Brad Pitt vai interpretar aventureiro que desapareceu na Amazônia-Cel.Fawcett- em 1925 – Este mistério liga a história do Brasil com a verdadeira história contada de antes do descobrimento pelos portugueses e guarda aqui um do selos

Eis a notícia dos portais de internet:

Percy Fawcett sumiu no Alto Xingu quando buscava civilização perdida. Astro vai ser também o produtor do filme sobre explorador britânico.

Brad Pitt acaba de assinar contrato para estrelar e produzir filme baseado na história real do soldado e espião britânico Percy Fawcett, que em 1925 desapareceu junto com seu filho em Mato Grosso, quando buscava uma civilização perdida que chamava de “Z”. Dirigido por James Gray, “The Lost City of Z” (A cidade perdida de Z) se baseará em livro homônimo escrito pelo norte-americano David Grann.

Segundo o diário britânico The Guardian, Fawcett serviu de inspiração para que George Lucas criasse o personagem Indiana Jones.

O último sinal de vida do aventureiro e de seu filho foi um telegrama enviado em 29 de maio de 1925 a sua mulher. Na mensagem, Fawcett informou que estava se preparando para entrar em território desconhecido.
Ainda foram vistos no Alto Xingu, mas depois não houve mais rastro.

Uma placa com o nome de Fawcett foi encontrada com índios em 1927. Em 1933, sua bússola foi localizada em poder de outros indígenas. Por causa de rumores, suspeita-se que tenha sido morto por alguma tribo da região, embora isso nunca tenha sido confirmado pelas expedições montadas para encontrá-lo.”

Comentários:

Muito interessante esta notícia sobre o filme contando as aventuras do agora famoso Cel. Fawcett, cujo primeiro nome era Persival (um dos Cavaleiros da Távora Redonda), e mesmo que a maior parte dos mistérios vá ainda por muito tempo continuar desconhecidos, isto significa no aspecto macro que já é chegada a hora de divulgar um tanto a mais sobre a busca do Cel. Fawcett, que ao contrário do se dizem, não foi uma aventura qualquer, mas uma vontade movida quando o Cel Fawcett ainda solteiro esteve na Índia, e um sábio hindu profeciou-lhe que ele tinha como missão de vida procurar pela Cidade Perdida, que ele batizou de “Z”, juntamente com seu filho, o qual nem havia nascido. E que esta busca se daria em certo lugar no Brasil cujas indicações de localização ele encontraria mais tarde. E mais, que seu filho Jack estava destinado a tornar-se Rei nesta cidade oculta.

Consta que a chave para entrada na misteriosa cidade oculta do Roncador, terra guardada pelos índios Xavantes Gigantes, guardiães, louros, altos com mais de 2 metros de altura, ele de fato achou na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, numa gravura a qual ele reproduziu para apresentar aos Guardiães do Roncador e poder entrar. Ocultamente, já os espanhóis estiveram atrás desta misteriosa cidade que batizaram de El Dourado, não somente por suas riquezas em ouro, prata e pedras preciosas, mas local da “fonte da juventude” eterna. E é de fato.

Sempre imaginamos a vida na Terra apenas como esta dimensão física, e dificilmente associamos a existência também de outras dimensões internas supra-físicas também, nas quais haveria vida como a nossa. Mas desconfiamos, embora que invisíveis a nossos olhos.

Relatos sobre uma Terra Oca, como escreveu Raymond Bernard, Shangri-lá, Agartha e Shamballa, as vezes nos soam como fantasias criadas em vários tempos diferentes por dezenas de pessoas que nem sequer se conheciam pelo mundo afora, mas por outro, nos aguça a curiosidade para saber se eventualmente isto existe mesmo em outras dimensões e que nela vivem mesmo os descendentes Atlantes ou outros seres humanos de nossa espécie que se isolaram temporariamente por algum motivo que permanece desconhecido.

Mas creio mesmo que é chegado o tempo de desvendar boa parte destes mistérios, senão, não por acaso histórias como a do Cel. Fawcett não viriam mais à tona e justamente neste momento em que grandes mudanças de paradigmas estão se iniciando para mostrar a esta Humanidade que existem motivos bem maiores para a própria existência do homem sobre a Terra do que simplesmente singrarmos de Leste a Oeste, de Norte a Sul.

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Vejamos este excerto de artigo publicado na Revista da SBE em 1979, que embora longo no formato traz em si uma empolgante saga que visa demonstrar os nossos destinos futuros enquanto Raça Ariana, é mesmo imperdível, e mesmo que você não possa nela crer, guarde-a em sua memória pois ela se ligará nos anos futuros com novos acontecimentos, conforme está previsto pelo Prof. José Henrique de Souza:

“Muito há que se dizer sobre essa misteriosa região do Roncador, temerosa e inacessível, tão cheia de dificuldades quanto as solidões nevadas do Tibet, onde os JINAS, os guardiões de tão inestimáveis tesouros, impedem, prudentemente, a aproximação dos desprovidos de qualificação necessária para merecerem tão alta honra, utilizando a chamada “maya budista”e outros estranhos meios desconhecidos pelos ocidentais.

As razões fúteis justificam plenamente os fracassos de quantas expedições têm demandado a Serra do Roncador, os quais se transformam em vitórias para nós, que, através destes fracassos, vemos crescer a nossa certeza de que um mistério impenetrável envolve toda aquela região. A impossibilidade de se penetrar na Serra do Roncador, é uma confirmação das profecias que remontam desde os remanescentes da Atlântida, sobre o aparecimento de uma civilização jamais igualada, nos rincões da América do Sul, tendo como centro as plagas brasileiras.

Tudo que não se consegue provar aos olhos humanos, transforma-se em lenda, mas, atrás de cada lenda jaz adormecida uma verdade, pois é o fruto de uma realidade perdida, eco longínquo de fatos, quase sempre deturpados através dos tempos, mas nem por isso deixando de conter um fundo de verdade.

Baseados em fatos tidos como lendas, muitas descobertas arqueológicas foram feitas, e muitos segredos que jaziam adormecidos no seio da Terra vieram à luz, porque uns poucos homens acreditaram nelas. Como exemplo, citamos a redescoberta de : Tróia, Herculano, Pompéia, Nínive, Ur, etc.

Na obra “Le Pays des Amazones”, por Sant’Ana Nery, em 1885, lê-se o seguinte texto, que tomamos a liberdade de traduzir:

“A lenda afirma que existiu algures uma região atravessada por um “mar branco”, cujas ondas rolavam sobre areias auríferas e calhaus de diamantes. A capital do país era Manoá, grande cidade, cheia de palácios, dos quais, uns eram edificados com pedras cimentadas com prata, e outros tinham tetos feitos com lâminas de couro. Sob os pés rolavam metais preciosos… Manoá era depósito de todas as riquezas da Terra. Reinava nesse país, um espanhol que se chamava El Dorado, porque o corpo era palhetado de faisqueiras de ouro, tão bastas como as estrelas do firmamento”.

Existe, também, uma lenda que faz parte da tradição de todos os povos que habitaram o centro da América do Sul, uma imensa área praticamente inexplorada, entre as cabeceiras dos rios Tapajós e Xingu, em um dos contrafortes da Serra do Roncador, a chamada Serra Azul, imenso paredão divisor de águas de vários rios que ali por perto têm suas nascentes e correm para o Norte e para o Sul.

Nessa fantástica região, banhada de rios ainda praticamente desconhecidos, coberta por florestas ainda indevassadas, a lenda mais antiga diz existir uma “cidade”ou “cantão” oculto no seio da extensa cordilheira, e onde, há milhares de anos vivem segregados da humanidade, seres que atingiram um alto desenvolvimento espiritual; senhores de uma ciência transcendente, sem nada que os fascine em nossa civilização materialista, preferem evitar qualquer contato com os demais mortais, vivendo como verdadeiros membros de uma Fraternidade Iniciática, guardando um saber perdido para o vulgo, só o entregando aos que fazem jus em receber tão preciosa dádiva, depois de vencerem mil perigos e dificuldades.
Hoje em dia, pela divulgação mais avançada, ninguém ignora a existência desses Centros ou Fraternidades, em várias partes do mundo, conhecidos sob vários nomes __ espalhados pelos picos gelados do Himalaia, pelos desolados desertos de Tarim e do Gobi, nas inacessíveis montanhas do Tibet.

