Catástrofe no Haiti – Tsunami na Indonésia – O que estes eventos altamente destruidores têm para ensinar à Humanidade?

Estive pensando estes dias sobre esta importante questão. Tudo no Universo é causal, nada é casual. As razões para acontecimentos tão graves estamos analisando na série sobre “Haiti e 2012” que estamos publicando por partes no blog.

Entretanto, me adianto para analisar neste ensaio quais seriam as lições que a humanidade tem para aprender com relação a estes eventos da natureza?

Se de todos estes acontecimentos nada retirarmos como lição para mudança de nossas atitudes, estaremos novamente indo na contramão da evolução da humanidade e claro, principalmente de nossas próprias evoluções individuais.

As pessoas de uma forma geral necessitam mais do que nunca de imaginar que nada pode ocorrer no mundo sem que destes acontecimentos não retiremos dela ensinamentos para que mudemos os nossos próprios conceitos individuais, e, por conseguinte, os pensamentos de uma forma geral que geram os comportamentos culturais pessoais e coletivos, os quais formam estes conceitos já falidos de Civilização em que vivemos.

Tenho em meus pensamentos a certeza, mesmo que momentânea ainda e possivelmente tão incerta quanto é incerto o dia de amanhã, que estamos vivenciando os estertores de uma Civilização “louca e animalesca” em seus conceitos de humanismo, ética e moral humana. Um final de era de Peixes incongruente, inumano e infeliz para a grande maioria (quase a totalidade) dos seres que habitam o Planeta.

Alguns poucos pensadores atuais podem estar observando que o ser humano atual se perdeu em suas próprias filosofias pessoais, as quais ele perdeu e adotou as várias que as sociedades impõem como pensamentos seus, todavia, não consegue analisar se isto também serve para si mesmo e se são boas de fato não somente para si, mas principalmente aos demais humanos.

Me lembrei de uma carta-ensaio escrito por Rosa de Luxemburgo, sem dúvida uma das poucas grandes mulheres que estiveram conosco e combateu ferozmente ainda no final do século XIX e inicio do século XX este “machismo” idiota que ainda assombra a cultura mundial, e ainda mais em países mais pobres como o nosso Brasil.

Sei que até hoje mulheres como Helena Petrona Blavatsky e Rosa de Luxemburgo que vieram ao mundo apenas para ajudar o mundo com suas obras e trabalhos são terrivelmente massacradas em críticas contumazes e ferozes, principalmente de pessoas que sequer leram e certamente são incapazes de compreender suas obras. Nenhuma destas mulheres veio ao mundo buscando dominar o mundo ou se tornarem ricas e poderosas, mas buscavam caminhos para novos conceitos e filosofias de vida para ajudar o ser humano na busca de equilíbrio e justiça social.

Mas o ser humano é assim mesmo, o que ele é incapaz de compreender de positivo ele simplesmente massacra para fazer valer o seu ponto de vista. Dá muito trabalho pensar.

Assim como HPB que foi assassinada com uma lança, Rosa de Luxemburgo acabou morta com uma bala na cabeça dada por aqueles que mais tarde formaram o Partido Nazista na Alemanha, sua única culpa foi defender ideais sociais pós Marx e Engels para uma sociedade mais justa.

Na carta ensaio, escrito logo após a grande erupção vulcânica de Maio de 1902 no porto de St. Pierre, na ilha da Martinica, ela demonstrava seu interesse pelos acontecimentos fora da Europa e a sua fervente oposição ao colonialismo europeu.

No final insiro o documento resgatado por Peter Hudis e Kevin B. Anderson em 2004, a propósito do Tsunami de 2004; originalmente foi publicado no Leipziger Volkszeitung de 15 de Maio de 1902 e encontra-se no Rosa de Luxemburgo Reader. Destaque meu para o ultimo parágrafo, onde podemos substituir Martinica por Haiti, ficando assim:

….” E agora todos eles voltaram-se para a Martinica [o Haiti], todos com um só coração e um só pensamento, mais uma vez; eles ajudam, resgatam, secam as lágrimas e amaldiçoam o vulcão [terremoto] que descarrega destruição. Monte Pelee [Haiti], grande gigante bondoso, você pode rir; você pode olhar com desprezo para a abominação destes assassinos benévolos, para estes carnívoros lacrimejantes, para estas bestas vestidas com roupas de samaritano. Mas chegará o dia em que um outro vulcão [terremoto] levantará a sua voz de trovão: um trovão que está a ferver e a borbulhar, quer você precise disto ou não, e varrerá toda a cultura hipócrita e respingante de sangue da face da terra. E só sobre as suas ruínas as nações ficarão reunidas em verdadeira humanidade, a qual não conhecerá senão um inimigo mortal — a natureza cega e mortal.” ….

