Brasil deve eliminar miséria até 2016, segundo estudo do IPEA

Esta informação é realmente muito boa, mas muito longe de ser uma situação boa. Ainda assim a classe C e D continuarão em números bem maiores que 50% da população, a não ser que ocorra um choque de crescimento econômico no Brasil, mas que não é o caso por enquanto diante da ortodoxia reinante, ainda resultado do conservadorismo econômico que domina este país há décadas. Quando vamos entender que precisamos mudar urgentemente? Pelo visto não será em 2011, mesmo porque os atuais candidatos à Presidência são todos conservadores e não desenvolvimentistas. Basta ver o passado recente de todos eles em seus governos. O país merecia coisa melhor.

De acordo com estudo divulgado pelo Ipea, até 2016 a pobreza extrema será zerada em termos percentuais e será reduzida a 4% da população a pobreza absoluta.

O estudo divulgado em julho foi feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trabalho mostra que, entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de brasileiros saíram da condição de pobreza absoluta (caracterizada por renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo). Já no caso da pobreza extrema (renda per capita de até um quarto do salário mínimo), o contingente que deixou essa condição no mesmo período foi de 12,1 milhões de pessoas.

Os números representaram uma queda de 33,6% na taxa de pobreza absoluta, que ficou em 28,8% da população em 2008. Já a proporção de miseráveis, estimada em 10,5% da população em 2008, reduziu quase 50% em relação a 1995. A velocidade dessa queda da pobreza desde a estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real e a aceleração desse ritmo identificada pelo Ipea no governo Lula (2003-2008) permitiram aos autores do trabalho projetar a redução a zero da pobreza extrema no País em quatro anos, além de uma queda vertiginosa da chamada pobreza absoluta

O trabalho “Dimensão, evolução e projeção da pobreza por região e por estado no Brasil” foi publicado no número 58 da publicação Comunicados do Ipea.
link –
http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1796:comunicado-do-ipea-2010-julho-no-58&catid=161:presi

Entretanto a distribuição no país é bastante desigual e não uniforme.

Enquanto a taxa de pobreza absoluta caiu 33,6% entre 1995 e 2008 em todo o País, a redução foi de apenas 12,7% na região Centro-Oeste. Já a queda da taxa de pobreza extrema, cuja média nacional reduziu 49,8% no período, foi reduzida em apenas 22,8% na Região Norte.

Já a Região Sul teve resultados bem acima da média nacional nos dois casos: queda de 47,1% da pobreza absoluta e 59,6% da extrema.

Segundo o Ipea, os dados mostram que a redução da pobreza não tem uma relação direta apenas com o crescimento econômico. A região Centro-Oeste, que teve a menor queda na proporção de brasileiros com renda per capita abaixo de meio salário mínimo (pobreza absoluta), registrou no período estudado a melhor média do País de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) por habitante: média de crescimento anual de 5,3%.

Por outro lado, o Sul reduziu a pobreza em maior proporção, mesmo tendo registrado o menor ritmo de crescimento do PIB por habitante entre as regiões: 2,3% anuais. “O crescimento econômico, ainda que indispensável, não se mostra suficiente para elevar o padrão de vida de todos os brasileiros. A experiência recente do País permite observar que as regiões com maior expansão econômica não foram necessariamente as que mais reduziram a pobreza e a desigualdade”, diz o estudo do Ipea, que sugere a combinação entre crescimento e políticas públicas voltadas para o combate à pobreza.

De acordo com as projeções do Ipea com base no ritmo da redução da pobreza no governo Lula (2003-2008), o Paraná poderá se tornar o primeiro estado brasileiro a erradicar a pobreza absoluta já em 2013. A mesma condição já poderia ser alcançada no ano seguinte por São Paulo. Em 2015, a pobreza absoluta estaria eliminada no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,
Santa Catarina e Distrito Federal.

Já entre os Estados em que o desafio é maior para que a média nacional da taxa de pobreza absoluta fique em 4% da população em 2016, como projeta o estudo, estão Alagoas, Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Piauí. Nestes estados, a taxa de pobreza absoluta ainda estava acima de 50% da população em 2008.

Já a condição de pobreza extrema, que caracteriza a miséria de famílias com rendimento per capita abaixo de um quarto de salário mínimo, será eliminada em todo o País até 2016, segundo o Ipea. No entanto, o estudo prevê que os Estados de Santa Catarina e Paraná superarão essa condição já em 2012. No ano seguinte, atingiriam o mesmo objetivo Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais. Em 2014, a miséria seria eliminada em Estados como São Paulo e Mato Grosso.

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Uma resposta para Brasil deve eliminar miséria até 2016, segundo estudo do IPEA

  1. Cara, falta é educação para o empreendedorismo! O Brasil é um país de gente como se estivesse em fila de refugiados: todos querendo mamar mais e se estabilizar. Trabalhar menos e ganhar mais, se possível, com outro fazendo todo o trabalho.

    Falta educação emancipativa. Nos EUA, o guri com pouca idade já guarda mesada pro primeiro carro ou pra faculdade. Lá existem bem menos faculdades do Governo e o povo lá tem ambição. Se fossem pacíficos como o brasileiro e disciplinados como o chinês, eles seriam os tais do mundo.

    Mas o Brasil herdou o ranço da malemolência dos colonizadores. Taí! Um país de atrasildos, com pouquíssima gente interessada em vencer na vida. Os que estudam pagam para que outros comam e se refestelem, sem fazer nada de útil à sociedade, tais como Políticos, presos vadios e pobres que só querem acordar com o bucho cheio de farinha e encher a cara no boteco com o Bolsa-Família dos filhos ranhentos.

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