Não só a Venezuela, mas o Brasil e Argentina estão neste cerco americano – a quem será que interessa isto? O que estes adoráveis americanos estão querendo?

Tem coisas que não sabemos, é bem verdade. Pode ser que estejam nos protegendo de um super ataque de E.T.s em 2012, acredite se for tolo.

Penso que americano nenhum queima dinheiro ou o joga pela janela, então para que este gasto enorme? Qual será o plano estratégico?

Combater o tráfico é que não é, afinal se eles realmente quisessem não existiam mais plantadores de coca no mundo, nem traficantes e nem mesmo permitiriam que toneladas adentrassem nos EUA mensalmente e em outras partes do mundo. Tudo continua a acontecer porque ainda é permitido o plantio, o refino, a produção em grande escala e o transporte, é obvio. Por que enganar o mundo a esse respeito deste combate que na prática não acontece?

O espaço aéreo é vigiado, o solo é vigiado com riquezas de detalhes por satélites, os portos e aeroportos são vigiados, os navios são vigiados, os aviões são vigiados, os fabricantes de sub-produtos utilizados são conhecidos, afinal onde está a mágica?

Isto posto, a pergunta é, para que tanta base militar na América do Sul?

Se as intenções fossem boas seriam bases de desenvolvimento cultural, educacional, tecnológico, etc.. e não bases militares que nunca tem nada a ensinar ao mundo. Muito estranha esta postura. A intenção é minimamente duvidosa.

Por que não cumprem apenas o que prometem e acabam com a produção de drogas na Colômbia? Esta mesma droga que está consumindo o nosso país em ondas de violências e mortes diárias de mais de cem pessoas envolvidas no tráfico. Apenas terminem com isto de verdade e não como em filmes e seremos gratos com certeza. Não precisam de instalar base alguma, apenas forneçam e invistam em equipamentos, logística e dêem dinheiro para maior contingenciamento e treinamento de um numero maior de policiais nos países.

Me engana que eu gosto!

Por Atama Moriya, em 21-09-2009

“Vinte (20) bases militares dos EUA para cercar a Venezuela

por Manuel Alexis Rodríguez

Um total de 13 (treze) bases militares estado-unidenses, localizadas estrategicamente em países aliados de Washington, cercam atualmente a Venezuela. Com o acordo em matéria de “cooperação e assistência técnica em defesa e segurança”, que a Colômbia assinará com os EUA nas próximas semanas, permitirá à tropa americana utilizar sete novas bases militares naquele país, este número será aumentado para 20 (vinte).

Os Estados Unidos cercaram militarmente a Venezuela. A Norte – o Mar Caribe – tem bases em Cuba, Porto Rico, Aruba e Curaçao. A Noroeste – América Central – tem bases em El Salvador, Honduras e Costa Rica, além da Escola das Américas no Panamá.

A Oeste tem três bases aliadas na Colômbia – Arauca, Larandia e Três Esquinas – e dentro em breve serão dez instalações militares. A Sul, os EUA manejam duas instalações no Peru e outra no Paraguai.

O único motivo pelo qual os Estados Unidos não construíram bases militares a Leste da Venezuela é porque desse lado o país limita-se praticamente só com o Oceano Atlântico.

América Central

Na República de El Salvador encontra-se a Base Militar Comalapa, um posto de Operações Avançadas (FOL, na sigla em inglês) utilizado para a monitoramento de satélites da região e para apoio a outras bases. O seu pessoal tem acesso a portos, espaço aéreo e instalações governamentais.

Na República de Honduras está a Base Soto Cano, em Palmerola. É utilizada para práticas de radar e como estação, proporcionar apoio para treino e missões em helicóptero que controlam os céus e as águas região, cruciais em operações militares. Ali se gerou o golpe de Estado contra o presidente constitucional Manuel Zelaya.

Na Costa Rica possui a Base Militar Libéria que, como se localiza na parte continental da América Central, funciona como centro de operações durante negociações preliminares e confidenciais.

Quanto ao Panamá, ainda que não possua nenhuma base militar, funciona ali a Escola das Américas, atualmente denominada “Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica”, onde são treinados os mercenários americanos.

