O plano econômico para salvar o “Inferno” humano

Neste excelente artigo do Professor Michael Hudson podemos analisar o quanto todos estes planos “miraculosos” de salvamento da economia podem realmente não dar em nada mesmo, porque aqueles que de fato sustentam a existência de uma economia, os trabalhadores, estão sendo e continuarão a serem expurgados.

A questão é estrutural e demonstra que a falácia do livre-mercado que resolve tudo é mera utopia e inteligentemente utilizada por aqueles que se desejam perpetuar no “poder econômico” e bem longe da mídia para não serem descobertos os seus intuitos.

Todos que disseram isto há alguns anos atrás eram taxados de “loucos” e “ignorantes” por todos da mídia, dos governos, das Universidades, pelos gurus da economia, mas hoje, muitos dos que criticaram começam a raciocinar a respeito, o que é um avanço.

Não se trata de acabarmos com o Capitalismo, mas de evoluirmos com ele para uma nova estrutura onde não impere a “sordidez” como princípio de vida.

Se num país rico como os EUA apenas 1% (hum por cento) detém 70% dos ganhos de capital, que dirá nos países em desenvolvimento como o nosso Brasil que deve chegar a 90% este índice, e estamos nos referindo a um índice de concentração de riquezas que somente tem crescido nas ultimas décadas, sendo, portanto uma tendência econômica.

A crise maior que ora se instala no mundo está a demonstrar claramente que há falhas gigantescas nos conceitos e pressupostos do neo-liberalismo econômico e político que abraçou o mundo pelos EUA, cujo poder financeiro cresceu também desproporcionalmente a ponto de representar quatro vezes a segunda economia do mundo, quinze vezes o Brasil e com apenas um terço a mais na população.

Diferenças econômicas gritantes geram diferenças sociais e quanto maiores forem elas mais conflitos vamos criar ao longo do tempo, seja de forma individual ou coletiva como de países a países.

Como o trabalhador americano pode viver bem devendo seus próximos trinta anos de trabalho? Ou no Brasil com dívidas médias de 10 a 12 anos de trabalho. E se considerarmos a queda nominal dos salários e nunca das dívidas, veremos que estes índices só tendem a aumentar ao longo dos anos.

A população trabalhadora cresce ano a ano o que obriga os trabalhadores a aceitarem cada vez mais salários bem menores para poderem pagar suas dívidas e se sujeitarem a cada vez mais a menores condições sociais e menores benefícios governamentais.

Desde quando viver com dívidas e mais dívidas é um pressupostos saudável para os trabalhadores? Isto só na visão dos que ganham dinheiro aplicando na miserabilização humana e escravidão econômica que cresce e não diminui como mentem as propagandas minipulatórias a nível mundial.

Há sérios desvios na estrutura econômica atual e para reconstruir uma nova com menos “desvios”, melhor seria a completa reformulação cujo processo será longo e doloroso, mas é esta a qualidade que nos torna seres humanos, o de pensar em novos caminhos quando colocados em “becos” por falsas crenças e ideologias.

O setor terciário financeiros cresceu em demasia por conta do crédito e risco, e melhor seria neste momento não o socorro de bilhões arrecadados do povo que está falido, mas a estatização para saneamento e em primeiro lugar para uso como instrumento de política monetária governamental para que se promova os ajustes paulatinos dentro da própria economia, com o enxugamento do capital especulativo o qual se estima ultrapasse os cem trilhões de dólares, talvez ultrapasse a duzentos. Uma incógnita. Um mistério maior do que tentar descobrir se existiu mesmo a Arca de Noé.

Todavia, é mesmo certo dizer que só podemos melhorar de erro em erro, mas somente quando buscamos corrigir os erros. Se deixamos tudo como está vamos continuar no erro por mais algumas décadas até que ocorra uma outra super-crise existencial humana.

O Povo, já diziam os antigos governantes, é cego, entretanto a história demonstra que não o é permanentemente.

Mas vamos ao artigo a seguir.

