2009, um ano que promete muitas mudanças a nível pessoal impulsionados por fortes mudanças exteriores e demandará que cada um dê o seu melhor de si para outrem e assim tornará melhor a sua própria vida!

O ano passado de 2008 transcorreu quase exatamente os roteiros que foram pré-anunciados de acordo com o que ocorreu no segundo semestre de 2007, em seus aspectos macros.

A crise econômica que dera o seu ar da graça nos EUA em 2007, apenas cumpriu o que se previra, dando a sua forte emoção com a deflação dos ativos no segundo semestres de 2008. Nada que não se tenha de certa forma prevista pelos economistas ainda no início do milênio.

Aliás, a crise exterior em si, apenas reflete a crise interior em que vive os homens da sociedade, nada mais. E, francamente, nunca o homem viu se questionando tanto o seu modo de vida, nunca o homem dito moderno passou por tantas provações e tantos desafios em sua vida. Comparados ao tempo atual, a vida no inicio do século era um doce, um mar de tranqüilidade, a vida dos anos cinqüenta era um show de prosperidade e sonhos.

Pois é, todos estes ideais criados pela cultura social daquelas décadas começou a ruir ainda na década de 70, e prosseguiu corroído pelas incongruências econômicas, sociais, culturais em que a sociedade mergulhava. Era o sonho de felicidade que ruía diante das realidades que se mostravam cada vez mais duras e complexas.

Este é o legado que estamos deixando para os jovens que hoje adentram produtivamente na sociedade: é crise para todos os tipos e gostos. Cheios de internet, Orkut e tudo que a velocidade da informação pode proporcionar e ao mesmo tempo sem a certeza do que há por vir nas próximas décadas que serão suas. Há enorme disparidade social, há muitos desempregos ainda, há muita concorrência e há muitos desencontros entre a realidade atual e a vida da forma que eles gostariam de viver.

Em 2009 as crises vão continuar, a economia tende a se deflacionar mais ainda, e mais investimentos serão cortados, o consumo forjado por décadas à custa de créditos fictícios que davam legalidade moral aos detentores do “capital”, hora se desfaz, porquanto não houve crescimento proporcional da renda de consumo no mundo todo. Pelo contrário, em muitos países cresceu a disparidade econômica entre os mais ricos e os mais pobres.

Nos EUA os mais ricos detém até 90% de todo o capital em comparação com os mais pobres conforme dados publicados pelo FED, e isto não é particularmente diferente em países da Europa e principalmente nos países emergentes, onde esta disparidade pode atingir a 97% da riqueza na mãos de poucos.

Dados da ONU indicam hoje cerca de 200 milhões de desempregados no mundo, um numero absurdo, mas que dentro dos dados estatísticos ainda assim aceitável???? Somos todos dados estatísticos, certamente comemos, vestimos e dormimos de forma estatística. Como o mundo está insensível, não é mesmo?

Dizem os economistas que quando este numero de desempregados no mundo atingir a 500 milhões a economia entrará numa espiral negativa que ninguém sabe quanto poderá durar e quanto poderá ser profunda. Será? Só saberemos se acaso (existe acaso?) ela de fato ocorrer, mas esperamos que atitudes e mudanças possam e devam ocorrer sem chegar aos extremos.

Por que? Porque sempre que há qualquer tipo de crise, só os mais pobres sofrem primeiro e normalmente por ultimo também. O Poder sempre está no lado dos mais poderosos e não das minorias econômicas. Minoria não no sentido de maior quantidade de pessoas, mas minorias no sentido do Poder da Riqueza. E assim sempre foi na história. Será que existe algum país em que se convive com a democracia social verdadeira?

A crise do “global warming” continua, e enquanto a humanidade fecha os olhos para as graves conseqüências que já estão acontecendo, muito vai se piorar a situação atual, e talvez, de forma irreversível, como muitos cientistas tem alertado, e, embora possamos acreditar inocentemente que apenas alguns milhões morrerão ao longo dos anos, algo me diz, que não será bem assim, e o tempo será bem mais curto do que imaginamos.

Mas não devemos nos concentrar no lado negativo da vida que sempre existirá, mas devemos examinar o pensamento mais racional sobre a realidade e as atitudes positivas e construtivas que podemos tomar não só individualmente e com certo grau de egoísmo, mas controlado, na medida certa para sempre nos lembramos que existe os outros cujo beneficiamento depende de nossa própria atitude construtiva com relação ao todo.

Este ponto de equilíbrio entre o “eu e o próximo” é o que devemos buscar durante as nossas vidas até que a nossa própria vida tenha um sentido lógico de existência plena, pois se contida apenas no “eu”, some por tão pequeno e pouco útil que se torna para nós mesmos.

Existe algo de “mais valia” em nossas vidas quando nos sentimos úteis as demais pessoas, sejam elas quem for, daí porque somos impelidos, mesmo que remotamente para uns, para sermos felizes em atos de solidariedade; um voto egoísta, sem dúvida, porquanto, ainda sem saber ao certo o que é amor ao próximo, nos sentimos felizes em buscar este tipo de satisfação social, seja na família, para as pessoas próximas, amigos, etc.. Quem sabe este seja apenas um estágio inicial para um dia aprendermos a sermos melhores sem buscarmos “essa recompensa” pessoal.

Ah, sim! Talvez muitos acontecimentos em 2009 não sejam muito positivos, aparentemente, entretanto, em qualquer destas circunstâncias, seja mais uma vítima ou não das circunstâncias, se buscar uma atitude positiva terá muitos mais possibilidades de superar estes desafios, e, afinal também, qualquer circunstância negativa preserva alguns que tem o poder de ajudar ao próximo, se assim se dispuserem; isto é ser realmente positivo e útil ao próximo.

Neste recente episódio de Santa Catarina, o Brasil se movimentou (na verdade apenas parte) para em solidariedade prestar socorro às vítimas da enchente que atingiu vários municípios. E embora com muito sofrimento dos flagelados, pudemos ver diversos comportamentos como pessoas que saíram vendendo água a cinco reais para os necessitados, outros que esperavam os donos das residências saírem para prestarem socorro, para então adentrar em suas casas e delas roubar tudo de importante e útil. Outros houveram que roubaram medicamentos de farmácias para então revendê-los aos flagelados, e ainda vários casos de roubo ou furto das doações aconteceram também, atitude que motivou um jornal colocar em manchete “Que País é este que rouba de flagelados?”.

Mas também vimos pessoas que estavam desempregadas e se alistaram para trabalhos voluntários nos serviços sociais e nas campanhas de recolhimento de doações, além de um senhor que apesar de ter perdido tudo e três entes da família, ainda assim devolveu vinte mil reais que encontrou numa blusa doada. Isto é ter atitudes positivas em qualquer circunstância negativas, pois se as consideramos negativas ou positivas, veremos que são apenas desafios a que nós mesmos nos submetemos e nos aprovamos ou não, e o tempo será o senhor desta avaliação intima impulsionada que será por algo que poucos dão valor no dia a dia: a nossa consciência que nos cobra de algum ponto do interior de nossos corações.

Quem sabe um dia a humanidade possa compreender que ter a consciência verdadeiramente limpa de nossos piores egoísmos é que nos torna verdadeiramente libertos, mas não a falsa liberdade da sociedade, mas a liberdade divina que nos permite amar a nós mesmos, também verdadeiramente, porque finalmente nos compreendemos e no consideramos “bons”.

E durma-se com este barulho, se pudermos.

Por Atama Moriya, em 01.01.2009.

O que podemos esperar de 2009?

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