O fim do dólar como divisa suprema?

Por Joaquim Stefania – El País

“Esta crise não é como os outros, é a última convulsão do papel internacional do dólar.” Paul Kennedy cita esta rotunda conclusão de un profesor italiano en un artículo com uma pregunta “El fin del dólar como divisa suprema?” que aglutina algumas iniciativas reais e intelectuais, sobre a substituição a médio prazo da divisa norte-americana como moeda de reserva internacional.

“Relembrando Keynes, volta também a sua idéia de uma moeda internacional para substituir o dólar.”

Três meses antes, em Yekaterinburg (Rússia), os quatro membros do clube de países BRIC-Brasil, Rússia, Índia e China estavam estudando a substituição do dólar (cujo valor depende da política do Tesouro e Reserva Federal) para um cesta de moedas de reserva. A mesma idéia foi expressa pela China antes da reunião do G20 em Londres, em abril, porém, a quebra de tudo, nunca foi traduzida oficialmente.

Na semana passada, o analista de política internacional Robert Fisk escreveu que os árabes do Golfo Pérsico, junto com China, Rússia, Japão e França, estavam planejando substituir os negócios de petróleo em dólares e mudar para uma cesta de moedas para atender ao iene japonês, o yuan chinês, o euro, além de ouro e uma nova moeda unificada que é projetada para as nações do Conselho de Cooperação do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, Abu Dhabi, Kuwait e Catar. Fisk foi desmentido imediatamente, mas o debate não pode ser marginalizado.

Há muito tempo em alguns ambientes surge a hegemonia do dólar revisados por pelo menos duas razões: para evitar a sua vantagem alegada como moeda de reserva chave (o país com a principal moeda do mundo pode incorrer em enormes déficits em conta corrente sem ser penalizado portanto, como outras nações) e proteger o resto do mundo, de políticas que beneficiam apenas os EUA e manipular o valor do dólar. EUA. tem 5% da população mundial e 20% do seu PIB, ainda imprime as contas que representam entre 65% e 70% das reservas mundiais de divisas. No artigo citado Kennedy lembrou que o dólar tem vivido duas vidas: uma como o país mais poderoso como moeda do credor, a partir dos anos vinte aos anos sessenta, e o segundo como um crachá de “império da dívida”, a partir dos anos sessenta até hoje.

Agora relembramos Keynes, “back bancor” foi sua idéia de uma moeda internacional que o proposto nas negociações de Bretton Woods, porém, os americanos, não toleram em  implementá-lo? Na conferência de Bretton Woods, em 1944, adotou o dólar como câmbio geral, definindo seu valor relativo ao ouro ($ 35 por onça de ouro). Esse sistema durou até o início dos anos setenta, quando Nixon acabou com a conversão fixa entre o dólar e o ouro. Algo se está movendo 65 anos depois, o presidente do banco central chinês foi descrito como “visionário”, a respeito da proposta de bancor. Algo está acontecendo.

http://www.elpais.com/articulo/opinion/Vuelve/bancor/elpepusocdgm/20091011elpdmgpan_7/Tes

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