Passados cento e oito anos tenho a impressão que evoluímos muito tecnologicamente, muito mesmo, mas muito pouco em valores humanos, quase nada.

A mesma sociedade que lamenta certamente a morte de milhares de haitianos apóia caladamente as guerras atuais, a exploração econômica na África, e apóia países como França, Inglaterra e EUA que se arvoram de “socorristas humanitários” do Haiti aos mesmo tempo que permitem a guerra no Iraque, Afeganistão, e massacres com fósforo branco e outros produtos radioativos contra a Palestina.

É profundamente triste o que aconteceu com o Haiti, mas necessitamos despertar e mudar nossos conceitos com relação a todas as outras mortes que estamos provocando por falta de respeito a todos os seres humanos do Planeta, e de todas as formas possíveis, principalmente a exploração econômica sem fim. São milhões no mundo que estão morrendo por absoluta pobreza nos países mais pobres e o que estamos fazendo em atos? O que estamos fazendo em pensamentos?

Toda mudança depende da mudança interior individual, isto posto, pergunte a si mesmo: O que você pode mudar com relação a seus pensamentos sobre os demais humanos? Quais os valores humanitários você pode resgatar dentro de si mesmo para tornar este mundo melhor? Quais atitudes você pode tomar de hoje em diante que sejam harmoniosos com seus pensamentos para contribuir para um mundo melhor e pessoas mais felizes?

Sabem de uma coisa, não devemos pergunta a Deus o que ele pode fazer por você, porque este destino está sendo selado por você mesmo, mas responda a si mesmo o que você pode fazer pelo seu semelhante seja qual for o lugar do planeta que ele viva, e daí quem sabe, você consegue mudar o seu próprio destino.

Faça a sua parte se a sua consciência permitir e Rosa a cem anos atrás tinha e tem razão, pois novos acontecimentos devem se repetir até que a Humanidade possa enfim despertar. E todos sentimos que serão nos breves anos seguintes, ou não?

Por Atama Moriya, em 22-01-2010.

documento Martinica de Rosa de Luxemburgo na integra:

….“Montanhas de ruínas fumarentas, pilhas de cadáveres mutilados, um fumegante mar de fogo para onde quer que nos voltemos, lama e cinzas — isto é tudo o que resta da cidade florescente que se encarapitava no terreno rochoso do vulcão tal como um pássaro deglutido. Por algum tempo o gigante colérico foi ouvido a rugir e a enraivecer-se contra esta presunção humana, a arrogância cega dos anões de duas pernas. Com bondade mesmo na sua ira, um verdadeiro gigante, ele advertiu as imprudentes criaturas que rastejavam aos seus pés. Ele expeliu fumo, vomitou nuvens ardentes, no seu peito havia tempestuosas e ferventes explosões como descargas de rifle e trovejar de canhões. Mas os deuses da terra, aqueles que ordenam o destino humano, ali permaneceram com fé inabalável — na sua própria sapiência.

Em 7 de Maio, a comissão despachada pelo governo anunciou ao ansioso povo de St. Pierre que estava tudo em ordem no céu e sobre a terra. Está tudo em ordem, não há motivo para alarme! — como disseram na véspera do Juramento do Palácio nos salões intoxicados pela dança de Luís XVI, enquanto na cratera do vulcão revolucionário a lava ardente estava a acumular-se para a temível erupção. Tudo está em ordem, em paz e em tranquilidade por toda a parte! — como disseram em Viena e Berlim na véspera da erupção de Março cinquenta anos atrás. (1*) O velho e sofrido titã da Martinica não prestou atenção aos relatórios da honrada comissão: depois de o povo ter sido acalmado pelo governador no dia 7, ele entrou em erupção nas primeiras horas do dia 8 e nuns poucos minutos enterrou o governador, a comissão, o povo, casas, ruas e navios sob as ardentes exalações do seu coração indignado.

