BRASIL, LÍDER MUNDIAL A PARTIR DESTE NOVO MILÊNIO E OS MISTERIOS DA PEDRA DA GÁVEA E A MISTERIOSA EL DOURADO

A análise a seguir apresentada não tem o fim específico de estabelecer uma verdade e nem mudar a história já escrita, mas apenas um enfoque um pouco mais amplo sobre a história do Brasil e seus desígnios como condutor do final da raça ariana atual.

Não há nada absolutamente provado posto que a história futura depende também das ações dos homens no presente e a cada presente. A história passada fora dos livros de história e embasada em dados que permanecem ocultos ou desconhecidos e, portanto, não oficiais de todo, podem apresentar dados passados que talvez nos ajudem na compreensão dos nossos destinos e seguramente, em algum tempo a frente, o seu resultado no sentido indicativo de um futuro acontecimento também poderá ser comprovado ou não.

O início

Durante muito tempo e ainda nos dias de hoje é ensinado na História do Brasil que Pedro Álvares Cabral, foi o grande navegador e descobridor do Brasil, e que o nome dado a nova Terra seria oriunda de uma árvore chamada Pau-Brasil, numa viagem feita quase ao acaso, seguindo possíveis orientações de outro grande navegador, Vasco da Gama.

Ampliando esta visão, pretendemos mostrar a seguir, e sem ofendas a nenhum historiador ou críticas aos seus trabalhos, posto que nossos dados principais foram colhidos em escolas esotéricas e abrangem conhecimentos considerados ocultos também, e portanto não disponíveis à ciência histórica, que o nosso pais é, desde há muito tempo, a terra prometida, o pais do futuro e celeiro (sementes) da humanidade a se estabelecer neste primeiro século do milênio!

Notas:

Anteriormente apresentei este resumo em 2003, e ora faço uma nova revisão e republico com a ressalva que se trata de um ensaio de caráter pessoal e uso restrito, sem cunho científico, mas esotérico no sentido mais amplo, ou com base na ciências das idades que ainda é transmitida a poucos, por isso desconhecida ainda da maioria das pessoas.

Portanto, não se deve acreditar no que consta aqui, mas também não devem desacreditá-lo totalmente, porque pode mesmo conter verdades passadas e futuras.

Sabemos que estamos em mudança de eras (de peixes para aquários), e juntamente com ela estamos em mudança de século e mudança de milênio também. Ciclicamente a história mostra que sempre que isto ocorre mudanças radicais acontecem e estas mudanças podem estar ocorrendo neste exato momento.

Aproximadamente 96% da população mundial acredita mesmo na existência de um Criador, seja ele qual for em sua crença religiosa ou espiritual, e em assim sendo, poderia esta maioria estar enganada em uma crença que embora apenas intuitiva vem norteando os caminhos e os destinos do homem sobre a Terra?

Assim não creio também, e mais, creio como a maioria que o Criador ou Deus não abandonaria sua própria criação para o que der e vier, mas sim, que sabiamente, o tempo todo guia a humanidade para cumprimento de seu destino final, qualquer que seja ele na mente de cada um.

Não há demérito algum quando estabelecemos algum tipo de conclusão sobre estas questões, afinal somos finitos e limitados, e por esta razão não temos condições de definir o infinito representado pelo Criador. Mas pensar e compreender mesmo que parcialmente a cada tempo é uma capacidade que devemos desenvolver até para que possamos dar sentido a nossa própria existência passada, presente e futura. Portanto, não devemos nos importar com nossos erros que são muitos ao longo de uma vida, mas nos valorizarmos intimamente com os nossos acertos, mesmo que poucos.

O conhecimento antigo da Terra Redonda

Hoje sabemos, graças a diversos historiadores, pesquisadores e arqueólogos, em pesquisas realizadas notadamente à partir do sec. XVIII, de que havia algo de suspeito nos boatos desorientadores que circularam na Europa de que a Terra era quadrada! Informações falsas já que os gregos no sec. IV AC, através de trabalhos notáveis de Dicearco de Messina, Erastótenes e Hiparco calcularam o raio da Terra e estabeleceram regras pitagóricas, anterior aos cálculos de latitude e longitude atuais, de representação plana da superfície da Terra.

Durante cerca de 1000 anos, houve um período de retrocesso nas navegações em função da invasão dos muçulmanos e a conseqüente queda do Império Romano, mas posteriormente com a retomada de Jerusalém, volta-se a correr boatos sobre outras terras a oeste do Atlântico, conhecida pelos fenícios há cerca de 3.000 AC por “Ball ou Barr Ilu” cujas palavras significavam o “Continente de Deus”.

Aliás, o próprio Oceano Atlântico ganhou este nome, ao que consta, em homenagem a Atlas, Rei Fenício na Líbia, sendo que anteriormente era chamado de Oceano “Mirubi” e também de O Grande Oceano.

A respeito, há muitos livros e pesquisas arqueológicas realizadas, inclusive o nome Amazonas (guerreiras) teria sido dado pelos fenícios quando se estabeleceram naquela região ou pelos vikings oriundos da misteriosa Tihaunaco na Amazônia. De ressaltar, entretanto, que estamos nos referindo há tempos muitos antigos, muito antes do ano um, portanto, não guarda relação alguma com a situação atual da civilizações que hoje estão estabelecidas, posto que as possíveis antigas a que alguns pesquisadores se referem já deixaram de existir há milênios, e eventualmente apenas os nomes foram aproveitados.

Não é foco deste relato apresentar todas as pesquisas já realizadas e constantes de livros e provas arqueológicas. Quem quiser poderá procurá-las e as encontrará em bibliotecas e museus do mundo todo e alguns documentos estão disponibilizados na rede mundial da internet. Portanto, aquelas aqui citadas tem o intuito apenas ilustrativo da história em si para alicerçar umas das maiores Profecias que é o surgimento do Povo de Deus nas terras da hoje América do Sul, mais precisamente no Brasil central, próximos dos pararelos 15º e 20 º.

Fato que nos interessa deixar claro é que por aqui estiveram diversos povos, pelasgos, cários, vikings, gregos e notadamente os fenícios, posteriormente a grande mudança climática e geográfica ocorrida entre 12.500 e 9.500 AC, que culminou com o desaparecimento dos últimos Atlantes, raça antecessora dos atuais arianos ou aryanos.

Dos Atlantes restaram apenas relatos e estes relatos nos falam de maquinarias de tecnologia avançadíssima que foram deixadas em alguns lugares do Planeta e que quando fosse chegada a hora estes equipamentos seriam “descobertos” ou desvendados pelos seus atuais guardiões.

Mais próximos do ano zero (apenas referência) encontramos os fenícios possivelmente à partir do ano 3000 AC, os quais primeiramente batizaram nossas terras como Terra de Deus (Baal Ilu) e o porque do nome vamos deduzir nas narrativas que se seguem.

A história ou estória como preferirem

Se os primeiros cartógrafos do Planeta foram os fenícios, isto não podemos afirmar, mas podemos afirmar que já naquela época tinham desenvolvido a navegação de longas distâncias em oceanos, utilizando-se de grandes embarcações para até 500 tripulantes e suas grandes viagens eram sempre marcadas por incríveis frotas navais de 50 a 60 embarcações. Não era um povo guerreiro, mas sim mercadores hábeis, tanto que já tinham atingido e estabelecido postos de administração na Costa da África e praticamente toda a costa da Europa. Habitualmente absorviam as culturas e costumes locais sem impor as suas, em perfeita harmonia. Há relatos de descendentes fenícios até no Norte da Europa entre os Celtas e inclusive o sobrenome Brasil, Brazil, Brazile, Basile seria relativamente comum.

Sem dúvida nas grandes viagens recorriam-se de mapas com orientações estelares e conheciam muito bem as correntes do Atlântico Norte e Sul. A história dos mapas é muito longa, mas há diversos pesquisadores que acreditam que os primeiros mapas ou mapeamento da Terra sejam anteriores ao Cataclisma dos Atlantes, tese respeitadíssima levantada pelo Prof. Charles H. Hapgood ao pesquisar no século passado os mapas de Piri-Reis cartografados em 1513 dc, poucos anos após a “pseudo-descoberta” das Américas. Referidos mapas conforme Piri-Reis confessou copiados de outros mapas mais antigos, entre eles, possivelmente os Mappae Mundi traçados na era de Alexandre, o Grande (300 AC) e neles encontramos toda a costa da América do Sul e Norte, bem como até mesmo a localização das Cordilheiras dos Andes, a qual somente veio a ser conhecida oficialmente no Sec. XVIII e o Continente da Antártida antes da era glacial (10.000 AC)!

No texto da Bíblia, no livro de Reis, Cap. XVI encontramos menção a Jethbaal (assim chamado no texto dos Setenta) e Ethball neste versículo: “31 …..ainda mais tomou por mulher a Jezabel, filha de Ethbaal, rei dos sidônios. E foi e serviu a Baal, e o adorou”.

Jethbaal reinou Tyro na Fenícia ou Phenicia entre 887 a 856 AC e seu filho mais velho o sucedeu em 855 AC, e chamava-se Badezyr e por alguma razão deixou o seu reinado juntamente com dois filhos gêmeos após seis anos no poder, deixando para sucedê-lo seu outro filho Mattenes que governou Tyro até o ano 821 AC.

Em missão que permanece desconhecida Rei Badezyr e seus dois filhos, Yet-ball e Yet-Baal-Bel e oito sacerdotes cujo chefe seria Baal-Zin, significando Deus do Fogo e da Luz, mais de duzentos membros da elite, mais tripulação e soldados fizeram a grande viagem ao nosso continente, o qual já era de conhecimento dos fenícios de vez que havia em nossas terras diversos postos de sua administração. Pesquisadores admitem que os fenícios aqui permaneceram por vários séculos, realizando várias viagens neste período e somente interrompendo o intercâmbio após a queda de seu governo em função da vitória e domínio de Alexandre em 300 AC.

Sabe-se que para Badezyr e sua corte era uma viagem de imigração definitiva, daí porque muitos historiadores imaginam que teria sido exilado em nossas Terras, contudo, nos parece que se tratasse de exílio seria mais fácil e adequado qualquer ponto da costa africana ou mesmo na costa da Europa e não em território tão distante e pouco conhecido.

O pesquisador alemão Ludwig Schwennhagen estabelece que os fenícios aqui permaneceram ostensivamente por mais de 800 anos, deixando suas marcas e sinais desde as regiões amazônicas até o sul do Brasil, antes da era de Cristo. Há centenas de registros rupestres por todo o Brasil e são alvos de muitas investigações arqueológicas até os dias atuais.

