Obama, Prêmio Nobel da Paz: recompensa a uma nova visão do mundo – será?

El País por Javier Valenzuela

Passado um primeiro momento de surpresa, a concessão do Prêmio Nobel da Paz a Barack Obama tem muita lógica. O Instituto Nobel da Noruega premia assim uma visão do mundo – e do papel dos EUA no mundo -, e não uma obra. Obama não está nem há um ano na Casa Branca, por isso ainda não é possível julgá-lo por seus resultados, mas nesse período já mudou radicalmente a música e a letra da política internacional norte-americana. E em um sentido que não pode ser mais grato aos ouvidos dos escandinavos, dos europeus e, em geral, da maioria dos habitantes do planeta.

Obama é totalmente o oposto de George W. Bush, o titular da Casa Branca mais impopular de todos os tempos fora das fronteiras dos EUA (e talvez também dentro delas). Lá onde Bush sonhava com um século 21 dominado unipolarmente pela potência imperial norte-americana, Obama vê um mundo multipolar no qual Washington exerce, sem dúvida, uma grande influência, mas em grande medida através de sua colaboração com outras potências democráticas e no seio da ONU. Lá onde Bush tinha como instrumento preferencial a guerra preventiva, Obama opta pelo diálogo e a negociação. Lá onde Bush ria da ajuda ao desenvolvimento dos países e continentes mais pobres, Obama pensa que o progresso dessas pessoas também é chave para garantir a liberdade, a segurança e a riqueza dos norte-americanos. Lá onde Bush preferiu continuar fazendo negócios com o petróleo, Obama assume que a luta contra a mudança climática e a promoção das energias renováveis é imprescindível para a sobrevivência da espécie humana.


Em três trimestres Obama reconciliou os EUA com a Europa, a Rússia e a China; dirigiu uma mensagem extraordinária – a do Cairo – para o mundo árabe e muçulmano; teve a coragem de dizer aos israelenses que sem o nascimento de um Estado palestino digno desse nome dificilmente terão garantida a paz; renunciou ao provocador escudo antimísseis de seu antecessor e deu os passos que podia para desmantelar Guantánamo e se retirar do Iraque, e de todo modo proclamou que seu objetivo é libertar o mundo da sombra ameaçadora das armas nucleares.

Em relação à América Latina, Obama também disse algo absolutamente novo: Washington já não considera essa zona como seu bananal no quintal de trás, deseja relações fraternas com suas populações e, para desgosto dos golpistas de Honduras, não consente que presidentes eleitos democraticamente sejam depostos à força.

Lula parabeniza Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi anunciado nesta sexta-feira (9) como vencedor do prêmio Nobel da Paz por seus esforços para reduzir os estoques de armas nucleares e por seu trabalho pela paz mundial. Pouco depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um telegrama para parabenizar o colega americano.

Obama inclusive estendeu a mão a regimes como Cuba e Irã, dando-lhes a oportunidade de evoluir pacificamente para uma situação de normalidade democrática e participação construtiva na comunidade internacional. O fato de que esses regimes ainda não compreenderam a oportunidade que se lhes oferece só prova que, além de despóticos, são idiotas.

Quanto ao Afeganistão, a colocação intelectual de Obama é correta: Bush cometeu um erro monumental ao relegar esse país a um segundo plano e concentrar as energias dos EUA – e com elas de boa parte da comunidade internacional – na ilegal, absurda e contraproducente guerra do Iraque. É no Afeganistão que estavam – e continuam – as forças coligadas dos taleban e da Al Qaeda que agrediram os EUA no 11 de Setembro (e depois continuaram semeando sangue pelo mundo com os atentados de Bali, Casablanca, Madri, Londres, Egito, Istambul…). O problema é que os oito anos transcorridos desde a primeira intervenção militar no Afeganistão permitiram que essas forças se reorganizassem e reconquistassem posições. E talvez o reajuste de Obama chegue tarde porque as opiniões públicas – nos EUA e na Europa, incluindo a Espanha – não querem suportar mais baixas nesse país.

Em todo caso, Bush foi o lado escuro dos EUA para centenas de milhões de habitantes do planeta e Obama representa o lado luminoso. E isso foi o que o Instituto Nobel da Noruega quis premiar – e cedo, a fim de reforçá-lo.

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/10/10/ult581u3545.jhtm

Mas é importante analisarmos também pontos de vistas contrários também antes de nos posionarmos:

 

“Obama e o Prêmio Nobel: Quando a guerra se torna paz, quando a mentira se torna verdade”

por Michel Chossudovsky [*]
Quando a guerra se torna paz,

Quando conceitos e realidades são invertidos,

Quando a ficção se torna verdade e a verdade se torna ficção.