“O que quer a Wall Street?
por Michael Hudson
O anúncio do plano de recuperação Obama-Geithner é basicamente uma extensão do plano Bush-Paulson – ainda mais dádivas para os iniciados do mundo financeiro, tendo em vista concentrar o sistema bancário dos EUA num cartel de apenas uns poucos grandes bancos. Isto não é uma notícia totalmente má para a parte ainda relativamente saudável do sistema bancário (saudável no sentido de ainda evitar situação líquida negativa). Os bancos menores e menos perturbados serão comprados pelos grandes “perturbados”, para benefício financeiro pessoal dos seus acionistas. Isto não pode resolver o problema financeiro de hoje: o fato de o encargo da dívida exceder de longe a capacidade de pagamento da economia. De fato, difundir-se-ão as distorções que os grandes bancos introduziram, até que todo o sistema presumivelmente venha a assemelhar-se ao Citibank, Bank of America, JP Morgan Chase e ao Wells Fargo.

Mas isto é claramente apenas a Etapa Um de um plano de duas etapas que ainda não foi anunciado, embora a página editorial do Wall Street Journal haja proporcionado pistas, que gotejaram durante os últimos três meses, quanto ao “sonhado plano de recuperação” da Wall Street.

Ele não é exatamente o que a maior parte das pessoas esperavam. De fato, ele ameaça ser um cenário de pesadelo para a economia como um todo. Acautele-se da frase mágica: “dificuldade quanto à situação líquida” (“equity kicker”), ouvida pela primeira vez na crise hipotecária das caixas econômicas (S&L) da década de 1980.

RECUPERAÇÃO PARA QUEM? (eis uma boa pergunta)

A primeira questão a se perguntar acerca do Programa de Recuperação é: “recuperação para quem?”. A resposta é: para as pessoas que conceberam o dito Programa de Recuperação e a sua clientela, o lobby dos bancos.
A segunda questão é: o que é que eles querem recuperar? A resposta é uma outra Bolha na economia, pois viram a Bolha de Greenspan torná-los muito ricos com a sua espécie particular de “criação de riqueza”: riqueza na forma de endividamento da economia “real” como um todo junto ao sistema bancário, e ganhos de capital sem precedentes a serem feitos a cavalgar a onda de inflação dos preços dos ativos.

Para as elites financeiras, o problema é que não é possível inchar uma outra bolha a partir dos níveis de endividamento de hoje, com situação líquida negativa generalizada, e ainda com altos níveis de preços no imobiliário, nas ações e nos títulos. Nenhuma quantidade de novo crédito ou capital para o sistema bancário induzirá os bancos a proporcionarem crédito ao imobiliário já super-hipotecado, ou a indivíduos e corporações já super-endividados. Todos os observadores profissionais previram que os preços da propriedade manter-se-iam em mergulho pelo menos até ao próximo ano, o que é o máximo que se pode vislumbrar nas condições instáveis que hoje estamos a experimentar.

Enquanto os planejadores financeiros da administração Obama contorcem as mãos em público em dizem à generalidade dos devedores “Nós sentimos o vosso sofrimento”, eles também reconhecem que os últimos dez anos foram uma era dourada para o sistema bancário e a Wall Street. Os 1 (hum) por cento mais ricos da população aumentaram a sua fatia nos retornos da riqueza – dividendos, juros, rendas e ganhos de capital – de 37 por cento do total de dez anos atrás para 57 por cento de cinco anos atrás e uma estimativa de 70 por cento hoje. Mais de dois terços dos retornos da riqueza agora vão para os 1 (hum) por cento mais ricos da população. Isto é a proporção mais alta já registrada. Estamos a aproximar-nos dos níveis cleptocráticos russos.

Mas a Direita Dura financeira do espectro político – os lobystas agora no controle do Tesouro, do Federal Reserve e o Departamentos da Justiça para iniciantes – repetem a nova Grande Mentira: que foram os pobres que deitaram o sistema abaixo, “explorando” os ricos ao tentarem macaqueá-los e viverem para além dos seus meios. Famílias subprime retiraram empréstimos subprime, o pobre mentiroso assinou documentos para obter “empréstimos de mentira”, como os Alt-A, tais como são chamados os empréstimos sem documentação no comércio de papel lixo financeiro.

Aprendi a realidade uns poucos anos atrás em Londres, ao conversar ali com o estrategista de um banco comercial. “Nós tivemos um grande avanço intelectual”, disse ele. “Ele mudou a nossa filosofia de crédito”.