Helena Petrovna Blavatsky, a incomparável autora do “Doutrina Secreta”, que durante sua atribulada existência percorreu todos os continentes, assim nos fala sobre estes seres:

“Muitos dias antes de Ad-na e Héva (quinta raça), naqueles territórios do Gobi e do Turquestão independente, onde hoje se estendem desoladores desertos, havia outrora um vasto mar interior e nele uma ilha de singular beleza, habilitada pelos últimos Filhos da Vontade e de Yoga. Tal raça, de verdadeiros seres superiores ou Elohin, comunicou aos homens “a palavra perdida iniciática”, e de tal modo havia subjugado os elementos, que podia morar indiferentemente, no interior da terra, na água, no ar ou que podia morar indiferentemente, no interior da terra, na água, no ar ou no fogo. Não havia possibilidade humana que pudesse alcançar a referida Ilha Sagrada, salvo por subterrâneos que secretamente conduziam ela. Hoje tais regiões, ao dizer da Doutrina Secreta, estão cheias de ruínas de cidades, de que o homem não se recorda, à maneira daquela encantadora cidade egípcia de Ismonia, onde jazem ocultos inumeráveis rolos e manuscritos, que se julga como tendo sido destruídos pelos três incêndios sucessivos da Biblioteca de Alexandria e onde, no entanto, se tem visto vagar, na solene e silenciosa escuridão da noite, como pequeninas chamas, os JINAS ou gênios do deserto, protegendo tudo contra a invasão dos profanos”.

A mesma H. P. B. assim escreve em “Ísis Sem Véu”:

“O nome “Shamano” serve, na China e Japão, para designar os referidos seres superiores que vivem a vida ascética, afastados nos desertos e nas montanhas sagradas… e aos quais os próprios imperadores iam consultar nos momentos difíceis.
Tais “Shamanos”espalhados __ para salvaguarda do mundo__ por todos os países da Terra… embora ocultos aos olhos dos homens vulgares, são os mesmos conhecidos na Índia, por “todes”. Contra a opinião geral , raça misteriosa de homens, os mais belos da Terra, com a majestade e típica beleza do Zeus grego. Dizemos “adoradores”porque vestem, alimentam e servem a cada “tode” como a um divindade. De estrutura gigantesca, brancos como os europeus, de fartas e crespas barbas e cabeleiras jamais tocadas por navalhas ou tesouras (tal como os Nazarenos da Síria ), formosos enfim, como uma estátua de Fídias ou de Praxíteles, os “todes”recusam –se a se comunicar com estrangeiros. Nunca houve quem presenciasse o enterro de algum deles, e nem foram vistos anciães entre eles. As epidemias jamais os atingiram, embora dizimem os indígenas ali existentes; do mesmo modo que não os atacam as feras e as serpentes. Os “todes”não se casam, e são reconhecidos por possuírem uma compleição particular.

A cada três anos dirigem- se eles a determinado lugar secreto, onde realizam uma espécie de assembléia. Não representam, no entanto, a única tribo misteriosa da Índia. Algumas já foram citadas anteriormente, embora existam muitas outras naquele país, jamais mencionadas!”

Mais adiante, H. P. B. escreve:
“Os “todes”, seres de perfeição absoluta, representam talvez a origem ou semente de uma raça privilegiada que há de vir um dia reinar na Terra, etc…”

E não só na Índia existem tais seres, como também no nosso continente. Os lugares elevados, afastados do mundo, principalmente os altiplanos montanhosos, são os de sua preferência.

Pouco a pouco iremos penetrando nesse extraordinário “Sanctum Santorum”e de maneira gradual iremos deixando cair o véu que encobre tão maravilhoso assunto, intimamente relacionado com a Excelsa Fraternidade que há milhares de anos guarda o seu segredo em terras do Brasil.

Desde que os portugueses aportaram com suas naus às terras brasileiras, que aos seus ouvidos começou a chegar a notícia da existência de uma “cidade misteriosa”, de um lugar , ao mesmo tempo, temido e adorado pelos selvagens, que exacerbou a cobiça de muitos, fazendo-os sonhar com o lendário “Eldorado”. A tradição milenar a conhecia como “A cidade dos Telhados Resplandecendo”, ou ainda, de Manoá, e os índios, contudo, falavam de “Matatu- Araracanga”, um lugar misterioso, guardado por um povo hostil e feroz, constituindo a mais aguerrida nação indígena, cujo nome por si só revela, mais do que possuem revelar outras explicações, o seu papel de guardiões do mistério: Xavantes= Chavantes= chave= Anta- verdadeiro círculo de resistência protegendo o indevassável Santuário.

A cidade dos Telhados Resplandecentes continua, no entanto, tão oculta hoje como outrora, aos olhares indiscretos e à cobiça de aventureiros, encravada,no seio da montanha e, portanto, inacessível aos meios vulgares. Entretanto, o antigas metrópoles de uma civilização hoje extinta, perdidas, tanto no denso emaranhado da floresta, como soterradas sob montões de entulho depositado pela mão implacável dos séculos.

Ninguém poderá negar “a piori”a existência de verdadeiros tesouros arqueológicos em um país como o Brasil, que desde a mais remota Antigüidade vem sendo visitado por árabes, persas, babilônios, fenícios, cartagineses, sumerianos, gregos, etc., e seria de se estranhar que em todo este colossal território, jamais tivesse florescido qualquer civilização, quando aqui mesmo, no lado ocidental do continente, surgiram incas, astecas, maias, quínchuas, etc.

A revista Dhâranâ editada em setembro de 1931, publicou um artigo intitulado “El Dorado”:

“… Era uma vez uma cidade encantada, toda de ouro e prata. Banhava-se um grande lago, cujas águas lhe serviam de espelho, assente em leito de diamantes e safiras. Jamais se soube que dragão tremendo a guardava e a defendia…”

Não só as tradições esotéricas falam sobre a existência desse lugar misterioso, há vários testemunhos dessa realidade, cujos registros remontam desde principio do século XVII, alguns dos quais relatamos abaixo:

– Entre 1620 a 1625, esteve encarcerado na cadeia da Bahia, Robério Dias, aventureiro audacioso e explorador incansável do sertão, que estava sendo, então, devassado pelas Bandeiras Paulistas, na febre de descobrir minas de ouro, de prata e de pedras preciosas. Robério, informou o governador da Capitania, D. Francisco de Souza, que descobrira no interior do Brasil uma grande cidade em ruínas, desabitada de há muito, tão extraordinariamente rica, que tudo nela era de ouro, prata e pedras preciosas: os alicerces, as paredes, os telhados, o lajedo das ruas, os utensílios domésticos, a mobília, etc. – um relato fantástico que nos faz lembrar os contos orientais das Mil e Uma Noites. Dizia-se, Robério, disposto a dar todas as indicações a cerca do local se em troca lhe dessem o título de Marquês das Minas, e uma parte das riquezas encontradas, para dourar os brasões. De tudo fizeram para extrair a confissão de Robério não adiantou coisa alguma, seu segredo morreu com ele na prisão…

– Em data incerta, no século XVII, alguns exploradores aventureiros, de que se compunham as Bandeiras, redigiram um memorial acerca da existência da tal cidade. O documento está publicado nos anais do Instituto Histórico e Geográfico, conforme se lê no “Ostensor Brasileiro”, ano de 1845, página 132.

– Pelas alturas do ano 1767, faleceu no cárcere de São Julião da Barra, perto da cidade de Lisboa, o Padre João Manoel, jesuíta missionário que durante dezoito anos devassou as margens do Rio Amazonas, adquirindo, portanto, largos conhecimentos locais. Este padre escreveu um tratado sobre o Amazonas, existindo publicada apenas a sua quinta parte, que versa exclusivamente sobre as riquezas da flora amazônica e o processo mais adequado para a exploração agrícola das terras. A essa obra, deu o autor o titulo de Tesouro Descoberto no Máximo Rio Amazonas. Na Biblioteca Nacional de Lisboa, entre velhos manuscritos, foi encontrado um fragmento do original perdido, pertencente à terceira parte do referido tratado, versando especialmente sobre as Minas de Ouro, Prata e Diamantes da Região do Amazonas, conforme intitulado pelo próprio Padre João Manoel. Nesse documento, ele faz curiosas referências à lendária cidade:

“Para cima do Rio Negro, ou pela sua altura, ou entre ele e o grande Rio Japurá, se discorre estar o celebérrimo lago de ouro e a cidade de Manoá, por cujo descobrimento se têm cansado muitos aventureiros, porém, ninguém dá com ele, ao mesmo tempo que todos afirmam a sua existência. Um grande missionário jesuíta, que foi fundador de quase todas as missões que há no Rio Solimões e divide este até ao Pong… diz que o lago de ouro se chama Parimá, e que a cidade de Manoá se encontra entre os Rios Urubu e Negro, tendo colhido estas informações dos índios com quem conviveu diariamente. As primeiras notícias que se espalharam sobre o lago Parimá dizem que nas margens, areias, leito e montes abunda ouro; que a cidade de Manoá está edificada na margem do lago, ou muito perto, e que nas ruas, paredes, telhados, mobília e utensílios domésticos tudo é ouro, prata e pedras preciosas, de riquezas imensas, quase inexauríveis.

