e 3 a prisão perpétua


4)     Síria – Neste país os protestos e manifestações crescem diariamente apesar do sufocamento militar dos manifestantes. Há dezenas de feridos e outro tanto de mortos. Neste país tudo é proibido e sem direitos legais algum aos cidadãos. Há alguns jornalistas de outros países presos e incomunicáveis. Os países da ONU ameaçam apenas com alguns protestos na ONU, mas fica só nisto. Uma vergonha, mas que mais podíamos esperar? A Síria é um grande calcanhar de Aquiles na região e favorece muito a proteção a Israel. Teme-se que sem o apoio da Síria, a vida de Israel politicamente possa se tornar instável perante os demais países vizinhos, ainda mais agora com o Egito deixando de ser aliado. Sem contar com a Líbia, cujo ditador assassino parece estar com os dias contados, mas era um apoiador israelense.

5)     Jordânia e outros, inclusive Arábia Saudita – Na Jordânia a concordância do governo para imediatas novas eleições democráticas parecem satisfazer neste momento. Na Arábia Saudita os manifestantes que surgem estão sendo sufocados pelas forças militares, mas é impossível afirmar que esta medida terá eficácia por longo tempo.

6)     Afeganistão e Iraque foram totalmentes destruídos por guerras ocidentais. Claramente estes países não tem mais copndições de se reerguerem sozinhos. Há violentas disputas, grupos como Al Qaeda e Talibã promovendo luta armada, enfim, a paz vai passar longe destes países por longos anos. Sem perspectivas neste momento.

7)     Israel vive em disputas com vizinhos e com a faixa de Gaza. A união de Fatah e Hamas foi muito mal recebida e está sendo duramente golpeada pelos judeus. Ao mesmo tempo esta união palestina está sendo bem recebida por outros vizinhos, como o atual Egito.

8)     Irã – um ponto perigoso para todo o Oriente. Os persas com seu controverso programa nuclear que dizem ser pacífico desafiam países do Ocidente e detém a segunda maior reserva de petróleo do mundo. De um lado o Ocidente tenta dominar este país em função do petróleo e não por causa do programa nuclear o qual é supervisionado pelos russos e há fortes apoios chineses na pesquisa e exploração petrolífera.

No continente Africano, a onda de democratização e liberdade ganhou forças além do esperado na Libya onde ocorre hoje uma guerra civil envolvendo os revolucionários e as forças militares pró-Gaddafi. É uma lenta e longa guerra civil. As baixas não se sabe mais ao certo, mas grupos de direitos humanos estão estimando em aproximadamente 20 mil mortos e este numero deve crescer ao longo dos próximos meses ou enquanto o ditador “cachorro louco” como foi chamado por Bush Pai, estiver ainda vivo e com sede de sangue e poder.

O caso da Libya é exclusivo, porquanto, embora o país vivesse dando boas condições de vida ao povo, com escolas, hospitais públicos e até rendas extras mensais ao povo, faltou justamente criar condições de desenvolvimento, empregos, trabalhos justos, e perspectivas reais de crescimento dos cidadãos. Chega um momento que os rebeldes queriam mais, queriam perspectivas futuras e as benesses já não eram suficientes porquanto também limitava e determinava apenas uma vida sem liberdades de escolhas. Ao mesmo tempo, a “kasta” de Gaddafi, os poucos que sempre se beneficiam em ditaduras e monarquias ficava com a parte boa; com negócios, viagens, e acesso a tudo que o ocidente proporciona. Os resto da população ou se contentava com a falta de futuro ou tornava-se um rebelde para conquistar o direito de escolhas na vida.

O Egito que é o exemplo mais indicado de uma vitória do povo pró-democracia caminha a passos largos para a sua efetiva democratização. É um longo processo e o aprendizado virá somente após anos, como ainda acontece no Brasil onde convivemos com velhas leis e velhos costumes da ditadura ainda. Mas faz parte de um processo de aprendizado e aperfeiçoamento da democracia.

Mas há muito mais países em manifestações, protestos e revoluções em andamento na África, são ao total 18 países neste momento, com tendência a este numero crescer ainda muito mais.

Além da 1 – Libya e 2 – Egito, temos:

3 – Tunísia

4 – Argélia

5 – Marrocos

6 – Burkina Faso,

7 – Benin

8 – Sudão

9 – Chade

10 – Djibouti

11 – Somália

12 – Costa do Marfim

13 – Uganda

14 – Gabão

15 – Moçambique

16 – Zimbábue

17 – Angola

18 – Swazilandia.

Há além de manifestações contra ditaduras e presidentes permanentes, muitas guerrilhas, gangues também, guerras civis em alguns países, um inferno na verdade em muitos países.

O que há de comum entre todos os países, além de em muitos graçar a miséria em todos os níveis, é o desejo de liberdade que se transpira nos ares nesta nova era de aquarius, de novos conceitos, de liberdade e democracia, do direito de escolha que não existe nestes países.

Neste mesmo mundo convivem as forças da dualidade também do poder: de um lado o Domínio que pretende manter o individuo sob controle em sua vida limitada para servir aos interesses destas minorias num processo de “guerra” que atenda aos preceitos de Maslow aplicados na lei de sobrevivência das espécies e dos povos. E de outro lado, temos as forças que lutam há séculos pela libertação das mentes e libertação democrática dos indivíduos para que estes possam desenvolver em sua plenitude de consciência a sua própria escolha de vida.

Quem você acha que vencerá?

Por Atama Moriya, em 13-05-2011.

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