Quando uma agenda militar global é apregoada como um empreendimento humanitário,

Quanto a matança de civis é anunciada como “dano colateral”,

Quando aqueles que resistem à invasão da sua pátria pelos EUA-NATO são classificados como “insurgentes” ou “terroristas”.

Quando a guerra nuclear antecipativa é apregoada como auto defesa.

Quando técnicas avançadas de tortura e “interrogatório” são utilizadas rotineiramente para “proteger operações de manutenção da paz”,

Quando armas nucleares tácticas são apregoadas pelo Pentágono como “inofensivas para a população civil circundante”

Quando três quartos do imposto federal sobre rendimentos dos EUA são atribuídos ao financiamento do que é eufemisticamente mencionado como “defesa nacional”

Quando o Comandante em Chefe da maior força militar sobre o planeta terra é apresentado como um pacificador global,

Quando a Mentira se torna Verdade.

A “guerra sem fronteiras” de Obama

Estamos na encruzilhada da mais séria crise da história moderna. Os EUA em parceria com a NATO e Israel lançaram uma aventura militar global a qual, num sentido muito real, ameaça o futuro da humanidade.

Nesta conjuntura crítica da nossa história, a decisão do Comitê Nobel da Noruega de conceder o Prêmio Nobel da Paz ao Presidente e Comandante em Chefe Barack Obama constitui uma absoluta ferramenta de propaganda e distorção, a qual apóia irrestritamente a “Longa Guerra” do Pentágono. Uma “Guerra sem fronteiras” no verdadeiro sentido da expressão, caracterizada pela instalação à escala mundial do poder militar dos EUA.

Aparte a retórica diplomática, não houve reversão significativa da política externa dos EUA em relação à presidência George W. Bush, a qual poderia ter justificado remotamente a concessão do Prêmio Nobel a Obama. De fato, aconteceu o oposto. A agenda militar de Obama tem procurado estender a guerra a novas fronteiras. Com uma nova equipe de conselheiros militares e de política externa, a agenda de guerra de Obama tem sido muito mais efectiva em promover a escalada militar do que a formulada pelo NeoCons.

Desde o princípio mesmo da presidência Obama, este projecto militar global tem-se tornado cada vez mais generalizado, com o reforço da presença militar dos EUA em todas as principais regiões do mundo e o desenvolvimento de novos sistemas de armas avançadas numa escala sem precedentes.

Conceder o Prêmio Nobel da Paz a Barack Obama dá legitimidade às práticas ilegais de guerra, à ocupação militar de terras estrangeiras, à matança implacável de civis em nome da “democracia”.

Tanto a administração Obama como a NATO estão a ameaçar diretamente a Rússia, a China e o Irão. Os EUA sob Obama estão a desenvolver um “Sistema de Escudo para Primeiro Ataque Global por meio de Mísseis” (“First Strike Global Missile Shield System”).

“Juntamente com armas baseadas no espaço, o Laser Aerotransportado (Airborne Laser) é a próxima fronteira de defesa. … Nunca o sonho de Ronald Reagan de camadas de defesa de mísseis – a Guerra das Estrelas, em suma – esteve tão próximo, pelo menos tecnologicamente, de se tornar realidade”.

Reagindo a esta consolidação, projeção e aperfeiçoamento do potencial de ataque nuclear global americano, em 11 de Agosto o Comandante-em-Chefe da Força Aérea Russa, o mesmo Alexander Zelin citado anteriormente sobre a ameaça de ataques americanos a partir do espaço sobre o seu país, disse que “a Força Aérea Russa está a preparar-se para fazer frente às ameaças resultantes da criação do Comando de Ataque Global (Global Strike Command) na Força Aérea dos EUA” e que a Rússia está a desenvolver “sistema apropriados para enfrentar as ameaças que possam surgir”. (Rick Rozoff, Showdown with Russia and China: U.S. Advances First Strike Global Missile Shield System , Global Research, August 19, 2009)

Em momento algum desde a crise cubana dos mísseis o mundo esteve tão próximo do impensável: um cenário de III Guerra Mundial, um conflito militar global envolvendo a utilização de armas nucleares.

1. O chamado escudo de defesa de mísseis ou a iniciativa Guerra da Estrelas envolvendo a utilização em primeiro ataque de armas nucleares está agora a ser desenvolvido globalmente em diferentes regiões do mundo. O escudo de mísseis é em grande medida dirigido contra a Rússia, a China, o Irão e a Coréia do Norte.

2. Novas bases militares americanas foram instaladas tem em vista estabelecer esferas de influência dos EUA em todas as regiões do mundo bem como cercar e confrontar a Rússia e a China.

3. Tem havido uma escalada da guerra na Ásia Central e Médio Oriente. O “orçamento de defesa” sob Obama teve aumento vertiginoso com verbas acrescidas tanto para o Afeganistão como para o Iraque.