A verdadeira missão de Badezyr permanece oculta, porém, é certo que já naquela época corriam boatos sobre a Cidade de Ouro, que mais tarde ficou conhecida como El Dourado pelos espanhóis que a procuraram exaustivamente sem jamais encontrá-la. É possível que Badezyr tenha tido a missão de encontrar e contatar esta cidade ou de fundá-la. Ocultamente o nome da cidade seria Ibez e sua localização seria próxima ao centro geodésico do Continente de Deus. A continuidade mais recente desta pesquisa se encontra em mistérios através da viagem do Cel. Fawcett e seu filho para o interior do Brasil Central. Nesta viagem teriam encontrado os Xavantes brancos e louros com mais de dois metros de altura e desta viagem jamais retornaram. Há um diário que foi publicado na Inglaterra e posteriormente no Brasil sobre as aventuras do Cel Fawcett que teve como origem suas pesquisas no Mediterrâneo e Índia atrás das lendas sobre a cidade de Ouro e também sobre as minas do Rei Salomão.

Ninguém nunca soube o que ocorreu com os tesouros do Rei Salomão, cuja sabedoria foi descrita no antigo testamento e teve uma vida cercada de lendas, inclusive com a Rainha de Sabah da Etiópia por onde teria estado por longo tempo também. Consta também que ele usava um anel de poder do qual não se desfazia de modo algum, e que este anel após o seu desaparecimento também teria desaparecido já naqueles tempos, e misteriosamente teria surgido novamente nos dedos do Imperador Hailé Selassie da Etiópia no século passado, este também um personagem que é idolatrado até hoje naquele país como um Deus dado o seu comportamento sempre de muita sabedoria, inclusive com belos discursos proferidos na ONU após 2ª. Guerra mundial. Muitos historiadores dão a ele o crédito pelo lançamento à época do movimento da consciência negra pelo mundo.

Mas constam relatos que a Frota Naval de Salomão trouxe ao Brasil os seus tesouros, adentrando em nossas terras em direção ao centro do continente. Por coincidência ou não temos um rio de nome Solimões ou Salomão na região amazônica, uma nova coincidência?

A mais notável prova da viagem de Badezyr encontra-se em inscrições encontradas na Pedra da Gávea e no Pão de Açúcar na cidade do Rio de Janeiro, as quais foram exaustivamente pesquisadas pelo arqueólogo brasileiro Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, que se preparou estudando línguas antigas em Paris e cuja conclusões foram publicadas em 1930 por decisão do Congresso Nacional durante o Governo Provisório de Getulio Vargas (não por acaso um ser especial com uma missão divina).

Segundo o Professor Henrique José de Souza que veio ao mundo complementar o trabalho de Helena Petrona Blavatsky, a Pedra da Gávea na época dos fenícios era um grande Templo, esculpido interiormente e formado por grandes salões e uma infindável rede de comunicações, citada também por Mario Roso de Luna (o mais notável filólogo que mundo conheceu), que une todos os locais iniciáticos e sagrados do mundo, como também para os chamados mundos subterrâneos, onde, segundo as escolas iniciáticas, se encontra a parte espiritual do ser-vivo Terra. Estando a Pedra da Gávea interligada com Shamballa, chacra da coroa e com a misteriosa El Dourado, no interior do Brasil, representando o chacra cardíaco do Planeta.

Considerações à parte, voltemos a nossa narrativa.

Após cuidadosa pesquisa Bernardo Ramos reproduz e decifra a misteriosa inscrição da Pedra da Gávea, como segue (-Cap. XIV – pgs. 436-a/436-v):

TYRO PHENICIA, BADEZIR PRIMOGENITO DE JETHBAAL

Datando-a entre 887 a 856 AC.

Photobucket

Ilustrações em http://www.almacarioaca.com.br
E também em:
http://phoenicia.org/brazil.html
http://www.viewzone.com/gavea.html
http://www.vidhya-virtual.com/vidhya2/gavea.htm

o rosto na pedra da gávea

Texto do site:
“OS MISTÉRIOS DA
PEDRA DA GÁVEA
No alto da montanha
aparece a face de um ancião.
Misteriosas inscrições
completam o quadro.
Seria um elo entre
o presente e o passado esquecido?
Entre São Conrado e Barra da Tijuca uma grande montanha de pedra, com 842 metros de altitude, surge das águas do oceano Atlântico. Sua parte superior tem a forma de uma gávea, muito comum nas antigas caravelas. Daí o nome, dado pelos portugueses: “Pedra da Gávea”. Um observador mais atento notará que esta parte superior da pedra, vista do Leblon, se assemelha a um sarcófago egípcio.
Além da face mais conhecida, voltada para o norte, há uma outra, inacabada, voltada para o sudeste. Por que não foi concluída? A semelhança entre ambas é algo de notável.
Há muitas inscrições que não poderiam ter sido feitas pela natureza. A origem dessas inscrições tem sido motivo de discussões por anos e anos, mas parece não haver um maior interesse em esclarecer a verdade.
Há teorias que falam de um mundo subterrâneo de Agartha, cuja capital seria Shambala. Uma das entradas desse mundo, no Brasil, estaria na Pedra da Gávea. Outra entrada estaria em Sete Cidades, no Piauí, e haveria uma terceira na Serra do Roncador. Dizem que alpinistas viram estranhas luzes esverdeadas no local em que estaria o portal desse mundo desconhecido. As duas entradas principais seriam nos pólos norte e sul da Terra. Mas isso é assunto para ser pesquisado. E você, o que acha?”

foto da pedra da gávea

A viagem de Badezyr e a possível origem do nome Brazil

Certo também que a frota naval que trouxe a comitiva real de Badezyr retornou com a tripulação e parte dos soldados para Tyro com todos os informes sobre a empreitada. Em 1860, arqueologistas franceses descobriram em Sydon alguns artefatos feitos de madeira, a qual após análises provou ser a famosa madeira “quebramachado”, de tom avermelhado, conhecida desde antes de Cristo como “pau-brasil” ou Shajarat Ahmar em arábico.

Os feitos de Badezyr foram devidamente registrados e contados em lendas antigas que circulavam no Mediterrâneo e na Europa, e ao longo do tempo as “terras de badezyr” foram mudando para terras de bazyr, ba’zil, brazil.

Voltando ao tempo de Alexandre, o Grande e à época da descoberta das Américas do Norte e do Sul

A cerca de 300 AC, Alexandre o Grande invade e domina Sydon, Tyro e demais ciades fenicianas e tem acesso aos mapas secretos dos fenícios, os quais ele mandou copiar para os Mappae Mundi. Posteriormente o Império Romano toma o Poder e guarda em segredo a localização das Terras já conhecidas como do Brazil, incluindo-se a costa da América do Norte.

Após a queda do Império Turco, renasce a faina e ambição dos Povos, principalmente os Ibéricos na conquista das novas terras do “Brazil” em busca de metais preciosos. Mas por onde estariam os Mapas que mostrariam a localização da lendária “Terras de Brazil” e de sua madeira vermelha?

Nos meios místicos e religiosos sabia-se que seria o Continente de Deus onde se desenvolveria o verdadeiro Povo Cristão, ensinamentos tidos como secretos à época e somente era obtido de boca a ouvido pelos discípulos.

Os templários

Foi no inicio da guerra Santa que foi fundada a mais fantástica e misteriosa Ordem Secreta, os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou simplesmente os Templários, surgindo em Jerusalém no ano de 1118 d.c. por dois homens fantásticos, Hugo de Payens, Cavaleiro de Burgúndia e Godofredo de Saint Omer. A verdadeira missão dos Templários permanece oculta até os dias atuais, mas certamente não era proteger Jerusalém e as relíquias sagradas. Durante quase dez anos permaneceram quase ocultos, apenas executando rituais metafísicos secretamente, quando finalmente receberam o convite de Bernardo de Clairvaux, fundador da Ordem Cirtecense, para se juntarem aos Cruzados na guerra pela libertação da Terra Santa. A partir de então, o Templários, sob as ordens do Papa, se tornaram a mais poderosa ordem militar da época, cujos membros juravam observar três preceitos: pobreza, castidade e obediência.

A influência e o poder dos Templários cresceram rapidamente ao ponto que em cem anos eram grandes financeiros e banqueiros e donos de muitas propriedades em toda a Europa, emprestando dinheiro a diversos reis. Sabe-se que após cada cruzada amealhavam grandes fortunas e muitos conhecimentos arrebatados dos inimigos. Para os historiadores não resta dúvida que a Ordem foi um grande repositório de conhecimentos e informações secretas na Europa até o ano de 1307, porém, seus segredos somente eram transmitidos a uns poucos membros selecionados e seus ritos religiosos eram secretos e permanecem desconhecidos até hoje. Sabe-se que tinham apenas um Evangelho, o Apocalipse de Cristo, ditado a João Evangelista por Melk-Sedec e Urquemes.

Sabe-se que pregavam o Cristianismo e não exatamente o Catolicismo e sua influências foram decisivas para vários segmentos religiosos e cristãos de toda a Europa nos séculos seguintes.

Finalmente em um conluio entre o papa Clemente V e o Rei Felipe IV, os templários foram traídos e tiveram seus principais membros perseguidos, capturados e mortos e suas riquezas tomadas. A tragédia dos templários culminou quando queimaram vivos seus principais lideres, Jacques DeMolay e Godofredo de Charney em 1311 dc.

Misteriosamente ou com o cumprimento de uma praga de Jacques DeMolay que antes de morrer queimado gritou:

“Papa Clemente, Rei Felipe…Convoco-os ao Tribunal dos Céus antes que termine o ano, para receberem seu justo castigo. Malditos…Malditos..Malditos..Sereis malditos até treze gerações…”, ambos os conspiradores faleceram naquele ano, intimados que foram.

Embora perseguidos, muitos templários escaparam em fugas, até serem isentados de qualquer culpa pelos Tribunais da Inglaterra, Escócia, Irlanda, Espanha e Portugal, bem como na Alemanha.

Em Portugal, os templários eram riquíssimos mas a cobiça da Igreja Católica esbarrou em D. Dinis, que reinava então, o qual com muita sabedoria preservou toda a riqueza e o conhecimento criando uma nova Ordem para abrigar os ex-templários, a Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo a partir de 1318; daí de se supor que parte da missão secreta dos templários teria sido mantida, a despeito do Papa e sua inquisição ao Templários. Sabe-se hoje que pelo menos metade do acervo dos templários incluindo pergaminhos antigos e escritos secretos se encontra em Portugal.