E nem pareça ao leitor, acrescenta o Padre João Manoel, que é tesouro sonhado o do dito lago, por não se ter até agora descoberto, porque devem saber que os moradores do Rio Amazonas apenas freqüentam as suas margens, e ainda que se alguns têm subido pelos rios, não entram no interior das matas, sob pena de se perderem, por causa do labirinto dos lagos, rios e ribeiros e da inextrincável densidade da vegetação.

Aquele grande lago, que dizem os índios haver no centro dos seus matos, é, segundo alguns, situado não longe da margem do Rio Xingu, e segundo as tradições, a cidade de Manoá fica também próxima, mas os matos são apenas freqüentados por feras e índios bravos, de modo que ainda nenhum português lá conseguiu chegar.”

Disse, também, o Padre João Manoel, que um português penetrou nas matas do rio Xingu e trouxe a notícia de que avistara o lago Parimá e a cidade de Manoá do cimo de altíssimas serras, mas que não pudera acercar-se mais porque fora descoberto pelos índios bravos e só à velocidade do seu cavalo, devera a salvação. Acrescentou que por aqueles lados havia tanto ouro, que estava à flor da terra, mas que por falta de escravos não pudera trazer senão algumas amostras, que expunha aos olhos de todos com quem falava. Este aventureiro cogitava na forma de ir explorar as minas que descobrira, quando adoeceu e morreu. Isto se deu no Pará, cerca do ano de 1640.

– Em 1687, vivia no interior amazônico o sargento-mor Campos, que afirma ter conhecido índios da nação Manoá, que vinham do interior a comerciar, e que, por sua vez, afirmavam ter recebido dos seus companheiros o que expunham ao comércio, por sinal que ostentavam adornos, jóias, toscamente fabricadas com ouro, prata e pedras preciosas. Esses índios diziam que a cidade de Manoá e o lago Parimá ficavam muito no interior das matas, entre os Rios Xingu e Araguaia. Descreviam a região como fabulosamente rica em metais e pedras preciosas.

– Um outro jesuíta, também preso, acusado de ter pretendido insurgir os índios contra a autoridade metropolitana e seus Delegados, Padre Vebentendorf, escreveu e publicou a Crônica dos Varões Ilustres da Companhia na Província do Maranhão e Pará. Esse jesuíta, que era homem douto, especialmente conhecedor do sertão brasileiro, refere-se à existência do lago de Parimá e da cidade de Manoá, mencionando as fabulosas riquezas ocultas, parecendo convencido da realidade de tudo quanto relata.

– Entre os paulista do século XVIII, era corrente a lenda da existência de Parimá e Manoá (que alguns diziam ser antes Macaná), e todos os sertanistas afirmavam que a região devia ficar no centro das terras entre o Araguaia (ou Araranguaya, como eles grafavam) e o Xingu. Aos índios habitantes da região, chamavam de Araés. Um dos mais célebres bandeirantes, companheiro do Cel. Campos, do Anhanguera e de muitos outros sertanistas afamados, foi João de Godoy Pinto da Silveira. Eis o que ele deixou escrito:

“Uma bandeira de 300 armas explorou, em 1756, o Rio Araranguaya, comandada pelo coronel Amaro Leite e pelo major João da Veiga Bruno, com o objetivo de percorrer o sertão dos decantados (sic) Araés, que habitavam para além daquele rio, na altura dos 10 graus, pouco mais ou menos, e onde, segundo antigas tradições do sertanistas paulistanos, existiam enormes riquezas.

Deixando a margem do Araranguaya, esses bandeirantes internaram-se para os lados do
poente, mas encontraram tal resistência dos índios da região, que tiveram de bater em
retirada.

Pouco depois, morreu no sertão o segundo cabo João Bueno da Silva e a Bandeira dissolveu-se, recolhendo-se parte dela à vila Boa de Goiás, outra parte ficou com Amaro Leite, nas minas por ele descobertas e exploradas, e ainda uns restos desapareceram pelos matagais. Sei ainda que mais para baixo das matas dos Tapirapés, pela altura de 9 graus, habitam os índios Guapindayés, que são muito ferozes e perseguem os índios mansos das margens dos rios. O capitão-mor João Lemos da Silva quis conquistar a região, pondo-se à frente de uma Bandeira de 100 homens escolhidos, mas também não foi feliz, desistindo da empresa que reputou superior às forças da Bandeira. Afirmo ainda que o Coronel Bartholomeu Bueno da Cunha, cognominado Anhanguera, e muitos outros sertanistas são de opinião que os Araés habitam para aqueles lados, longe dos rios e em terras extraordinariamente ricas de metais e pedras preciosas”.

Retiramos outro trecho de uma antiga Revista Dhâranâ, nº 77, editada em julho/setembro de 1933, sob o título O Governo Oculto da S. T. B. (atual S. B. E.), onde se lê:
“No entanto, existem outros lugares JINAS em nosso Brasil, relacionados com a Obra em que estamos empenhados: um no sul, cujo lugar e nome não podemos revelar atualmente (em Revelação posterior, JHS apontou Vila Velha, no Paraná) e outro em Mato Grosso, próximo às nascentes do Rio Xingu… cujas diretrizes, ou melhor, linhas geográficas – atravessando o norte boliviano – vão ter à antiqüíssima Fraternidade peruana, na qual sabemos ter estado Helena P. Blavatsky, em uma de suas viagens ao redor do mundo. Com alguém estreitamente ligado à mesma Fraternidade, privou o genial teósofo Roso de Luna quando de sua estada em Valparaíso (Chile), no seu giro de conferências na América do Sul.”

Também sobre o assunto, resumimos uma entrevista concedida ao jornal carioca O Globo, em 1939, pelo Instrutor-Chefe da S. B. E., Professor Antonio Castaño Ferreira (Coluna J do nosso Vem. Mestre), que saiu publicada com o seguinte título: Uma Montanha Sagrada no Roncador, já citada nos Textos Antigos:

“– Baseando-nos na tradição secreta, de que esta Instituição é depositária, para afirmar os fatos estranhos sobre O Roncador, pois estamos ligados espiritualmente a todos os centros místicos do mundo, que conservam, desde a mais remota Antigüidade, uma ciência avançadíssima. Tal ciência hierática e avassaladora pretende abarcar em toda a plenitude de sua intrínseca natureza, a lei que rege a evolução. Por isso a nós outros é concedido o direito de sabermos não só da história de quantas civilizações já floresceram na Terra, como também das que vão surgir no futuro.

–– Todos os grandiosos movimentos históricos e os mais notáveis surtos da ciência e da arte têm recebido o influxo direto daqueles centros. As figuras enigmáticas dos seres que habitam tais centros defesos à vã curiosidade, e que sob a capa de rigoroso anonimato são os verdadeiros inspiradores da humanidade, insuflam constantemente os não menos abnegados vultos humanos que militam os mais lídimos ideais das sociedades. E se por um lado não divulgam maiores conhecimentos é porque os homens ainda não se acham preparados para compreendê-los.

– Ao contrário do que se pensa, eles passam a maior parte de sua larga existência, no seio mesmo da própria humanidade, compartilhando dos seus sofrimentos. Têm os seus retiros, todavia, para onde se recolhem quando terminam as suas missões no mundo. Tais retiros é que são os “centros vedados”…

– Cada um desses largos movimentos raciais tem origem numa região característica, em geral nos grandes planaltos centrais dos continentes. São os postos de irradiação, não apenas das raças conhecidas, mas também das principais espécies vegetais usadas pelos homens na sua subsistência.

– Por exemplo, a meseta do Pamir, na Ásia, é o berço da raça ariana. Ora bem: os modernos pesquisadores ignoravam, até há pouco tempo, que o centro de dispersão do trigo está situado nessa região oriental. Desta sorte, vemos o ária, nos primórdios da história, descendo o planalto para se espraiar pelos vales férteis de Sapta-Sinddhavas, ou seja, a Índia, trazendo consigo um alimento básico – o trigo. Associa-se, comumente, ao vegetal, tão importante na economia dos povos, um animal que, para eles, é quase um “totem” – os árias, com o trigo, traziam o búfalo. Os semitas com a tamareira, acompanhavam-se dos camelos. E os povos de Anhahuac, no México, ao milho aliavam o Covotl. Estribados em nossos conhecimentos, consideramos a região do Roncador como o centro irradiador de portentosa civilização post-atlante. E o aborígine brasileiro originário daqueles recuadas plagas, tem como principal alimento a mandioca, e como “totem”, a anta…

– Todas as civilizações prendem-se, nas suas origens mais afastadas, a um centro orográfico que persiste na história, para uns, e na lenda para outros, como local sagrado onde os deuses se apresentavam, para confiar aos caudilhos da raça as grandes verdade que deveriam perpetuar-se em sua prístina pureza, no âmago das religiões. Assim, o Monte Meru na velha Índia, onde falam os deuses pelos lábios dos sadhus e dos ascetas. O Monte Olimpo na Grécia, que mitologicamente simbolizava também a mansão excelsa dos deuses. Em Mato Grosso se ergue a majestosa “Matatu-Araracanga”, nome que algumas tribos deram à montanha de onde escoavam as águas do Rio das Araras. Os antigos textos orientais chamam-na de “Ararat”, e há documentos que fazem alusão ao assunto em apreço.

