Sete vidas de Ben (Will Smith), um filme interessante para comentarmos sob o ponto de vista cármico

No filme Sete Vidas, o personagem Ben (interpretado por Will Smith) é um homem depressivo que tenta fugir da culpa de um acidente causado por ele. Para se redimir e tentar apagar o que fez no passado, ele pretende salvar sete pessoas.

No dia em que tenta se suicidar, ele conhece Emily (Rosario Dawson), uma linda mulher que sofre de um problema no coração. Ben, então, apaixona-se por ela e muda seus planos.

Mas antes mesmo de ser uma história de amor ou um dramalhão, é um filme terno, investigativo, interessante para nossos comentários sobre a  questão cármica da vida.

No filme o personagem Ben tem uma ótima vida como empresário bem sucedido e tem também um ótimo casamento com sua esposa.

Porém, tudo muda completamente quando ele provoca um acidente com o carro e sete pessoas, incluindo a esposa, morrem por sua irresponsabilidade e culpa na direção.

A partir deste episódio ele passa a sentir um incrível remorso pela morte das sete pessoas, mesmo aquelas desconhecidas do outro veículo.

Na vida real isto acontece mesmo com muitas pessoas. Que fator dentro de nós pode explicar este remorso e este sentimento de culpa irreparável quando provocamos tamanho danos a outras pessoas?

Certamente vamos encontrar na sociedade atual muitas pessoas que não estão nem aí para conseqüências em seus atos, mesmo que provoquem a morte de pessoas inocentes, tanto que na campanha “da lei seca” ainda houve e há muita briga e inconformismo pela proibição imposta pela lei. Poucos, realmente poucos, entenderam que se trata não de algo que diz proibido, mas de algo a ensinar sobre como devemos nos portar para evitar que pessoas inocentes possam ser prejudicadas por nós, mesmo sem querer, ao dirigirmos alcoolizados.

Não se trata de impedir que possamos beber, e nem restringir nossa “pseudo” liberdade de escolha, mas sim de preservar vidas inocentes que eventualmente possamos colocar em risco. Então, para aquelas consciências melhores é possível compreender que não é um sacrifício, mas sim uma forma consciente de preservarmos vida, seja a nossa própria ou a de outrem principalmente.

No filme Bem, comete um deslize, uma imprudência e ela se torna fatal para sete vidas. Todas as sete vidas estavam naquele momento sob o seu poder. E este poder de salva-las ele desperdiçou com seu ato de imprudência.

Isto é clássico no direito, embora que sem dolo, ele teve culpa grave ao contribuir decisivamente naquele acidente e naquelas mortes.

Se o direito dos homens, cujas leis são copiadas dos deuses, ele é condenado, o que dirá a lei de Deus?

Já nos referimos a isto no texto sobre a Justiça de Deus e a Justiça dos Homens, mas vamos dar uma nova pincelada tentando abordar um outro ângulo.

Vamos começar pensando como Ben; você acha que se você fosse ele, mereceria ser punido também com a morte? Sendo o Ben, e não praticando o “bem” e matando sete pessoas você merece também morrer?

Hoje na lei dos homens se passa a atenuantes, cheio de atenuantes, no caso, diriam, Ben não teve a intenção, não houve dolo, apenas imprudência, portanto ele é culpado, mas sem dolo, sem a intenção de matar.

E pronto, pela lei dos homens você acaba quando muito passando algum tempo em tribunais, em alguns países na cadeia (não aqui no Brasil), mas em todos você acaba saindo livre das penas pessoais, mas arca com as penas civis aos beneficiários das vítimas através de indenizações. E pronto está tudo resolvido. E se você for rico, melhor ainda, logo não lhe resta seqüelas da situação criada. E segue a sua vida normalmente, como se nada houvesse acontecido. Sua dívida com a sociedade estará quitada.

E será que Deus também perdoa tudo, bastando Ben rezar dez Ave Maria e dez Pai Nosso? E não é isto que é ensinado, que basta pedir perdão que está tudo certo?

Pois é, algumas religiões cristãs assim ensinam. E não vamos entrar em choque com as estas religiões, pois este perdão, a nosso ver, está ligado apenas a situação momentânea para que você consiga conviver com os seus próprios erros. Mas quem quiser continuar acreditando que rezar alguns Pais Nossos está tudo resolvido, então que continue assim.

Mas para aqueles que querem uma compreensão maior vamos continuar nossa explicação. E lembrem-se, cada um deve conviver apenas com a sua própria consciência, e não com a consciência dos outros. Apenas que o baixo nível de boa parte consciências atuais, na maioria das vezes, faz com que as pessoas imponham a si próprios como consciência aquilo que lhes convém, e não exatamente o que convém como verdade, mesmo que esta verdade possa mesmo ser muito dura, duríssima para consigo mesmo.

Quando nos vemos nas condições de “réus” é mais fácil e conveniente acreditar que somos perdoados pela sociedade e por Deus com a devida penitência, mas na condição de vítimas, sempre achamos que aquelas penas não condizem com a justiça! É sempre melhor aceitar o que nos convém, não é mesmo?

Sempre que usamos do raciocinio para efetuarmos nossas escolhas, certamente não agimos pela nossas consciência, ou seja, isto não é consciência. A consciência é totalmente intuitiva e não depende de conhecimentos ou lógica ou estudos, ela é simplesmente e existe em diferentes graus em cada ser humano. Por isso sempre dizemos que a consciência não é fruto de racionalidade, mas de dons superiores pertencentes a todos os individuos, uns em menor grau ou em maior grau evolutivo.

