Ambientalistas criticam impasse em acordos sobre clima e criticam países ricos

Brasil, no entanto, foi elogiado por ser um ‘país progressivo que tem avançado barreiras’

POZNAN – Ambientalistas se mostraram desapontados nesta terça-feira, 2, com alguns dos países mais ricos do mundo. Para eles, essas nações não se mostraram até agora capazes de assumir compromissos importantes na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas.

Alguns dos ativistas culpam o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por evitar o progresso nos primeiros dias na conferência de duas semanas na Polônia, iniciada ontem. Mais de 190 países discutem formas de combater a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Os ambientalistas alertaram para o risco de fracasso da conferência, dizendo que os países industrializados estão resistindo em estabelecer metas de longo prazo para o corte nas emissões de gases estufa a não ser que os países em desenvolvimento façam o mesmo.
Savio Carvalho, da Oxfam International, disse que uma aliança de grupos ambientais estava “bastante desapontada” com países industrializados, como os EUA, e com produtores de petróleo, como a Arábia Saudita.
Carvalho disse que há uma falta de confiança geral entre países desenvolvidos e em desenvolvimento nas conversas. Ele pediu que os Estados Unidos, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia concordem com as políticas que diminuam sua dependência de combustíveis fósseis e pediu que dividam tecnologia como os países subdesenvolvidos, para que eles também possam diminuir suas emissões.
Apesar disso, o secretário-executivo da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, se disse satisfeito com o ritmo das conversas. As negociações seguem até o dia 12.
No entanto, Carvalho elogiou o Brasil, que disse que “é um país progressivo que tem avançado barreiras.”
O Brasil anunciou na segunda-feira, 1º, uma meta de diminuição significativa no desmatamento da Amazônia até 2017. Cientistas dizem que isso pode reduzir o aquecimento global.
Alden Meyer, da Union of Concerned Scientists, não acredita que uma visão comum para um acordo vá emergir de Poznan porque a administração Bush “se recusa a colocar qualquer meta para 2020.”
Meyer disse que os países industrializados precisam cortar as emissões, transferir tecnologia e ajudar a criar o fundo de adaptação. “Essa é a visão comum”, disse.

Notícia publica no portal
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger287232,0.htm

Comentários:

De qualquer forma, fica o registro na história desta maneira desanimadora em que os países mais poluidores do mundo encaram a questão do “aquecimento global”.

Ambientalistas e pesquisadores do mundo todo tem alertado para a grave crise climática que atravessamos, mas o temor de que medidas mais contundentes para evitar o agravamento do “global warming” causem mais problemas econômicos é maior que o medo de que conseqüências graves podem ocorrer num futuro próximo.

O que realmente devemos temer mais: crise econômica ou a crise climática?

Ambos trazem conseqüências desagradáveis, entretanto a crise econômica pode ser resolvida ou contornada com a boa-vontade e solidariedade entre todos os cidadãos e países do planeta. Mas a crise climática, com possíveis e matemáticos resultados futuros é mais grave na medida que quando a natureza trouxer todos os desconfortos com secas, inundações, quebra de safras, terremotos, tsunamis, furacões, doenças graves, fome e miséria, serão de forma contínua e poderá ocasionar processos de morte em massa e sofrimentos incomuns na história da humanidade.

E não dá para conversar com a natureza e pedir uma trégua, uma pausa, uma suavização, um prazo maior para se adequar a situação. Acho mesmo que o homem está em franca colisão com a natureza e desejam mesmo enfrentar as conseqüências, quaisquer que sejam elas no futuro.

Este terrível enfrentamento de um lado vai parecer muita coragem, mas por outro, vai mesmo parecer um terrível engano, uma terrível escolha para as populações, uma opção verdadeiramente burra e insana.

O evento climático em Santa Catarina pode mesmo não ser nada ocasionado pelo agravamento climático no mundo, ou pode mesmo ser apenas a ponta de vários outros acontecimentos que se seguirão por todo o mundo pelos próximos dez anos, vinte anos, trinta anos, quem sabe? Afinal, ainda não sabemos conversar com a natureza e perguntar:

– Cara, como que você está? Vai mais uma poluiçãozinha aí? Guenta a mão, que espero diminuir esta destruição em seu corpo lá por volta de 2050, ok? Até lá, vai se virando aí.

Espero que se de fato os modelos climáticos que trabalham com margem de ocorrência superior a 50% estejam errados, todos eles, as centenas deles. Entretanto, se estiverem certo, espero também que ninguém fique pedindo “pelo amor de Deus!”

Ora, ora, ora, se nos fazemos surdos agora, certamente ouviremos sua surdez amanhã também, e não é esta a lei de Deus para os homens na Terra: “olho por olho e dente por dente?”.

E se de fato no futuro muitos de nós tivermos que chorar, por favor, nos lembremos de não colocar Deus no meio dessa história ou estória toda. O que ele tem a haver com tudo isto que o homem anda fazendo?

Atama Moriya em 03-12-2008.

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