Juventude brasileira: altos índices de desemprego e informalidade

O Artigo a seguir da Agencia Brasil ressalta aquilo que todos sabemos e colocamos por baixo do tapete. Há anos que a taxa de emprego no Brasil é altíssima, e que números dados como oficiais não são reais, porquanto desprezam completamente o sub-emprego e a informalidade, principalmente entre os jovens e principalmente os de classe C e D.

A renda salarial é outro item que decresce há décadas, fenômeno que é típico no mundo todo por conta do neoliberalismo econômico, o qual, estamos vendo, de solução para tudo tornou-se um grave problema para todos, causador da atual crise econômica que estamos enfrentando não somente no Brasil, mas no mundo todo, nos obrigando a re-pensar em tudo que criamos.

A falta de emprego justo e decente aos jovens, principalmente na periferia é sem dúvida uma das causas da violência neste país.

Jovens abaixo dos dezoito anos deveriam somente se dedicar aos estudos, mas esta não é uma realidade nas classes mais pobres, onde é comum eles adentrarem ao mercado de trabalho ainda aos 12, 14 ou quinze anos. Este é o Brasil realidade e não aqueles que os políticos e governantes vendem na televisão.

O fato triste não é reconhecer que temos muitos problemas estruturais em todos os setores da sociedade, mas sim constatar que não temos uma classe política e social verdadeiramente engajada para a solução de tantos desvios na sociedade.

Além de uma sociedade alienada e descansada, notadamente a classe B que teoricamente seriam mais conscientes, estamos cheios de políticos e governantes ridículos e emaranhados em redes de corrupção e de pequeníssima capacidade política e gestora, além de auto favorecimento e nepotismo. Mais escabroso é entender que “estes caras” estavam do lado de cá ontem se dizendo capazes de fazer algo pelo Povo.

Eu não cri. E não escrevo isto para “lavar as minhas mãos”, mas como forma de alerta para estes falsos “profetas” que estão entre nós do Povo fazendo-nos crer em cada eleição de que algo vai mudar com eles. É sonho, é ilusão. São os nossos falsos profetas, os verdadeiros “falsos”.

O Brasil merece muito mais. O Povo merece muito mais. Precisamos dar um basta à hipocrisia e criarmos esta consciência de valor, de ética e moral elevadas que creio nunca tivemos, mas faremos ter sim, à partir da mudança individual de cada cidadão.

Entendo perfeitamente que manter o povo “burro” e sem estudos é a forma ideal de manipulá-los à vontade, mas entendo também, como Rui Barbosa, que não se poderá mais enganar a todos por tanto tempo mais. É chegada a hora da mudança, creiam-me. E esta mudança depende essencialmente da mudança de postura individual notadamente daqueles que possuem um pouco mais de conhecimento e informação sobre o que se passa neste país. Cruzar os braços não vai ajudar em nada a nossa própria descendência.

Por Atama Moriya, em 13-07-2009.

Vejam o artigo da Agencia Brasil.

“O mercado de trabalho para os jovens brasileiros é marcado por altos índices de informalidade e de desemprego, de acordo com estudo divulgado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com o relatório Trabalho Decente e Juventude no Brasil, 67,5% dos jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados ou na informalidade em 2006.

Os dados – que têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 1992-2006 – apontam que o déficit era maior entre as mulheres jovens (70,1%) do que entre os homens jovens (65,6%). O índice também era mais acentuado entre jovens negros (74,7%) do que para jovens brancos (59,6%).

As jovens mulheres negras, portanto, viviam o que a OIT considera “situação de dupla discriminação” – de gênero e de raça. O desemprego e a informalidade alcançavam 77,9% das pessoas que pertenciam ao grupo.

Para a diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, os números podem se agravar ainda mais diante da crise financeira e econômica. Ela lembrou que o Brasil vive, atualmente, um processo de geração de empregos formais, mas em ritmo muito inferior ao que vinha sendo registrado nos últimos anos.

Segundo ela, os avanços na agenda de emprego para a juventude foram importantes, mas as desigualdades regionais, de gênero e de raça permanecem. Laís acredita que o desafio consiste não apenas em elevar os graus de escolaridade no país ,mas em melhorar a qualidade da educação.

A pesquisa indica que 7% dos jovens brancos tinham baixa escolaridade e que o número mais do que dobrava (16%) quando o recorte era para jovens negros. Em relação à jornada de trabalho praticada pelos 22 milhões de jovens economicamente ativos, 30% trabalhavam mais de 20 horas semanais, o que, em muitos casos, prejudicava o desempenho escolar.

“Há uma espécie de círculo vicioso: o jovem não entra no mercado porque não tem experiência, mas para ter experiência ele precisa estar dentro do mercado. Medidas de aprendizagem, por exemplo, são importantes para romper essa barreira de entrada”, avaliou Laís.

O relatório destaca como maior desafio integrar programas de caráter emergencial às políticas estruturantes, levando-se em consideração a faixa etária, a escolaridade, o território e as expectativas de cada público.”

Paula Laboissière
Fonte: Agência Brasil

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=31&cod_noticia=12819

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Uma resposta para Juventude brasileira: altos índices de desemprego e informalidade

  1. Adriana disse:

    Ah… bem… Falar dos adolescentes sempre me causa um certa emoção de tristeza em saber que continuamos “cegos e surdos” para o que não nós convém ver ou ouvir. Isto porque nada nós vem em sussurros ou belezas que encante… mas sim, em gritos e uma visão assustadora de uma realidade que doe, só pra quem vivencia.

    Etâ, Brasil meu… Brasil nosso!

    Bjss

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