O mito da Caverna de Platão, a ilusão do mundo e o novo iluminismo

A seguir um resumo estilizado que encontramos quase iguais em diversas páginas da internet retratando o diálogo entre Sócrates (personagem) e Glauco em O Mito da Caverna, o capítulo VII do livro A República, que é de autoria do filósofo grego Platão. Mesmo escrito no século IV a.C., continua atual, aliás, cada vez mais atual, posto que sua compreensão em profundidade surge intensamente neste momento de grandes mudanças culturais na nossa Civilização que agoniza por falta de fundamentos filosóficos que norteiem a todos de uma forma mais lógica e aceitável para um novo desenvolvimento mental da humanidade coletivamente que evolui sim, mesmo que aos trancos e barrancos, notadamente à partir do século XX.

Aliás também, existem várias obras que se referem a esse mito como o filme Matrix e o livro Alice no País das Maravilhas e mais recentemente José Saramago escreveu a Caverna. Na mesma linha temos o filme re-lançado “O dia em que a Terra parou”, um clássico da década de 50 passada, mas que nos alerta sobre o “cegamento” dos valores de civilização que pode nos levar a auto-destruição da nossa humanidade terrestre.

O mito da Caverna de Platão é algo que vive mais profundamente dentro de nós, uma espécie de desejo incontido e inconsciente, um desejo de alma ou uma programação da criação, como desejarem chamar e graças, mesmo sendo algumas vezes uma des-graça, é que a humanidade bem evoluindo como civilização, em todos os campos, seja cientifico, filosófico, psicológico, material, etc.

Isto é simples de explicar, mas talvez difícil de compreender para muitos, pois que estão submersos na Caverna.

Toda vez que um ser humano tem o que ele acha que foi uma idéia, uma novidade, uma criação dele que os outros não sabem ou não conhecem, ele sente um prazer enorme em sair contando aos demais, e este impulso incontido que é ligado à vaidade e orgulho no sentido positivo é o que contribui desde os tempos das cavernas para que ocorra evolução do homem e sua civilização. Este desejo de dar este conhecimento a outros é incontrolável e quer queira ou não queira esta “novidade” será contada ou repassada ao demais e faz parte de uma lei cósmica de progresso. Aqueles que não partilham essas “luzes” com os seus semelhantes está cometendo um grave crime universal contra a evolução e o progresso humano.

Vivemos plenamente o mito da caverna, afinal, ainda com graus de consciência média de uns cinco por cento, podemos nos considerar ainda muito, mas muito longe mesmo de qualquer perfeição que devemos atingir em algum tempo futuro muito, muito distante ainda, mas com certeza caminhamos em direção a ele, pois somos movidos individualmente pelo “vírus” do mito de ajudarmos aos outros e a nós mesmos a sairmos da caverna o quanto antes.

Tecnicamente o ser humano tem a qualidade de “fofoqueiro” no bom sentido, é da sua natureza e programação, e isto é que nos faz comunitários e humanos. Claro está que hoje a maioria só sabe fazer “fofocas” da vida dos outros, de artistas, de novelas, de colegas do trabalho, dos vizinhos e parentes, mas têm aqueles que fazem grandes descobertas tecnológicas, revoluções na física, matemática, química, biologia e principalmente nas filosofias que norteiam as civilizações e dão seus rumos futuros, e estes sãos os “caras” que estão fazendo história e introduzindo o ser humano e as suas civilizações sempre para a frente ao contarem “suas descobertas” ao mundo.

Deveriam contar apenas por uma questão de vaidades e orgulhos, e até por glórias, posto que não sabem de onde vem este desejo de “fofocar” e nem sabem de onde veio esta “intuição” da descoberta. Se soubessem e compreendessem que se trata de uma programação divina de alma certamente agiriam com humildade e saberiam que este “contar” aos outros é o cumprimento de uma missão de alma individual, uma determinação do mais alto que impulsiona o homem sempre para frente e para o alto.

