Consciência Negra – a importância de um movimento não apenas cultural e social no mundo – entenda o que há por trás disto

“Devemos olhar, primeiro, para Deus Todo Poderoso, que levantou o homem acima dos animais e lhe deu inteligência e razão. Nele devemos colocar nossa fé, pois Ele não nos deixará e não permitirá a destruição da humanidade, que Ele criou à sua imagem. Devemos olhar para nós mesmos, para o fundo das nossas almas. Devemos nos transformar em algo que nunca fomos antes. Nossa educação, experiência e ambiente nos prepararam mal. Devemos nos tornar maiores do que temos sido, mais corajosos, mais altos de espírito, com uma visão de maior alcance. Devemos nos tornar como uma nova raça, ultrapassando pequenos preconceitos, prestando nossa lealdade não às nações mas, sobretudo, aos nossos irmãos e à comunidade humana. (discurso de Hailé Selassie-ONU, outubro – 1963)”

Quando alguém aponta um dedo, não devemos ficar olhando para o dedo, mas para a direção que o dedo aponta – frase antiga que devemos observar em nossas vidas.

Os fatos em si guardam apenas os acontecimentos diários da vida humana, mas alguns destes acontecimentos mostram claramente os caminhos que a humanidade está a seguir, o mais importante é sabermos qual a rota que devemos tomar para nosso próprio progresso e quais as que devemos evitar a nosso próprio bem.

No século passado alguns grandes seres humanos estiveram conosco e lançaram bases para diversas mudanças culturais, sociais e econômicas que vieram a crescer mundialmente a partir da segunda metade do século passado e hoje apresentam já os frutos mais amadurecidos. Nenhuma mudança estrutural acontece da noite para o dia, mesmo porque a consciência humana coletiva também assim não muda.

Podemos citar Gandhi, a Grande Alma, que com seu movimento transformou hoje a Índia numa potência em todos os campos e alinha-se para se tornar uma das grandes nações neste século.

Podemos citar no Brasil Getúlio Vargas, conhecido como Pai dos Pobres, que com o seu empreendorismo com a indústria do petróleo, as indústrias de base, a exploração de minérios e o fortalecimento do sistema bancário brasileiro à época permitiu que este país chegasse hoje como expoente, país que detém todas as condições básicas para se tornar de fato na Grande Nação do século XXI, sucedendo aos poderosos americanos.

Houveram outros cinco que citaremos quando oportuno. Ainda bem que de tempos em tempos estes grandes seres surgem entre nós para apontar a todos os melhores caminhos a serem seguidos, caso assim não fosse estaríamos ainda tacando pedras uns nos outros, embora ainda persistam alguns primitivos tacando pedras de vinte quilos na cabeça dos outros.

Um dos grandes Seres Humanos que não podemos deixar de citar foi Hailé Selassié, a grande voz da África, um ser extraordinário a quem devemos os primeiros passos do estabelecimento da Consciência Negra no mundo. Consciência Negra não é apenas um movimento social a favor dos negros, mas na verdade aponta para o reconhecimento das minorias, qualquer que seja ela, e o estabelecimento de condições de igualdade econômica entre os povos. Aponta para um movimento mundial de estabelecimento de paz, igualdade econômica, fim dos racismos, sectarismos sociais e intolerâncias entre os seres humanos.

O grande Imperador Hailé ainda hoje é amado e idolatrado na Etiópia que apesar de todos os problemas que tem ainda assim é um país expoente na África. Não a toa que portava, não se sabe como, o poderoso anel de Salomão que havia desaparecido por mais de dois milênios e voltou a desaparecer.

O povo etíope é um dos mais antigos do planeta e foi uma das raças precursoras da atual sub-raça ariana.

UM POUCO DA HISTÓRIA DE HAILÉ SELASSIE

JUDEUS NEGROS

Os escravos negros da Idade Moderna sempre sentiram uma certa identificação com a história do cativeiro judeu, fosse na Babilônia ou no Egito; alguns justificam esta identificação através de uma lógica extrema que considera os negros escravizados como verdadeiros judeus. Este pensamento, provavelmente, teve sua origem nos Estados Unidos, no período escravagista e resultou na conversão de muitos negros ao judaísmo. A idéia era reforçada pela existência de uma comunidade negra judaica na Etiópia, minoria na população daquele país, que se organizava em guetos juntamente com os muçulmanos. Esses judeus, muitos pertencentes a grupos francamente anti-semitas, se auto-proclamam “verdadeiros judeus” mas, na realidade, em muitos casos, são Cristãos com a doutrina centrada no Antigo Testamento, reunião de livros que, em suas edições euro-ocidentais, os judeus etíopes, consideram distorcidos pela “cultura branca” e cuja originalidade afro-oriental pretendem restaurar. Um dos desses livros de maior importância é o Livro daGlória dos Reis, o Kebra Negast, uma escritura apócrifa (não reconhecida pelo Vaticano), supostamente traduzido diretamente do aramaico (antiga língua dos judeus). Neste texto, aparecem profecias que indicariam a destruição da “Babilônia Branca” ou “Babilônia dos Brancos” e o retorno dos Israelitas para a África, para o verdadeiro Zion (o Monte Sião). O Kebra Negast foi adotado pelos Rastafaris como parte de seus textos litúrgicos.