– Uma expedição norte-americana estipendiada pela revista The National Geografic Magazine, descobriu no Peru, próximo ao Rio Urubamba, as monumentais ruínas do império inca de Machu-Pichu, otimamente descrito na citada revista. Daí se pode tirar a ilação de que Machu-Pichu se comunica subterraneamente com o Ararat brasileiro ou o misterioso Roncador.

– Os homens da “Bandeira Piratininga” poderão atingir o Roncador, encontrar as reminiscências de remotíssimas civilizações, tal como aconteceu com a expedição americana aludida acima, topar até com grandes seres, falar-lhes, mas os segredos propriamente ditos, do Roncador, e que constituem o cabedal de tradições milenares, e a razão cíclica de existirem centros como aquele, isso ser-lhes-á irredutivelmente negado. (Esta entrevista, como se vê, foi realizada por ocasião da partida da célebre “Bandeira Piratininga”, que se propunha, entre outras coisas, a desvendar a realidade da existência da Serra do Roncador, tida por muitos como uma lenda).”

A força irresistível de nossas imensas florestas, banhadas pelo Rio Xingu, o qual, por sua vez, nasce na Serra Azul, no Estado de Mato Grosso, e que depois de um percurso de 1980 km vai desaguar no colossal Rio Amazonas, banhando toda uma região de lendas e mistérios… onde dizem existir uma cidade maravilhosa”, coberta de ouro e pedrarias, habitada por um povo privilegiado conseguiu atrair, por volta de 1925, um Coronel do Exército Britânico, Sir Percival Fawcett e seu filho, cuja insólita aventura teve por finalidade chamar a atenção do mundo para aquela misteriosa região. Aqueles que durante milênios haviam guardado ciosamente o segredo de sua existência, parecem haver resolvido quebrá-lo, e o fizeram de maneira espetacular, conforme veremos pelos relatos que se seguem.

Uma das primeiras histórias sobre as causas que teriam arrastado Fawcett à aventura foi dada a público pelo bandeirante Willy Aureli, chefe e organizador da já citada “Bandeira Piratininga”, ao qual coube a glória de, arrostando perigos e com esforços sobre-humanos, alcançar a tão decantada Serra do Roncador, provando assim a sua real existência, dada como fictícia, pois jamais fora atingida nos tempos recentes por qualquer outra expedição. Em seu livro intitulado Bandeirantes do Oeste, aquele sertanista dedica um capítulo inteiro ao Cel. Fawcett. Diz ele:

“Foi quando surgiu no meu horizonte o Coronel Sir Percival Fawcett, o homem que até hoje atrai as atenções do mundo civilizado por ter desaparecido misteriosamente quando tentava alcançar a Serra do Roncador e descobrir, conforme ele mesmo declarara, os restos da mitológica Atlântida e um estranho povo que estaria vivendo nos contrafortes e dobras da cordilheira!

E prossegue:
“Aqui se faz necessário um parênteses para esclarecimento do “caso Fawcett”, ainda mais que nesta minha última expedição creio ter descoberto algo importante a propósito, conforme se verá mais adiante.

Sir Percival Fawcett, coronel do exército britânico, figura de grande realce nas ciências de sua pátria, antes de tudo era um místico, destacado para a Índia, quando ainda muito jovem, para lá seguiu em companhia da esposa. Posteriormente teve de se transferir para a fronteira, a fim de guarnecer, com sua tropa, um forte existente na orla do Tibet, a terra dos mistérios. Grande estudioso e pesquisador nato, Sir Percival Fawcett – segundo versão fidedigna – captou a amizade dos monges do mosteiro próximo, onde, mediante a necessária licença do Lama, passou grande parte do tempo em que se manteve na fronteira. Na sublimidade do estudo da ciência pura, decifrando pergaminhos antiqüíssimos, absorvendo pelos olhos e poros, por todos os sentidos tudo quanto era dado constatar a ele, o privilegiado, mais e mais Fawcett se inclinou à crença outra, imantado pelo contato com os misteriosos monges-sábios, desse indevassado território que guarda a virgindade apenas sonhada, por um ou outro explorador mais corajoso.

Certo dia, fizeram-lhe os monges uma profecia: teria um filho varão e esse filho ainda seria rei de uma grande nação desconhecida, sita a oeste do Hindustão, vivendo no recesso de grande cordilheira. Fawcett acreditou cegamente, ainda mais que o correio lhe trouxe, passados dias, a grata nova do nascimento do seu primogênito, o mesmo que como ele desapareceria nos meandros dos cerrados mato-grossenses, em meados de 1925.

A partir de então, dedicou-se Fawcett, à leitura de tudo quanto se referia à África, continente imediatamente a oeste do Hindustão. Interessou-se sobremaneira pelos relatos de Ridder Haggard, famoso romancista inglês, e viu nos livros “As Minas do Rei Salomão” e “O Anel da Rainha de Sabá”, o roteiro certo de uma predestinação!

Não perdeu tempo: escreveu a Ridder Haggard, consultando-o, abrindo-se com ele e, em resposta, soube que essas narrativas que o mundo todo conhece não passam de lendas brasílicas, que ele, o escritor, por ter-se especializado em relatos sobre o Continente negro, transportara para o ambiente africano. Segundo Ridder, essas lendas lhe tinham sido remetidas pelo seu irmão, Sir Haggard, na época ministro plenipotenciário inglês, no Rio de Janeiro.

Realmente, mais a oeste ainda, viu Fawcett, que se encontrava o Brasil, e todas as suas atenções voltaram-se à América do sul, buscando, lendo, pesquisando, em todos os sentidos. Mais tarde, o coronel fawcett, foi designado para servir numa comissão de limites entre a Bolívia, Peru e Brasil. Conforme relato de Charles F. Key, em sua obra “As grandes expedições científicas do Século xx”, Sir. Percival Fawcett, em princípios de 1910, percorreu imensas paragens, explorando toda a região de Caunolican onde, após incríveis aventuras, entrou em contato com os ferozes índios Guarajós, de quem se tornou amigo e entre os quais buscou elementos para pesquisas posteriores. Logo depois, ao regressar à Londres, nesse mesmo ano, assim se exprimia:

“Muito se tem falado na presença de uma tribo estranha,no interior da América do Sul. A comprovação dos fatos é fraca. Contudo, eu encontrei uma dúzia de homens que juram ter visto índios brancos com cabelos loiros. Pessoas que já estiveram em contato com índios selvagens em determinados pontos, afirmam a existência de uma raça de gente assim, com olhos azuis. Esses aborígines tem um nome: são os Morcegos, que caçam à noite e vivem escondidos durante o dia. Tive ocasião de trata, longamente, com alguns dos meus informantes e penso que se pode dar crédito a algumas das suas informações. Ainda há muitas coisas curiosas escondidas nas florestas do Amazonas. Fala-se de velhas ruínas e animais estranhos, e de longas estradas que ainda não foram palmilhadas. Não há dúvida que as regiões inexploradas são fartas de fábulas, mas não devemos esquecer que os Pigmeus da África e o Okapi foram por muito tempo considerados seres lendários “.

Essa declaração, feita em caráter oficial, foi publicada pelo “Geografical Journal”, t. 35, Maio de 1910.

Mais vezes o Cel. Fawcett veio à América do sul, sempre pesquisando, procurando, sondando. O embaixador britânico, Sir O’Connor, que substituíra Sir Haggard, na Capital Federal, também homem estudioso, enviava pormenores e resultados de buscas que fazia ao Cel. Fawcett, com quem mantinha correspondência. De uma feita, Fawcett, seguiu até a serra do Sincorá, na Bahia , onde descobriu em lapa profunda, certas inscrições rupestres, de grande valor para ele. Novas declarações à austera Sociedade Geográfica de Londres. Dizia textualmente, o cel. Fawcett, entre outras coisas: “Existem seres estranhos e insetos fantásticos para o naturalista, e isso é uma razão a mais para não tratar de mito a existência de misteriosos índios brancos. Fala-se de pigmeus da floresta e de velhas ruínas. Perto dos lugares habitados, foram encontradas minas em abandono”.