A bandeira da Ordem de Cristo era muito parecida com as dos Templários, sendo a diferença a cor branca no interior da cruz vermelha no formato da cruz de malta. Graças ao poder financeiro desta Ordem, fortuna oriunda dos templários, Portugal viveu o apogeu durante mais de cinco séculos com o financiamento de todas as suas viagens navais na busca de riquezas em novas terras pelos grandes oceanos.

Ilustração da Bandeira da Ordem de Cristo

cruz templária ou Ordem de cristo

As descobertas das Américas

Em 1443 assume a Ordem de Cristo o infante D. Henrique de Sagres, membro ativo da Ordem até então; detinha ele grandes planos e levou avante a missão dos Templários organizando de posse de mapas secretos viagens pela costa da África e particularmente, dando o primeiro passo no investimento da maior frota naval que Portugal já havia visto.

É claro, a construção de tais embarcações levou décadas e ele não viveu para conhecê-la, porém, D. Fernando que o sucedeu levou a cabo a missão.

Neste ponto surgem informações que ocorriam várias reuniões secretas dentro da Ordem de Cristo, na qual teriam participado, Pedro Alvares Cabral, Vasco da Gama e, acreditem, Cristovão Colombo, apesar de italiano e Américo Vespúcio; todos acabam se tornando pelas suas descobertas os maiores navegadores da história.

Muitos historiadores supõem que D. Henrique pôs a mesa os mapas antigos que faziam parte das riquezas dos extintos Templário e pela lógica nada nos leva hoje a crer que tanto Cristovão Colombo quanto Pedro Alvares Cabral navegadores de praticamente uma única expedição fizeram suas incursões ao acaso confiando na sorte, mas ao contrário sabiam exatamente o que faziam.

Cristovão Colombo, por exemplo, voltando de sua descoberta em 1492, dirigiu-se não para a Espanha, mas diretamente ao Rio Tejo em Portugal, para fazer o que exatamente não se sabe ao certo.

Ainda neste período foi celebrado o Tratado de Tordesilhas, dividindo o planeta(?) em duas partes entre Espanha e Portugal, por quê?

Finalmente em 09 de março de 1500 Pedro Alvares Cabral parte com sua gigantesca frota naval composta de 13 naus, várias caravelas e duas embarcações e destino absolutamente certo, tanto que seguiram pelas mesmas correntes do Atlântico pelas quais os fenícios navegavam e exatamente terminaram na costa da Bahia. Alguns historiadores pensam que participaram da viagem bem mais de 1200 pessoas, embora os registros sejam escassos, todavia, levavam também dezenas de obreiros e dezenas de degredados políticos, famílias inteiras que aqui foram abandonados para sempre.

Todas as embarcações expunham a bandeira do Reino Português de D. Manoel, e a seu lado a bandeira gloriosa da Ordem de Cristo com a cruz em vermelho. Tratou-se de uma missão puramente de conquista ou nela já se cumpria uma missão espiritual? Chama a atenção que aqui procuraram e encontraram a famosa madeira “pau-brasil” como já era conhecida e deram o primeiro nome durante a celebração da primeira missa em nossas praias de Terras de Santa Cruz, sendo a cruz um símbolo de Cristo, teria sido esta a primeira homenagem ao cumprimento de sua vontade?

Outro aspecto que chama a atenção foi terem viajado junto com Cabral vários padres franciscanos que de pronto realizaram a primeira missa em nossas terras, teria sido uma coincidência?

Também não foi coincidência terem sido trazidos vários exilados políticos contrários ao Rei D. Manoel e que por aqui acabaram constituindo-se colonos, os primeiros no Brasil e que nunca mais tiveram a oportunidade de regressarem a Portugal.

Um pouco antes de 1500, por volta de meados do sec. XV, o grande místico e vidente italiano Giordano Bruno teve uma visão do nascimento de uma nação rica e poderosa no interior de um continente de forma triangular (?).

Francisco Xavier em sua obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, obra psicografada pelo espírito Humberto de Campos nos descreve que Jesus, o Cristo, já havia planejado a nossa nação para abrigar futuramente os filhos da Pátria do Evangelho, e num diálogo com Helil (espírito da hoste de Cristo que mais tarde, em 1394, encarnou em Portugal como o Infante D. Henrique) diz (pgs.23):

– Para esta terra maravilhosa e bendita, será transplantada a árvore do meu Evangelho de piedade e de amor….Aqui Helil, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz (cruzeiro do sul) ficará localizado o coração do mundo.”

A hierarquias ocultas do mundo estão neste milênio aqui no Brasil para comandar novamente toda a evolução no Planeta e à partir da cidade de ouro, Ibez ou El Dourado, conforme vem sendo anunciado por Profetas há vários séculos, não sendo esta, portanto, uma informação nova e tampouco privilégio de alguns, mas conhecimento de várias escolas iniciáticas, dos tibetanos, indianos, de vários místicos, videntes e Profetas do mundo todo. Há dezenas de registros desta profecia tanto no Tibet quanto na India e datam de vários séculos antes de nossa pseudo-descoberta. As últimas profecias neste sentido foram do Dalai-Lama em 1947 e de Ghandi pouco antes de sua morte.

Neste ponto final, tiramos as nossas conclusões:

” as nossas terras já eram conhecidas há milênios e de acordo com os ensinamentos ocultistas, para cá seriam trazidos no futuro as sementes do Evangelho de Cristo.

” Tais planejamentos remontam pelas informações há 3.000 AC e aqui foi estabelecida a lendária cidade de ouro que um dia a humanidade irá conhecer, mas por enquanto, permanecerá oculta e abrigará o atual Governo Oculto formado pelos mais elevados seres espirituais da hoste de Cristo.

” Badezyr não esteve aqui por um acaso, sabemos que aqui se dirigiu com sua comitiva para o interior do Brasil, numa certa região do Brasil Central e lá cumpriu sua missão.

” De alguma forma os membros da Ordem de Cristo estavam de posse dos mapas antigos indicando a localização do continente americano, razão pelas quais a re-descobertas foram fáceis e bem planejadas as colonizações.

” As consecução do Tratado de Tordesilhas antes de 1500 era prova de que tanto a Espanha quanto Portugal tinham conhecimento das novas terras e de que a Terra era redonda, e o segredo era umas das armas para obter poderio naqueles tempos.

No princípio foram o nossos colonizadores principalmente os hebreus fugidos do Mediterrâneo devido às perseguições aos Cristãos e refugiados principalmente em Portugal donde a origem de sobrenome de plantas e flores, posteriormente, se juntou a nós o negros traficados da África e finalmente há dois séculos o país vem recebendo imigração maciça de povos do mundo inteiro, completando assim a reunião das tribos de Israel (sub-raças arianas), as quais se juntarão na nova Era para formar um único Povo e uma única religião naquela que será a Nova Jerusalém, no final dos tempos, de acordo com o Cap. 21-v.2, do Apocalipse:

“2. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. 3. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu Povo, e Deus mesmo estará com eles.”

Cristo Maitreya ou qualquer outro nome que queiram dar comandará a evolução final da humanidade à partir da misteriosa cidade santa localizada na região central do Brasil, a qual também segundo visão do místico Giovanni Bosco, que nunca esteve aqui, fez constar de seu diário pessoal que em 10 de agosto de 1883 previu o nascimento de uma nova civilização espiritual que abrangeria toda a América do Sul. Localizou o berço dessa civilização entre os pararelos 15º. e 20º., no planalto ocidental, entre os rios Amazonas, São Francisco e Rio da Prata.

Não por acaso nosso grande Presidente Juscelino Kubitschek (nosso último grande estadista) em 1956 fez o lançamento da pedra inicial de Brasília, inscrevendo nela a visão de Giovanni Bosco, cumprindo também um decreto de 1889 que determinava que a futura capital do país seria transferida para o Planalto Central.

Segundo as Escolas Ocultistas a verdadeira missão do Brasil inicia-se na Era de Aquários, formando aqui o povo de Deus que habitará o Planeta até o fim da Era de Aquários em 4.205.

Consta que o etnólogo mexicano José de Vasconcelos dizia: “É dentre as bacias do Amazonas e do Prata, donde sairá a raça cósmica, que será filha das dores da Humanidade”.

Por descrença o próprio Povo brasileiro desconhece estas profecias, embora insistentemente divulgadas através de brasileiros luminares como o teólogo Huberto Rohden, Francisco C. Xavier, e Prof. Henrique José de Souza, dentre tantos outros brasileiros fantásticos, infelizmente desconhecidos também da maioria do Povo.

Não importa o que venha acontecer a médio prazo, somos a “terra prometida” e portanto, repetindo o Prof. JHS, “é ao Brasil, que cabe o Berço da Nova Civilização”, o que significa não tornar-se uma potência econômica dominadora, posto que isto não é progresso e nem liderança, apenas domínio. Significa isto sim, novos conceitos de vida, novos paradigmas para esta civilização terrestre que ora agoniza em conceitos culturais incongruentes.

E não por acaso a nossa Bandeira é a única que traz as constelações estelares, notadamente, Spica acima da linha do Equador, estrela que representa a nossa Mãe Divina e abaixo da linha a Cruz da Constelação do Cruzeiro do Sul, tendo na ponta Sul a estrela Acrux representando nada menos que São Paulo o qual transmitiu uma visão da maior cidade do Planeta a Pe. José de Anchieta e Pe. Manoel da Nóbrega, como reencarnação de Emmanuel, um membro da hierarquia psicografado por Francisco C. Xavier. E na ponta Norte Gacrux onde tudo começou no estado da Bahia com Pedro Alvares Cabral, nosso grande navegador de uma única viagem e uma única missão cumprida a contento sob orientação da e por Ordem de Cristo.

Embora para muitos esta história se apresente muito fantasiosa ainda, ela estará sendo provada ou não, dentro dos próximos trinta anos que serão decisivos para estabelecermos ou não a sobrevivência desta humanidade.

Atama Moriya- publicado em 2003 e revisado em 30/09/2005 e em 27/11/2008 para este blog.

