Quase um bilhão de pessoas passam fome no mundo, diz FAO – 09-12-2008

Esta notícia divulgada pelo portal O Estado apenas confirma mais uma vez que a economia mundial realmente trilha caminhos falsos estruturalmente, visto que ao invés de ao longo dos cinqüenta últimos anos diminuir as diferenças econômicas e sócias, elas ano após ano vem se agravando.

A despeito do avanço das ciências que foi mesmo incrível nas ultimas décadas com a ajuda também da evolução dos PCs, da globalização, do aumento da consciência planetária, da evolução das pesquisas sobre o meio-ambiente, da luta das ONGs pelo fim da caça de animais em extinção e tudo o mais, vimos paralelamente crescer as desigualdades sociais no mundo todo, inclusive nos países ricos, onde os salários dos trabalhadores da base industrial diminuíram forçados pela concorrência mundial.


Tudo de ruim que vinha ocorrendo, mesmo que alertado por vários cientistas e economistas, era sempre minimizado pela alegação que se tratava da lei de mercado. Mas o que é mercado? Pra que serve o mercado? Quem faz parte do mercado? E possivelmente a pergunta mais correta: Quem é o mercado?

Mais uma vez os sábios tecnocratas se justificam (ou não sabem mesmo e são manipulados sem consciência disto) em argumentos darwinistas de que somente o mais forte deve sobreviver na economia.

Entretanto, me desculpem, mas Darwin jamais falou em economia. Deveríamos todos ter discutido mais Keynes ainda na década de 50 passada. Hoje é claro, tudo é favas contadas. Sabichões!

Mais do que nunca, diante desta crise econômica que tende a se alastrar mais ainda, necessitamos de re-criar um novo humanismo globalizado e estruturar novas bases econômicas que visem a beneficiar o único e verdadeiro componente do mercado: o ser-humano, e seja ele do Quênia, país natal do pai de Obama, ou mesmo de qualquer outro país do mundo!

Quem viver verá se a humanidade conseguirá no futuro vencer esta que será sem dúvida a maior prova de sua capacidade de superar os obstáculos que hoje parecem intransponíveis.

Eis a notícia da FAO:

Estudo divulgado nesta terça-feira em Genebra mostra que número de miseráveis cresceu 40 milhões em um ano.

A crise financeira ameaça quebrar safras e deve aumentar a fome no mundo. Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação FAO divulgados nesta terça-feira, 9, apontam que 963 milhões de pessoas passam fome no mundo a cada dia, um número recorde. No primeiro semestre do ano, o problema foi a alta nos preços dos alimentos. Nos últimos meses, o problema é a recessão.

Em apenas um ano, 40 milhões de pessoas passaram a fazer parte da população mais miserável do mundo e que não consegue sequer se alimentar. A crise atual pode agora fazer com que as safras dos países mais produtivos sejam reduzidas, agravando ainda mais o problema da fome.

“Para muitos, comer de forma adequada é um sonho”, alertou a FAO. Desde 2005, o número de famintos aumentou em 75 milhões de pessoas. Para o diretor da FAO, Jacques Diouf, a meta de cortar a fome pela metade no mundo até 2015 está se tornando uma meta cada vez mais distante. “Essa realidade não pode ser aceita”, afirmou Diouf. Trabalhadores rurais sem terra e as mulheres são as mais afetados.

Para Diouf, essa “catástrofe” seria resolvida com investimentos de US$ 30 bilhões ao ano por parte dos países ricos nas economias mais pobres. Segundo ele, o volume é apenas 8% do que os países ricos gastam anualmente em subsídios para apoiar seus próprios agricultores. “US$ 30 bilhões não é nada comparado com o que foi gasto pelos países ricos para lidar com a crise financeira”, alertou. “Não acho que isso seria pedir demais”, disse.

Para a FAO, os subsídios existentes nos países ricos não podem gerar a fome nos países em desenvolvimento. “Precisamos nos perguntar: qual é a prioridade na comunidade internacional”, questionou Diouf. Crise – Na avaliação da entidade ligada à ONU, a crise financeira pode aumentar ainda mais a fome no mundo. “O preço dos alimentos caiu nos últimos meses.

Mas essa redução não acabou com a fome”, afirmou Hafez Ghanem, executivo da FAO.

Notícia de Jamil Chade – de O Estado de S. Paulo

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco291072,0.htm

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