Cada vez mais persuadido da real existência desses índios brancos com cabelos loiros e de ruínas que ele julgava pertenceram a restos da Atlântida, encontrando estranhas analogias entre os escritos de Ridder Haggard e suas contestações, começou a rebuscar, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, tido quanto era alfarrábio antigo. Depois de longa e estafante procura, certa tarde Fawcett deu com o fabuloso documento número 512. Essa descoberta quase o enlouqueceu de júbilo e há quem se recorde de tê-lo visto pular de contentamento. Copiou minuciosamente o estranho escrito, e sem perda de tempo, rumou para Londres, onde em 1924, fez a solene declaração de ter encontrado o roteiro certo para a maior descoberta arqueológica de todos os tempos! Seu relato impressionou, e sustentado financeiramente pela Real Sociedade Geográfica de Londres e mais pelo filho primogênito e pelo médico Dr. Raleigh Rimmel, aportava pela última vez no Brasil, iniciando a grande aventura, dando início assim a um dos maiores mistérios que ainda hoje como tal permanece, apesar de todos os esforços empregados para desvendá-lo!

Arranjou, aqui uma caravana que o acompanhou até as proximidades de Diamantina, em Mato grosso. Despediu os homens contratados e, com o filho e o médico, internou-se definitivamente, flectindo para a Serra do Roncador, viajando em diagonal N.E.. Em sua última mensagem ao jornal norte-americano “Aliance”, relatava os grandes trabalhos para abrir caminho, assim como o tormento dos carrapatos nos cerrados mato-grossenses. Em fins de maio de 1925 el;e foi visto pela última vez, juntamente com seus dois companheiros de aventura, por um funcionário do Serviço de Proteção aos Índios, a umas vinte léguas ao norte de Diamantina.

O estranho documento que Cel Fawcett encontrou e decifrou ( ele foi o único a decifrá-lo, quiçá a tudo que aprendera junto aos monges do Tibet), era um relato enviado no ano 1943 ao Vice-
Rei da Bahia, pelo chefe de um grupo de exploradores à cata de minas de ouro, relato esse que concluía com um pedido urgente de socorros. Esse documento foi enviado por meio de um índio manso, enquanto que o grupo, formado por seis portugueses, acampava à margem de “um rio grande que corria paralelo a outro rio grande”. Baseavam-se os pesquisadores, em roteiro que certo mestiço deixara, em 1622, ao falecer. Esse roteiro dizia de certas minas de ouro, fabulosamente ricas que ele, o mestiço, encontrara numa “cordilheira de montanhas”no planalto de Mato Grosso. Impressionante se torna o documento quando narra que: “vencidas as montanhas de paredes quase verticais, às suas vistas se descobriu um rico planalto que circundava os contornos de uma cidade erigida com enormes blocos de granito, mas que se achava completamente abandonada”.Aparentemente o local tinha sido atingido por um terremoto. Relata o precioso manuscrito, sobre construções e monumentos encontrados e “que devem datar de tempos bem remotos”. Quem redigiu o manuscrito enviado ao Vice-Rei, completa-o com a cópia fiel de estranhos hieróglifos, encontrados nos umbrais de ruínas daquilo que se lhe afigurou com sendo um templo.

O relato continua dizendo que tinham sido várias minas de ouro e algumas moedas “de ouro estampadas”. O ouro bruto, em grande quantidade, podia ser lavado em rio das proximidades. Insistia o relator na necessidade de ser aprestada uma grande caravana para se aproveitar a imensa riqueza das minas. Acrescentava também que antes de abandonar tão misterioso local, viram “DUAS CRIATURAS DE TEZ BRANCA DE CABELOS PRETOS” a cuja existência naquele planalto “tantos relatos faziam menção”. Das margens do “rio grande”que denominaram Paraguaçu, enviaram o mensageiro. Deles nunca mais houve notícias e jamais foram encontrados!

Era esse o documento que já chamou, anteriormente, a atenção de muitas personalidades nacionais, tendo, em épocas distantes, havido tentativas para se descobrir “o berço dessa antida civilização”de tamanha importância para o Cel Persival Fawcett, que nenhuma dúvida mais teve a respeito da real existência de brancos perambulando pelas ruínas de antiqüíssima cidade! Positivava-se não somente a profecia dos monges, mas também lendas, que Ridder Haggard transformara em maravilhosas narrativas.

Não quis o Cel Fawcett que ninguém mais o acompanhasse, quando chegou aos limites daquilo que se chama civilização no sertão desconhecido. Despediu a todos e seguiu! Sabe-se que, à altura de Batovi, encontrou um monólito com a mesmíssima inscrição contida no documento 512, mas em sentido inverso. Positivamente, ele estava na pista certa!
Paremos aqui tão extensa citação e antes de dar prosseguimento à apreção dos nossos leitores para alguns pontos que merecem destaque:

Entre eles fica bem patente que o Cel Fawcett estava decidido a alcançar a sua meta, sem que dessa aventura participassem muitas pessoas. O fato de despedir todos os seus acompanhantes numa região cheia de perigos e incertezas, ressalta aos nossos olhos. Por outro lado, se compararmos a descrição dos chamados índios “Morcegos”com a quilo que vai relatado antes, a respeito dos “Todes”, teremos muito em que meditar. Embora não tenhamos uma descrição pormenorizada de seus tipos fisionômicos, a similitude de “homens brancos e louros”nos deixa indiscutivelmente intrigados. Fawcett tornara-se manchete nos jornais do mundo inteiro! Estava lançado no tabuleiro das discussões, o enigma de sua aventura! A humanidade civilizada tomava ciência de “ algo”que atraía como um poderoso imã as atenções gerais: esse “algo”era a “Serra do Roncador”, encravada no coração do Brasil.

Há quem afirme que Fawcett, ao se despedir dos amigos em Londres, teria dito: – “Despeço- me para sempre da civilização”!

Várias expedições são feitas para descobrir o cientista inglês e algumas delas desapareceram também. Entre essas figuras aquela de um alto funcionário da United Press, Mr. Horacio Fusoni e um cidadão suíço de nome Rattin que acompanhados de seis cuiabanos e seis paraguaios escolhidos, seguiram o mesmo roteiro de Fawcett e desapareceram até hoje, sem deixar vestígios. O mesmo já havia sucedido anteriormente ao sr. Marquês Albert de Winton, jornalista americano, que também desapareceu juntamente com seus companheiros de aventura.
Durante vários anos o assunto pareceu cair no esquecimento geral, mas vez por outra voltava insistentemente como tema dos jornais, pois várias outras expedições sempre se formavam, tentando esclarecer o mistério.

Entre esses artigos de jornal selecionados um, do qual transcrevemos alguns trechos. Trata-se do depoimento do general Ramiro Noronha, que a 17 de outubro de 1920, encontrou-se com fawcett e seus dois companheiros na imensidão do sertão. Eis o que ele nos relata:

“_ Recordo-me de tudo como se fosse ontem. Era um domingo de sol e eu saía do Posto Bacaeri, atual Simões Lopes, com alguns companheiros e uma tropa de burros, com destino a Cuiabá. Depois que atravessei o Paranatinga, nas cabeceiras do rio Bananal, coisa de 5 léguas, encontrei um grupo estranho. Três homens descansavam à sombra de um lixeira, com dois bois, dois cavalos e dois cachorros. Não podiam prosseguir a jornada àquela altura do dia, porque não se viaja com bois no sol quente.

_ Aí eu parei para ver se podia prestar auxílio. O viajante apresentou-se. Era o coronel Fawcett. Ele queria entrar no sertão, entre o Tapajós e o Xingu. Mandei por isso, que se lhe mostrasse o divisor de águas, do alto do morro Ronuro, que oferecia ótima visão de toda área a percorrer.

O general Ramiro Noronha, que nessa entrevista falava com Brian Fawcett, o outro filho que ficara acompanhando sua mãe, enquanto Jack seguia com seu pai, rumo ao desconhecido, relata mais adiante:

_ Fawcett mostrou-me uma vez uma estatueta de jade, que ele carregava sempre consigo. Já viu alguma vez coisa semelhante a isso? Perguntou-me. Não respondi. E ele então me declarou, sempre segurando a lousa de jade, gravada em baixo relevo, com inscrições no peito e nos pés: isso aqui pertenceu a um índio. Veja os sinais. Já estudei todos ( e mostrou páginas de um caderno, cheias de sinais comparados). Das cinco inscrições, três consegui cifrar.

O coronel Fawcett explicou-me em seguida, que as civilizações vieram do Oriente para o Ocidente. E que havia uma cidade entre o Xingu e o Tocantins. Já tinha mostrado aquela figura a índios de várias tribos. E, cotejando as respostas, chegou à conclusão de que a cidade que procurava ficava para leste (as tribos eram do Guaporé). Obteve confirmação com outros índios (das Guianas) que apontavam para o sul. Traçou o seu rumo na direção das cabeceiras do Xingu, onde se localizaria a cidade oculta. Todos os seus argumentos tinham base científica e nunca ouvi de seus lábios coisas fantásticas.

O coronel Fawcett me segredou, prossegue o general, que aquela estatueta era a chave de todos os seus planos, e a senha para poder entrar na cidade oculta (os grifos são nossos) que estatueta, exerceria poder irresistível sobre os nativos”. (pág. 32)

Antes de prosseguirmos na citação de trechos extraídos desse depoimento do general Ramiro Noronha, que fazia levantamentos topográficos no interior do Brasil, sob as ordens do marechal Rondon seja-nos permitido fazer um ligeiro comentário sobre as declarações acima, a fim de que o espírito de nossos leitores possa melhor compreender aquelas misteriosas palavras de Fawcett.

