Ética, Moral e Razão, na minha visão esotérica

Este tema é extremamente recorrente nos dias atuais, principalmente quando estamos observando tantas e tantas ações que a maioria considera absurdas ou mesmo loucas.

Nunca na história dos homens houve tantos questionamentos a respeito destes conceitos, muito devido principalmente pela “globalização” da cultura via internet, a qual é a forma mais democrática de comunicação posto que traz a mais ampla cobertura dos comportamentos humanos como nunca antes vista na nossa historia, e em e de todos os lugares do planeta.

Não me refiro a qualidade, tanto faz se consideramos boa ou má a informação, posto que num período de grande mudança nos comportamentos humanos, já que para a maioria mais jovem muita coisa já não faz mais sentido, há necessidade de engolirmos todos os tipos de dados para então, na maneira que conseguimos formar um juízo de valor através de comparações e julgamentos, criarmos nossos próprios pensamento de valores humanos.

E a este permanente mutante de pensamentos e julgamentos comparativos chamamos de usos e costumes que formam a nossa moral e ética que se desenvolve ininterruptamente.

Os códigos de moral e ética não são livros escritos, mas regras pessoais de comportamento que se desenvolve e se aplica individualmente e de maneira absolutamente intuitiva, e portanto, são códigos vivos e depende o seu desenvolvimento do desenvolvimento da sociedade como um todo que representa a somatória dos valores dos indivíduos.

Quando crianças absorvemos a regras já desenvolvidas pela sociedade e que tenham sido absorvidas pelos nossos educadores diretos, sejam os pais ou professores ou pessoas próximas, e hoje advinda também dos meios de comunicação como a televisão. Na medida que a criança se torna um adulto, muitas destas convenções são postas à prova no sentido do indivíduo tê-las aceitas ou não como regras de conduta moral e ética.

O questionamento vai acontecer cada vez mais na proporção que muitos indivíduos da nossa sociedade têm colocado por terra muitas das convenções que a sociedade pensava serem as mais corretas.

Como dizia Einstein a ética é uma criação humana, daí a sua imperfeição. É verdade.

Tanto a moral quanto a ética que se pratica advém da mente humana e não é divina, posto que se pratica apenas neste plano de existência como resultado de um livre arbítrio relativo com o qual fomos dotados justamente para desenvolvermos através de nossa experiência a nossa consciência.

As religiões de forma geral transmitem a conceituação de que a moral e a ética possuem origens divina, e embora de fato muitas regras tenham sido “sopradas” certamente por seres mais velhos e sábios que nós humanos, como a lei mosaica e leis estabelecidas nos vários evangelhos que guiam a humanidade, é forçoso entender que a aplicabilidade e o desenvolvimento da moral que resulta também no desenvolvimento da ética cabe somente ao homens e não a um ser divino. Somos todos, ssem exceção nenhuma, responsáveis diretos por todas as mazelas existentes na sociedade.

O criador ou Deus não estabeleceu a moral como sendo as regras divinas, mas sim como regras básicas de conduta para que os homens pudessem desenvolvê-las em sua vida. Deste desenvolvimento podemos chegar as leis estabelecidas como conjunto de normas que possuem base na moral básica estabelecida primeiramente nos Evangelhos.

São regras importantes sim, e até fundamentais que vão permitir a melhor forma de convívio do ser humano com outro ser humano, posto que ele é incapaz de sobreviver ou existir isoladamente. E ademais, o homem tem de ter freio, posto que enormemente imperfeito ainda, tem desejos infinitos e incontroláveis.

Através das experiências humanas coletivas temos então vivo entre nós o desenvolvimento da ética dos homens, a qual se modifica constantemente conforme o ser humano evolui em níveis de consciência.

A verdadeira lei de Deus válida para este dia da criação que vai ainda durar “zilhões” de anos é a que foi anunciada por Hermes Trimegistrus há 3.500 a.c., porém, e infelizmente ela é ainda não compreendida pelos seres humanos deste século XXI, e daí podemos ter idéia de qual o era o ser humano no aspecto de desenvolvimento mental há 3 a 4 mil anos atrás quando “alguém” soprou” as leis básicas ou mosaicas de uma forma geral para ser desenvolvida e aprendida.

A vida em sociedade seria inviável sem as regras morais desde aquela época, quando matar o semelhante por qualquer motivo era algo normal e justo, roubar os outros quando necessário era correto, roubar a mulher dos outros não era problema, era apenas questão do mais forte, assim como não se sabia por que o incesto era uma falta grave. Aliás a proibição do incesto é o ponto que mais chama atenção dos estudiosos posto que está presente em todas as religiões, mesmo considerando que os evangelhos foram divulgados em diferentes épocas e em diferentes povos e civilizações que nunca, jamais se conheceram.