O trabalho foi radicalmente completo. Quarenta mil vidas humanas ceifadas, um punhado de refugiados tementes resgatados — o velho gigante pode rugir e borbulhar em paz, ele mostrou o seu poder, ele vingou-se terrivelmente do desprezo para com o seu poder primitivo.

E agora, chega às ruínas da cidade aniquilada na Martinica um novo hóspede, desconhecido, nunca antes visto — o ser humano. Nem deuses e servos, nem negros e brancos, nem ricos e pobres, nem donos de plantações e escravos assalariados — seres humanos surgiram sobre a pequena ilha destruída, seres humanos que apenas sentem o sofrimento e vêem apenas o desastre, que querem apenas ajudar e socorrer. O velho Monte Pelee operou um milagre! Estão esquecidos os dias de Fashoda, (2*) esquecido o conflito sobre Cuba, esquecida “la Revanche” — os franceses e os ingleses, o czar e o Senado de Washington, a Alemanha e a Holanda doam dinheiro, enviam telegramas, estendem a mão da ajuda. Uma fraternidade de povos contra o ódio incendiário da natureza, uma ressurreição do humanismo sobre as ruínas da cultura humana. O preço do re-despertar da sua humanidade foi alto, mas o trovejante Monte Pelee teve voz para alcançar os seus ouvidos.

A França chora sobre os quarenta mil corpos da pequena ilha, e o mundo inteiro precipita-se para secar as lágrimas da República Mãe. Mas como se passava isto séculos atrás, quando a França derramava sangue em torrentes pelas Antilhas Menores e Maiores? No mar da costa leste da África jaz uma ilha vulcânica — Madagascar: cinquenta anos atrás vimos ali a desconsolada República, que hoje chora pelos seus filhos perdidos, como ela subjugou o obstinado povo nativo sob sua canga através das cadeias e da espada. Nenhum vulcão abriu ali a sua cratera: as bocas dos canhões franceses vomitaram morte e aniquilação. A artilharia francesa varreu com o fogo milhares de vidas humanas florescentes da face da terra até que um povo livre ficasse prostrado no chão, até que a rainha escura dos “selvagens” fosse arrastada como um troféu pela “Cidade Luz”.

Na costa asiática, lavada pelas ondas do oceano, ficam as sorridentes Filipinas. Seis anos atrás vimos os bondosos ianques e o Senado de Washington a trabalharem ali. (3*) Não há montanhas a vomitarem fogo naquele lugar — lá, rifles americanos ceifaram vidas humanas aos montes; o cartel do açúcar do Senado hoje envia dólares dourados para a Martinica, milhares de milhares, para trazer a vida de volta a partir das ruínas, envia canhões e mais canhões, vasos de guerra e mais vasos de guerra, milhões e mais milhões de dólares dourados a Cuba, para semear morte e devastação.

Ontem, hoje, lá longe no distante sul da África, onde há apenas uns poucos anos um pequeno povo tranquilo vivia do seu trabalho e em paz, vimos como o inglês provoca o caos, estes mesmos ingleses que na Martinica salvam as mães, os seus filhos: ali nós os vimos marcar corpos humanos, sobre corpos de crianças com botas brutais de soldados, chapinhando em lagos de sangue, morte e miséria.

Ah, e os russos, a resgatarem, a ajudarem, o lacrimoso czar de todos os russos — um velho conhecido! Nós o vimos nas baterias de Praga, nos polacos calorosos, o sangue fluiu em jorros e tornou o céu vermelho com o seu vapor. (4*) Mas isto foi antigamente. Não! Agora, a apenas umas poucas semanas, vimos bondosos russos nas suas estradas empoeiradas, em aldeias russas arruinadas, em pleno acordo com multidões ásperas, desenfreada mente agitadas e resmungonas, moleques caídos por terra a arfarem, sangue vermelho camponês misturados com o pó da estrada. Eles devem morrer, eles devem cair porque os seus corpos redobram-se com fome, porque eles clamaram por pão, por pão!

