A prática do canibalismo como remédio séculos passados é precursora dos transplantes de órgãos?

Neste artigo que se segue muito interessante vamos ver que no passado até recente de dois a três séculos atrás ainda era comum a prática de utilização de cadáveres como remédio para cura de doenças ou mesmo para fortificações.

No passado na Europa isto, na idade média, vimos que ela foi devastada por duas sequências de “peste negra” que dizimaram a maior parte da população. A causa da peste negra às épocas estava ligada à prática comum de canibalismo humano.

O corpo humano possui, aliás, todos os seres animais, duas substâncias que são tóxicas ou cito-tóxicas, há outras que se formam após a morte do corpo físico seja do homem ou animal e são conhecidass como putrescina e cadaverina. Tais substâncias não se formam na natureza ou foram colocadas por Deus inadvertidamente, mas com o objetivo precípuo de facilitar o “apodrecimento” rápido da carne para que desapareça mais rapidamente na natureza.

Não escrevo isto para incentivar o fim do consumo de carne animal também, isto ainda é necessário para boa parte da população cujos organismos ainda não estão adaptados a serem vegetarianos apenas. De acordo com o ensino do esoterismo cerca de 25% da população se deixar de se alimentar com carne pode ter problemas sérios de saúde.

A ingestão de substâncias tóxicas da carne “morta” forma nos organismos humanos sérias toxidades acumulativas que, cremos que deve se manifestar, as quais, inclusive para muitos estudiosos, deflagraram o surgimento da peste negra em duas ocasiões. Na primeira houve o controle da disseminação através da interrupção do consumo e na segunda vez, dado os costumes bárbaros que continuaram e eliminaram 2/3 da população, só houve o fim com o fim do consumo e para a cura e fim da disseminação foi usada uma terapia retirando-se uma seiva de uma certa árvore muito comum na Europa.

Pelo que lemos no noticiário ainda existe focos de peste negra em algumas regiões da África, mas esperamos que possa ser controlada.
O uso de partes do corpo humano, como o cérebro e o sangue para cura de doenças era uma prática até comum até séculos recentes. E não difere muito do uso atual dos transplantes de órgãos retirados de corpos mortos.

Baseado em tentativas de utilização de sangue para fortalecimento é que Bran Stocker escreveu o célebre conto do Conde Drácula, pois até então se imaginava que a alma circulava no sangue e que bebendo o sangue poder-se-ia se apoderar da alma daquela pessoa.
Sobre o sangue podemos comentar no futuro quais as importantes energias ele transporta e são desconhecidas da ciência segundo o esoterismo.

Penso que a prática do canibalismo deve ter vindo desde o tempo das tribos que formavam os primórdios das civilizações que se espalhavam sobre a Terra, dado que os “indígenas ou homens primitivos” acreditavam que comendo o corpo de seus inimigos absorviam os seus poderes e força.

Utilizar-se do corpo humano para cura de doenças ou fortalecimentos, evidentemente não poderia prosseguir em sociedades mais civilizadas, e forte avanço houve quando adentramos na época do iluminismo científico, o qual não foi somente negativo como imaginam, mas extremamente importante também para o avanço científico da humanidade, a despeito dos exageros que possam ter ocorrido com relação ao criacionismo versus o evolucionismo.

Acredito que no futuro até mesmo o transplante de órgãos de mortos também seja substituída pela técnica de clonagem de órgãos humanos utilizando-se o próprio DNA do paciente, mas ainda falta muita evolução neste campo que é vasto cientificamente.

Na reportagem da Der Spigel há certos exageros também, como a citação de Paracelso, uma pessoa além de seu tempo que pesquisava remédios com base em plantas, tanto que deixou livros importantes neste campo, além de vastos conhecimentos na alquimia, a mãe da química atual.

Por Atama Moriya em 05-02-2009.

O Poder Curativo da Morte
31/01/2009 – 00h03
Philip Bethge
Foram os europeus algum dia canibais? Pesquisas mostram que até o final do século 18, era comum a medicina incluir ingredientes de revirar o estômago como carne e sangue humanos.

Segundo a receita, a carne deveria ser cortada em pequenos pedaços ou fatias, borrifadas com “mirra e pelo menos um pouquinho de babosa”, e depois imersa em etanol por alguns dias.

Por fim, ela deveria ser pendurada “em um lugar bem seco e à sombra”. No fim, a receita avisa que ficaria “parecida com carne defumada” e sem “nenhum “fedor”.

Johann Schröder, um farmacologista germânico, escreveu essas palavras no século 17. Mas a carne a que ele se referia não era presunto ou filé mignon curado. As instruções pediam especificamente pelo “cadáver de um homem avermelhado… de uns 24 anos”, que houvesse “morrido de uma morte violenta, mas não de uma doença” e depois fosse deixado “exposto aos raios da lua por um dia e uma noite” com “um céu limpo”.