Mas não sabe, e por isto age por vaidades e hoje, por dinheiro, como se este dinheiro pudesse devolver a ele pagamentos de suas descobertas, e assim fazendo, tentando tornar pessoal suas descobertas para acumular dinheiro apenas, torna-se um escravo de sua própria vaidade.

De verdade no esoterismo aprendemos que o homem não cria nada, ele apenas capta o que antes já foi criado por “alguém” muito superior que sopra a “evolução” ao humanos encarnados, e portanto, auto-afirmar-se como o Pai da descoberta, é burrice humana e sem o menor constrangimento, embora aceitável nos dias de hoje, é necessário que para uma continuidade equilibrada da civilização as “pseudo-descobertas” individuais seja repartidas gratuitamente para que todos tenham o mesmo acesso a esta novidade e dela possam se beneficiar igualmente. Não existem desobertas pessoais, por isso não podemos ser os donos dela ao ponto de privarmos outros humanos de usufruírem dela na melhoria de seu bem-estar.

Um grande avanço foi o projeto genoma que tem diversas autorias e está aberto a todos os pesquisadores do mundo, assim como a instituição de quebras de patentes de remédios, cujas fórmulas pertencem a humanidade e não de pesquisadores, os quais tem méritos nos seus desenvolvimentos, mas o perdem rapidamente ao impor condições econômicas restritivas ao mundo.

As estruturas sociais, filosóficas, econômicas atuais ainda tem muito, muito mesmo que evoluir e caminhar para um futuro mais feliz e equitativo, pois da forma que existimos hoje, continuamos mergulhados numa “caverna escura” e o que é pior, acorrentados em conceitos e paradigmas existenciais completamente falidos, mas graças a alguns poucos pensadores, uma luz para fora da caverna tem sido acendida, agora é preciso que a maioria que vive na ilusão na escuridão de seus pensamentos no fundo da caverna, vire-se para frente e possa ver esta luz.

Assim esperamos que um dia todos despertem e possam sair de suas cavernas e poderem e se permitirem enfim viver “de verdade”, mesmo que esta vida “verdadeira” seja também temporária e relativa, mas com alguma luz de fora da caverna.

Por Atama Moriya, em 06-03-2008.

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O Mito da Caverna de Platão

“Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um muro alto. Entre o muro e o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa.

Desde o nascimento, geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acorrentados sem poder mover a cabeça nem se locomover, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros nem a si mesmos, mas apenas as sombras dos outros e de si mesmos por que estão no escuro e imobilizados.

Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna.

Do lado de fora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres e animais cujas sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches. Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seres vivos que se movem e falam.

Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De inicio, move a cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala.

Enfrentando os obstáculos de um caminho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do sol, com a qual seus olhos não estão acostumados. Enche-se de dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento.

Ao permanecer no exterior o prisioneiro, aos poucos se habitua a luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Doravante, desejará ficar longe da caverna para sempre e lutará com todas as forças para jamais regressar a ela. No entanto não pode deixar de lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também.

Só que os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam fazê-lo espancando-o. Se mesmo assim ele teima em afirmar o que viu e os convida a sair da caverna, certamente acabam por matá-lo. Mas quem sabe alguns podem ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidir sair da caverna rumo a realidade?”

Resumo do diálogo escrito por Platão retirado da página abaixo (nas páginas da internet há várias versões escritas por diversos autores filósofos, todos bons):

http://giulianofilosofo.blogspot.com/2007/08/o-mito-da-caverna-de-plato.html

ver também http://www.culturabrasil.pro.br/mitodacaverna.htm

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Uma resposta para O mito da Caverna de Platão, a ilusão do mundo e o novo iluminismo

  1. keytiuani Ferreira Bento disse:

    Adorei, pois o mito da caverna relata o mundo em que vivemos, o mundo em nós mesmos criamos, precisamos sair pra enxergar a realidade e enfrentar a verdade.

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