Francamente não havia outra forma de criar sociedades de convivência humana sem as regras morais, e daí para desenvolver a chamada ética humana que percorre este longo período de nossa existência. Quanto mais complexa e intrínseca se torna a nossa sociedade com a sua evolução em seus vários campos, desde o social, jurídico, econômico, esportivo, psicológico, científico, etc., mais se torna complexa a interpretação das regras de ética.

O que é ético e o que será anti-ético? O que podemos considerar certo e o que será mesmo errado? Todos os dias somos enxovalhados de acontecimentos a nossa volta que suscitam nossas dúvidas, e as opiniões são as mais diversas possíveis e depende exclusivamente da forma de pensar de cada um, mas devemos no meio deste “tiroteio”, encontrar um ponto em comum que seja da maioria para então continuarmos a viver de forma mais próxima da justiça.

Observe-se que no mundo de criação dual, temos que compreender que a existência e a ocorrência de coisas certas e erradas, éticas e anti-éticas, morais e imorais permitem que através de comparações possamos evoluir nossos conceitos de modernas éticas e moralidades.

Somente com a evolução destes conceitos gerais conseguimos produzir como indivíduos conceitos próprios que vão nortear nossas próprias vidas, e desta prática é que conduzimos a evolução de nossas consciências individuais através de nossas experiências.

Sabem a aquelas coisas do tipo “não façam com os outros o que não gostaria que fizessem com você”, são os padrões comparativos que vão permitindo a evolução dos conceitos de vida e de nós próprios.

Por outro lado entender que toda esta ética em que vivemos teve impulso apenas da mente humana é falso também, principalmente com a vinda do Cristo no ano considerado zero (que não existe, posto que ano zero é uma referência apenas) cujos Evangelhos ou o Novo Testamento é sumamente importante para o estabelecimento e ensinamento da ética básica humana que permitiu o salto na evolução da sociedade da forma que a vemos hoje, e mesmo considerando que estamos atrasados neste quesito de desenvolvimento, é ela que permitiu que chegássemos aonde estamos hoje, mas tem muito ainda a ser desenvolvido.

O atual estágio de degeneração humana devido a degeneração dos conceitos de moral e ética não é responsabilidade das religiões apenas, mas sobretudo do próprio homem na priorização de si mesmo e seu modo de vida cada dia mais voltado apenas para seus prazeres pessoais em detrimento do equilíbrio com os outros e do direito à vida de cada um.

Nada está pronto e acabado, principalmente o ser humano, como enfatizamos no texto – Importância das Raças, daí, portanto, que ainda estamos a evoluir a nós mesmo em conceitos filosóficos de moral e ética dos homens.

Ainda não conhecemos a verdadeira moral e ética divina, mas podemos a cada dia nos aproximar mais dela com a evolução individual de nossa moral e ética humana.

Não são apenas os crimes bárbaros que nos chamam à atenção, embora isto exerça uma atração pessoal conforme o grau de negatividade for muito maior que a positividade no indivíduo, mas saltam os olhos o comportamento dos indivíduos que se tornam políticos que anteriormente eram do povo e passam a ter um comportamento “sem-vergonha”, padres pedófilos, crianças abandonadas, falta de escolas, salários mínimos risíveis, o incentivo constante a bebidas em propagandas, drogas sociais como o cigarro, fabricação de armas, fabricação de bombas atômicas, presidentes e diretores de bancos e empresas que ganham dez mil vezes mais que a média salarial do seus empregados, etc.

Até no campo esportivo tivemos um exemplo horroroso com o Felipe Massa cedendo o seu lugar na corrida por ordem da equipe que coloca em dúvida até que ponto os interesses econômicos dos patrocinadores podem ditar regras anti-desportivas em total detrimento a uma disputa esportiva justa. Torcedores assistem e torcem por escuderias e pilotos como “idiotas”, já que o que manda mesmo é o dinheiro de bancos patrocinadores. Se tudo é uma mentira ou palhaçada porque não colocam isto de forma clara nas regras para que todos fiquem sabendo antecipadamente quem vai ganhar. Segundo muitos eticamente foi uma vergonha, mas segundo a escuderia e os patrocinadores algo correto e verdadeiro uma vez que o dinheiro é mais importante e faz valer a regra de anti-ética que se torna ética comum.