“O que é?” perguntei, imaginando que estava prestes a confessar uma nova fórmula de matemática lixo.

“Os pobres são honestos”, disse ele, acompanhando as suas palavras com uma queda de queixo assombrosa, como que a dizer “Quem poderia ter imaginado?”

O significado era bastante claro. Os pobres pagam as suas dívidas por uma questão de honra, mesmo com grandes custos pessoais. Ao contrário de Donald Trump, é menos provável que os pobres fujam dos seus lares quando os preços do mercado afundam abaixo do nível da hipoteca. Na linguagem neoliberal da Escola de Chicago de hoje, os pobres comportam-se “não economicamente”. Isto é, eles tomam opções que não fazem sentido econômico, mas ao contrário refletem uma moralidade de grupo. Esta ingenuidade sociológica é o que os faz ricas presas para prestamistas predatórios tais como Countrywide, Wachovia e Citibank.

Como disse acima, foi uma era dourada. A bolha financeira e imobiliária é o mundo que a elite do poder financeiro da América gostaria de recuperar. O problema para eles é como começar uma nova bolha e fazer ainda outra fortuna. A alternativa seria manter o que têm e fugir – não tão mau, mas um cenário que talvez eles possam melhorar.

As discussões acerca de salvamentos de emergência centraram-se sobre colocar em vigor bastante nova capacidade de empréstimo pelo sistema bancário para mais uma vez começar a inflacionar preços a crédito. Mas uma nova bolha não pode ser principiada a partir dos níveis de preços atuais dos ativos. Estes US$2 milhões de milhões (trillions) desta semana ou pouco mais em novo dinheiro de salvamento para os bancos (“capital”, e especificamente capital financeiro, não confundir com capital industrial) só serão emprestados quando os preços caírem mais 30 a 50 por cento. De modo que isto pode representar apenas a Etapa 1.

A questão para a Etapa 2 é: como podem os US$10 a US$20 milhões de milhões de ganhos de capital obtidos com os anos de Greenspan serem repetidos numa economia que está totalmente endividada?

Uma coisa que a Wall Street sabe é que para fazer dinheiro não só é preciso que os preços dos ativos reais subam como também que desçam outra vez – e outra vez para cima e outra vez para baixo. Sem irem abaixo, afinal de contas, como podem eles subir? Quanto mais frenética a movimentação dos preços, mais fácil se torna para os programas computadorizados de compra e venda fazerem dinheiro sobre opções e derivativos. O que está a ser planejado hoje assemelha-se a um movimento de sobe e desce no imobiliário.

O primeiro truque é preservar a riqueza da classe credora – a Wall Street, os bancos e outros veículos financeiros que enriquecem os 1 por cento mais ricos e na verdade os 10 por cento mais ricos da população. A Etapa Um envolve comprar os seus maus empréstimos a um preço que os salve de terem uma perda. Isto é feito através da comutação da perda para os “contribuintes” – o trabalho, sobre cujos ombros o fardo fiscal tem sido agravado firmemente, passo a passo desde 1980, com a Comissão Greenspan impondo um oneroso imposto de Segurança Social sobre a classe média e utilizando o dinheiro apurado para cortar impostos sobre os escalões mais elevados. A seguir vem um banco “agregador” (soa como “alligator”, crocodilo, dos pântanos de resíduos tóxicos) comprar as dívidas podres e colocá-las numa agência pública. O governo chama a isto o banco “mau”. Mas ele faz bem para a Wall Street – por comprar empréstimos que deram para o torto – ou talvez, mais próximo da verdade, empréstimos que nunca foram bons desde o princípio.

A parte mais difícil é ressuscitar oportunidade para os credores efetuarem uma nova matança. (E é a economia que está a ser morta.) Aqui está como imagino que o plano possa funcionar.

Suponha que um comprador recente haja comprado uma casa por US$ 500.000, com uma hipoteca de taxa ajustável de US$500.000 aprazada para iniciar a 8 por cento. Suponha também que o atual preço de mercado haja caído para US$250.000 – uma perda de 50 por cento no fim de 2009. Afinal de contas, é preciso que haja bastante tempo para os preços declinarem. Caso contrário, não haveria economia para “recuperar”. O sr. Geithner e Summers precisam “sentir o seu sofrimento” para confessarem publicamente o pacote que estou a descrever. O governo trocará “dinheiro por lixo” (“cash for trash”), imprimindo novos títulos do Tesouro (com juros a serem pagos pelo “contribuinte”) em troca da hipoteca de US$500.000 que está a apodrecer, apontando para um preço de mercado de apenas US$250.000.