E também a vimos, Oh Mãe República, lavada em lágrimas. Foi em 23 de Maio de 1871: o glorioso sol da primavera brilhava sobre Paris, milhares de pálidos seres humanos em roupas de trabalho apertados de pé, todos juntos, nas ruas, no pátio da prisão, corpo com corpo e cabeça com cabeça; através de buracos nas paredes, metralhadoras a avançarem os seus focinhos sedentos de sangue. Nenhum vulcão entrou em erupção, nenhuma corrente de lava derramou-se. Os seus canhões, Mãe República, foram virados contra a multidão duramente apertada, jorros de sofrimento rasgaram os ares — mais de vinte mil cadáveres cobriram os calçamentos de Paris! (5*)

E todos vocês — sejam franceses e ingleses, russos e alemães, italianos e americanos — foram vistos todos juntos uma vez antes do acordo fraternal, unidos na grande liga das nações, a ajudarem e a guiarem uns aos outros: foi na China. Ali vocês também esqueceram todas as querelas internos, ali também fizeram uma paz do povos — para o assassínio em comum e o atear do fogo. Ah, como aquelas tranças de rabicho caem aos molhos diante das suas balas, como um campo de trigo maduro açoitado pelo granizo! Ah, como as mulheres chorosas afundadas na água, com os seus mortos nos braços frios, a fugirem das torturas dos vossos abraços ardentes!

E agora todos eles voltaram-se para a Martinica, todos com um só coração e um só pensamento, mais uma vez; eles ajudam, resgatam, secam as lágrimas e amaldiçoam o vulcão que descarrega destruição. Monte Pelee, grande gigante bondoso, você pode rir; você pode olhar com desprezo para a abominação destes assassinos benévolos, para estes carnívoros lacrimejantes, para estas bestas vestidas com roupas de samaritano. Mas chegará o dia em que um outro vulcão levantará a sua voz de trovão: um trovão que está a ferver e a borbulhar, quer você precise disto ou não, e varrerá toda a cultura hipócrita e respingante de sangue da face da terra. E só sobre as suas ruínas as nações ficarão reunidas em verdadeira humanidade, a qual não conhecerá senão um inimigo mortal — a natureza cega e mortal.
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Notas
1- Referência ao estalar das revoluções de 1848 na Europa.
2- Em 1898 a França e a Inglaterra quase foram à guerra devido a um conflito em Fashoda, no Sudão.
3- Referência à Guerra Hispano-Americana de 1898, na qual os Estados Unidos tomaram posse das Filipinas e de Cuba. Isto verificou-se quatro anos antes e não seis.
4- “Os baluartes de Praga” referem-se a um massacre do exército russo contra um levantamento polaco em Praga, um subúrbio de Varsóvia, em 1831.
5- Referência à brutal supressão da Comuna de Paris de 1871, na qual milhares de revolucionários foram massacrados pelas forças do governo francês.
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5 respostas para Catástrofe no Haiti – Tsunami na Indonésia – O que estes eventos altamente destruidores têm para ensinar à Humanidade?

  1. Adriana disse:

    Olá Atama amado!

    Olá Um Amigo! (risos) como sempre muito sábio em suas observações… vc diz que te preocupa possíveis “lunáticos” com tantas previsões de destruição, que levam as pessoas a fazerem escolhas inconseqüentes.

    Eu me lembro do caso “ Heaven’s Gate”, e os suicídio que cometeram… Lembro-me também, que fiuqei apavorada com o numero de “supostos” aparecimentos de extraterrestres, tinha muitas reportagens inclusive, o globo reporte fez um especial, com reportagens de depoimento de pessoas abduzidas… sempre achei estranho a ligação que faziam do aparecimento de OVNS, com suposto fim dos tempos. Hahahahha…

    Eu “acredito” que tudo é apenas uma maneira de escravizar as pessoas ao medo do desconhecido, criando uma vibração horrível de pânico, catástrofes… onde uns poucos serão salvos e postos em segurança, enquanto a maioria vive o grande inferno do caos e da destruição, que todos colaboraram para criar, conscientes ou não.