Vivemos num país em que 30 milhões estão abaixo da linha de miséria e vemos muito pouco a ser feito sobre isto. Parece ser ético que estes pobres tenham suas vidas mortas e morram mesmo prematuramente porque é justo e este é um problema deles e não nosso.

O mundo tem dois bilhões de seres humanos que passam fome regularmente e quem se importa?

E isto tudo vai continuar acontecendo por muito tempo ainda porque o conceito de ética ainda é “imberbe” no mundo, mesmo o homem já ter viajado para a lua, ter IPODs, chips de fóton, aceleradores de partículas, ter alcançado as mais incríveis teorias de física, etc. O ser humano ainda é imaturo e ignorante das verdadeiras razões de sua existência e assim tudo que ele cria também sê-lo-á imperfeito tendendo sempre ao “caos”.

E sabem por que ainda é “imberbe”? Porque a verdadeira ética a ser desenvolvida é toda ela baseada num conceito chamado “amor ao próximo”, como também ensinou o Cristo há milênios e ainda não conseguimos entender, quanto mais adotar em nossas vidas. Até por não compreendermos isto, toda a nossa moral e ética, não é intuitiva, e está baseada apenas em leis dos homens de forma impositiva, mas se nem isto tivéssemos, estaríamos muito pior do que somos capazes de imaginar.

Quanto menores forem os valores de amor ao próximo, de todo os reinos, menores serão os valores de ética e moral humana e maior será o grau de injustiças nas sociedades.

E, por exemplo, quando nossos filhos acabam trucidados nas ruas, mortos e assassinados por outros, devemos sempre nos perguntar o quanto nós enquanto indivíduos colaboramos com isto também, através de nossos exemplos, nossas omissões, e nosso descaso a todos estes acontecimentoss que se somam diariamente ao nosso redor e que ferem mesmo todo os princípios da melhor moral e ética humana. Cada ser humano deve se perguntar até que ponto está sendo absolutamente e convenientemente conivente com toda estas mazelas humanas?

Bob Marley, um ícone na luta pela igualdade racial e social através da música, quase não dormia mesmo quando adoecido e perguntado sobre por que não descansava, ele dizia que não podia porque aqueles que obram para deixar o mundo pior não paravam um minuto sequer.

É, temos muito a desenvolver ainda, porém para tanto precisamos querer também a nível individual. Se nada muda no indivíduo, nada muda na sociedade.

Um dia ainda, talvez no próximo dia da criação, o ser humano conhecerá a verdadeira ética e moral divinas, quando então ele compreenderá que ela existe como consequência do uso da RAZÃO, mas não a razão humana que é tão falha quanto é falho ainda é o homem.

Afonso Luis Constant que assina livros como Eliphas Levi, era um Abade da Igreja Católica, cabalista e membro da Sociedade Irmãos da Luz, traduziu o Evang. de João onde escreve para melhor versão de entendimento:

“…No princípio está a Razão, a Razão está em Deus, e Deus é a Razão.. Tudo é feito pela Razão e sem ela nada é feito. Ela é a verdadeira luz que nos ilumina desde o berço: brilha até mesmo na escuridão, mas a escuridão não a encerra. Sem Razão nada existe; tudo tem a sua razão de existir, até mesmo a irracionalidade que está para a razão assim como a sombra está para a luz.”

Este conceito de Razão de Deus, ainda necessita ser desenvolvido, porém, só o faremos na medida em que o buscarmos também, posto que do jeito em que vivemos, convivemos apenas com a falsa razão humana como sendo a verdadeira, razão esta que apenas se atém ao concreto, filosoficamente esmiuçada por Kant, cujas obras após mais de um século nem conseguimos compreender ainda também. Que diremos da Razão divina?

Por Atama Moriya em 29-07-2010.

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4 respostas para Ética, Moral e Razão, na minha visão esotérica