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16 respostas para BRASIL, LÍDER MUNDIAL A PARTIR DESTE NOVO MILÊNIO E OS MISTERIOS DA PEDRA DA GÁVEA E A MISTERIOSA EL DOURADO

  1. Wémerson da Silva Barros disse:

    Creio que sua abrangência de pesquisa é fantástica e se cruzam numa notável verdade …

  2. atama moriya

    Mensagem lida e coompreendida . São 1.38 da manhã . Pensou que eu estava dormindo?
    O problema é que em 2100 ja não vou estar por aquí , mas valeu a mensagem otimista .Quando completar o outro texto ,mando . Já pensei em comentar outros assuntos abordados em seus artigos . Vou fazê-lo, provavelmente no meu estilo cáustico mas tentando achar a verdade. vamos dormir que amanhã tem mais briga.
    Abraços Carlos Perez gomar

  3. Atama Moriya disse:

    Caro Carlos,
    Há muito mais informações e mistérios que ligam a Pedra da Gávea com o Roncador. Há experiências notáveis também vividas por alguns poucos durante o século passado após o desaparecimento do Cel. Fawcett e que jamais poderão ser contadas de tão extraordinárias que são e que fogem a capacidade humana atual de compreende-las. Há muitas outras tantas informações que talvez sejam dadas ao conhecimento público após o ano 2100. O que está nos livros com várias versões diferentes não representa nem 1% dos acontecimentos, afinal os pesquisadores não tiveram acesso a estes dados. Infelizmente também não posso aqui escrever mais sobre estas questões que devem mesmo permanecer em oculto como mistérios por diversas razões e assim permanecerá por séculos.
    Luz Plena em sua caminhada.

  4. Atama morya

    Desculpe pela acidez com que trateio assunto da inscrição e da teosófica. mas depois de tantos anos de ver que ninguem se rebelava contra essas versões resolvi sair das sombras. Ja sabia que estava sendo um pouco violento em relação as suas convicções,. mas tambem tinha sentido que o senhor procura a verdade das coisas ,mesmo que seja por caminhos diferentes dos meus . O objetivo destas pesquisas e abrir discussoes e sacudir a poeira que deixaram acumular aceitando tudo como estava. E evidente que cuando se sacodem as coisas alguem e atingido.Nesse texto tento dar a público algumas informações e possibilidades sobre o rei Badezir, porque muitos frequentadores da Pedra da Gavea não tem a menor idéia sobre ele , nem o contexto em que ele estava inserido.. Eu não sou peruano , sou uruguaio e vim para aqui com meus pais em 1957 , quando tinha 11 anos.Mas teria muita honra em ser peruano também , mas creio que ja sou brasileiro. E como disse sou sul americano antes que nada.

    A pesquisa continua tanto em campo quanto em escritório e agora esta começando a pesar muito forte uma possibilidade de ter havido uma incursão do imperio incaico entre os anos de 1438 e 1493 , pouco antes de Cabral.O texto já esta na página 5 mas preciso completá-lo . assim que puder o mandarei. O coloco como uma hipótese bastante bem estruturada e viável , mas não posso ser categórico sem fazer escavações em determinados locais e isso não vão me deixar fazer .Mas continuo” batendo os matos ” na Pedra da Gávea e batendo no teclado do computador . Como curiosidade veja uma descoberta muito interessante (Seria uma pirâmide, mas eu acho que é outra coisa ) no site ” Jornalismo ciência e cia ” de Julio Ottoboni, basta colocar no google que vai aparecer .

    Desculpas , abraços e felicidades.
    Carlos Perez Gomar

  5. Atama Moriya disse:

    Ótima pesquisa Carlos Perez Gomar. Peruano? Entendo o seu ponto de vista conforme os livros que você leu. Perfeito para sua conclusão, mas também podem estar errados, apenas pense nesta outra hipótese antes de afirmar que Badezir nem sequer esteve no Brasil. E voc|ê não conheceu o Professor Henrique J. de Souza e nem o nosso Bernardo da Silva Ramos e não deve ter lido o seu livro publicado pelo governo brasileiro em verdade apenas em 1928 por ordem de Getulio Vargas. Não conheceu os filhos de Bernardo que hoje moram em São Paulo e são testemunhas do trabalho do pai e acho não pode concluir que ele não sabia de nada e que os anos de estudos de letra mortas em paris de nada valeram. Verdade, foi detetado um pequeno erro na tradução dos hieroglifos, mas que não muda o contexto da sua presença aqui. Há muitos fatos não mencionados na história e creio que um debate sobre esta questão é inutil e desnecessário posto que o foco da questão é outro e se refere ao destino desta nação. Não é mister focar o passado já morto, mas o presente e o futuro. A verdade sobre o Brasil e seu verdadeiro destino está aqui acontecendo agora e veremos isto muito melhor em apenas dez anos, e antes de 2100 estará consolidada a liderança mencionada aqui apenas como uma previsão futura e certa. e será algo muito bom para toda a humanidade e não apenas ao Brasil e a América do Sul.
    Continue a manter suas convicções e isto é positivo. Como também pode ser positivo admitir outras possibilidades desconhecidas da maioria.
    Boa sorte em suas pesquisas.

  6. Carlos Perez Gomar disse:

    A falsificação da história da Pedra da Gávea e porque Badezir não faz parte dela.
    Estamos assistindo a uma farsa monumental a respeito da Pedra da Gávea fazem 200 anos. Primeiro por falta de conhecimento especifico para interpretá-la e depois por interesses de determinadas pessoas que resolveram reescrever a historia do Brasil de maneira a dar mais peso a suas filosofias. E a farsa que é a lenda oficial do lugar, continua a ser repetida inúmeras vezes. E depois de tantos anos de acompanhar esta montanha não e possível aceitar a versão estabelecida .Está bem claro que há coisas a investigar , mas não tem nada a ver com o que foi dito ate agora, inclusive porque tudo foi elaborado 100 anos atrás e o conhecimento evoluiu .
    O esclarecimento sobre o que seja realmente a Pedra da Gávea ainda está por vir. Ela é indubitavelmente um patrimônio, mesmo que seja apenas natural e temos que preservá-la como ela é. Para a maioria das pessoas tem sido mais fácil dizer que tudo o que vem suscitando nossa curiosidade na Pedra da Gávea é apenas obra da natureza. Explicações geológicas não são suficientes e para qualquer interessado no assunto, menos ainda . Há os que repetem como papagaios as lendas e a velha história sem fundamentos do túmulo do rei Badezir, ou a simplista explicação da erosão..
    Freqüento a Pedra da Gávea fazem 47 anos , dormi em cima 40 vezes em total subi 440 vezes, portanto não sou apenas um turista curioso. Minha formação e de arquitetura e trabalho ,há 40 anos nesta área , mas também em paisagismo, construção civil, restauração e preservação de monumentos históricos. Esclareço isto para justificar que tenho experiência razoável para fazer uma análise do lugar e espero que outras pessoas tenha interesse em esclarecer o assunto.
    Tenho ouvido as teorias mais estapafúrdias sobre a Pedra da Gávea . Existe um artigo que diz que Bernardo de Azevedo da Silva Ramos traduziu a “inscrição” da Pedra da Gávea em 1963 (!). Como ? Ele faleceu em 1931.
    A” tradução“ foi feita em 1928.
    Em 1841 o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro alem de interessado na Pedra da Gávea também andava interessado no esclarecimento do manuscrito de 1753 , chamado de “manuscrito dos aventureiros” ,que descrevia uma cidade perdida na Serra do Sincorá, Bahia. Na descrição ,a cidade lembra uma cidade romana porque a entrada se faria por um grande arco ladeado de dois menores ( exatamente o arco de Tito, em Roma) e inclusive financiou o cônego Benigno José de Carvalho e Cunha para que a procura-se. Nota-se claramente que havia um fervor de arqueologia clássica do mediterrâneo , inclusive por influencia do Imperador dom Pedro II, que era um estudioso.
    A Pedra da Gávea que estava mais a mão e despertava muitas lendas ficou na mira. O padre Souto chegou a solicitar, em 1837,ao instituto Histórico e Geográfico Brasileiro a destruição da Pedra da Gávea, para acabar com as lendas do local. Estas são informações de Gerson Brasil em “Historia dos Subúrbios do Rio de Janeiro”. Curiosa essa fúria católica contra a Pedra da Gávea. Uma outra pedra porém menor , já havia sido destruída pelo reverendo Souto, era a Pedra Santa( ou Pedra da Santa) no caminho do Jardim Botânico, na estrada que margeava a Lagoa Rodrigo de Freitas. Esta pedra parecia uma cabeça com um rosto virado para a lagoa. Robert Streatfield fez uma aquarela onde se pode ver claramente.esta formação .Poucos sabem disso. Gerson Brasil não deve ter visto esta aquarela e por isso não da a informação certa de onde ela ficava.
    Seria este padre Souto o reverendo Manuel Gomes Souto, empossado com a criação da freguesia de São João Batista da Lagoa em 1809 ?.Parece que não gostava que seus fiéis andassem com a cabeça em mistérios da terra nativa , só os do Vaticano eram válidos.
    Me pergunto se com essa atitude não se chegou a estimular a destruição de algo que pudesse ter havido no topo da Pedra da Gávea .É mais que evidente que a Pedra da Gávea foi subida por muita gente nos séculos passados, principalmente quando havia alguma ameaça ,como foi o caso das invasões francesas no século XVIII. Desde seu topo pode-se ver o horizonte ate uns 100 km de distancia, principalmente o mar. Conseqüentemente devem ter mexido ou destruído eventuais vestígios de passagens anteriores, quem sabe de quem. Todo seu topo deve ter sido remexido , ao menos superficialmente , e a sucessão de gerações de árvores crescendo e morrendo devem ter destruído mais ainda, qualquer vestígio mais evidente .
    Existe um relatório do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em que conta que uma comissão deste Instituto se deslocou para copiar a inscrição. Este relatório tem a data de 23 de maio de1839. Repare que eles foram em maio ,que é a melhor época para ver a”inscrição”. Ou escolheram a época menos quente e de melhor visibilidade, e acertaram. Tenho quase certeza que eles fizeram as observações desde a atual Villa Riso. Porque com certeza, um grupo de senhores citadinos não iria internar-se nas matas de onde não veriam nada e nessa fazenda devem ter tido o apóio e conforto necessários para analisar as marcas no paredão. Esta fazenda pertenceu ao conselheiro Antonio Ferreira Vianna e era chamada de São José da Alagoinha da Gávea.
    Toda essa trama da inscrição fenícia pode ter sido arquitetada ou forçada , ainda que subconscientemente, com certeza nessa fazenda , porque até Dom Pedro II , frei Custodio (que era conhecedor de línguas antigas ) e o historiador João Capistrano Abreu, freqüentavam o lugar. Quem conhece Vila Riso sabe que a vista da Pedra da Gávea desse ângulo é magnífica. Além de que aproximando-se muito da Pedra, perde-se o ângulo de baixo para cima.
    A historia da tradução da” inscrição” está cheia de dúvidas. Mas chegou em uma hora em que o Brasil estava no meio do redemoinho do estado novo comunismo , nazismo e fascismo todos eles exaltando valores nacionais e isso acontecia no mundo inteiro.
    Por aqui tínhamos a versão brasileira desses nacionalismos que era o integralismo. Um fato como uma origem nobre e de grande ancestralidade para a historia do pais não ia ser deixado sem ser usado por setores interessados em levantar o sentimento nacionalista. Mas havia interesses sectários também.