Na Europa dos séculos 16 e 17, receitas para remédios como essa, que fornecia instruções de como processar corpos humanos, eram quase tão comuns quanto o uso de ervas, raízes e cascas de árvores.
O historiador de medicina Richard Sugg, da universidade inglesa de Durham, que está escrevendo um livro sobre o assunto, diz que partes de cadáver e sangue eram ingredientes normais, disponíveis em todas as farmácias. Ele até descreve problemas de fornecimento durante os dias de glória do “canibalismo medicinal”. Sugg está certo de que o canibalismo ávido não só foi encontrado no Mundo Novo, como também na Europa.

Na verdade, há inúmeras fontes que descrevem as práticas mórbidas dos primeiros curandeiros europeus. Os romanos bebiam sangue de gladiadores como remédio contra epilepsia. Mas foi só no Renascimento que o uso de partes de cadáver na medicina se tornou mais comum. No começo, pós feitos de múmias egípcias trituradas eram vendidos como um “elixir da vida”, diz Sugg. No início do século 17, curandeiros voltaram sua atenção para os restos mortais de pessoas que haviam sido executadas ou até cadáveres de mendigos e leprosos.

Paracelso, o médico germano-suíço, foi um dos defensores mais veementes do uso de corpos, que acabou ganhando popularidade até mesmo nos níveis mais altos da sociedade. Era lendária a “insanidade medicinal”, como chama Sugg, do rei britânico Charles II .Ele pagou 6 mil libras por uma receita para liquefazer o cérebro humano. O regente aplicava o destilado, que entrou para a história da medicina como “as gotas do rei”, quase diariamente.

Estudiosos e membros da nobreza, assim como pessoas comuns, confiavam totalmente nos poderes curativos da morte. Citando uma fonte do século 19, a antropóloga americana Beth Conklin, por exemplo, escreve que na Dinamarca os epiléticos supostamente ficavam aos bandos em volta dos cadafalsos, com uma taça na mão, prontos para beberem o sangue vermelho que escorresse do corpo ainda trêmulo. Crânios eram usados como remédio, assim como o musgo que tendia a brotar deles. Acreditava-se que ele estancava sangramentos.

A gordura humana supostamente aliviava o reumatismo e a artrite, enquanto uma pasta feita de cadáveres seria boa para contusões. Sugg chega a atribuir significado religioso para a carne humana. Ele diz que para alguns protestantes, ela servia como uma espécie de substituto para a Eucaristia, ou o recebimento do corpo de Cristo em Comunhão Sagrada. Alguns monges até cozinhavam “uma espécie de geleia” com o sangue dos mortos.

“Tinha a ver com a vitalidade intrínseca do organismo humano”, diz o historiador. Supunha-se que todos os organismos possuíam um tempo de vida predeterminado. Se um corpo morresse de forma não natural, os restos da vida daquela pessoa poderiam ser colhidos, por assim dizer – daí a preferência pelos executados.

A prática nem sempre tinha sucesso. Em 1492, quando o papa Inocêncio VIII estava em seu leito de morte, seus médicos sangraram três meninos e fizeram o papa beber seu sangue. Os meninos morreram, e o papa também.

Era canibalismo, tudo isso? Sugg tem certeza que sim.
Assim como os canibais do Novo Mundo, os europeus basicamente tinham interesse em consumir energia vital. Para a antropóloga Conklin, a forma europeia de canibalismo é especialmente notável. Fora da Europa, ela observa, a pessoa que comia quase sempre tinha uma relação com a pessoa que estava sendo comida. O canibalismo na Europa, por outro lado, era “distintamente associal”, escreve Conklin, acrescentando que as partes de corpo humano eram tratadas como mercadoria: compradas e vendidas com lucro.

No entanto, quando o século 18 chegou ao fim a atração já havia passado.
“Com o Iluminismo, os médicos procuraram abandonar seu passado supersticioso”, diz Sugg. Em 1782, por exemplo, o médico William Black escreveu que ele via com bons olhos o fim de remédios “repulsivos e desprezíveis” como “crânios de defuntos pulverizados”. Felizmente essas “misturas de imundícies” haviam desaparecido das farmácias, comenta Black.

Uma era chegou ao fim, e com ela o interesse em receitas como aquelas de Briton John Keogh. O pastor, que morreu em 1754, recomendava coração humano em pó para “tontura”. Keogh até fornecia uma dosagem e instruções para uso: “um gole pela manhã – de estômago vazio”.

Tradução: Lana Lim

Matéria da UOL

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/01/31/ult2682u1069.jhtm

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