A Etiópia, país africano mencionado na Bíblia e única nação daquele continente que resistiu com sucesso às investidas do colonialismo, a Etiópia sempre foi um ponto de referência para os movimentos de resgate da “consciência Negra” nas Américas. Entretanto, o contato entre Etiópia e Américas jamais foi um fluxo intenso de relaçõe até a Segunda Guerra Mundial. Em 1937, o imperador Selassie, em exílio, fundou a Ehtiopian World Federation (EWF) para angariar recursos e apoio político dos grupos nacionalistas do Ocidente. Depois da Guerra , a EWF continou a existir sob várias formas, algumas sob controle local porém todas mais ou menos empenhadas em algum contato com a Abssínia.

Um dos filhos do EWF foi o movimento Rastafári da Jamaica que aos poucos conquistou as Américas também em sua bandeira de igualdade entre negros e brancos nos EUA, justamente o país que hoje tem como Presidente um descendente negro. Um grandíssimo passo para a eliminação paulativa das diferenças raciais e sociais no mundo.

HAILE SELASSIE  — A VOZ DA ÁFRICA

As primeiras décadas do governo de Haile Selassie foram marcadas por intensas atividades administrativas e diplomáticas. Já em 1931, ele promulgou a primeira constituição etíope e instituiu o Parlamento. Construiu escolas e hospitais, promoveu reformas no sistema tributário, na administração e nos serviços públicos. Criou as Linhas Aéreas, o Banco da Etiópia e uma nova moeda, o dólar etíope.

Em 1935 sobrevieram o terror e a guerra com a invasão do território etíope pelas tropas de Mussolini. Milhares de civis foram massacrados. A essa altura, Haile Selassie tinha inimigos em casa: a Igreja negava apoio em represália aos tributos cobrados sobre suas terras; as classes mais abastadas estavam descontentes com a perda de privilégios. O impasse bélico-político culminou com o Imperador exilado na Inglaterra, em 1936.

Nos anos seguintes, Selassie prosseguiu em sua luta diplomática, especialmente na Tribuna da Liga das Nações e, posteriormente, na ONU, onde proferiu numerosos discursos. No primeiro destes pronunciamentos, no exílio, falando sobre o neocolonialismo italiano que atacava seu país, Selassie sentenciou: “Vocês jogaram um fósforo aceso na Etiópia, mas ele vai queimar toda a Europa.” (Selassie Apud Imssembly for Rastafari National Education, 2001).

Na Etiópia, proliferavam guerrilhas e revoltas contra o domínio italiano. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a voz da África finalmente foi ouvida: em 1940, os ingleses alinhavam-se ao lado do povo etíope. Em abril de 1941, com a ajuda do exército bretão, o “Leão de Judah” derrotou os fascistas e retornou a seu país. Os trabalhos recomeçaram: os escravos foram libertados e uma reforma agrária entrou em curso. Uma nova constituição foi promulgada, em 1955. Em 1963, a Etiópia era uma das nações líderes na formação da Organização da Unidade Africana (OUA) que reuniu trinta países do continente e que até hoje tem sua sede em Adis Abeba (capital etíope).

Em 1974, o reinado de Selassie chegou ao fim. Ele contava 82 anos e o muito que tinha feito pelo desenvolvimento de sua terra não foi suficiente. Grandes mazelas ainda fustigavam a população, com 95% de analfabetos e altos índices de desemprego. A classe política estava contaminada pela corrupção e a fome, associada ao fantasma da seca, matava dezenas de milhares de pessoas. Os jovens se mobilizavam exigindo liberdade de imprensa e a instituição de um regime democrático, com a criação de partidos. Um golpe militar foi o desfecho desta trama de tensões. Selassie foi preso e sua família exilada, na Europa e nos Estados Unidos.

O “Messias Negro” morreu em circunstâncias misteriosas, sob a custódia dos militares, em 25 de agosto de 1975. Segundo versão não-oficial, ele teria sido estrangulado. Seus ossos foram guardados em uma caixa que trazia os dizeres “Não Mexa”. As autoridades não sabiam o que fazer com aquilo. Em 5 de novembro de 2000, os restos mortais de Haile Selassie foram enterrados na Igreja da Santíssima Trindade.

