Serra, Sol, Riquezas e Raposas

Por Arthurius Maximus

“Escrevi uma série de artigos sobre a situação da demarcação de terras indígenas no Brasil e, especialmente da reserva Raposa Serra do Sol em
Roraima.

A repercussão desses artigos foi grande e até índios do norte do país se manifestaram. Mas, finalmente chega a hora da verdade, e o STF tem em mãos a inacreditável responsabilidade de garantir para TODOS os brasileiros (sejam eles, brancos, índios, negros, amarelos, mestiços ou “puros” (conceito mais estúpido)); a soberania sobre recursos naturais de valor incalculável e que despertam o interesse e o olho grandes das
potências internacionais.

Sem alarmismo e sem posar de arauto do apocalipse, basta analisar friamente as informações de que dispomos e os recentes acontecimentos internacionais envolvendo as potências econômicas estrangeiras, para que nos seja claro que “algo pode estar acontecendo”.

Será mesmo mera coincidência a reativação da IV Frota americana que “patrulhará” nossas fronteiras marítimas e estará em condições de “nos ajudar” em questão de minutos? Será mesmo que a presença maciça de
estrangeiros na Amazônia é uma ficção alarmista e que índios estão falando inglês e abandonando o português? (Mostrado ontem 26/08, na TV Bandeirantes) Será mesmo, obra de ficção, que governos europeus e norte-americanos, patrocinam e derramam recursos financeiros enormes nessas ONG’s de fachada que fomentam a violência dos índios e “exigem” a demarcação de “reservas” em áreas extensas de nossas fronteiras? Será que os “líderes” indígenas, vinculados a essas ONG’s, já afirmam que não
acatarão qualquer decisão contrária do STF e que farão justiça com as próprias mãos (até o último índio)?

Talvez, devamos acrescentar a essa inacreditável obra de ficção apocalíptica a enorme e ostensiva presença de unidades armadas pesadamente, compostas por dezenas (ou centenas) de “funcionários” da
empresa de segurança Blackwater (que recruta mercenários para os EUA no Iraque e no mundo), ocupando plataformas de petróleo ao longo da costa
brasileira e que também estão baseados na selva amazônica em “comunidades” de “ONG’s” estrangeiras onde somente com autorização judicial se pode entrar porque estão na reserva Yanomami? (ordens do
ex-presidente FHC – Leia ao longo do artigo)

E olha que quem afirma isso nem sou eu; um alarmista e ficcionista de primeira. É um reles e comum general do Exército Brasileiro em uma entrevista do Jornal O Dia (leia aqui) e que descreve como o Exército
descobriu isso, de forma clara, limpa e cristalina:

“(.) O coronel que até o ano passado comandava batalhão na região da (reserva indígena) Yanomami contou que estava fazendo patrulha em um
barco inflável com quatro homens em um igarapé quando avistou um sujeito armado com fuzil. Um tenente disse: ‘Tem mais um cara ali’. Eram cinco
homens armados. O tenente advertiu: ‘Coronel, é uma emboscada. Vamos retrair.’ Retraíram. Perguntei: ‘O que você fez?’ Ele disse: ‘General, tive que ir ao distrito, pedir à juíza autorização para ir lá.’ Falei:
‘Meu caro, você, comandante de um batalhão no meio da Amazônia, perto da fronteira, responsável por nossa segurança, só pode entrar na área se a juíza autorizar? Ele respondeu: ‘É. Foi isso que o governo passado
(Fernando Henrique) deixou para nós. Não podemos fazer nada em área indígena sem autorização da Justiça”. E continua: “(.) O coronel contou
que pegou a autorização e voltou. Levou três horas para chegar ao igarapé, onde não tinha mais ninguém. Continuou em direção à fronteira.
De repente, encontrou ancoradouro, com um cara loiro, de olhos azuis, fuzil nas costas, o esperando. Olhou para o lado: 10 lanchas e quatro aviões-anfíbios, no meio na selva. ‘Na sua área?’, perguntei. ‘É’, respondeu. Ele contou que abordou o homem: ‘Quem é você?”. Como resposta ouviu: ‘Sou oficial forças especiais dos Estados Unidos da América do Norte’. O coronel insistiu: ‘Que faz aqui’. E o cara disse que fazia
segurança para uma pousada. Ele perguntou qual pousada? Ouviu: ‘Pertencente a um cidadão americano’. Quinze homens estavam lá, armados.
Halliburton? Blackwater?”

Eles já têm bases. Eles já têm tropas. Eles só esperam um cochilo e um “mole” da justiça e desse governo incompetente e que pensa que índio é
débil mental ou criança inocente que não pode se corromper ou ter ambições de enriquecer facilmente como qualquer outro ser humano. A inocência de nossas autoridades, o descaso e o desaparelhamento
intencional e criminoso de nossas forças armadas, por sucessivos governos “pós-abertura”, colocará em “xeque” as nossas chances de garantir um futuro tranqüilo e brilhante para uma superpotência
econômica que pode se chamar BRASIL.

Pense nisso.”

Publicado originalmente em 23-08-2008 ao que consta e recebida por e-mail.

Comentário nosso:

Nós brasileiros estamos acéfalos de informações corretas a respeito da Reserva Raposa/Serra do Sol, a maioria nem sabe onde fica isto. Estranhamente a própria mídia não vai muito fundo nesta investigação. Com certeza a área não é um deserto sem valor econômico e estratégico.

Em março deverá ir a julgamento final essa questão da ocupação no STF.

Já houve tempos (até recentes) em que se falava muito em trocar a dívida externa brasileira pela Amazônia e acho que de fato este movimento existia, como existe até hoje um movimento para a internacionalização da Amazônia, um movimento com interesses bastante escusos, sob a égide de uma “falsa” bandeira de preservação da natureza.

Apenas sob o ponto de vista evolutivo, entendo que tribos indígenas devem mesmo preservar suas culturas, entretanto, se os queremos bem, necessário se torna a sua integração aos meios da sociedade para que seus descendentes possam inverter o seu rumo degenerativo.

Todas as civilizações que se manifestam no Planeta se não ganharem condições de evolução, estão fadadas à degeneração e ao desaparecimento mesmo que isto sob o nosso ponto de vista demore muito a ocorrer.

Na nossa civilização terrestre tudo se encontra em franca evolução, mesmo que por linhas tortas, e ficar fora disto é desaparecer ao longo do tempo, quer queira ou não que isto aconteça. A integração dos povos, sejam quais forem eles, é o único caminho para manter-se em evolução dos seres humanos, pois não somos físicos, mas almas que necessitam de novos e melhores aprendizados sejam eles filosóficos, científicos ou tecnológicos.

Neste ponto não estou defendendo os interesses particulares dos arrozeiros que estão há décadas na região, e nem os índios, mas sim optando pelo que é melhor e mais seguros geo-politicamente e condenar qualquer decisão que abrigue interesses escusos aos interesses do país, o qual ainda depende do surgimento de uma união mais efetiva dos vários interesses particulares em um único que indique o caminho do progresso da Nação.

Estamos muito divididos ainda em regiões, áreas, povos dentro de povos, ganâncias e vaidades pessoais, etc.. falta mais coesão no Brasil. Mas vai dar certo, sim, Ordem e Progresso deve ser o lema a ser perseguido, embora que bastante esquecido há décadas.

Por Atama Moriya.

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