Enfim, o Acordo com o Irã, com a intermediação de Brasil e Turquia começa a ser considerado nas negociações ao invés de novas sanções econômicas pretendidas pelos EUA

Aparentemente uma quarta rodada de sanções ao Irã vai sendo esvaziada pelos países membros do Conselho de Segurança.

Na semana passada, quando o Brasil, através do Presidente Lula, se articulou e foi a Teerã na busca deste primeiro acordo de troca de urânio enriquecido, os EUA, através da Secretária de Estado Clinton se apressou para aprovar ainda na sexta feira passada uma minuta de termo de sanções juntos aos países membros permanentes, certamente temendo pelo sucesso da gestão do Brasil e Turquia.

Mas não houve tempo hábil para aprovação de novas sanções porquanto ainda no fim de semana houve o anuncio do acordo de troca de urânio enriquecido obtido pela diplomacia Brasil-Turquia, embora tentando ainda intimidar a Secretária Clinton tenha anunciado a minuta com o algo aprovado pelos membros permanentes. Era a disputa pelas negociações que ocorrem intensamente.

De um lado os americanos tentam de todas formas convencer os membros permanentes e não permanentes, e até mesmo buscando aliciamentos através de ajudas comerciais, como a mídia americana tem noticiado.

Hoje, sexta feira o Japão anunciou que pretende explorar melhor o acordo obtido pelo Brasil e Turquia, embora ainda vá receber a visita da Secretária Clinton em seu trabalho de connvencer os membros do Conselho de Segurança.

Paralelamente a China informou hoje que independente de qualquer aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU, pretende cumprir todos os acordos bilaterais que mantém com o Irã, mesmo porque este é seu maior fornecedor de petróleo hoje, e que vai continuar investindo na pesquisa e exploração de novos poços naquele país. Ou seja, não vai respeitar nenhum acordo de sanções como pretende os demais aliados do Conselho.

Ao mesmo tempo, hoje também, a Rússia anunciou que pretende manter seus acordos bilaterais com o Irão, principalmente no que tange ao fornecimento de armamentos, mísseis, tanques e aviões, se o acordo de sanções esbarrar neste ponto, não vai apoiá-lo.

Na mídia americana, em entrevista publicada, o ex-secretário Henry Kissinger declarou que considera uma “perda de tempo” a tentativa de aprovação de uma quarta rodada de sanções ao Irã.

A parte da mídia americana não favorável as sanções e favoráveis ao diálogo com o Irã começa a criticar de forma irônica o desgaste político que os EUA poderá sofrer no campo diplomático se insistir com as sanções e elas acabarem não sendo aprovadas.

Apesar de considerarmos que o diálogo prevalecerá, ainda há muita negociação e pressão por parte dos americanos a acontecer.

Este contínuo ataque político ao Irã sem que haja um aprofundamento da negociações é visto já por muitos analistas, inclusive americanos, como uma forma de reduzir em futuro próximo o Irã, como já aconteceu com o Iraque, e reduzindo suas forças e armamentos, tornar-se-ia mais fácil, num futuro qualquer ação militar. É bem possível que eles estejam certos.

O Irã é um país grande, com uma grande população de 55 milhões de habitantes, o que torna difícil qualquer invasão enquanto houver forças populares de resistência, afinal, o atual Presidente tem aprovação de 70-75% da população, e todos obedecem ao real poder que emana não do presidente, mas dos Aiatolás, um grupo religioso que tem um líder, mas decide coletivamente e são respeitados como se fossem representantes divinos.

Não cabe a ninguém ficara criticar a cultura e religiões de outros povos, ainda do povo persa que está existe há pelo menos 5 mil anos. Uma civilização tão antiga merece respeito de outros povos.

O Aiatolá-líder já declarou que o Islamismo proíbe a construção de armas atômicas e considero que o Ocidente, diga-se alguns países membros permanentes do Conselho de Segurança, deveriam respeitar esta palavra e buscar aprofundar cada vez mais o diálogo e não a confrontação que relembrando o caso Iraque, vai acabar levando à guerra.

Há alguma razão para temer o Irã? Como países aliados, e alguns outros que detém a bomba atômica declaradamente, podem se intimidar com o Irã. Só os EUA detêm um arsenal de 5.173 ogivas nucleares que podem ser lançadas de qualquer lugar do planeta, inclusive de submarinos, então, precisam temer alguém? Não mesmo. O mundo deve mesmo temer os governantes belicistas, estes “loucos” tem o poder de destruir o planeta centenas de vezes.

Talvez o que de fato esteja em jogo seja mesmo o “ouro negro”, já que o Irã detêm a maior reserva de petróleo do mundo, com cem bilhões de barris, e todos sabemos que já atravessamos o pico do petróleo, e tudo indica à partir de 2015 passaremos a enfrentar a redução da produção em cerca de 8% ao ano, algo incompatível às necessidades mundiais hoje, imagina dentro de cinco anos!

Tomar para si reservas mundiais de outros países parece ser uma coisa lógica a se fazer para evitar uma super-recessão mundial causada pela escassez de petróleo. Mas seria este o caminho que devemos tomar como seres humanos? É a pergunta que as inteligências humanitárias fazem.

Esotericamente estamos passando por uma grande provação que é a busca por “fraternidade” mundial e esta passa necessária e obrigatoriamente pela “paz”.

Um confronto militar seja agora ou dentro de alguns anos no oriente médio, além das guerras já existentes poderá mesmo provocar uma guerra de proporções. Talvez o estopim da terceira guerra mundial, e se assim for, a nosso pedido e livre arbítrio, estaremos concretizando de verdade o “apocalipse” de 2012. E neste caso, as consequências são imprevisíveis, e até mesmo toda a humanidade poderá deixar de existir.

Por que querem arriscar tanto a nossa existência humana?

As profecias do Apocalipse, 2012 e outras, por enquanto são apenas profecias ou avisos como revelações dos Mestres, mas todas elas podem mesmo acontecerem, desde guerras, fomes, doenças, terremotos, tsunamis, vulcões, e desaparecimentos de continentes inteiros, dependendo apenas das ações precipitadas pelo homem. A nossa humanidade precisa mesmo de mais aviso?

Esperemos que os “governantes, loucos e fratricidas” tenham um pouco de juízo para que a humanidade não alcance apenas o Juízo Final em poucos anos.

Um mal dia da PAZ é infinitamente melhor que um bom dia da GUERRA.

Por Atama Moriya, em 21-05-2010

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Uma resposta para Enfim, o Acordo com o Irã, com a intermediação de Brasil e Turquia começa a ser considerado nas negociações ao invés de novas sanções econômicas pretendidas pelos EUA

  1. Ode disse:

    Excelente explanação, Atama. Vamos torcer para que os governantes envolvidos tenham pelo menos um pouco da sua lucidez…a última frase fechou de forma brilhante a questão!

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