Todos esses lugares, no qual se recolhem seres da natureza dos “shamanos”ou “jinas” ou ainda sob qualquer outro nome que se lhes queira dar, têm sempre seus guardiões, tanto naturais como artificiais. A literatura oriental está cheia de relatos sobre o assunto, e mais de um peregrino europeu teve oportunidade de constatar, por seus próprios meios, a realidade desta afirmativa.

Isolando-se do convívio humano, esses seres, possuidores de uma Ciência Superior, cercaram-se de todas as precauções para que seus retiros secretos não sejam devassados pela curiosidade e ganância dos homens vulgares. Eles procedem, em relação a nós, da mesma maneira que nós procederíamos se, constituídos em pequena comunidade, tivéssemos de viver rodeados de animais ferozes, sempre à espreita de um momento para nos atacarem.

Tendo atingido um estágio evolutivo que a humanidade somente daqui a milênios atingirá, esses seres estão evolucionalmente para nós, na mesma proporção que nós o estamos para o reino animal. Essa a triste realidade…

Mas… retornaremos o curso de nossa narrativa.

O repórter Ramiro Gurgel, dos Diários Associados, autor da reportagem que estamos citando, ao referir-se à estatueta, diz o seguinte:

“Sobre essa estatueta giram as mais inverossímeis histórias. Morél anota no seu livro uma descrição pitoresca fornecida por um fazendeiro em Cuiabá: Nunca vi o coronel separar-se de uma imagem que tinha cara de tudo, menos de santo! Coisa parecida com aquela, só tenho lembrança de ter visto em almanaque de fim de ano. Era direitinho que nem o signo zodiacal de Virgem. Tinha cara de menino, mas menino é que não era.”

A estatueta, segundo Brian Fawcett, não era de jade como muita gente pensa. Era de basalto negro: uma figura mitológica, cavada numa única peça de uma polegada mais ou menos. Trazia no peito umas inscrições e nos pés, outras. E, como fundo, uns desenhos parecidos com ladrilhos. Devido a seu elevado teor de magnetita, aquele objeto de basalto (ou outro mineral) emitia ondas elétricas e dava um ligeiro choque ao contato”.

E prossegue:

Haggard Jr., filho de Henrique Ridder Haggard, célebre romancista inglês, autor das “Minas de Salomão”, morou muito tempo em Mato Grosso, numa fazenda do interior. Tinha um empregado índio que viera de uma tribo distante e que lhe dera de presente a estatueta.

Haggard Jr., por sua vez, deu a estatueta de presente a deu pai na Inglaterra, e este, como era muito amigo de Fawcett, e sabia do seu interesse por coisas antigas, entregou-lhe a estatueta para estudo.

O índio que trabalhava na fazenda do filho da romancista, certa vez, quando viu a Catedral de Cuiabá ainda em construção, não se mostrou surpreso, e disse que com três dias de viagem de sua aldeia havia edifícios maiores, com luzes que nunca se apagavam de noite.

Sobre os índios “Morcegos” diz o general Noronha:

“De fato, o coronel Fawcett me falou sobre os índios Morcegos. Disse que acreditava na sua existência. Ouvira a tal respeito, informações dos índios. Dava razões científicas em apoio à tese. Quando os índios do litoral mais fracos, foram expulsos para o interior pelos mais fortes, traziam índios presos em subterrâneos, mantidos na obscuridade, para poderem ver à noite, quando montavam guarda aos seus senhores que dormiam”.

A explicação dada acima nos parece muito consistente, uma vez que a modificação da visão normal por esse método dificilmente ocorreria no curso de uns poucos anos. Acreditamos que entre os mistérios do Roncador, esse é mais um que um dia será desvendado e que irá causar, sem dúvida alguma, um terrível impacto. Não percamos de vista, é bom repetir , a descrição que faz H. P. Blavatsky, sobre a misteriosa tribo indiana dos “Todes”.

Deixemos de lado, contudo, esse assunto, e prossigamos na apresentação dos depoimentos que nos foram dados coletar, para ilustrar uma “história” que , para nós tem outra face, e a ela é que dedicamos a nossa atenção.

Em 1º de dezembro de 1951, a conceituada revista carioca”O Cruzeiro”, publicava uma reportagem de Bernard-Claud Gauthier sob o título: “A Verdade sobre Fawcett”. Essa reportagem trazia um relato surpreendente, feito pela Sra. Nina Fawcett, que vivia na Suíça, da qual extraímos alguns trechos que nos mostram haver por trás dos fatos aparentes, a existência de outras personagens que, a seu modo, atuam de maneira diferente. Disse a Sra. Fawcett:

“É possível que muita gente julgue excepcional, talvez mesmo incrível a história de nossa vida. Mas o que vou dizer é a pura verdade. Tenho, atualmente, oitenta e um anos de idade e, quanto mais penso no passado, mais vejo nele a marca de uma misteriosa fatalidade…

Depois de relembrar seu primeiro encontro com aquele que seria anos mais tarde seu esposo, relata madame Fawcett:

“Finalmente, a 29 de outubro de 1890, ficamos noivos. E uma vez, logo depois deste dia, Percy (de Percival, o primeiro nome de Fawcett) contou-me uma história fantástica. Antes de me conhecer, quando servia ele n guarnição de Trincomali, pequenino porto do Ceilão, foi abordado por um desconhecido, que esperava à saída da fortaleza. Era um homem alto e vigoroso, que trazia nos braços cruzados uma estatueta de Buda. O homem se deteve, fez reverência, e entregando-lhe o sagrado objeto, falou com voz forte: Mestre, escutai minhas palavras. Este Buda trará sorte para vós e vossa família, mas é preciso que nenhum criado toque nesta imagem, que deve repousar constantemente sobre um pedaço de seda amarela, cor da divindade. E o misterioso mensageiro afastou-se sem dizer mais nada”.

Depois de recapitular vários trechos de sua vida, Mme. Fawcett chega, finalmente, ao ponto culminante da entrevista. Eis, a seguir, suas próprias palavras, segundo o repórter que a procurara:

“Ficamos alguns meses em Londres. Depois partimos para Marrocos e, mais tarde, para Hong-Kong. Meu marido trabalhava então pra o “Inteligence Service”. Em fevereiro de 1903, tomei o navio para Ceilão, onde havia de nascer o meu primeiro filho. Jack.

Foi nessa época que aconteceu a meu marido nova aventura extra-ordinária. Antes de chegar à nossa casa, quando de sua vinda do Ceilão, encontrou seis astrólogos vindos especialmente do norte da Índia, para dar-lhe uma notícia: Mestre, disseram eles, um grande espírito aproveitou-se dos laços existentes entre vós e vossa esposa, para reencarnar entre vós. Não mais voltareis a Hong-Kong e será aqui, durante as festas de Buda, no dia 19 de maio, que vossa mulher dará nascimento a um menino, que será pai de uma nova raça. Quando crescer, este menino irá convosco para terras longínquas do sul, onde ambos desaparecereis juntos … vosso filho voltará ao seio de sua antiga raça…

Sei que essa história pode parecer absurda – continuou madame Fawcett – eu própria não sei dizer o que ela encerra de verdade. Mas o fato é que foi no dia 19 de maio de 1903 que Jack veio ao mundo. E meu marido, depois de estudar longamente as doutrinas budistas, costumava perguntar-me: Afinal por que será isso tudo impossível?

Depois de alguns felizes anos passados em Ceilão, voltamos à Inglaterra, Fawcett começou a fazer viagens para a Grã-Bretanha, o Peru e o Brasil.

Percy estava na América. Começava a conhecer e a amar essas terras distantes, a respeitar os indígenas que as habitavam. Sabia que era ali que estava escrito o seu destino… Contudo, ao estalar a guerra, voltou à Pátria. Combateu com denodo na França. Terminada a guerra, regressou ao Brasil, levando consigo Jack. Lembro-me, ainda, de suas últimas palavras: Até à vista! Seja sempre alegre!

O repórter que a entrevista forçou uma última pergunta:

Madame, acredita que seu marido tenha morrido nas selvas de Mato Grosso?

Que hei de dizer-lhe? Haveria de responder para provocar um sorriso dos céticos, que continuo em contato telepático com meu marido, e que estou certa de que tanto ele como Jack, estão vivos, que creio nas palavras proféticas dos seis sábios da Índia? Não, direi apenas isso: se amanhã ou depois, vir o coronel Fawcett e nosso filho entrarem pela porta do jardim, não me surpreenderei absolutamente. Direi apenas como sempre: Alô!”