O mistério do Anel de Salomão

O anel de Salomão, que lhe fora confiado na época da coroação, migrou com a família do “Ras Negus” e no final dos anos de 1970, foi oferecido como presente a Bob Marley, em Londres, por Asja Woosen, um dos filhos de Selassie. Depois da morte do artista, ele também, Marley, considerado como um rei – Rei da Reggae Music, o anel desapareceu; um mistério ainda para ser desvendado.

Dicursos do Rei – o Leão de Judah – como é conhecido

Durante, 44 anos, tempo em que foi Imperador da Etiópia, Haile Selassie destacou-se entre todos os líderes mundiais que militaram em favor de um mundo melhor. Entre os chefes de estado africanos, foi o principal articulador da realização do ideal de uma África livre e desenvolvida. Empreendeu viagens diplomáticas a numerosos países, chamando atenção para as questões da Etiópia e do continente como um todo. Seu apelo, “Olhem para a África”, frutifica até hoje, inspirando movimentos negros, mantendo a África como um vetor (uma força) fundamental na equalização das forças socio-políticas atuantes no planeta. Na sessão abaixo, estão relacionadas algumas das falas de “Ras Selassie”, que jamais temeu tocar no nome de Deus nas tribunas internacionais.

Alguns trechos de discursos de Sellassie:

“Além do Reino de Deus, não há governo humano que tenha mais mérito que outro. Mas, nesta Terra, quando um governo poderoso acredita que está certo eliminar outra nação, contra a qual nenhuma ofensa possa ser imputada, então chegou a hora do prejudicado trazer os males que vem sofrendo perante a Liga das Nações. Deus e a História estarão observando, como testemunhas, o julgamento que será dado aqui. (Primeiro pronunciamento de Haile Selassie na Liga das Nações, 1936)

Muito espaço tem sido dado aos ricos em suas ações contra a vida humana neste planeta, como a corrida armamentista, mas pouco divulgados são os efeitos colaterais e as conseqüências indiretas dos gastos militares astronômicos. O desarmamento deve ser empreendido para que assim possa se extinguir a ameaça do holocausto mundial. Com uma drástica redução dos orçamentos militares serão liberados os recursos necessários para erguer todos os seres humanos à condição de homens realmente livres. (Conferência de Belgrado, 1961)

Nós, africanos, ocupamos uma posição diferente; na verdade, única entre as nações deste século. Tendo sofrido opressão, tirania e jugo por tanto tempo, quem teria mais direito de reclamar melhores oportunidades e o direito de viver e crescer como homens livres? Não teríamos nós o direito de levantar o clamor pela justiça para todos? Reivindicamos o fim do colonialismo, porque a dominação de um povo por outro não é correta. Reivindicamos o fim dos testes nucleares e da corrida armamentista porque estas atividades representam terríveis ameaças para a humanidade e um desperdício material e cultural. Isto tudo é um grande erro. (Pronunciamento aos Líderes Africanos. Adis Abeba – 1963)

O que os países economicamente atrasados estão buscando (…) é a aplicação do dinheiro hoje desperdiçado com armamentos na solução de problemas socioeconômicos. Os grandes desafios que enfrentamos atualmente são dois: a preservação da paz e a melhoria das condições de vida daquela metade do mundo que é pobre. Estas duas questões são, é claro, interdependentes. Sem a paz, é inútil falar da melhoria das condições de vida da humanidade e sem tais melhorias, garantir a paz torna-se muito mais difícil. Estes dois problemas devem ser atacados simultaneamente (…) Uma das tragédias de nossos dias é que a metade da humanidade se vê às voltas com a fome, nunca satisfeita, a pobreza, a ignorância, a doença. Se as grandes quantias gastas pelos governos com a invenção e fabricação de armas fossem redirecionadas para atender às necessidades vitais dos homens de todo planeta, estes homens poderiam resgatar sua dignidade, sua felicidade e sua confiança, sua fé no futuro. (Cúpula da Organização da Unidade Africana – OUA. Cairo – Egito, 1964)”

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2 respostas para Consciência Negra – a importância de um movimento não apenas cultural e social no mundo – entenda o que há por trás disto

  1. eliana disse:

    olha o quer um idiota escreve no fai

    Jonathan Bacch

    Sou contra o dia da consciência negra, imagina se tivéssemos o dia da consciência branca. Vamos fazer o seguinte, eu não te chamo de negro e nem vc me chama de branco e vamos ser felizes para sempre sem preconceitos e sem discriminações.

  2. iasmim disse:

    nossa eu achei o maximo essa pagina

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