Santa Catarina é exemplo do que pode ocorrer no futuro?

Expectativa é que eventos climáticos extremos se tornem mais freqüentes, dizem os especialistas.

“Não poderia ser mais pessimista a expectativa dos pesquisadores, mas até quando vamos continuar falando sem que medidas concretas e realmente avassaladoras sejam tomadas pelos países? A cada catástrofe tudo é colocado como fato isolado, sem comprovação com o todo do “global warming”.


O Protocolo de Kyoto que sequer foi assinado por todos e muito menos cumprido e antes mesmo de vencer o seu prazo em 2012, já se fala em medidas mais amenas por parte dos governos. Acho que todos esperam que pelo menos 1/3 da vida do planeta desapareça para depois pensar em medidas verdadeiras para estagnar o aquecimento global, quantas vidas isto custará?

Li um depoimento de um sobrevivente de Santa Catarina no qual a pessoa perguntava, me meio aquela dor e sofrimento: onde está Deus? E embora possamos compreender este grito de dor e sem diminuí-lo de forma alguma, preferimos perguntar: onde está o seu semelhante? Somos nós? Estamos mesmo preocupados e agindo sobre esta questão climática?”

Em todas as filosofias e crenças religiosas a dor faz parte do aprendizado e da evolução, então a pergunta também é: Ela tem que se espalhar (a dor) para todo o planeta para que de fato signifique alguma lição para os humanos, não bastam só alguns?”

Eis a notícia:

A tragédia climática de Santa Catarina até pode estar relacionada ao aquecimento global, mas os cientistas ainda não têm evidências desta ligação.

Sabem, no entanto, que já é necessário se preparar para lidar com eventos extremos como esse. Tanto enchentes como seca, frio e calor. Esses fenômenos podem se tornar cada vez mais freqüentes daqui para frente. Não só em Santa Catarina, mas em todo o País.

Cautelosos, os cientistas esperam mais evidências para poder dizer se o aquecimento influenciou as tempestades catarinenses. “A causa de um evento extremo dificilmente poderá ser atribuída unicamente ao aquecimento global por causa da grande variabilidade climática da região. Mas há uma grande probabilidade de que as chuvas extremas tenham sido exacerbadas pelo aquecimento global”, diz Maria Assunção da Silva Dias, diretora do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe.

“Possível, certamente é (que ela tenha sido causada pelo aquecimento). Entretanto, não temos como mostrar inequivocamente que um determinado fenômeno extremo, como esse caso de Santa Catarina, tenha sido causado pelo aquecimento observado até o momento. Teríamos de ter uma sucessão de eventos extremos, com frequência maior que a habitual para atribuir o evento ao aquecimento global”, explica o climatologista Pedro Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Climáticas da Universidade de São Paulo.

Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pondera, no entanto, que nos últimos dez anos tem ocorrido um aumento da intensidade de secas e de chuvas na Região Sul, na comparação com um período de 50 anos de observação. “E o aumento da intensidade de secas e de chuvas é uma das características de um planeta em aquecimento”, explica. “Não podemos descartar uma variação climática natural, claro, mas tá com um jeitão de efeito do aquecimento. Não é absurdo colocar como hipótese, pode ser.”

Segundo ele, em um planeta mais quente é de se esperar que os eventos extremos sejam cada vez mais aguçados e mais freqüentes. “Deve ser característico ter em um ano seca intensa e no seguinte uma inundação sem precedentes. Em um período de dez anos a tendência é vermos menos anos com temperaturas e chuvas dentro da média. O clima vai variar muito mais, subindo e descendo rapidamente.”

Com base nos estudos atuais, Pedro Dias afirma que o aquecimento global deve levar a um aumento do risco de eventos extremos em todo o País e os efeitos devem começar a surgir no decorrer deste século. “Muito provavelmente, já nas próximas três décadas”, diz.

Independentemente de ter sido provocado pelo aquecimento global ou não, Maria Assunção ressalta que o caso de Santa Catarina deve ser encarado como lição, visto que ele pode ocorrer de novo. “Se queremos nos preparar para o futuro temos de aprender com o presente. Eventos como esse devem ser vistos como um treinamento”, afirma. Ela reforça, no entanto, que não basta prever o evento extremo, é preciso prevenir-se contra os seus possíveis efeitos.

“Nesse caso específico, o deslizamento de encostas foi um fator predominante responsável por muitas mortes e danos materiais. Esse deslizamento é resultado de vários fatores, como o desmatamento e a urbanização das encostas, sem zoneamento, sem obras de contenção. Investimentos nessa área devem ser constantes”, complementa a pesquisadora.

Herton Escobar e Giovana Girardi do

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081205/not_imp288731,0.php

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