O banco “mau” que o plano Obama decidiu não estar totalmente pronto para ser criado esta semana assumirá a forma de uma parceria pública/privada (PPP), daquele espécie que tornou Tony Blair tão notório na Grã-Bretanha. Será financiado com fundos privados – de fato, com os fundos agora a serem dados para recapitalizar os bancos da América (encabeçados pelos bancos da Wall Street que atuaram tão torpemente). Os bancos utilizarão o dinheiro que receberam do Tesouro para vender as suas hipotecas lixo pelo seu valor facial – juntamente com outro financiamento do salvamento – para comprar ações numa nova instituição de US$5 milhões de milhões. Algo como a Fanny Mae ou o Freddie Mac será criado e seus títulos garantidos (isto é a parte “pública” – “socializar” o risco). A instituição PPP começará com, digamos, US$3 milhões de milhões em fundos, e terá o poder de comprar e renegociar as hipotecas que passaram para as mãos do governo e de outros proprietários. Este “Fundo de Recuperação de Lares da Classe Média” (“Middle Class Homeowner Recovery Trust”) utilizará o seu financiamento privado para a finalidade “socialmente responsável” de “salvar o contribuinte” e os proprietários de casas renegociando a hipoteca em queda dos seus US$500.000 originais para o novo preço de US$250.000.

Aqui está o tipo de conversa que se pode esperar, com os habituais eufemismos orwellianos. O “resgate dos proprietários de casas” PPP, um verdadeiro Banco Salvador, irá para uma família amarrada à dívida hipotecária da sua casa e sentindo-se cada vez mais desesperada quando o preço do seu principal ativo mergulha profundamente dentro do território da Situação Líquida Negativa. Será feita uma oferta: “Propomos um negócio para salvá-lo. Renegociaremos a sua hipoteca por US$250.000, o atual preço de mercado, e também reduziremos a sua taxa de juros para apenas 5,50 por cento. Isto cortará os seus encargos mensais da dívida em aproximadamente dois terços. O sr. escapará da situação líquida negativa e pode dar-se ao luxo de permanecer na sua casa”.

A família provavelmente dirá: “Excelente”.

Mas eles terão de fazer uma concessão. É aqui que a nova parceria pública/privada faz a sua matança. O seu Banco Salvador, financiado com dinheiro privado destinado a assumir o “risco” (e também os prêmios”) dirá à família que concorda em renegociar a sua hipoteca. “Agora que o governo assumiu uma perda e o deixamos permanecer no seu lar, precisamos recuperar o dinheiro que foi perdido. Assim quando chegar o momento de você vender, ou renegociar a sua hipoteca, nosso Banco Salvador receberá o ganho de capital em relação à quantia original cancelada. Se nós o ajudamos no momento difícil, você agora deve pagar-nos o que havíamos perdido”.

Por outras palavras, se o proprietário da casa vender a propriedade por US$400.000, o Banco Salvador obterá US$150.000 do ganho de capital. Se a propriedade for vendida por US$500.000, o banco obterá US$250.000. E se ela for vendida por mais, graças a algum novo clone de Alan Greenspan a atuar como fabricante de bolhas, o ganho de capital será dividido de alguma forma. Se a divisão fosse 50/50, então se a casa fosse vendida por US$600.000 o proprietário naquele momento dividiria o novo ganho de capital de US$100.000 com o Banco Salvador. O Banco Salvador portanto ganhará muito mais através da sua fatia de ganhos de capital do que extrai em juros!

Este plano será ainda melhor para a Wall Street do que foi a bolha de Greenspan! Anteriormente, era a classe média que obtinha os ganhos. Naturalmente era realmente o banco que obtinha os ganhos, porque os encargos de juros da hipoteca absorviam todo o valor de locação. Mas pelo menos os proprietários das casas tinham uma oportunidade de beneficiarem-se, se não dilapidassem o seu dinheiro refinanciando suas hipotecas. E muito utilizaram as suas casas “como um mealheiro” a fim de suportar os seus padrões de vida.

