Bolsa Família e a questão assistencialista que recebe muitas críticas

Com todo o respeito às opiniões contrárias que recebo semanalmente via e-mails que enchem a caixa postal, entendo que aqueles que se opõem ao assistencialismo governamental que beneficia com valores irrisórios os “descamisados brasileiros” são pessoas eventualmente mal informadas e com uma visão fortemente partidária e poderiam observar melhor a condição macro-econômica de toda uma sociedade que cresce sim, mas desequilibradamente sob o ponto de vista sócio-econômico e redunda em milhões de excluídos que vivem em condições abaixo da linha de pobreza.

Há 60 milhões de descamisados no Brasil sim, e este pessoal precisa sim de ajuda para sobreviver e mesmo os parcos 120 reais permitirem apenas condições mínimas de alimentação as crianças, as quais, francamente e em hipótese alguma, podemos permitir que continuem em condições de calamidade no processo de sobrevivência.

Ao buscarmos conceder condições mínimas de sistema de vida, podemos vislumbrar a possibilidade de que estas crianças venham a freqüentar escolas e recebam educação básica. Os educadores sabem que a base fundamental para transformarmos este país num futuro mais próximo é investir na educação do Povo.

Todos os “descamisados” são resultado de políticas desequilibradas na economia e da sociedade, e portanto, são frutos da sociedade, filhos da sociedade. Ignorá-los é certamente ignorar o próximo e assumir, como veremos, adotar uma atitude nada inteligente. A ignorância humana em não repartir o “pão” traz várias conseqüência diretas a todos os indivíduos que de réus, passarão a serem vítimas de si mesmo.

“Toda a permissibilidade da “ignorância” aos demais humanos necessitados” gera exatamente o mesmo retorno aos ignorantes da lei de harmonia plena e anunciada por Hermes há 3.500 AC e válida por todo o quinto dia da criação.

Sempre que preferimos ou optamos por ignorar o próximo em condições de necessidade plena, estamos ignorando a nós mesmos e chamamos para nós mesmos toda a sorte da lei do carma; esta é uma lei universal da criação muito falada, porém pouco compreendida.

Com um pouco de inteligência podemos imaginar de que forma ocorrem estes retornos, basta ver o que está acontecendo ao nosso redor, de forma individual e coletiva também, tais como doenças, violências, fomes, crises, desempregos, pobrezas, etc.

Todo o mundo pode viver dentro das leis dos homens, mas ninguém está acima das leis que governam o Universo, das leis de Deus, embora prefiram ignorá-la a todo o momento, deveriam ao menos lembrar que existe vida além da própria vida e todos havemos de descobri-la, mais cedo ou mais tarde.

Pessoas dotadas de consciência ao menos mediana certamente conseguem enxergar que em hipótese alguma podemos continuar a permitir que outros seres humanos continuem a viver em condições muito abaixo da linha da pobreza absoluta, posto que além de injusto são irmãos nossos aos quais devemos amar e não os ignorarmos simplesmente, uma vez que agindo desta forma estaremos selando também a nossa própria sorte.

A dureza do coração realça apenas um ser humano acuado e dominado por conceitos e crenças hedonistas lançadas por pessoas outras que efetivamente dominam os interesses econômicos no mundo e são poucas, mas extremamente inteligentes e hábeis no estabelecimento por exemplo da luta de classes entre classes inferiores e estimulam justamente o egocentrismo humano para continuarem estabelecendo patamares inferiores nas classes dominadas pelo imperialismo econômico que ao contraio do que se imagina não tem fronteiras, países, e raças, e dividem o mundo apenas entre dominantes e dominados.

O domínio econômico existe porque a grande maioria absoluta do mundo o apóia mesmo que cegamente. Entretanto, na medida que os seres humanos despertarem em consciência, mesmo que lentamente, este domínio irá enfraquecer e permitirá a formação de uma sociedade mundial mais equânime que possibilitará chances justas e reais a todos os indivíduos do planeta.

Somos seres humanos e não precisamos “esmagar” os inferiores para que possamos alcançar a felicidade. Muito pelo contrário, a própria felicidade é um estado da paz interior e esta somente é alcançada quando no sentimos de bem conosco mesmo “ajudando” ao próximo e, pela própria lei, ajudando aos demais, estaremos sendo ajudado pelo próximo para que alcancemos o nosso próprio bem-estar.

Leiam mais em “Ser bom, é bom para quem?”

Por Atama Moriya, em 02-10-2009

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2 respostas para Bolsa Família e a questão assistencialista que recebe muitas críticas

  1. Vanessa disse:

    Só quem precisa sabe o valor de uma ajuda, seja o que for…reconhecer que todos, sem exceção, são nossos semelhantes e tem as mesmas necessidades que nós…a pobreza (de alimento, vestuário, educação, oportunidade)é cruel, feia e desumana…e precisa de ajuda imediata, porque a fome não sabe esperar.

  2. Adriana disse:

    Atama, meu anjo!

    Só Vc mesmo para me fazer esquecer do meu “ego” danado e me trazer lembras de uma felicidade que conheci atraves da “ilusão” de que posso fazer o bem ao meu proximo.(risos)..como são doces estas lembranças!

    Fazer o bem ao proximo é fazer bem a si mesmo!

    Eu sempre vi está questão da Assistenica como uma “esmola” e dizia: AS pessoas não precisam de esmola para sobreviverem, mas sim, de condições de se desenvolverem, para então viver! Mas hoje eu percebo que está “esmola” é a garantia de sobrevivencia de muitos irmãos, que sem ela certamente morreriam de fome, literamente, percebo que em um país que falta cosnciencia de valores de vida, da existenica de cada irmão, um auxilio de R$ 120,00 ao mês, é capaz de faz milagres, pois mantem vidas.

    Então só me resta pedir a Deus um pouquinho mais de consciencia a todos nós, para que possamos não apenas, manter vidas, mais sim dar condição destas vidas de se desenvolverem e crescerem junto com este Gigante adormecido, e sermos realmente a terra abençoada por Deus!

    Bjssssssssss

    Adri

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