    No inicio do século XX, Henrique José de Souza ex-empresário que foi muito prejudicado pela primeira guerra mundial, porque fazia muitos negócios com a Europa, teve que dissolver suas empresas desenvolveu outros interesses. Passou a dedicar-se ao estudo de filosofias orientais ,fez viagens pelo mundo todo,incluindo a Índia e o Tibet. Nessa época também estavam em moda os ensinamentos da teosofia européia através de madame Blavatski. Elena Blavatski e outros ocultistas influenciaram bastante o nazismo.

    Seguindo a tendência de valorização da cultura nacional , o professor criou em 1924,a sociedade chamada de Dharana, em Niterói que mais tarde se tornou a Sociedade Teosófica Brasileira e depois a Sociedade Brasileira de Eubiose que existe até hoje
    A Teosofia mistura crenças católicas com conhecimento oculto, budismo, esoterismo e com uma visão de Brasil grande , etc. e o resultado é uma salada espiritual , filosófica e ate política.
    E é preciso entender que dentro de uma formação católica conservadora como deve ter sido a do professor , sempre vão ficar convicções básicas arraigadas, apesar de evoluir para as religiões orientais ou filosofias esotéricas. A partir daí forma-se uma nova corrente filosófica com todas as contradições dos componentes originais.
    Nossos povos de toda a America latina são excessivamente místicos e querem soluções caídas do céu e se não caem ,eles imploram .Na verdade em todo o mundo as coisas são mais ou menos desse jeito. É o acreditar em vez de saber. É melhor saber um pouco do que acreditar muito. E com relação à Pedra da Gávea se tem acreditado muito e sabido pouco.

    Mas como se chegou a essa tradução tão difundida da duvidosa inscrição do paredão leste?
    Bernardo de Azevedo da Silva Ramos não foi nenhum Champollion brasileiro. Champollion teve em mãos uma laje de pedra que estava escrita em três grafias : hierático( grafia dos hieroglíficos ), demótico (grafia popular do antigo Egito),e grego antigo as duas últimas grafias eram conhecidas e ele foi destrinchando as palavras em hieróglifos, teve muita sorte, por ter a pedra de Rosseta nas mãos, e o que ele fez foi uma tradução fundamentada em um texto real existente, também há que agradecer a invasão do Egito por Napoleão.
    No caso de Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, ele interpretou os caracteres que haviam sido copiados a respeito de todo o problema de copiar a” inscrição” com variáveis como sombras e luz rasante, quem sabe como e em que momento. Marcas deste tipo mudam de acordo com a incidência dos raios do sol. Em um momento você julga estar vendo uma letra e depois já não é a mesma . Portanto não pode ter havido nenhuma exatidão nos contornos das letras. Bernardo tinha o hábito de interpretar qualquer marca numa pedra como sendo letras de algum alfabeto, as vezes não se importando nem com a ordem. E tem um detalhe importantíssimo .Que diabo de inscrição é essa que só pode ser lida de binóculo?
    As pessoas no afã e entusiasmo de concluir uma pesquisa se deixam levar por fatos duvidosos. Bernardo , traduziu o que lhe deram. Ou seja, a copia da “inscrição” feita pela comissão 100 anos antes. Bernardo nunca foi ate o topo da Pedra da Gávea, pois se tivesse ido perceberia mesmo num ângulo ruim que aquelas marcas são apenas caneluras verticais do desgaste natural da rocha. E só ver as interpretações da inscrição, que se nota que os traços verticais são muito maiores que os horizontais. No livro de Bernardo a ”inscrição” está mais endireitada do que realmente é . E se formos tentar identificar caracteres de direita a esquerda como seria em linguagem púnica, piorou porque esta parte dos traços está mais desalinhada e apagada .Falando francamente ,foi muita imaginação. E ainda encontrar os nomes de Badezir ,Jetball, Fenícia e Tiro associados ?! Houve algo muito estranho. Más o nome ”Fenícia“ ou “Foenisian“, como literalmente ele traduziu, lança uma grandíssima dúvida sobre a exatidão do que de fato existiria “ gravado na rocha”.
    Mas qualquer um que veja uma estela com um texto fenício autêntico vai perceber que é preciso muita imaginação para dizer quais seriam as letras da inscrição da Pedra da Gávea. Bernardo fez sua tradução em 1928. Ele nasceu em 12 de novembro de 1858 e faleceu em 5 de fevereiro de 1931.Finalmente Bernardo chegou a sua interpretação da inscrição: Tiro Fenícia, Badezir primogênito de Jethball.
    Mas o maior argumento contra esta inscrição é de que os fenícios não chamavam seu pais de Fenícia e sim de Cannan . Só isso põe em duvida toda a tradução. Quem os chamava de fenícios, eram os gregos. A única possibilidade a favor da legitimidade da inscrição e de que um grego tivesse supervisionado a execução da” inscrição” o que já é forçar muito as coisas, e que seria absurdo.
    A cópia dessa inscrição teve que ser feita de telescópio desde São Conrado , para poder dar o detalhe, principalmente dos traços horizontais que são mínimos, se bem os traços verticais tem 2m de altura mais ou menos. Na verdade ,só poderia ser ”lida” por quem tivesse binóculos. Nem fenícios nem vikings tinham binóculos, eu acho. E se for desde o topo da montanha não da para ler nada ..
    A copia da inscrição que aparece no livro de Bernardo e em todos os sites da internet não passa de uma fantasia interpretativa feita pela comissão do IHGB em 1839. Como é que se continua a divulgar essa bobagem?
    Mesmo assim o professor Henrique José de Souza resolveu adaptar a tradução de Bernardo da Silva Ramos sobre a inscrição da Pedra da Gávea.

    Foi exatamente nesse ponto que confundiram ainda mais o problema da Pedra da Gávea. E a reorganizou na seguinte ordem: “Tiro Fenícia Jetbaal primogênito de Badezir”

    O professor também ignorou que os fenícios se auto denominavam cananeus ou mais apropriadamente” canani” ou “cunani” ou ”cnani,” e que Fenícia seria” Canan”.
    Disseram que ela se referia a Jetball como filho de Badezir e não ao contrário e que ele tinha uma irmã gêmea Jetball-bel. De onde tiraram isso, não sei.
    .
    Esse tipo de informação seria quase impossível de conseguir. Se Bernardo já estava imaginando mais do que devia, quando interpretou a” inscrição”, como poderia o professor Henrique José de Souza querer melhorar a tradução? E é preciso fazer mais uma pergunta.

    Porque Bernardo só se interessou em fazer a” tradução da inscrição” em 1928, quando já tinha 70 anos,se ele já a conhecia desde criança?
    Provavelmente porque sabia que aquilo não era nada. Provavelmente foi “empurrado” a fazer aquela tradução , quem sabe porque motivos.

    E há mais coisas suspeitas nesse interesse da Teosófica com a falsa inscrição fenícia. Dizem que Badezir vem de Baal zir ,e que zir significa senhor ( me desculpem ,mas” sir “ pode significar senhor nas línguas anglo saxônicas, mas em linguagem púnica senhor é mlk ). Dizem que Badezir significa deus maior e trocando Bad por Baal teríamos Baalzir que depois por corruptela passou a Baalzil e posteriormente a Brasil (!?).

    É forçar muito, e sem base. Aqueles que insistem e atribuir aqueles buracos da “inscrição“ aos fenícios deveriam consultar durante alguns anos, livros e assuntos específicos sobre a civilização púnica , para ter alguma informação, e não dizer bobagens.
    O rei Badezir ou melhor, Baldozor, como a ele se referem Flávio Josefo e Menandro de Éfeso, não foi nenhuma figura exponencial na história da Fenícia, e muito menos fazia parte de elite espiritual como a Teosofia divulga. Fazia parte de uma linhagem de sacerdotes e reis assassinos e assassinados constantemente ,na luta pelo poder.

    É muito possível que a Sociedade Brasileira de Eubiose pretende-se ter um patrono ancestral como a maçonaria tem Hiram Abiff ,o arquiteto (que se confunde com o nome do rei de Tiro na ocasião) e que foi o arquiteto do templo de Salomão, e o grande pedreiro. Não esqueçamos que as Lojas Maçônicas em principio procuram ter uma entrada no modelo do templo de Salomão( pórtico com duas colunas ,chamadas Joaquim e Boaz) esse modelo de portada era também o modelo dos templos fenícios .
    Podem ter tido a idéia de que Badezir seria um similar para a Teosófica do professor Henrique José de Souza , dando a ancestralidade que interessava .

    Já dá para entender porque a Teosófica se baseou em uma referência histórica escassa como a de Badezir. Provavelmente para reforçar e dar legitimidade e ancestralidade nobre e monárquica ao Brasil. Ficaria explicado o interesse da Teosofia na”boa tradução da inscrição”.

    Desconfio que tanto Bernardo como o professor eram monarquistas , ao menos nasceram num Brasil monárquico. Resumindo Badezir é colocado como uma figura altamente evoluída e que teria vindo ao Brasil com uma grande missão espiritual. A verdade sobre Badezir, cujo nome foi grafado erradamente. (porque ele nunca foi chamado de Badezir) é outra.
    E é muito provável que no fundo queriam achar algo mais, no passado brasileiro, do que simples indígenas. Foram ignorados contextos culturais religiosos e históricos de maneira escandalosa.

    Na história da Teosófica, Badezir é deposto por um movimento republicano. Isso não é verdade nem tem fundamento porque continuou a haver reis em Tiro depois de Badezir que foi sucedido por seu filho Mattan. que reinou de 853 a 821 A.C. e que foi sucedido pelo rei Pigmalião que reinou de 821 a 774 A.C.

    O que provavelmente desestabilizou o governo de Badezir, se é que aconteceu, foi a pressão assíria e o fato dele ser filho de um usurpador ,Jetbaal , sacerdote de Astarté, que tomou o trono assassinando Phales, que era o último da dinastia de Hiram, o grande, amigo de Salomão.
    Na verdade ninguém disse que Badezir foi deposto e pelo que Flavio Josefo diz, ele pode apenas ter reinado 6 anos porque morreu com 45 anos.