Aqui termina a entrevista de Madame Fawcett, e também praticamente, a história de seu esposo. Mas Madame Fawcett, ao dar-se crédito ao que vamos relatar a seguir, não disse ao repórter tudo o que sabia. Apanhemos novamente o livro “Bandeirantes do Oeste” de Willy Aureli, e transcrevamos mais um trecho do mesmo:

“Agora, para fechar o parênteses, devo dizer da carta recentemente recebida pelo meu ex-companheiro da jornada de 1938, o sr. Heinz Himmelreich, o “Dr. Saúva” do meu livro “Roncador”. Essa missiva, deveras impressionante, foi resposta a determinada interpelação.

Escreveu-a o cientista suíço, Dr. Arnaldo Bachmann, residente em Obern-Hergen, cantão de Zurich, das relações da senhora Fawcett. Essa senhora exibiu-lhe o arquivo do marido e declarou que recebe, volta e meia, correspondência do esposo que todos julgam morto. Disse que o coronel Fawcett se encontra em “zona pátria”, e com ele, o filho e o Dr. Rimmel. Vivem entre os índios Kamayurás (Orizés-Procaizés), e que são brancos. Mostrou, a dama, interessantes fotografias tiradas pelo Dr. Rimmel e que ela recebe “por canais misteriosas”. Um trecho dessa carta diz textualmente: “Eu tenho em meu poder documentos que, se publicados, levantariam tremenda sensação no mundo inteiro! Mas só os publicarei quando da saída de minha expedição. Lady Fawcett não está mais interessada em custear expedições para procurar o marido, pois ela sabe ter Sir Percival Fawcett alcançado todos os escopos e não ter sido morto pelos índios, nem comido pelos cachorros e nem seus ossos dispersados pelos ventos! No decorrer dos anos, chegaram da selva dos Morros Azuis, notícias para a Europa, por caminhos desconhecidos, sem qualquer dúvida, mas originais, de Fawcett está plenamente esclarecido com esses documentos que eu, logo após o começo de minha expedição, vou entregar ao mundo!”

Aí estão um série de depoimentos sobre o “caso Fawcett que tivemos que abordar longamente, a fim de bem elucidar aquelas afirmações aparentemente utópicas, com referência a um Centro Iniciático na região central do Brasil. Não resta dúvida de que são muito estranhos os fatos que envolvem a vida daquele homem singular.

Ao que saibamos, não saiu jamais a expedição programada pelo Dr. Bachmann. “Razões de Estado”possivelmente foram invocadas para que assim sucedesse. O mundo ainda não estaria suficientemente preparado a desvendar um dos mais fantásticos segredos intimamente ligados à história humana e ao seu caminhar evolutivo pela face do planeta. Um mundo fútil, agitado por sucessivas ondas de destruição, ainda não teria suficiente lastro para penetrar na maravilhosa beleza dessa história, talvez relacionada aos fatos que se sucedem hoje no mundo.

Tão logo os homens tivessem perfeito conhecimento de toda a verdade, não tardariam a organizar expedições, não em busca de uma verdade redentora, mas sim, de tesouros, para alimentar as suas ambições pessoais e as suas ânsias de poder e mando.
Devemos contudo concluir esta história! Nem todos os elementos foram apresentados. Prossigamos pois em nossa tarefa.

Aqui faremos um desvio de nossa linha de exposição, abandonando as citações que se referem mais diretamente à “Cidade Perdida”, para fazer uma digressão sobre as possíveis origens desse “cantão”ou melhor, sobre os antecedentes dessa Fraternidade ou Colégio, que ciosamente guarda seu segredo em pleno sertão brasileiro. Para tanto, enveredaremos por trilhas mais obscuras, que fatalmente serão tomadas pelos céticos, como fantasias. É exatamente sob o véu dessa deusa caprichosa que muitas vezes se tem ocultado a Verdade…
Há 850 mil anos A.C. , existia aflorando do mar um imenso continente. Nós os teósofos o chamamos de Atlântida, embora as tradições lhe dêem o nome de Kusha, cujo significado é “inebriado”, “em delírio”, etc; é ainda a planta “Poa Cynosmoides”_ com a qual alguns povos preparam um licor sagrado.

Esse lendário continente, ainda hoje negado por alguns cientistas modernos que parecem esquecidos de que a Terra possui uma história, de pelo menos 4.500.000 anos, segundo as mais recentes pesquisas geológicas, viu desenvolver-se em seu território uma grandiosa civilização, citada em vários textos antigos e até mesmo na Bíblia. A própria lenda do grande Dilúvio a ele está ligada, da mesma maneira que se refere à saída dos semitas do Egito, e à catástrofe do Faraó.

Platão em sua obra “Timeu”assim se refere a esse continente:
“Um dia que o sábio Sólon conversava com os sacerdotes de Saís a respeito da história dos tempos remotos, um deles lhe disse: Oh! Sólon, Sólon, vós os gregos serei sempre crianças. Nenhuma de vós deixa de ser frívolo e inexperiente em tudo que concerne as tradições antigas. Ignorais o que foram aqueles heróis de quem sois a progênie degenerada.

O que vou relatar remonta a nove mil anos. Nossos livros contam de que maneira Atenas resistiu aos ataques de uma potência formidável que, vindo do mar Adriático, invadiu uma parte da Europa e da Ásia, porque o oceano então se podia atravessar com grande facilidade. Em frente às embocaduras que chamais de Colunas de Hercules, existia uma outra Ilha maior do que a Líbia e a Ásia reunidas, e os navegantes de uma e outra passavam até o continente fronteiro que bordeia aquele mar. Nesta ilha Atlântida, viviam reis célebres por seu poderio, e tinham fundado um império que abarcava toda a ilha e suas vizinhanças. Os ditos senhores dominavam a Líbia e o Egito e a Europa até o mar Tyrrheno. Um dia pretenderam subjugar aos povos aquém das Colunas de Hercules, e então foi quando a vossa cidade mostrou todo o seu valor, arrostando os maiores perigos e restituindo a liberdade a todos os povos de aquém.
Os tempos que se seguiram foram caracterizados por grandes terremotos e inundações. No espaço de um dia e uma noite terríveis, todos os guerreiros que haviam chegado até a porta de vossos lares, foram tragados pelo abismo. A Ilha Atlântida desapareceu sob as ondas do mar e por isso hoje não se pode explorar senão o mar que a cobre.

Antes de prosseguirmos apresentando citações sobre a Atlântida, devemos dizer que a tradição oriental sobre o referido continente acredita que ele desapareceu mediante três catástrofes, separadas umas das outras por milhares de anos. O primeiro cataclismo, aquele que submergiu a maior parte da Atlântida, segundo aquelas fontes, ocorreu há cerca de 850 mil anos antes de nossa era. Desse cataclismo, resultaram duas grandes porções que se denominaram Daytia e Ruta, as quais, por sua vez, desapareceram há cerca de 200 mil anos, restando então apenas a ilha de Posseidonis que também desapareceu, porém em época bem mais recente, ou seja, há 9 mil anos antes da Era Cristã. A esta última, possivelmente, é que se referem os sacerdotes de Saís.

O polígrafo espanhol, Dr. Mário Roso de Luna, tratando desse misterioso continente assim escreve:
“Existem livros meramente intuitivos, ou seja, desprovidos do que chama a nossa ciência de “fatos positivos ou experimentais”, que descrevem com preciosa amplitude o nascimento, prosperidade e ruína daquele povo gigantesco. Suas páginas estão implorando um conto épico superior ao Verdaguer, e antes elas empalidecem as formosas páginas do Pentateuco, relatando a passagem do Mar Vermelho pelo povo de Israel, conto simbólico que encerra o mesmo significado esotérico de um povo como o atlante, que atingiu as raias do saber e os abismos da magia negra mais horrenda, e que foi sepultado no mar pelo que se pode chamar “a cólera do céu”.

Tertuliano, Marcelo, Possidônio, Phílon, Ammiano Marcelino, Diasearco, Manethon, e outros tantos, são contestes às revelações dos sacerdotes de Saís. Zoborovoski, em seu livro “L’Homme Préhistorique” demonstra que a geologia do Mediterrâneo está ligada com a da Europa, do Norte da África e leste dos estados Unidos, nas três formações terciárias-eocena, miocena e pliocena.

As relações pliocênicas da Europa e América Setentrional estão fora de dúvidas, com suas espécies idênticas de plantas, insetos, pássaros não imigrantes e peixes de água doce. A etnologia prova a identidade de raça dos guanches dos Cro-magnons canários, de um lado, com os líbios-iberos, nossos antepassados ( o autor refere-se à península ibérica) e do outro com os povos peruanos, mexicanos, vasco-fenícios, etruscos e egípcios, sendo as invasões árias, de época muito posterior. A civilização egípcia e a dos povos americanos, tais como os astecas e incas, guardam pasmosas analogias, como provam as pirâmides ou Câmaras de Iniciação de uns e outros, coisa fora de dúvida, depois dos estudos de Nardaillac, Chatellier e Nevoberry, e sobre os índios americanos os de Bory de Santi-Vicent, Tournefort, Mentelle, Boer e Gafaert, segundo eruditamente se demonstra na obra “Iberos e Vascos”de J.M. Pereira de Lima.