4. Sob a ordens do presidente Obama, a atuar como Comandante em Chefe, o Paquistão é agora objeto de bombardeamentos aéreos rotineiros dos EUA em violação da sua soberania territorial, utilizando a “Guerra ao Terrorismo Global” como justificação.

5. A construção de novas bases militares é encarada na América Latina, incluindo a Colômbia na fronteira imediata da Venezuela.

6. A ajuda militar a Israel tem aumentado. A presidência Obama exprimiu o seu apoio inflexível a Israel e aos militares israelenses. Obama tem permanecido mudo sobre as atrocidades cometidas por Israel em Gaza. Não tem havido nem mesmo uma aparência de negociações renovadas israelenses-palestinas.

7. Houve um reforço dos novos comandos regionais, incluindo a AFRICOM e o SOUTHCOM.

8. Uma nova ronda de ameaças dirigida contra o Irão.

9. Os EUA tentam promover novas divisões entre o Paquistão e a Índia, o que poderia levar a uma guerra regional, bem como à utilização do arsenal nuclear da Índia como meio indirecto de ameaçar a China.

A natureza diabólica deste projecto militar foi esboçada no Project for a New American Century (PNAC), de 2000. Os objectivos declarados do PNAC são:

– defender a pátria americana;

– combater e vencer decisivamente guerras múltiplas e simultâneas nos principais teatros

– desempenhar os deveres “de polícia” associados à moldagem de ambientes de segurança em regiões críticas;

– transformar as forças dos EUA para explorar a “revolução em assuntos militares” ( Project for a New American Century, Rebuilding Americas Defenses.pdf , September 2000)

A “Revolução em assuntos militares” refere-se ao desenvolvimento de novos sistemas avançados de armas. A militarização do espaço, novas armas químicas e biológicas avançadas, mísseis refinados guiados por laser, bombas rompedoras de bunkers, sem mencionar o programa de guerra climática da US Air Force (HAARP) baseado em Gokona, Alasca, são parte do “arsenal humanitário” de Obama.

Guerra contra a verdade

Isto é uma guerra contra a verdade. Quando a guerra se torna paz, o mundo está invertido. A concepção já não é possível. Emerge um sistema social inquisitorial.

O entendimento dos acontecimentos sociais e políticos fundamentais é substituído por um mundo de absoluta fantasia, onde “sujeitos maus” estão a espreitar. O objectivo da “Guerra ao terrorismo global”, o qual foi plenamente endossado pela administração Obama, tem sido galvanizar apoio público para uma campanha mundial contra a heresia.

Aos olhos da opinião pública, ter uma “causa justa” para travar guerra é essencial. Uma guerra é dita ser Justa se for travada com bases morais, religiosas ou éticas. O consenso é para travar guerra. As pessoas deixam de pensar por si próprias. Elas aceitam a autoridade e visão da ordem social estabelecida.

O Comité Nobel diz que o presidente Obama deu ao mundo “esperança para um futuro melhor”. O prêmio é concedido a Obama pelo seus

“extraordinários esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre povos. O Comitê atribuiu especial importância à visão e trabalho de Obama por um mundo sem armas nucleares”.

“… A sua diplomacia é fundada no conceito de que aqueles que estão a liderar o mundo devem fazê-lo na base de valores e atitudes que sejam partilhados pela maioria da população mundial”. ( Nobel Press Release , October 9, 2009)

A concessão do Nobel “da paz” ao presidente Barack Obama tornou-se uma parte integral da máquina de propaganda do Pentágono. Ela proporciona um rosto humano aos invasores, reforça a demonização daqueles que se opõem à intervenção militar estado-unidense.

A decisão de conceder o Prémio Nobel da Paz a Obama foi sem dúvida negociada cuidadosamente com o Comité norueguês aos mais altos níveis do governo dos EUA. Ela tem implicações de grande alcance.

Ela inequivocamente reforça a condução estado-unidense da guerra como uma “Causa justa”. Ela apaga os crimes de guerra cometidos pelas administrações Bush e Obama.

Propaganda de guerra: Jus ad Bellum

A teoria da “guerra justa” serve para camuflar a natureza da política externa dos EUA, enquanto proporciona um rosto humano aos invasores.

Tanto nas suas versões clássica como contemporânea, a teoria da guerra justa confirma a guerra como uma “operação humanitária”. Ela apela à intervenção militar nos planos ético e moral contra “insurgentes”, “terroristas”, “fracassados” ou “estados vilões”.

A Guerra Justa foi apregoada pelo Comité Nobel como um instrumento de Paz. Obama personifica a “Guerra Justa”.