    Penso que existe muito mais ha ser dito a respeito, vamos esperar que uma boa alma amiga e sabia traga novos “nortes a serem seguidos”…

    Mas enfim… O que me preocupa é a força que está corrente negativa exerci sobre todos nós, onde manifestamos o inferno na Terra, ao invés do Céu. Isto faz de forma individual, com atitudes egoístas, longe de atitudes de amor a si e ao próximo.

    O que é o suicídio senão um ato de puro egoísmos?

    Então eu me prendo muito a causa ao invés do efeito, por que acredito que se houver realmente um interesse de mudar nossas falsas crenças e criarmos novos paradigmas de vivencia, (né, Atama?!), em nós mesmos… então manifestaremos o Céu na Terra, como reflexo do que somos.

    Vixi… acho que fiz uma salada…rsssssssssss…

    Bem… mais acho que deu para entender, né?rssssssssssss

    Obrigada pela atenção e carinho…

    Beijus meninos em seus corações

    Inté

    Adri

  2. Um Amigo disse:

    Olá Adriana.

    O link que deixei sobre a seita “Heaven’s Gate” não esta funcionando. Abaixo deixarei maiores informações sobre ela (com o link da fonte).

    Abraços.

    “Quando o cometa Hale-Bopp apareceu em 1997, surgiram também rumores que uma nave alienígena está seguindo o cometa. Além disso, as pessoas afirmavam que a nave estava sendo escondida pela Nasa e pela comunidade de astrônomos. o que podia ser facilmente refutado por qualquer pessoa com um telescópio. Apesar da negação da existência de tal nave, os rumores foram divulgados amplamente, e inspiraram a criação de uma seita chamada “Heaven’s Gate” (“Portais do Céu”, em tradução livre), que acreditava que o mundo acabaria logo. Infelizmente, no dia 26 de março de 1997, o mundo acabou para 39 membros do culto, que foram levados a um rancho no meio do deserto e cometeram suicídio por acreditar que suas almas seriam levadas pelos alienígenas.”

    http://inforgospel.wordpress.com/2010/01/17/fim-do-mundo-10-previsoes-fracassadas-do-apocalipse/

  3. Um Amigo disse:

    É verdade nobre Adriana; independente das coisas que já acontecem nas nossas vidas e aquelas que ainda estão por vir (individualmente e coletivamente falando), é crucial nos focarmos no “agora”. Quando penso no “agora”, me vem há mente a busca pelo equilíbrio emocional que todos na Terra deveriam ter como um dos “Nortes” a serem seguidos (ou pelo menos tentado dentro dos limites de cada um), a serenidade atrelada a ele (ou pelo menos parte dela), bem como a tentativa de nos mantermos firmes e fortes perante as adversidades da vida (muitas das quais aparecem de surpresa e temos que encará-las).

    Junto com a busca individual pelo “agora” (mas indo pelo lado relacionado à data 2012), coloco como de suma importância ficarmos atentos para algumas linhas de idéias divulgadas pela internet (ex: do mundo acabar nessa data, etc), creio que só podemos “combater” isso com o embasamento de leituras mais sérias (orientando os outros neste sentido). Sabe Adriana; minha maior preocupação com tudo isso é uma eventual histeria de suicídio coletivo com a proximidade dessa data, poderão surgir alguns lunáticos/fanáticos se propagando “Cristos” ou outras idéias mais “mirabolantes” e irem “agarinhando” súditos para algum ato mais inconseqüente (como foi com os Heavens Gates = http://pt.wikipedia.org/wiki/Heaven's_Gate_(seita) ).

    O mundo não vai acabar como muitos pensam (não sou eu quem digo isso, muitas correntes sérias pregam tais coisas, mas no meu caso em particular, graças a Deus cresci no meio de um Centro Espírita sério: vi, ouvi e aprendi muitas coisas, tenho absoluta certeza que o mundo não acaba em 2012 e nem nos seguintes). Ele passará por mudanças sim, nenhuma novidade nisso, afinal, tudo muda na vida…mas isso independe de datas exatas, alias, essa foi uma das “teclas” mais “apertadas” pelo Cristo nesta Orbe (“Daquele dia e hora, só o Pai sabe”).