    Mas chega a ser irônico que a Irmã de Badezir, Jezabel é vista por outros setores religiosos como um espírito demoníaco, o que eu acho ridículo. Foi uma rainha de seu tempo. Governar é uma tarefa penosa, principalmente num pais estrangeiro e de religião diferente das crenças dela. Ela sobreviveu a Achab, rei de Israel , mais quatorze anos se Badezir morreu com 45 anos ela deve ter vivido ate, mais ou menos os 60 anos. Considerando que Badezir e Jezabel tivessem idades próximas, como irmãos que eram.

    Badezir, como rei e filho de um sacerdote de Astarte que assassinou o rei Phales e assumiu o trono, e totalmente cercado pelo clero de sacerdotes de Baal e Astarte, devia seguir à risca seus preceitos. Que não eram muito civilizados para um espiritualista zen da nossa época. Badezir deve ter participado e assistido a muitos sacrifícios de crianças nas chamas dos templos. Pois era pratica normal. E um rei não poderia fugir disso. Portanto pretender outros tipos de religiosidade para ele, é uma ingenuidade.

    A Teosofia diz ainda que Badezir fundou a cidade de Niterói e que o nome original era Nish tao ram. Provavelmente para, de novo ,dar ancestralidade à cidade onde foi fundada a Daharana , a primeira loja da Sociedade Brasileira de Eubiose.
    Divulgam-se informações, não sei com que fundamento, de que em Niterói foram achadas tumbas fenícias (!?). Não é verdade , se alguém tivesse achado algo parecido haveria mais detalhes e o assunto teria tido mais repercussão. E quem é capaz de reconhecer uma tumba fenícia ou não?
    Muita gente que anda com os fenícios na ponta da língua ,não sabe nada a respeito deles . E no século passado pior ainda .
    Envolveram a Pedra da Gávea num mar de fantasias que e deturpou a legitima interpretação do lugar. E por ignorância muitos continuam repetindo as mentiras. E a maioria dos sites na internet divulgam a informação errada de que Bernardo de Azevedo da Silva Ramos fez a tradução em 1963 ! Foi em 1928.

    Mas está bastante claro que para a Teosofia a deposição e exílio do rei Badezir seria a chave para o que se pretendia.
    Queiram ou ,não cheira a magoa, pela deposição de Dom Pedro II. Que a mim também me parece que foi indevida , considerando o que veio depois.

    Porque não disseram que foi o rei Luli, (outro rei de Tiro que fugiu de verdade) que veio para o Brasil? Evidentemente porque o Brasil não se chama “Lulil,” ou algo parecido, más Badezir, podia ser adaptado até chegar ao nome de Brasil.
    Continuar a repetir essa versão para a Pedra da Gávea é um acinte à historia do Rio de Janeiro. E se a Teosófica teve outros motivos para divulgar essa versão, não importa, continua a ser uma falsa versão da historia do Brasil. E que nenhum historiador ou arqueólogo sério aceita.

    O historiador que falou do período de Badezir e da linhagem dos reis de Tiro foi Flávio Josefo que escreveu“ Historia dos Hebreus” e conta algumas coisas de seu vizinhos fenícios. Esse livro tem 1600 páginas e pode ser consultado pela internet. Mas muitos nomes são diferentes dos que nos conhecemos. Flavio Josefo conta parte deste período da historia assim:
    “Morrendo o rei Hirão (Hiram), sucedeu-lhe seu filho Beleazar (Baalazar). Morreu na idade de quarenta e três anos,depois de ter reinado sete. Abdastrate, seu filho, sucedeu-lhe e só viveu vinte e nove anos, dos quais reinou nove. Os quatro filhos de sua ama mataram-no à traição, e o mais velho reinou doze anos em seu lugar, Astarte, filho de Beleazar, reinou durante doze anos depois de ter vivido cinqüenta e quatro. Aserino, seu irmão,sucedeu-lhe, viveu cinqüenta e quatro anos e reinou nove. Felete (Phales), seu irmão, assassinou-o, usurpou o trono, viveu cinqüenta anos, mas só reinou oito meses. Itobal (Jetbaal,) sacerdote da deusa Astartéia, matou-o, reinou em seu lugar durante trinta e dois anos e morreu com sessenta e oito anos. Baldozor (Badezir), seu filho, sucedeu-o, viveu quarenta e cinco anos e reinou seis. Madgem (Mattan), seu filho, sucede-o, viveu trinta e dois anos e reinou nove. Pigmalião sucedeu-o e viveu cinqüenta e seis anos, dos quais reinou quarenta e sete e foi no sétimo ano de seu reinado que Dido, sua irmã, fugiu para a África, onde construiu Cartago na Libia.”
    Como vemos os ares do palácio real de Tiro não eram muito saudáveis e as vezes além do vento fresco do mar, também vinha uma punhalada. É claro que é preciso descontar o fato de que viver menos nessa época era normal. Mas a coisa andava no jeito do, “ escreveu , não leu , o pau comeu“. E em muitas ocasiões era melhor ”cair fora “
    Elisa ou Dido, a fundadora de Cartago que era neta de Badezir, fugiu de Tiro porque seu marido havia sido morto por seu irmão Pigmalião, o próprio rei. Autores romanos contam que o marido de Elisa se chamava Siqueu, outros o chamam de Acerbas ou Sicharbas, era sacerdote e um homem riquíssimo, que despertou a cobiça de Pigmalião.
    Era normal não durar muito no trono de Tiro, e não parece que haviam tão elevados sentimentos espirituais, como a Teosofia atribui a Badezir. Não consta que alguém tenha dito que ele era uma exceção. Lembremos que sua irmã Jezabel não era um “doce de pessoa”, pelo menos na descrição de autores judeus, que não gostavam dela por cultuar deuses fenícios. E a descrevem como de alguma crueldade. Badezir dificilmente seria muito diferente. Com certeza era um homem do seu tempo e de sua cultura .
    Voltando ao trecho onde Flavio Josefo diz : “Baldozor (Badezir ) viveu quarenta e cinco anos e reinou seis”. Se ele soube quantos anos viveu Badezir, está claro que Badezir não desapareceu do Mediterrâneo e veio para o Brasil porque nesse caso Flávio Josefo não ia saber mais nada dele e nem quantos anos viveu. E nem tampouco há alguma referencia de ele ter sido deposto.
    Mas o fim do reinado de Badezir (853 A..C.) coincide com a batalha de Karkar, onde uma coligação de estados cananitas enfrentou Salmanasar III, da Assíria. Nessa batalha morreu o rei de Israel, Achab, que era casado com a princesa Jezabel, irmã de Badezir.
    Badezir deve ter apoiado com um pequeno contingente militar seu cunhado assim como outros reis cananeus e fenícios fizeram. Na descrição feita na estela Kurkh , por Salmanasar III , se descrevem os contingentes da coalizão contra ele. Mas os nomes estão na versão assíria e alguns são difíceis de identificar com os que conhecemos. Também não da para identificar nenhum contingente militar de Tiro.
    Alguns reinos só participaram com 200 ou 500 soldados.É evidente que os reinos que estavam mais ameaçados pela proximidade dos assírios participaram mais. Foi o caso de Aradus, que iria ser o primeiro a ser engolido por Salmanasar III.
    Se Tiro participou foi com efetivo similar. Alguns cronistas levantaram a dúvida se Josafat, rei de Judá lutou integrado ao exercito de Israel comandado por Achab. A dúvida e levantada porque na estela de Kurkh, Salmanasar III fala que combateu 12 reis mas só faz a descrição de 11, com suas respectivas tropas. Mas a Bíblia conta claramente que Josafat estava presente. Nessa versão os assírios são chamados de arameus.
    Alguns acham que o numero 12 é apenas simbólico, não podendo ser base para tirar conclusões. Mas com certeza a maioria dos reinos cananeus sabiam que essa batalha poderia ser decisiva porque a Assíria ameaçava todos eles.
    Mas poderíamos levantar outra hipótese. Dada a vinculação política e familiar entre as casas reais de Tiro e Israel, na ocasião, poderíamos pensar que o contingente militar tírio , se houve, poderia estaria contabilizado e integrado ao grosso da tropa de Israel. E se esse contingente era considerável, Badezir poderia estar à frente dele.
    Eventualmente poderia ter sido morto em combate ou ter sido ferido e falecido depois,sem que isso tenha sido relatado, ou se foi,estaria nos arquivos perdidos em Tiro.
    Mas também devemos levar em conta que os tírios eram melhores marinheiros que soldados e com certeza não dispunham de forças militares terrestres consideráveis.
    O fato é que seu reinado cessou nesse ano e seu filho Mattan assumiu o trono com 23 anos. Porque ? Se seu filho assumiu o trono esta bem claro que não havia nenhum ressentimento interno contra ele.
    Na falta de referencias, que se devem ter se perdido com os arquivos reais de Tiro, fica difícil fazer mais especulações.
    Com certeza a partir daí as coisas desandaram para Badezir. Mas porque esse ano coincide com a data do fim de seu reinado? Morreu? Não sabemos.O reinado de Achab acabou ali .Será que Badezir participou da batalha e também morreu nessa ocasião?
    Sabemos que Achab lutou nessa batalha disfarçado e incógnito, porque sabia que seria visado pelo inimigo, e foi ferido na junção lateral da armadura por uma flecha lançada ao acaso. Conta-se que pediu ao cocheiro do seu carro que o retira-se do campo, mas a batalha estava tão renhida que não foi possível retira-lo ate a noite e acabou morrendo por perda de sangue. Se Badezir estava perto de Achab , as coisas não devem ter sido fáceis para ele. O resultado dessa batalha não esta muito claro. Apesar de Salmanasar III cantar vitoria.
    O fato de Badezir só ter reinado seis anos não diz nada de especial porque a maioria de seus antecessores reinaram também curtos períodos. Na lenda da Teosofia Badezir era viúvo . Que diferença faria ?. Cabe a pergunta : Viúvo de quem?
    Esses reis tinham mais de uma esposa. Salomão, que o antecedeu 150 anos tinha 300, fora as 700 concubinas. Dá para imaginar como deveria sofrer Salomão quando as 1000 mulheres saiam para fazer compras. E da para desconfiar porque de 3 em 3 anos precisava mandar uma expedição para Ofir trazer recursos .
    Creio que já temos dados para acabar com qualquer especulação a respeito da vinda de Badezir ao Brasil em” missão espiritual”. Continuar a dizer isso é falta de seriedade. Essa versão pode ter sido suficiente para o público de meados do século passado, mas é ingênua para o público atual, medianamente informado.
    Mas seria interessante pesquisar autores antigos sobre algum dado mais sobre Badezir pelo menos por respeito, já que seu nome foi usado em vão. No livro História dos Hebreus só há uma única citação do nome dele. E evidente que seu nome não era Badezir simplesmente. Parece-me que como Menandro e Flavio Josefo o citam como Baldozor, isso me soa como o nome atual Baltazar. Os fenícios nem sempre escreviam as vogais, e por isso os nomes posteriormente foram sendo usados de várias maneiras. O que pude saber é que Baltazar significa “Baal proteja o rei”. É provável que o nome mais aproximado seria Baaltzor, mas que eles escreveriam: BLTZR. O problema é que quando um autor escrevesse em grego já seria diferente e assim com tantas outras grafias.Parece-me que a tradução mais apropriada do nome seja ”protegido de Baal”, apenas. Não vejo a palavra rei no nome
    .Pelo pouco que sei haveria a hipótese que o nome venha de Baal e tzor ou tzur ,que quer dizer fortaleza. Provavelmente “Protegido de Baal“ é o correto Mas a pesquisa já se torna complicada para quem não é erudito em línguas semitas ,e eu não sou.
    Na verdade sinto-me na obrigação de esclarecer a vida desse homem tão usado ,sem que ele pudesse desconfiar.
    Mas por honestidade precisamos fazer uma ressalva. Flavio Josefo viveu e escreveu entre 38 A.C. a 100 D.C. Portanto 8oo anos depois do período de Badezir, e se baseou em fontes que podiam estar erradas , ou não totalmente certas. Portanto devemos admitir que sempre existirá uma possibilidade de que seus dados não sejam exatamente aqueles que citou .Más Flavio devia ter boas informações porque ele pertencia a uma linhagem de sacerdotes e reis judeus .
    Flávio Josefo se baseou nas cartas de Menandro de Éfeso escritor grego do ano 300 A.C. .
    Na época de Menandro ainda existiam nos arquivos de Tiro cartas da época de Hiram e Salomão e conseqüentemente dados sobre os reis posteriores.