Mas desta vez a Wall Street não é obrigada a fazer o seu dinheiro tornando ricos os proprietários de casas da classe média. Proprietários afogados em dívida estão desejosos de meramente acomodar-se com um plano que os deixe nas suas casas! Assim, Wall Street poder obter para si própria os ganhos de capital que foram a força condutora da “criação de riqueza” dos EUA, estilo bolha Alan Greenspan.

A ironia é que a única espécie de políticas que são politicamente corretas nestes dias são aquelas que tornam a situação pior: ainda mais dinheiro do governo na esperança de que os bancos venham a criar ainda mais crédito/dívida para levantar os preços das casas e torná-las ainda mais inacessíveis; inchar uma bolha; dar ao que realmente deveria ser chamado os “maus bancos” – os Quatro ou Cinco Grandes onde as hipotecas lixo, CDOs lixo e derivativos lixo resultantes da matemática lixo estão concentrados – ainda mais dinheiro para comprarem bancos mais pequenos que ainda não tenham sido infectados com o temerário oportunismo financeiro.

E além disso, os lobistas destes maus bancos estão a gritar em altos brados que todas as soluções para o problema são politicamente incorretas: cancelamentos de dívidas a fim de fazer com que o fardo da dívida fique dentro da capacidade de pagamento. Isto é o que se supõe que faça o mercado – pela bancarrota num colapso anárquico, se não por política fundamentada do governo. Os maus bancos, depois de exigirem “mercados livres” durante todos estes anos, travaram-no quando este deles se aproximou, e dos seus bônus. Para eles, os mercados são livres de regulamentação contra empréstimos predatórios; livres para tributar a riqueza de modo a transferir o fardo para o trabalho; livres para o sector financeiro envolver-se na economia “real” como uma planta parasita em torno de uma árvore e extrair todo o excedente na forma de engenharia financeira.

Isto é uma paródia de liberdade. Mas o pior de tudo é a “liberdade” da discussão econômica de hoje a partir da sabedoria da economia política clássica e da experiência da história econômica quanto ao modo como as sociedades têm arcado com sobrecarga de dívida ao longo das eras históricas.

Uma política alternativa para salvar a economia de ser “resgatada” pela Wall Street

Há uma alternativa para impedir tudo isto. Uma redução do valor (write down) da dívida, seguido por um imposto territorial de modo a que o “almoço gratuito” (o que John Stuart Mill denominou o “incremento não ganho através do trabalho” da elevação dos preços da terra, um ganho que os latifundiários obtém “a dormir”) servisse como imposto base ao invés de o trabalho e a indústria serem sobrecarregados com um imposto sobre o rendimento.

O primeiro movimento seria impedir os bancos de emprestarem contra o valor da terra. Eles poderiam emprestar contra os edifícios, mas não a terra. Isto cortaria o empréstimo máximo permissível para 50 a 60 por cento do preço total da propriedade – a menos que o governo fizesse o que os economistas clássicos advogavam e tributasse o preço de mercado da terra (o seu valor locativo) como o imposto base, retirando o imposto do trabalho. Isto alcançaria a espécie de mercados livres que Adam Smith, John Stuart Mill e Alfred Marshall descreveram e que a Era Progressiva pretendia alcançar em 1913 com o primeiro imposto sobre o rendimento da América.

Um imposto sobre a terra impediria os preços da habitação de subirem outra vez. Isto salvaria os proprietários de casa de assumirem demasiada dívida a fim de obter habitação. E salvaria a economia de ver a “criação de riqueza” assumir a forma dos “incrementos não ganhos com o trabalho” a serem capitalizados em empréstimos bancários mais altos com a sua associada capacidade carga (juros e amortização). A chave para bolha imobiliárias é inchar avaliações.
11/Fevereiro/2009
mh@michael-hudson.com

leia mais em http://www.michael-hudson.com/

O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/hudson02112009.html

(*)Dr. Hudson is President of The Institute for the Study of Long-Term Economic Trends (ISLET), a Wall Street Financial Analyst, Distinguished Research Professor of Economics at the University of Missouri, Kansas City and author of Super-Imperialism: The Economic Strategy of American Empire (1972 and 2003) and of The Myth of Aid (1971).

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