É a consciência a própria nota individual do grau evolutivo de cada um, em nada importando se rico ou pobre, se milionário ou mendigo de rua, letrado ou analfabeto. Por isso, ensinamos no esoterismo, nunca, jamais despreze irmãos menores e mais humildes nesta vida, ele pode estar anos luz a sua frente na evolução, e depois que todos desencarnarem nesta vida, de repente você descobre que aquele pobre de rua é seu chefe na linhagem espiritual, seu superior na vida espiritual e nos mundos superiores.

Toda vez que fazemos escolhas raciocinadas, são apenas escolhas “raciocinadas”, e na maioria das vezes não traduz uma escolha de consciência, mas tão somente o que convém para si no sentido egocentrista.

Mas o que será que convém a Deus? Alguém se detém para perguntar isto diante de seus próprios erros? Isto convém ou não convém?

Para a maioria das pessoas jamais convém. Afinal sentir-se culpado por prejudicar alguém é muito duro para as pessoas, duríssimo mesmo, mas esta questão se inverte totalmente quando a questão é “ser este alguém” prejudicado por outro, quando então clamamos a mais alta corte de justiça e a mais cruel de todas, a justiça divina. Mas por que, mesmo sem saber o porquê, quase todos julgam a justiça de Deus a mais dura e cruel de todas?

No fundo todos sabem que a justiça de Deus tarda, mas não falha, e traz toda a sorte do que chamamos de “desgraça”, desde a perda de bens, perda de entes da família, doenças graves, “acidentes” e tudo o mais. E não é?

O personagem de Will Smith, numa ótima interpretação no filme, teve coragem e perguntou a Deus como “pagar” estes erros, estas sete mortes. E assim, não podendo mais continuar a viver com este peso enorme na consciência decide-se a repara-lo à sua maneira, ajudando a sete pessoas, doando a si mesmo a elas, inclusive a sua vida.

Foi uma grande idéia?

Mesmo que verdade na vida real, jamais saberemos, mas podemos inferir dando interpretação à lei de Deus. Esta mesma que queremos aplicar em todo mundo, e não desejamos que seja aplicada em nós mesmos.

Deus em equilíbrio do Universo aplica apenas e tão somente uma Lei e dela deriva as leis penais da sociedade e da religiões, qual seja:

“Olho por olho e dente por dente”, pronunciada como a lei de Talião nesta Raça Ariana, mas não é de Talião, mas de Deus mesmo e foi pronunciada à nossa humanidade há milhares de anos atrás, muito antes que o homem realmente existisse como hoje se compreende.

E se Deus tirasse uma virgula que fosse deste cumprimento não guardaria mais o juízo de valores para se constituir de fato na justiça divina.

Então, quem mata sete pessoas, pode rezar o quanto quiser, pode se julgar “quites” com a sociedade através de outras punições impostas pela lei dos homens, mas não tem jeito, sendo ou não um acidente, ele vai morrer da mesma forma:  sete vezes também em todas as próximas sete vidas.

Vai parecer duro mesmo para aqueles que se julgam “inocentes” de culpa grave ou dolo, mas para as vítimas vai soar como “justa”.

Mas no fundo sempre queremos que uma lei duríssima seja aplicada aos outros culpados, mas jamais em nós mesmos, porque em nós mesmos, vamos sempre convenientemente achar que ela é muito dura, inflexível demais e não observa as atenuantes.

Que atenuantes? Como Deus pode julgar por atenuantes? Se for assim, que atenuantes seriam estas? Não há atenuantes, há apenas os fatos, e assim você será julgado. Causa e efeito, nada mais.

Há os que julgam Deus cruel, entretanto, jamais consideram a si mesmo cruéis para com os outros, mesmo convivendo em um mundo que pratica a violência, a iniqüidade, as guerras, a indiferença social, a indiferença com fomes e miséria humana. E crueldade é um princípio que existe somente nos egos humanos, jamais naquele que criou o mundo que não possui egos, qualidades ou defeitos e não pode ser definido pelo finito porquanto é infinito, e é e continuará sendo eternamente.

No filme, Ben procura compensar a sua culpa ajudando e salvando sete humanos, e será que isto daria certo na corte suprema de Deus?  Não sei, e assim não creio. Para uma causa já ocorrida não há reversão,  e o débito será cobrado inexoravelmente, todavia, da mesma forma, ele também criou créditos com relação as outras sete vidas, e assim com certeza receberia algum crédito que amenizaria as situações futuras pelas quais ele passará, inevitavelmente e não será isentado de forma alguma.

E assim é Deus, olho por olho, dente por dente, nos débitos e também nos créditos.

Por Atama Moriya em 27-01-2009.

Anúncios
Esse post foi publicado em Justiça de Deus, texto, Vidas passadas e recorrências e marcado , , , , . Guardar link permanente.

4 respostas para Sete vidas de Ben (Will Smith), um filme interessante para comentarmos sob o ponto de vista cármico

  1. BRUNA disse:

    esse filme serve para meditarmos o quanto uma vida e importante.

  2. jamilly freitas disse:

    esse foi o melhor filme que já assisti……ameiiiii mesmo!!!!!ja sou fã do will smiht com um filme desse agora virei mega-fã;……..!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Vanessa disse:

    Acho que tudo tem a ver com o sentimento (ou energia, por falta de um termo melhor) : qual o sentimento causado por determinada atitude de uma pessoa a outra? bom ou ruim, esse sentimento será vivenciado, de uma forma ou de outra pela pessoa que o praticou.

  4. Paulo disse:

    Gostei muito da grande capacidade de raciocínio, trazendo fatos de vários ângulos, ótimo

Opte por deixar comentários claros, concisos, compreensíveis e racionais. Evite palavrões, palavras ásperas e críticas/ofensas a outras pessoas. Lembre-se que este blog é muito lido por menores de idade. Por favor, deixe bons exemplos.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s