    Sabemos que Jetbaal, também citado como,Ithoball ou,Ethball reinou em 891 ate 859 A.C. Jetball teve dois filhos bem conhecidos por nós ,mas é de supor que tenha tido outros . Eram esses filhos famosos Badezir e Jezabel que casou com Achab rei de Israel de 875 A.C. a 853 A.C., nesse momento as casas reais de Tiro e Israel estavam unidas por esse casamento. Os dois reinados acabaram, em 853 A.C. Salmanasar III , rei da Assíria estava espremendo a Fenícia , Israel e judá.
    Quem assumiu o trono de Tiro foi Mattan que certamente era filho de Badezir reinando de 853 a 821 A.C. Nesse período houve uma série de assassinatos de reis de Israel, Jorão de Israel , Azias de Judá e Jezabel foram assassinados por Jehu que usurpou o trono de Israel.

    Attalia , outra rainha de Judá foi assassinada. por Joiada em 837 A.C., que era sacerdote e entregou o trono a Joas de apenas 8 anos. Enquanto isso acontecia o rei de Aradus , outra cidade fenícia , era derrotado em batalha campal por Salmanasar III, rei da Assiria.

    Citei todos os fatos acima para que fique claro, qual era o contexto político e ético no qual Badezir estava inserido.

    Alguns anos depois outro rei de Tiro , Luli quis enfrentar também os assírios,foi cercado algumas vezes na ilha que era a cidade de Tiro más finalmente teve que fugir as pressas para Chipre em 701 A.C.. Existe um relevo No palácio de Senaqueribe em Nínive que mostra a fuga de Luli. Luli era rei ,e portanto Tiro continuava a ser um reino,e não uma república como a versão da Teosófica diz.

    E é aqui que a historia nos interessa. Luli fugiu com sua corte para Chipre, são 200 kms , ali com certeza lhe dariam abrigo.
    Porque Badezir deposto iria viajar , no mínimo 8000 km para vir para o Brasil, sem conforto algum , numa terra completamente selvagem? Essa viagem seria uma loucura . Teria que ter passado por todo o Mediterrâneo, onde havia dezenas de bons lugares para ficar, chegado a Gibraltar costeado a África até o Senegal e então cruzar o Atlântico , atingindo a costa brasileira , seguir costeando ate chegar ao Rio de Janeiro. Uma viagem dessas seria possível e justificada para um grupo de comerciantes aventureiros, mas para uma comitiva de nobres seria um castigo indizível. Um navio fenício fazia 100 km por dia e então aportava em algum local. Considerando que sempre há contratempos, a viagem levaria uns três meses ,mesmo que na travessia do atlântico obrigatoriamente navegassem, inclusive de noite.
    Condições técnicas para uma viagem destas os fenícios tinham , marinheiros experientes e conhecimentos exaustivos de navegação, também. Com relação a barcos capazes de atravessar o Oceano, há muita coisa pouco divulgada com relação a tamanho , qualidade e tecnologia dos barcos antigos. Não se pode julgar a capacidade deles por parâmetros modernos.
    Que os fenícios possam ter estado no Brasil, é bem provável. Mas Badezir , com certeza não. Ele tinha problemas suficientes na Fenícia e que provavelmente o levaram a morte. E se os fenícios andaram por aqui, com certeza conheceram e estiveram na Pedra da Gávea. Era comum eles fazerem santuários em cima de montanhas , mas sem grandes construções, as vezes sem nenhuma. Mas se estiveram por aqui não iam perder tempo fazendo esfinges ou monumentos , porque não era o objetivo deles.
    E o pior é que o clima de fantasia e falta de seriedade contaminou o assunto Pedra da Gávea. A partir daí qualquer cientifico mesmo o mais ousado se afastou do assunto . Se algum objeto que se relacione com fenícios for achado na área a primeira coisa que vão pensar, e que é uma fraude, ainda que não seja.
    Quer dizer que a Pedra da Gávea não tem mistério algum? Tem sim, e são vários.
    Olhei , estive em frente e vi mais de 400 vezes a cara no paredão . É uma cara, mal feita, é tosca, mas é uma cara. Olhem-na bem, de baixo e de lado e do outro lado , e não apenas de frente. Queriam o que? que estivesse assinada?
    E foi encaixada exatamente no lugar certo para complementar uma cabeça , que provavelmente era natural. E está na posição exata para ser iluminada pelo sol em qualquer época do ano , seu lado direito é muito mais definido que o esquerdo(Lado do nascente). Quem fez ? Os tamoios provavelmente não. Mas eles chamavam a Pedra da Gávea de “cabeça enfeitada”, Metaracanga , que vem de Metara que era o botoque de enfeite usado no lábio inferior e Canga significa cabeça. Parece que também se referiam a Pedra da Gávea como” cabeça de um deus “. Alguma coisa eles sabiam ou tinham ouvido.
    E o portal ? Também olhei , estive em frente e vi ,mais de 400 vezes . Parece um portal, mas pode ser um nicho usado para oferendas e rituais, seja ele natural ou não. É quase certo que não há nenhum túnel atrás dele. Mas como sempre se pode estar enganado, deixemos alguma probabilidade em aberto.
    E cabe levantar uma suspeita Tanto a face quanto o portal podem ter sido inicio de obras inacabadas .O que viria ao encontro de outros fatos , tais como seria o caso de uma expedição fracassada ou abortada ou que não teve continuidade. Nota-se no desgaste da superfície da rocha que compõe a face ,uma cor mais clara que o resto da montanha o que daria a entender que essa superfície não foi exposta a tanto tempo assim. Por outro lado os tamoios que aqui viviam não eram gente fácil de tratar e podem ter criado muitos problemas a quém quer que fosse fazer alguma coisa por aqui.
    Mas as vezes as coisas, não são, mas parecem,e acabam sendo usadas como se fossem, o que cria um ponto de culto religioso.E o que quer dizer isso ? Quer dizer que devemos primeiramente procurar semelhanças com locais próximos.
    Caras monumentais na montanha com o mesmo tamanho temos em Ollantay tambo, Peru (Veja a cara de Tunupa ). Portais no paredão da montanha ,temos vários no Peru. Mas o mais significativo e o de Hayu Marca em Puno ou o portal de Amaru Muru que é metade do tamanho do portal da Gávea (que pode ate ser natural, por desprendimento de um bloco)
    E deixo uma pergunta mais. Tupã e Tunupa (deus supremo no Peru) poderiam ter a mesma origem fonética?
    Ambos eram divindades associadas ao raio e trovão .E as caras e os portais tanto aqui como no Peru poderiam ter um mesmo simbolismo religioso? Contatos eventuais ? Origem comum? Também seria bom pesquisar as expedições que o estado incaico realizou.
    Em 1480 o inca Tupac Yupanqui, jovem com 25 anos, ainda príncipe, depois de conquistar o atual Equador desceu ate a costa e fez uma expedição marítima que chegou ate Mangareva na Polinésia e na volta passou pela ilha da Pasqua. Diz–se que levou um exercito com ele. Fala-se em 2 000 homens , mais de 200 balsas. E se alguém duvida que os incas estiveram na ilha de Pasqua, veja a arquitetura do muro de Ahu Vinapu, não tem nenhuma diferença com a de Cusco ou Machu pichu, além de que os moai tem as clássica orelhas alongadas típicas das classes mais elevadas do estado incaico. E nas ilhas Novas Hébridas também havia esse costume..Em Mangareva ate hoje existe uma dança tradicional chamada “a dança do rei Tupa” que conta a historia do filho do sol que os visitou vindo do leste e para onde voltou.
    Mas esse impulso de conhecer explorar dos incas chegou muito tarde porque 50 anos depois os espanhóis os estariam invadindo, e desmontando qualquer iniciativa.
    Por acaso os índios botocudos do Brasil também alongavam as orelhas. . Mas será que não houve expedições terra adentro? Tupac Yupanqui onde ia, levantava templos ou monumentos a Wiracocha ou Tunupa.
    Também sabemos que o irmão de Tupac Yupanqui foi mandado em expedição contra os índios guaranis , mas considerado excessivamente pacifico, não foi bom general e foi derrotado. Seu nome era Amaru Yupanqui. Sabe-se que Tupac Yupanqui cruzou o equador duas vezes e chegou abaixo do tropico de capricórnio quatro vezes, ou seja esteve abaixo da latitude do Rio de Janeiro, chega-se a contar que foi ate a Terra do Fogo. Sabe-se que mesmo não indo pessoalmente, as vezes, mandou expedições a outros locais .Houve expedições militares ao interior da floresta amazônica em que apenas 1000 homens voltaram. E em outras ninguém voltou.
    Devemos lembrar que quando os incas encontravam populações excessivamente selvagens desistiam de integrá-las ao seu estado.
    Vamos falar francamente, o estado incaico foi tão eficiente na America do sul quanto os romanos no Mediterrâneo e operavam da mesma maneira, para bem ou para mal. Eles também tiveram suas derrotas na “Floresta Negra”. Mas o que os derrotou de fato foi que quando os espanhóis chegaram encontraram o império dividido entre Atahualpa e Huascar, numa verdadeira guerra civil. E com ressentimentos tais que a múmia de Tupac Yupanqui foi queimada em Cusco por partidários de Atahualpa .
    E qual é a verdade sobre os chamados peabirus, caminhos indígenas que se estendiam alem do território brasileiro ? Qual e a verdade dos caminhos empedrados que sobem o monte Crista em Santa Catarina ?
    Esta na hora de começar a desenvolver essa linha de pesquisa.
    Só trabalho e pesquisas responderão a essas perguntas.Delírios místicos e realismo fantástico não resolveram nada ,nem vão resolver.
    Criaram-se lendas importadas para explicar os fatos , como se aqui nunca tivesse havido gente capaz de realizar empreitadas e trabalhos gigantescos.
    No fundo fica claro o desprezo pela cultura indígena que predominou no Brasil e na America do Sul. Com exceção de algumas culturas dos Andes, é revoltante o conceito de incapacidade e preguiça que tem sido imputado aos antigos habitantes destas regiões. É muito injusto e uma confissão de que não conhecemos nossa historia ou não nos orgulhamos dela. É muito possível que tenhamos uma historia que não conhecemos. Mas estão nos contado fantasias infantis, e já é hora de parar, e alem disso,eu sou sul americano.
    Arquiteto Carlos Perez Gomar , setembro 2011