    Lembra de 1999? Quando alguns estudiosos disseram que Nostradamus tinha previsto o “Deus do Terror” para essa data? Bem; não sou estudioso de Nostradamus, a única coisa que sei (do pouco que já li de suas obras), é que suas centúrias/quadras, etc dão margens a varias interpretações (podemos encontrar “interpretações” diferentes sobre mesmos trechos). Dentro das coisas que li sobre ele, lembro de uma citação onde o mesmo dizia que muitas das suas “previsões” poderiam mudar de acordo com o desenrolar dos acontecimentos (ou seja, ele deu margens). Mas enfim; não quero falar de Nostradamus, mas sim dizer que naquela época lembro muito bem de certa histeria criada em torno desta data, só que a mesma não tem o mesmo “glamour” que 2012 (essa me preocupa por causa das atitudes inconseqüentes das pessoas).

    Encerro com essa sua bonita frase: “Penso que hoje se faz mais importante avaliar meus pensamentos, atitudes e escolhas, como elas influenciam a minha vida e consecutivamente o mundo a minha volta e ao meu próximo”.

    Nada a acrescentar…risos.

    Um ótimo final de semana para você e os seus.

    Fique com Deus nobre Adriana, fique bem…sempre.

  4. Adriana disse:

    Olá a todos!

    Atama, (risos)… Um Amigo e Marina linda… amados

    Bem… é sempre bom ler e aprender um pouco mais com vocês…Obrigada pela oportunidade do aprendizado…

    Hoje infelizmente não tenho tanto acesso como gostaria para prosearmos mais…(risos)… Porém estava ansiosa para ler os textos em seus próximos capítulos. Principalmente por esteve refletindo muito sobre as razões, ou causas (como prefiro definir).

    Estive observando e me questionando sobre o valor de ser analisados, mas as causas de tantas turbulências, que a causa seja mais importante para o momento do que os seus efeitos. Engraçado, como nos prendemos tanto aos efeitos, e esquecemos de ver além e perceber as causas.

    Fico me perguntado qual o valor pra minha vida em saber se 2012 ou 2018 … teremos ou não a extinção da raça humana, como um fim fatal de um experiência que não tenha dado certo… Na verdade cheguei à “conclusão”, que o que importa de fato não é o que será do amanhã, mas sim como escolho viver o meu hoje.

    Penso que hoje se faz mais importante avaliar meus pensamentos, atitudes e escolhas, como elas influenciam a minha vida e consecutivamente o mundo a minha volta e ao meu próximo. Mas importante do que ver os efeitos catastróficos na vida, no mundo… é além e perceber as causas.

    Quais seriam estas causas?

    Talvez sejam apenas as conseqüências de nossas ações inconscientes, somos inconscientes do nosso próprio valor como seres humanos, e como tal, inconsciente do valor da natureza, da Terra de Deus…enfim… Quais são os nossos pensamentos, escolhas e ações que influenciam o mundo as pessoas e mim?

    Hoje pra mim, Adriana acredito que o mais importante é como me situo dentro destas esferas de acontecimentos, como posso me melhorar… Tornar-me um ser humano melhor para que minha vida e o mundo que vivo não sejam apenas uma catástrofe natural e fatal, mas sim, uma evolução e progresso continuo de um valor superior e divino para a vida.

    Bem estive penando muito nisto… Nos últimos dias e certo ou errado queria compartilhar com vocês… como um ponto de reflexão que deve ser melhorado com certeza.(risos)…

    Deixo beijos em seus corações Atama amado, Um amigo e Marina queridos..

    Agradeço o carinho…(risos)…

  5. Um Amigo disse:

    Olá Atama, tudo na paz? Espero que sim.

    Ótimo post, vou fazer umas considerações.

    Sabemos que muitas regiões do Globo, em virtude do “nosso” planeta estar vivo, sempre serão áreas mais sujeitas há determinados eventos e outras não (terremotos, tsunamis, etc), o porém é, qual o grau de responsabilidade do homem (nações/países) no sofrimento do próximo nestes momentos (seja por sua omissão/descaso…por ter “sugado” estes povos gerações passadas, deixando-os impossibilitados de se desenvolverem e encararem essas situações das quais estarão sempre sujeitos melhor preparados…o quanto o somatório disso tudo pode se refletir no desenvolvimento da atual geração e nas futuras = eles poderão ter perspectivas de melhora?).