  1. Milton disse:

    Valores Espíritas na Universidade
    http://www.geae.inf.br/pt/boletins/geae544.pdf
    Através da correspondência eletrônica chegou-me a notícia de que um Professor Universitário desejava trabalhar valores espíritas junto ao alunado do seu Estado.
    Como o Rio de Janeiro já havia tomado essa iniciativa num passado recente fui consultado. Revi os primeiros dias, não antes de lembrar o educador Rubem Alves: “O primeiro ato de domínio exige que o dominado esqueça o seu nome, perca a memória do seu passado, não mais se lembre de sua dignidade.” De forma ligeira, fiz algumas anotações para não perder a memória do passado no Núcleo Espírita Universitário do Fundão (NEU-Fundão).
    Muito boa esta notícia de trabalhar valores espirituais na universidade (terra escaldante). Muitos alunos não foram “trabalhados” adequadamente no período infantil, o que torna nosso trabalho pouco atraente, mesmo, quando utilizamos, como estratégia, temas ligados aos problemas atuais.
    Na época que ajudamos a fundar o NEU-Fundão esses desafios eram Sexo, Drogas, DSTs, AIDS, Hansenísae, Curas Espirituais e Regressão de Memória, mas, mesmo assim, foi complicado.
    Como também era pesquisador com o Pires na Mão já havia desenvolvido alto grau de resistência à frustração, o que me ajudou muito. Isso não deve ser considerado um desestímulo, mas uma dose da vacina contra os primeiros fracassos (Resiliência *).
    A universidade é um terreno complicado e tentamos dar uma idéia disso no “Universidade da Alma. Cidade Universitária do Espírito”, que está no link http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/universidade-da-alma.html. Só não desisti porque sempre lembrava das palavras de um outro Professor do nosso “ginasial” (Newton G. de Barros) e que coloquei como “grande final” no artigo Sexo: Artigo de Compra e Venda ( http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/sexo–artigo-de-compra-e-venda.html ).
    “Nas salas de aula desses cinqüenta e tantos anos de magistério, sempre olhei o adolescente, apiedado… E ouvia Jesus na página maravilhosa de BOA NOVA: – Pedro, eles não são pecadores… Eles são somente FRÁGEIS… E a fragilidade se mistura com os nossos conhecimentos de Física, de Química, de Biologia, de Psicologia… E as VONTADES? Como despertar as vontades? Como fortalecer os frágeis? Como ativar as VONTADES PARA QUERER O MELHOR PARA OS PRÓPRIOS ESPÍRITOS?
    Mas sobe à superfície da memória a PARÁBOLA DO SEMEADOR: – O Semeador saiu a semear… Atirou as sementes, amorosamente… Umas caíram na terra escaldante e feneceram… Outras caíram ao alcance dos pássaros e foram deglutidas… Outras cresceram entre espinheiros e foram sufocadas… Mas outras caíram em terreno fértil… E PRODUZIRAM UMA POR TRINTA… UMA POR SESSENTA… UMA POR CEM… E DERAM MUITOS FRUTOS BONS…
    Bezerra de Menezes desce de alturas não mensuráveis e nos diz pelas mãos sagradas hoje, de Francisco Cândido Xavier: A LEGENDA DE AGORA É KARDEQUIZAR… SEMEAR AS SEMENTES ESCOLHIDAS… E CONFIAR NA FERTILIDADE DOS TERRENOS…”
    Deixei mais links para que o Professor Universitário tenha idéia deste trabalho de “kardequizar na universidade…” e possa também ver “sementes escolhidas”.
    “Espiritismo na Universidade” http://www.panoramaespirita.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=5207
    Antiga HP do NEU-RJ – http://www.zap.to/neurj
    Afinal, quando sabemos de onde viemos sempre é mais fácil determinar para onde vamos.
    Luiz Carlos D Formiga (formigalcd@hotmail.com)
    (Resiliência*) http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col49.1.htm e http://www.espiritualidades.com.br/Artigos_D_L/formiga_Luiz_incentivar_pesquisa.htm
    “Militância pedagógica na Universidade” – http://www.geae.inf.br/pt/boletins/geae544.pdf

  2. Atama Moriya disse:

    Agradeço sua visita. A quem devo chamar?
    Gostei do seu blog também, muito bom o tema de psicologia que está diretamente relacionado ao estudo da ego-idade que apresento aqui.
    Se interessar, pode divulgar meus textos também e estará ajudando a todos que buscam o auto-conhecimento.
    Thank you.
    AM.

  3. bields84 disse:

    que belo post! Mto legal seu blog,

    se você quiser posso colocar um post seu em meu blog com seu nome e link do teu blog!

    Mais uma vez parabens pelo blog de altissimo nivel!

    dá uma passada lá no meu!
    http://psicologiaparatodos.16mb.com

    abraços!!!!!!!

  4. Adriana disse:

    Falei em valores de vidas de serem vividos e cultivadosno dia-a-dia , num comentário anterior,…rssssss… E este texto fantástico exprime bem, os valores de Ética e Moral que deveríamos ter em vidas como conduta de direção para continuarmos evoluindo como seres Humanos, e tornarmos a imagem e semelhança de Deus, a razão de nossa existência… sssssssss…

    Adri

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