Mudança climática já causa 315 mil mortes por ano, diz estudo

Estamos assistindo hoje uma das maiores cretinices humanas de todos os tempos, de vez que não atacamos de forma conjunta a questão do aquecimento global, mudanças climáticas e destruição da natureza, e como afirma Kofi Annan: “a alternativa é a fome em massa, a migração em massa e a doença em massa.”

A maioria dos pesquisadores e cientistas tem alertado para a super-gravidade da situação, mas isto pouco tem adiantado. A nível individual, com exceções em alguns países mais desenvolvidos onde as pessoas buscam colaborar para diminuir o aquecimento com medidas simples como deixar de andar de carro ou fazê-lo em extrema necessidade, consumir produtos que provoquem menos prejuízos a natureza e outras atitudes, o resto do mundo que representa quase a totalidade da população mundial não está nem um pouco preocupada, já que continuam a adotar os mesmos hábitos de décadas.


A mudança não pode partir somente de governos de países e de organizações mundiais, mas de atitudes individuais. Se o indivíduo não muda, é claro que não muda a sociedade da qual ele participa. Isto é adquirir valores de consciência para que possamos pensar coletivamente no bem não do Planeta que vai continuar a existir, mas no bem da existência humana que está seriamente ameaçada e poderá sofrer uma incrível redução nas próximas décadas por conta de agravamentos dos problemas climáticos, desde poluição, aquecimento, redução da camada de ozônio, oxigênio, derretimento do gelo, quebra de safras agrícolas, inundações como estas que assolam o Brasil nestes meses, vendavais, tornados, terremotos, enfim a lista parece interminável, posto que junto também surgem novas doenças e outras aumentam inesperadamente também.

Sempre que desgraças acontecem surgem aqueles que se preocupam apenas em criticar governos que não tomam nenhuma atitude, mas se esquecem de cada um deve também fazer sua parte para evitar os agravamentos.

E sempre que desgraças acontecem, os mais pobres são os mais desgraçados, mesmo porque são os que possuem menos recursos para enfrentar as situações catastróficas. Uma pena que pouca importância se dê a questão da pobreza, porquanto são os povos e países mais pobres que menor contribuição tem dado para o aumento dos problemas climáticos. Um contra-senso, porque serão os que mais agressivamente serão afetados no mundo.

Já neste ano de 2009, no segundo semestre prevê-se uma queda na produção de alimentos no mundo que pode chegar a 20% do total do ano anterior. E isto pode ser apenas o começo.

Neste ritmo de vida no mundo, é difícil prever quantos estarão vivos no Planeta em 2030, dentro de apenas vinte anos. Podemos estar falando na morte prematura de um bilhão de seres humanos em apenas vinte anos. É pouco ou querem mais?

Quem viver, verá.

Atama Moriya em 29-05-2009.

Vamos as notícias.

Pesquisa de órgão coordenado por Kofi Annan chama atenção para riscos.
Países mais pobres não causaram problema, mas são os que mais sofrem.

Da Reuters – O Globo

A mudança climática mata cerca de 315 mil pessoas por ano, de fome, doenças ou desastres naturais, e o número deve subir para 500 mil até 2030, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pelo Fórum Humanitário Global (FHG), entidade com sede em Genebra. O estudo estima que a mudança climática afete seriamente 325 milhões de pessoas por ano, e que em 20 anos esse número irá dobrar, atingindo o equivalente a 10% da população mundial da atualidade (6,7 bilhões).

Os prejuízos decorrentes do aquecimento global já superam os 125 bilhões de dólares por ano — mais do que o fluxo da ajuda dos países ricos para os pobres — e devem chegar a 340 bilhões de dólares por ano até 2030, segundo o relatório. “A mudança climática é o maior desafio humanitário emergente do nosso tempo, causando sofrimento para centenas de milhões de pessoas no mundo todo”, disse nota assinada pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, presidente do FHG. “Os primeiros atingidos e os mais afetados são os grupos mais pobres do mundo, embora eles pouco tenham feito para causar o problema”, acrescentou.

Do lado mais fraco

De acordo com o estudo, os países em desenvolvimento sofrem mais de 90% do ônus humano e econômico da mudança climática, embora os 50 países mais pobres respondam por menos de 1% das emissões de gases do efeito estufa.

Annan defendeu que a conferência climática de dezembro da ONU, em Copenhague, aprove um tratado eficaz, justo e compulsório para substituir o Protocolo de Kyoto. “Copenhague precisa ser o acordo internacional mais ambicioso já negociado”, escreveu Annan na introdução do relatório. “A alternativa é a fome em massa, a migração em massa e a doença em massa.”

O estudo alerta que o real impacto do aquecimento global deve ser muito mais grave do que o texto prevê, já que sua base são os cenários mais conservadores estabelecidos pela ONU. Novas pesquisas científicas apontam para uma mudança climática maior e mais rápida. O relatório pede especial atenção às 500 milhões de pessoas consideradas extremamente vulneráveis, por viverem em países pobres propensos a secas, inundações, tempestades, elevação do nível dos mares e desertificação. Dos 20 países mais vulneráveis, 15 ficam na África, segundo o estudo. O Sul da Ásia e pequenos países insulares também são muito afetados.

O texto diz que, para evitar o pior, seria preciso multiplicar por cem os esforços de adaptação à mudança climática nos países em desenvolvimento. Verbas internacionais destinadas a isso alcançam apenas 400 milhões de dólares por ano, enquanto o custo estimado da mudança climática fica em 32 bilhões de dólares.

“O financiamento dos países ricos para ajudar os pobres e vulneráveis a se adaptarem à mudança climática não chega nem a 1 por cento do que é necessário”, disse Barbara Stocking, executiva-chefe da ONG britânica Oxfam e integrante do conselho diretor do FHG. “Esta flagrante injustiça precisa ser resolvida em Copenhague em dezembro.”

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1175324-5603,00-MUDANCA+CLIMATICA+JA+CAUSA+MIL+MORTES+POR+ANO+DIZ+ESTUDO.html

Em outra notícia secretário-geral da ONU diz que ritmo da mudança climática é ‘alarmante’

‘É por isso que eu tenho pedido que se nós tomarmos qualquer ação devemos agir agora’, disse Ban Ki-moon

Reuters

HELSINQUE – O impacto da mudança climática está acelerando em um ritmo “alarmante” e medidas urgentes devem ser tomadas, disse nesta quarta-feira, 27, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
“O que é assustador é que os cientistas estão agora revendo suas previsões, reconhecendo que o impacto da mudança climática está acelerando em um ritmo muito mais rápido”, disse Ban, referindo-se ao novo relatório que está em andamento do Painel Intergovernamental da Mudança Climática.

“Isso é muito sério e alarmante. É por isso que eu tenho pedido que se nós tomarmos qualquer ação, devemos agir agora, não importa de onde você venha. Países ricos e pobres, nós devemos resolver essa questão juntos”, disse Ban no seminário.

O pedido por urgência feito pelo chefe da ONU repete seu discurso em uma conferência de negócios no último fim de semana na Dinamarca. Líder mundiais se encontraram em Copenhague para discutir políticas climáticas de longo prazo, antes de uma conferência da ONU em dezembro com o objetivo de formalizar um novo acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.

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