Não é nosso interesse demonstrar a existência da Atlântida, uma vez que disso já se ocuparam sábios de renome. Aqueles que tiverem interesse sobre o assunto, encontrarão numerosa literatura científica sobre ele, sendo que a nosso ver, nenhuma obra mais completa que a do Coronel Alexandre Braghine, intitulada “O Enigma da Atlântida”, na qual o autor reúne vasto documentário fornecido pelas diversas ciências naturais sobre esse tema.

Citações de grande valor fazem referência ao desaparecimento de um grande continente com seu povo. Pois foi há milhares de anos, em razão desse cataclismo que, no coração do Brasil, se firmou a “Fraternidade do Roncador”, em cujas proximidades ainda existem, aflorando , ruínas ciclópicas.

A essa Fraternidade estão relacionadas direta ou indiretamente, os seres conhecidos pelos nomes de Manco-Capac, Bochicha, Sumé, etc; que em épocas diversas surgiram sem que se saiba de onde, entre os primitivos habitantes da América do Sul, todos eles portadores de um novo código de moral e de uma nova forma religiosa, sendo que suas origens são inteiramente desconhecidas para os não iniciados.

Temos consciência de que pouco a pouco vamos ingressando no perigoso terreno da “fantasia”arrostando todos os riscos da incompreensão e da malícia, para que seja justificado o nosso esforço de apresentar aos que nos leram, aquilo que supomos ser a verdade sobre essa misteriosa Matatu-Araracanga, também chamada por outras tradições mais esotéricas, de Ararat, pouco importando a existência de um outro monte asiático batizado com esse nome, para ali trasladado pela imaginação dos povos.

Ararat, como sabemos, é o nome bíblico do monte ou lugar onde encalhou a Arca de Noé ao término do Dilúvio, e nunca será demais repetir que arca, Barca ou Agharta ( mundos subterrâneos) são nomes que se equivalem. Por outro lado a palavra Noé, lida anagramaticamente nos dá Eon, com o significado de “principio de vida”, quem diz princípio de vida, diz “semente”, na razão do lema “SPES MESSIS MNIN SEMINE”

Antes de hecatombe que abalando os fundamentos do globo terrestre, apagou do mapa o grande continente Atlante, a boa “semente”recolhida nesse continente “encalhou” em terras brasileiras, em uma espécie de “ilha”que não pereceu, um lugar onde, por força do destino ou da lei, se recolheu há milênios essa semente extraordinária inca-tupi, destinada a germinar no continente sul-americano, em dias não muito distantes, tendo como centro irradiador o Brasil.

Ao leigo não acostumado a este assunto, tal afirmativa parecerá absurda, mas se recapitularmos a História, encontraremos ali registrado o aparecimento de vários ramos raciais que surgiram na face da Terra de maneira absolutamente inesperada. Só para citar fatos mais recentes, pedimos que se verifique a súbita chegada dos chamados “bárbaros”na Europa. Em uma determinada época, começaram a aparecer em ondas sucessivas os teutões, os francos, os saxões, etc;sem que antes se tivesse tido notícias desses povos. O mesmo ocorreu em tempos mais remotos com os gauleses, celtas, cários, tupis, etc; que vindos não se sabe de onde, expulsam os povos autóctones ou os absorvem, e com eles, seus hábitos e costumes, formando novas sementeiras, nas quais imprimem sua características próprias.

Nem todos os capítulos da história humana já foram escritos e muitos ainda aguardam o momento de ser lidos.

Não queremos dizer que de uma hora pra outra o nosso país se visse invadido por uma horda de “bárbaros”saída do Roncador. Nada semelhante nos passa pela cabeça e quando nos referimos a “sementes”queremos com isso exprimir “consciências imortais”que se humanizarão, e com sua presença irão imprimindo no seio do povo etnicamente preparado, em razão do caldeamento de raças que aqui existem, as características dessa raça do porvir.

No Brasil existem remanescentes de quase todos os grandes povos que habitaram, nos milênios passados, o nosso planeta. Aqui jazem remanescentes de etruscos, pelasgos, egípicios, fenícios, babilônicos, persas, etc; para não falarmos nos atlantes, cujos descendentes degenerados podem ser encontrados em tribos perdidas na imensidão do nosso território.

Poderíamos nos alongar em citações que comprovam esta nossa assertiva, porém ela foge aos limites deste trabalho. Dia chegará em que se estudará convenientemente a história dos vários ramos raciais que povoaram o Brasil desde tempos remotos e nesse dia então iremos realmente compreender que no âmago das lendas e tradições dos seus remanescentes repousavam verdadeiros tesouros históricos. O Brasil é um imenso canteiro de povos e aqui se deu e ainda se dará uma imensa miscigenação, da qual surgirá aquela raça cósmica a que se referiu intuitivamente o sociólogo mexicano José de Vasconcelos, quando ao visitar a nossa pátria assim se exprimiu: “É dentre as bacias do Amazonas e do Prata, que surgirá a Raça Cósmica, que realizará a concórdia universal, pois será filha das dores e das esperanças de toda a humanidade”.

Publicada na Revista Dhâranâ, edição nº 5, 1979. Coordenação da matéria: Dirce Bonfá

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4 respostas para Brad Pitt vai interpretar aventureiro que desapareceu na Amazônia-Cel.Fawcett- em 1925 – Este mistério liga a história do Brasil com a verdadeira história contada de antes do descobrimento pelos portugueses e guarda aqui um do selos

  1. Gunther Hoffmann disse:

    In 1959, I traveled the Rio Araguaia and met Herr Himmelreich, who owned at large fazenda on the river. I would very much like to know the where abouts of Herr Himmelreich. He was a very good friend I lost contact with.

    Gunther Hoffmann in WA State, USA

  2. Os geoglifos da Baleia e o Gato,Serpente,esta mais para lenda da Cidade Z
    No meu Blog tem imagens deles.

    Não divulguei ainda as coordenadas desse sitio,
    Estou ainda fazendo pesquisa em campo.

    http://eldorado-paititi.blogspot.com/

    Se estiverem a fim de informação entre em contato comigo

  3. Percy Fawcett a Expedição dele em 1914 passou pelo Rio Colorado-Mequens, Passou perto do Portal Serpente-Jaguar-Condor -12.746512,-62.30381,e foi em direção ao
    leste passou perto dos Geoglifos Baleia eo Gato,(região de cavernas onde os indios comem morcegos) e foi mais ainda,proximo ao Posto telegrafico José Bonifacio encontrou os Indios anãozinhos(confirmada na ultima Expedição de Gilberto Glowasky) na Região do Rio Colorado e Consuelo tem um chapadão possui um(disco Solar,Registro de Constelações Incas e a Piramide do Condor mais detalhes em meu Blog)

    http://eldorado-paititi.blogspot.com/

    Em meu blog tem a imagem de satelite das constelações inca
    que chamo de Via láctea (Disco solar ?)

    As constelações estão agrupadas e a ultima a direita e a constelação Atoq-Fox El Zorro

    que segundo o site http://qoyllur.blogspot.com/2009/10/un-zorro-en-el-cielo.html

    esta relacionado com o diluvio e e o alinhamento Solar

    Localização dos Geoglifos

    Lagoa de Paititi
    Serpente-Jaguar-Condor -12.746512,-62.30381
    Condor Perto do Rio Guapore -12.890796,-62.512207

    Pirâmide do Condor- -12.392988,-62.173347

    Constelações da Via Láctea

    Mais visíveis llama ,llama baby,condor,jaguar,rosto
    -12.350566,-62.193518

    Buraco negro -12.357274,-62.21077

    Perdiz-12.34629,-62.180386

    Sapo -12.338493,-62.159357

    Escorpião -12.337822,-62.13644

    Fox-Atox -12.338409,-62.123823

    Criador-Sol -12.341176,-62.253857

  4. Adriana disse:

    Olá Atma, anjo!!!

    Hummm… bem curioso este texto… Adoooooooooro esse clima de mistério…rs…rs… Mas falando serio!!!

    Quem nunca se viu fascinado pelos filmes do indiana Jones, em volto com as suas aventuras e casadas por cidades e civilizações perdidas, cheias de mistérios e muitos tesouros???

    É engraçado como a arte imita a vida, ou será, a vida que imita a arte?!!!

    De qualquer forma é necessário reconhecermos que existe algo grandioso a ser desvendado para o homem, sobre esses locais sagrados.Algo que venha a acrescente a humanidade o real sentindo da sua existência. “Desde os primórdios até hoje em dia”…rs…rs…

    Inté…

    Beijinhossss
    Adri

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