É TEMPO DE QUESTIONAR ATÉ ONDE IREMOS COM TANTOS G-5-G-7-G8-G10-G20-G-28-G-55… AFINAL CADÊ O PONTO “G”?

Até hoje pouco ouvimos na mídia qualquer comentário em contexto mundial sobre estes tantos Grupos de Países que se formam na ONU para decidirem as coisas mais importantes no contexto mundial.

Fala-se muito em “democracia” e o combate à tirania, presidentes golpistas, regimes totalitários, etc… justamente na ONU onde também é aplicada uma escala de poderes decisórios em forma de pirâmide, sendo que o topo formado por cinco países, decide o que acha melhor para todos os países sejam em conflitos, no comércio, nas guerras, nas fomes, problemas climáticos e não estão nem aí para as opiniões advindas das bases da pirâmide de poder da ONU e leia-se neste poder decisório apenas o G-5.

Não existe democracia no mundo da ONU;  esta é uma verdade e os países mais ricos pregam algo que não praticam e não reconhecem como possível.  Por que?

Países ricos se arvoram em se colocarem filosoficamente acima dos demais no sentido de terem eles, os mais ricos, os mais poderosos, mais consciência para poderem decidir o que é melhor para todos.  É como se nos países democráticos, apenas uma classe econômica da população, tipo os A+++, pudessem votar, escolher os seus governos, e decidir por todas as políticas que hão de governar o Povo.  Seria em qualquer país a rainha da idiossincrasia, mas por que na ONU todo mundo acha isto normal? Eu não, eu não concordo com isto de forma alguma, e mais, acuso estes grupos de serem co-autores das maiorias das “burrices” que acontecem diariamente nas relações entre países. E com certeza neste contexto encontra-se a principal razão do por que as desigualdades econômicas aumentam entre os povos, ao contrário do discurso de intenções. Verdade em ditado: ” pessoas de boas intenções o inferno está cheio”.

Todas estas más decisões sobre comércio, guerras, acordos climáticos, acordos sociais, apenas tem produzido ao longo de décadas que se seguiram após a 2ª. Guerra mais diferenças entre sociais entre os vários povos e várias guerras inúteis que exacerbaram os ódios presentes entre países.

A ONU não exerce o seu papel de nações unidas, mas incentiva a formação de organizações paralelas dentro da própria ONU com tantos G’s, cada um com interesse diverso dos demais povos.

A fome e a miséria são os responsáveis por tantas desgraças que acontecem no mundo todo e ela, de fato, não vem sendo combatida na ONU, posto que esta Organização peca por atuar em interesses pessoais dos mais ricos e poderosos, a despeito das desigualdades que existem desde o inicio do século passado e apenas tem crescido.

Estima-se que pelo menos 300 milhões de humanos espalhados no mundo todo vivam hoje em condições de miséria absoluta e este numero deverá dobrar nas próximas duas décadas com o agravamento dos efeitos climáticos, pico do petróleo, etc. e praticamente nada tem sido feito verdadeiramente, a não ser mandar mantimentos abaixo das necessidades dos povos em dificuldades, como os países africanos.

Fala-se muito em exploração econômica dos povos, mas povos de vários países continuam a serem explorados e suas riquezas retiradas destes países a despeito da miséria que aumenta, como por exemplo, os minérios do continente africano.

Fala-se muito e se cobra do Brasil questões relevantes no que tange ao desmatamento, mas madeiras nossas tem livre comércio internacional, nossas produções destas regiões continuam a serem exportadas, semente são vendidas por multinacionais a produtores destas regiões, então tudo não passa mesmo de um discurso “barato” dos países que pertencem aos blocos dos mais ricos.

Fala-se muito em diminuição da emissão de CO2 e sempre se voltam aos países em desenvolvimento cobrando posições a respeito, sendo que a contribuição per capita ao mundo nos países desenvolvidos é normalmente vinte maior que nos chamados sub-desenvolvidos.

Há de se controlar a poluição, entretanto, sem cercear a possibilidade de se proporcionar um mínimo de bem-estar aos residentes em países mais pobres, até mesmo porque a pobreza deveria ser o principal foco da ONU.

Creio mesmo que é tempo de questionar fortemente a formação destes pequenos grupos de países que decidem o que é melhor para todos, afinal o ser humano de qualquer país é dotado das mesmas capacidades intelectuais seja em que lugar viva e esta também é um voto de igualdade entre os povos que teoricamente ao menos a ONU apóia.

Estamos vivendo um período na história da civilização em que a hipocrisia domina mundialmente e não serve de exemplo de desenvolvimento e cultura a ser disseminada.

Haja paciência.

Por Atama Moriya, em 12-10-2009.

“Algumas reflexões sobre o G-20

por Zoltan Zigedy

Apesar de o G-20 ter sido rejeitado por outras cidades, os responsáveis da cidade e do município desta metrópole da Pensilvânia Ocidental saltaram sobre a oportunidade de receber 19 líderes nacionais para o espetáculo público de determinar o destino do mundo. Alvo desde há muito das forças democráticas, as reuniões do G-20 revelam o elitismo e a arrogância das nações mais poderosas de uma forma que apela ao protesto. Com a exibição do verossímil, mas enviesado mecanismo mais democrático – as Nações Unidas – as G-reuniões enviam a mensagem clara e desavergonhada de que os países mais ricos e as suas classes dominantes estão no pleno controle dos negócios mundiais. Apesar de aquilo que é cumprido seja pouco mais do que beber vinho, banquetes, assinaturas de documentos determinados previamente e vagas declarações, tudo isto é feito com cerimônia quase feudal e uma pompa ostensiva.

As elites de Pittsburgh viram este circo como uma oportunidade para exibir a “nova” Pittsburgh – uma reluzente aldeia Potemkin que escondia as vizinhanças devastadas e abandonadas deste cidade que outrora foi um gigante industrial. A Pittsburgh de hoje – fora da vista dos líderes mundiais – é uma cidade despovoada, de baixo rendimento, envelhecida, sobrecarregada por décadas de acumulação de dívida devido a esquemas de desenvolvimento mal concebidos, mas altamente lucrativos para os seus promotores. A base fiscal foi esvaziada a fim de reter corporações gigantes chantagistas e atrair novos negócios que raramente vêm. Os empregos antigamente bem pagos na manufatura e na mineração desapareceram, só para serem substituídos por emprego no sector de serviços com baixos pagamentos e faltos de benefícios. Décadas de liderança política rigidamente casada com a obediência corporativa deixaram a região com uma infra-estrutura rota, serviços públicos decrépitos e pobreza paralisante. Na verdade, Pittsburgh é uma lição da destrutividade da liderança corporativa sem peias. A perda de empregos industriais bem pagos foi devastadora, sobretudo para a comunidade afro-americana: a cidade é uma das mais segregadas nos EUA, com a pobreza afro-americana, a mortalidade infantil, o crime e a pobreza abjeta a rivalizarem com qualquer cidade da América.”

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