América do Sul

Na Colômbia, os norte-americanos contam com três bases militares. A primeira é a Base Militar de Arauca, concebida para “combater” o narcotráfico naquele país, mas utilizada realmente como ponto estratégico para o controle da zona petrolífera, especialmente a da Venezuela.

Outra instalação é a Base Militar de Larandia, que serve como base de helicópteros dos EUA. Possui uma pista de aterragem para bombardeiros B-51, uma capacidade operativa que ultrapassa o território colombiano e permite uma cobertura para ataques a quase todo o Sul do continente.

A terceira base na Colômbia é a Base Militar Três Esquina, que serve para operações terrestres, heli-táticas e fluviais, além de se haver convertido num ponto estratégico para ataques contra a guerrilha. Esta instalação é receptora permanente de armamento, logística e serve para o treino de tropas de combate.

A República do Peru tem duas bases militares estado-unidenses no seu território: Iquitos e Nanay. O governo diz que estas bases pertencem às forças armadas peruanas, mas foram construídas e são utilizadas por soldados americanos que operam na zona fluvial Nanay, na Amazônia peruana.

Na República do Paraguai encontra-se a Base Marechal Estigarribia, desde Maio de 2005 quando o governo dos EUA firmou um tratado com a administração paraguaia junto à cidade de Marechal Estigarribia, província de Boquerón, no chamado Chaco Paraguaio.

O Caribe

A principal e também a mais antiga é a Base Naval de Guantánamo, localizada próximo a Santiago de Cuba, a segunda cidade mais importante do país. Foi construída em 1903 e abrange uma área de 117,6 quilômetros quadrados, entre terra firme, mar, água e pântano, ainda que delimite uma linha costeira de 17,5 km.

Em Porto Rico, estado associado aos EUA, localiza-se a Base de Vieques, uma ilha adjacente de 35 km de comprimento. A base ocupa 70% do território da ilha. Anteriormente operava ali o Comando Sul, agora localizado em Miami. Vieques é agora utilizada para operações especiais e como quartel regional do exército, da marinha e das forças especiais.

Além disso, há outras duas instalações dos EUA: a Base Militar Rainha Beatriz em Aruba e a Base Militar Hatos em Curaçao. São utilizadas para a monitoramento de satélite e como apoio para o controle de vigilância no Mar Caribe.

Mais sete bases

A decisão do Pentágono, o Ministério da Guerra dos Estados Unidos, de instalar novas bases em solo colombiano surgiu no mesmo momento em que o presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou a expulsão e desocupação da Base Militar e Aeronaval de Manta.

Esta instalação era o principal centro de espionagem eletrônica do Pentágono na América do Sul, através de satélites. Era utilizada como plataforma logística de inteligência militar para executar as operações que se coordenam a partir do Comando Sul.

A nova administração Obama considerou que a prioridade era procurar outra localidade que tivesse as mesmas características de Manta, para assim poder manter a cobertura aérea da região.

O Ministério da Defesa colombiano enumera as bases:

  • as aéreas serão Malambo, no departamento Atlântico; Palanquero, em Cundinamarca e Apiay, no Meta;
  • as do exército serão Tolemaida, em Cundinamarca e Larandia, em Caquetá;
  • as navais serão as de Cartagena e Baía Málaga, no departamento de Valle del Cauca.

Do mesmo modo, os Estados Unidos têm pretensões a instalar no futuro quatro base adicionais: uma em Alcântara, no Brasil; outra na zona de Chapare, na Boívia, uma mais em Tolhin, na província da Terra do Fogo, na Argentina; e a última na zona conhecida como a tríplice fronteira, localizada na fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai.

Alegam os Estados Unidos que todas estas bases militares são centros de operações tácticas destinados a apoiar o que eles chamam de “segurança hemisférica”, expressão relacionada com a velha Doutrina de Segurança Nacional de primeiro isolar e a seguir acabar com qualquer governo oposto aos interesses de Washington e do Pentágono. Como, por exemplo, o Governo Bolivariano da Venezuela.”

17/Agosto/2009

O original encontra-se em http://www.abn.info.ve/noticia.php?articulo=196282&lee=16


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