    Para aqueles que “acreditam” (tem alguma religião, crença ou tão somente acreditam), é divulgado através de muitas escrituras e/ou ensinamentos que uma nova humanidade “nascerá” (mais humanizada moralmente)…a questão é que, como em todo “parto”, este geralmente é acompanhando de algumas “dores”.

    Atama; vou fazer analogias entre partes do seu texto com algumas citações que encontrei no livro “A Gênese” (obra onde Espíritos deram seu testemunho para Allan Kardec), e abaixo delas as minhas.

    Obs: suas citações não estarão na mesma ordem que foram escritas.
    ***Atama: “Sabem de uma coisa, não devemos pergunta a Deus o que ele pode fazer por você, porque este destino está sendo selado por você mesmo, mas responda a si mesmo o que você pode fazer pelo seu semelhante seja qual for o lugar do planeta que ele viva, e daí quem sabe, você consegue mudar o seu próprio destino.
    Faça a sua parte se a sua consciência permitir e Rosa a cem anos atrás tinha e tem razão, pois novos acontecimentos devem se repetir até que a Humanidade possa enfim despertar. E todos sentimos que serão nos breves anos seguintes, ou não?”
    ***A Gênese: “Diremos que o nosso Globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante.”

    O melhoramento da “habitação” sempre estará relacionando com os “habitantes” que ali se encontram. Não tem como o mundo mudar para melhor, se não partir de nós. Certa vez; no Centro Espírita que minha mãe costuma freqüentar, uma entidade disse o seguinte: “Aos da Terra, cabem a eles resolverem os problemas da Terra”.

    Lógico que ele não quis dizer que podemos fazer tudo que desejarmos e isso será permitido, nem tão pouco passou que ninguém é “assistido” e todos estamos a “Deus dará”, mas creio que os amigos entenderam o conteúdo implícito da mensagem.

    ***Atama: “Alguns poucos pensadores atuais podem estar observando que o ser humano atual se perdeu em suas próprias filosofias pessoais, as quais ele perdeu e adotou as várias que as sociedades impõem como pensamentos seus, todavia, não consegue analisar se isto também serve para si mesmo e se são boas de fato não somente para si, mas principalmente aos demais humanos.”

    ***A Gênese: “Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do Globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.”

    Cito com relativa importância: “se perdeu em suas próprias filosofias pessoais” e o “abrandamento dos costumes”.

    Atama; creio que em virtude de todo este “peso” encarnatório que passamos ao reencarnamos (“esquecimento”), acabamos no decorrer dos anos nos “moldando” ao novo ambiente (nação/países, grupo familiar/amigos, etc) e geralmente “encorporamos” os valores/costumes/crenças do novo lugar como se fossem “algo nosso” = isto geralmente tende a ser um problema dependendo do “grau de envolvimento” e/ou quão imaturo é a criatura (lógico que para tudo existem exceções, mas geralmente funciona assim com a maioria das pessoas/espíritos). Pelo fato deste mundo ser dividido em países (e estes em fronteiras, línguas/idiomas, culturas, valores, gostos, etc…tudo diferente), acabamos vendo um ser humano de outra nação como alguém de fora = um estrangeiro/estranho (que não faz parte do “nosso grupo/grupinho”).

    Putz; isso muitas vezes acontece dentro de um próprio país (ex: podemos negar que muitos habitantes das regiões Sul/Sudeste do Brasil não têm rixas/preconceitos com aqueles originários do Nordeste?).

    Muitas vezes não vemos um Americano, um Europeu, um Asiático como semelhante, mas sim como um “estranho no ninho” quando os encontramos em “nossas terras” (e o mesmo sentimento é válido quando um de nós vai para lugares como estes). Desse jeito fica difícil, diria até “impossível”, este mundo avançar…enquanto cada país “se fechar” em si (as pessoas ali reunidas pelo fato de terem o mesmo idioma em comum, cultura, valores, gostos, etc), defendendo com “unhas e dentes” os interesses comerciais de seus “semelhantes” (apenas aqueles que ali residem = concidadãos) e encarando o “de fora” como um estranho e/ou inimigo, me atrevo a dizer que este mundo nunca sairá do lugar…serão sempre as mesmas recorrências.