Ensinada em academias militares dos EUA, versão dos dias actuas da teoria da “Guerra Justa” foi incorporada à doutrina militar estado-unidense. A “guerra ao terrorismo” e a noção de “apropriação” (“preemption”) estão baseados no direito à “auto defesa”. Eles definem “quando é permissível travar guerra”: jus ad bellum.

O jus ad bellum tem servido para construir um consenso dentro das estruturas de comando das forças armadas. Também tem servido para convencer as tropas de que estão a combater por uma “causa justa”. Mais geralmente, a teoria da Guerra Justa na sua versão moderna é uma parte integral da propaganda de guerra e da desinformação dos media, aplicada para obter apoio público à agenda de guerra. Sob Obama laureado com o Nobel da Paz, a Guerra Justa tornou-se aceite universalmente, endossada pela assim chamada comunidade internacional.

O objetivo final é subjugar os cidadãos, despolitizar totalmente a vida social na América, impedir o povo de pensar e conceituar, de analisar fato e desafiar a legitimidade da guerra conduzida pelos EUA-NATO.

A guerra tornou-se paz, um meritório “empreendimento humanitário”. A discordância pacífica tornou-se heresia.

Escalada militar com rosto humano: O Comitê Nobel dá o sinal verde

Mais significativamente, o prêmio Nobel da paz concede legitimidade a uma escalada sem precedentes de operações militares efetuadas pelos EUA-NATO sob a bandeira da pacificação.

Ele contribui para falsificar a natureza da agenda militar EUA-NATO.

Mais 40 a 60 mil tropas dos EUA e de aliados estão a ser enviadas para o Afeganistão sob uma bandeira de pacificação. A 8 de Outubro, um dia antes da decisão do Comitê Nobel, o Congresso dos EUA concedeu a Obama uma lei que autoriza 680 mil milhões de dólares para a defesa, a qual está destinada a financiar o processo de escalada militar:

“Washington e seus aliados da NATO estão a planear um aumento sem precedentes de tropas para a guerra no Afeganistão, em acréscimo aos 17 mil novos americanos e vários milhares de forças da NATO que foram comprometidos para a guerra até agora neste ano”.

O número, baseado em relatórios ainda não confirmados de que Stanley McChrystal, comandante dos EUA e da NATO e Michael Mullen, presidente da Joint Chiefs of Staff, pediram à Casa Branca, vai dos 10 a 45 mil.

A Fox New tem mencionado números tão elevados como mais 45 mil soldados americanos e a ABC News até 40 mil. Em 15 de Setembro o Christian Science Monitor escreveu “talvez até 45 mil”.

A semelhança das estimativas indica que foi acordado um número consensual e os media obedientes da América estão a preparar o público interno para a possibilidade da maior escalada de forças armadas estrangeiras da historia do Afeganistão. Apenas sete anos atrás os Estados Unidos tinham 5000 tropas no país, mas foi programado ter 68 mil em Dezembro mesmo antes de emergirem informações sobre as novas deslocações de tropas. (Rick Rozoff, U.S., NATO Poised For Most Massive War In Afghanistan’s History , Global Research, September 24, 2009)

Poucas horas após a decisão do comité norueguês do Nobel, Obama reuniu-se com o Conselho de Guerra, ou talvez devêssemos chamá-lo o “Conselho da Paz”. Esta reunião fora cuidadosamente programada para coincidir com a do comité norueguês do Nobel.

Esta reunião chave a portas fechadas, na Sala de Situação da Casa Branca, incluiu o vice-presidente Joe Biden, a secretária de Estado Hillary Clinton, o secretário da Defesa Robert Gates e conselheiros políticos e militares chave. O general Stanley McChrystal participou da reunião através de ligação vídeo com Cabul.

O general Stanley McChrystal disse ter apresentado ao Comandante em Chefe “várias opções alternativas”, “incluindo uma injecção máxima de 60 mil tropas extra”. O número 60 mil foi citado a seguir a uma fuga no Wall Street Journal (AFP: After Nobel nod, Obama convenes Afghan war council, October 9, 2009)

“O presidente teve uma conversação saudável acerca dos desafios de segurança e políticos no Afeganistão e das opções para construir uma abordagem estratégica de progresso”, segundo um responsável da administração (citado em AFP: After Nobel nod, Obama convenes Afghan war council , October 9, 2009)

O comitê Nobel num certo sentido deu um sinal verde a Obama. A reunião de 9 de Outubro na Sala de Situação era para estabelecer os fundamentos para uma nova escalada do conflito sob a bandeira da contra-insurgência e da construção da democracia.

Enquanto isso, no decorrer dos últimos meses, forças dos EUA têm intensificado seus bombardeamentos aéreos a comunidades aldeãs nas áreas tribais do Norte do Paquistão, sob a bandeira do combate à Al Qaeda.

11/Outubro/2009

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© Copyright Michel Chossudovsky, Global Research, 2009

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=15622

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