    Enquanto “os países” (as pessoas) não mudarem suas mentalidades e perceberem que de fato, para a natureza/criação não existem fronteiras que determinam aonde “termina” o “país A” e “começa” o “país B”, que para ela existe “apenas” um contingente de pessoas/seres que fazem parte da sua morada…estaremos sempre nessa “lenga-lenga”.

    ***Atama: “As pessoas de uma forma geral necessitam mais do que nunca de imaginar que nada pode ocorrer no mundo sem que destes acontecimentos não retiremos dela ensinamentos para que mudemos os nossos próprios conceitos individuais, e, por conseguinte, os pensamentos de uma forma geral que geram os comportamentos culturais pessoais e coletivos, os quais formam estes conceitos já falidos de Civilização em que vivemos.”

    ***A Gênese: “Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: ‘o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral’. Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave.”

    Atama; só acredito que essa humanidade ser livrará dos seus “grilhões” quando este sistema financeiro/capitalista ruir…sei que isso poderá ser traumático para todos nós, mas sinceramente, atualmente não vejo outra opção. Estamos reféns dele; as atitudes dos países, até mesmo em eventuais ajudas humanitárias, costumam girar em torno disso (milhares morrem de fome e doenças na África todos os anos, por quê?)…a maioria das pessoas não conseguem mais respirar aliviadas no dia a dia: casamentos se desmancham, traições/assassinatos ocorrem, amizades acabam, a falta de uma expectativa melhor no futuro se torna uma realidade mais certa para várias pessoas, etc.

    No outro extremo; novas tecnologias mais limpas e que seriam salutares para todos (planeta e demais viventes) não avançam por causa dos custos e interesses de grandes conglomerados (de grupos de pessoas + sistema).

    Entendo que o dinheiro é apenas uma ferramenta de progresso (assim como foram às especiarias, tecidos, ouro/prata no passado), mas seu tempo esta por demais longevo (ou a forma que criamos para usá-lo = nossa relação com ele)…se a humanidade não consegue avançar, ele tem seu papel crucial nisso (e o sistema/pessoas que “controlam” isso). É até algo estranho/paradoxo de se dizer, mas “nós” criamos este sistema e ficamos escravos dele, é como se o “Criador” ficasse escravo da própria “Criatura”.

    É algo bizarro e estranho de se entender…

    ***Atama: “Toda mudança depende da mudança interior individual, isto posto, pergunte a si mesmo: O que você pode mudar com relação a seus pensamentos sobre os demais humanos? Quais os valores humanitários você pode resgatar dentro de si mesmo para tornar este mundo melhor? Quais atitudes você pode tomar de hoje em diante que sejam harmoniosos com seus pensamentos para contribuir para um mundo melhor e pessoas mais felizes?”.

    ***A Gênese: “Uma nova ordem de coisas tende a estabelecer-se, e os homens, que mais opostos lhe são, para ela trabalham a seu mau grado. A geração futura, desembaraçada das escórias do velho mundo e formada de elementos mais depurados, se achará possuída de idéias e de sentimentos muito diversos dos da geração presente, que se vai a passo de gigante. O velho mundo estará morto e apenas viverá na História, como o estão hoje os tempos da Idade Média, com seus costumes bárbaros e suas crenças supersticiosas.”

    Sim; acredito no “novo Céu” e na “nova Terra”, não sei o que acontecerá até chegarmos nessa nova realidade, mas a cada dia que passa vejo o planeta “clamando” por socorro, minha duvida é quando chegará o momento que este deixará de clamar e nossa “surdez” começará a trazer conseqüências mais fortes para nós (“sua humanidade”). Pois foi como disse na parte 1; no fim das contas o planeta sempre se ajusta e resolve “seus problemas” (seria nós?), o mesmo já passou por muitas coisas que sequer imaginamos/lembramos hoje em dia (e outras que muitos dos “nossos” cientistas consideram “impossíveis” de acontecer).

    Bem; independe do que virá, estaremos “todos” aqui, assistindo de camarote, e porque não dizer, poderemos até participar do “show/espetáculo”. Façamos nossa parte.

    Agora deixo os amigos com a palavra.

    Ótimo post querido Atama.

    Fique com Deus, fique bem.

    Um excelente final de semana para você e todos os leitores.

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