  7. Ja abusando de vossa paciencia e pedindo desculpas antecipadas tomo a liberdade de mandar outra parte de meus textos referente ao portal da Pedra da Gavea. Quem sabe essas informações são úteis para alguem.

    O discutido Portal- parte 4

    Todo interessado na Pedra da Gávea já ouviu falar do portal e de muitas fantasias sobre ele E ao dizer isto não estou negando possibilidades. Apenas pretendo me situar num campo neutro e transmitir tudo o que pude observar . As conclusões devem ser de cada um .
    Trata-se de uma formação muito curiosa quando vista de perto , mas de longe se percebe sua falta de simetria nas laterais. Não se pode dizer que seja uma formação muito comum. Mas é difícil ver similares.Tudo leva a crer que seja uma formação natural provocada pelo desprendimento de um enorme bloco de granito que deve ter causado grande desmoronamento na encosta . Essas solturas de blocos acontecem ate hoje e vão a continuar sempre. Pessoas da família dos Barbosa que moram embaixo há mais de 100 anos,já assistiram a grandes desmoronamentos. Ouvi um relato, que a uns 70 anos atrás houve um tão grande que ao meio dia ficou escuro. Do lado do mar existem restos de construções em pedra com enormes blocos em cima, ali por trás da Escola Parque na estrada do Joá . Mas sobre ruínas na Pedra da Gávea vou falar em outra parte .

    A orientação do portal é para oeste, lado do por do sol. Suas dimensões são ( não exatamente, porque há algumas irregularidades no piso e nas laterais ) 8 metros de largura e 16 de altura . E não 16 de largura e oito de altura como Eduardo B. Chaves fala em seu livro.
    Já percebi que tem gente que gostaria que fosse mais largo do que alto porque assim poderia ser um hangar de discos voadores.O que não faria diferença porque se os pilotos dos discos são tão bons eles passariam pelo portal de qualquer forma ( Essa doeu para escrever).
    A curiosidade com este” portal” é que se nota sua separação nas duas laterais e um pouco na parte de cima.Do lado esquerdo esta bem aberta a fissura que o destaca da lateral e por ali passou a correr água há uns 40 anos atrás( Antes não corria).Do lado direito a fissura e mais bem separada na parte de cima,porém em baixo ela está quase soldada à lateral. Isto já poderia ser um argumento conclusivo de que é uma formação natural.
    Na parte de baixo , contra a base, ele esta totalmente separado Até onde se pode ver a terminação desta parte não é reta mas sim ondulada . Imagine um garfo com duas pontas mais salientes nas duas laterais. É assim. Na parte que foi escavada pode-se meter o braço inteiro ate o fim e nota-se que esta bem separado. E entre a placa ou o bloco que forma o portal e a base havia uma camada de material mais fraco, preto ,composto principalmente de mica com abundancia de pó dourado ( o chamado “ouro dos bobos” )
    No canto esquerdo alguém andou mexendo . Primeiro quebraram um pedaço do bloco que forma o portal , este pedaço ficou ligeiramente inclinado, depois cortaram (não sei como) um bloco retangular de 1metro por uns 40 cm mas não conseguiram tira-lo e possível que tenha usado dinamite.Isto deve ter acontecido na década de 1960. Porque eu já conheci o portal desta forma .Agora se o pedaço retangular cortado não foi cortado recentemente , então ele faria parte do portal original e haveria que admitir que alguém o fez muito tempo atrás . Mas eu não acredito nessa hipótese. Nessa época nas subidas a Pedra da Gávea ouvi muita conversa de explodir o portal. Com certeza foi feito algumas vezes . Também encontramos marretas e pés de cabra escondidos por perto. Havia muita gente tentando ” entrar “ no Portal. Inclusive eu e meus amigos . Isso em 1965. Posteriormente alguém meteu um macaco e afastou a laje que havia sido quebrada ,uns 50 cm do bloco principal do portal .Hoje já da para entrar atrás dessa laje.e ali atrás se forma uma poça de água que, se nem sempre esta boa para beber pelo menos da para refrescar-se.
    A parte superior da marquise que envolve o portal tem pelo menos 1 metro de projeção além do bloco do portal .Nota-se que nessa parte do encontro do bloco do portal com a marquise ,que ela entra por trás da marquise , mas nas laterais ela está face com face . Se olharmos a foto de satélite Da Pedra da Gávea ,vemos claramente uma linha reta onde se situa a marquise O que não deixa de chamar a atenção.
    Em resumo , mesmo que não seja um portal, ao menos ninguém pode negar que , no mínimo é um nicho gigantesco.Sugestiona e impressiona.
    Haveria uma forma de testar se é uma formação natural. Se a parte que forma o portal em si tem a mesma direção nos veios do granito que as partes laterais, com certeza é natural.mas essa observação tem que ser feita por um técnico é ser categórica .Que eu saiba ninguém fez isso .Se os veios seguirem direções diferentes , poderíamos levantar outras hipóteses.
    E bom fazer uma advertência . A parte superior da marquise esta aparentemente rachada e eventualmente podem cair pedaços Na década de 1960 escavamos na frente do portal e retiramos muita terra pelo menos meio caminhão, achamos muitas lascas de granito que devem ter caído de cima .
    O nível original da terra nota-se por uma faixa onde muda a cor da pedra na parte inferior do portal. E bom esclarecer que em essa época a Pedra da Gávea não era parte do Parque da Tijuca .Na verdade aquilo era um faroeste. Cada um fazia o que queria. Desconfio que alguns puseram fogo na mata para revelara a forma da esfinge que diziam haver na parte superior da montanha.Em agosto de 1954 houve um gigantesco incêndio que queimou todo o topo.
    Com relação a essa forma de esfinge que dizem ter a montanha na parte superior ,eu não concordo pois seria uma esfinge com um corpinho miúdo e um tremendo cabeção. Que a montanha toda, vista desde São Conrado , lembra um touro alado da Assíria estou de acordo. Mas , é bom frisar que essa forma vista da Barra não tem a mesma sugestão.
    Mas vamos voltar ao portal . Atualmente escorre um veio de água pelo lado esquerdo do portal na parte inferior . mais ou menos de acordo com a quantidade de chuva que cair . E fica correndo bastante tempo. Não quer dizer que haja uma cavidade dentro dele mas pelo menos há camadas de rocha separadas por ali , onde corre a água .
    Vamos fazer agora um exercício de imaginação e voar um pouco. Um amigo indiano , em 1970 me dize que havia feito uma projeção astral e tinha entrado no portal . Com relação a esse tipo de percepção tenho minhas dúvidas, acho que as pessoas vem mais do que existe, ou imaginam .E possível que alguns consigam fazer isso de fato mas devem ser pouquíssimos .
    Descreveu assim o que dize ter visto: Por trás da placa do portal que teria dois metros de espessura haveria uma galeria e mais ou menos a 15 metros da entrada um grande buraco sem fundo, seguindo a galeria se chegaria a uma rampa helicoidal com um grande vazio no meio , e esta rampa desceria ate o nível do mar. O teto seria em forma de cúpula . Segundo ele a placa do portal teria um eixo da própria pedra a meia altura fazendo com que ele girase entrando a parte superior e saindo para fora a inferior, ou seja , o vão não se abriria totalmente . Se fosse assim, isso seria um pouco perigoso porque na hora que estivesse totalmente na horizontal o esforço causado pelo peso próprio ,quase certamente quebraria essa gigantesca laje ao meio.Para evitar isso haveria que calcular o esforço de cisalhamento que sofreria o eixo e dimensioná-lo de acordo.
    Tudo isto é muito pouco provável, mas não acho apropriado dizer que as pessoa estejam mentindo,ou inventando descaradamente. Pode ser apenas que estejam imaginando coisas por algum processo subconsciente.
    O mais engraçado e que o arquiteto Sergio Bernardes, já falecido. Me disse que ele tinha imaginado um projeto para fazer uma rampa helicoidal por dentro da Pedra da Gávea e chegar no topo fazendo um mirante sem agredir a paisagem .Ele achava o Cristo do Corcovado uma intervenção desastrosa em relação a montanha. Eu também acho . Deveríamos intervir com mais respeito pelo que a natureza nos deu. Para brincar com ele ,lhe disse : -Sergio acho que teu projeto já foi executado.
    De qualquer maneira vamos fazer algumas especulações sobre as dificuldades , caso o portal fosse um portal de fato. O peso da laje do portal seria de 2700 quilos por m3, que é o peso do granito. Eduardo B. Chaves da um peso de1600 quilos para o m3 de granito , não é . Se ele tem 16 x 8 x 2.5 são 256 m3 daria 691.200 quilos ou 691 toneladas.E possível mover uma pedra dessas ? É, mas depende onde, e se é possível colocar maquinas para ajudar mesmo que sejam primitivas e tem que haver espaço para isso .
    Algumas pedras em Baalbeck ,no Líbano pesam 800 toneladas e foram trazidas e colocados no chamado “triliton“ .Eram pedras usadas nas fundações de templos .Possivelmente quem as mexeu foram construtores romanos porque são da época romana. Os romanos tinham maquinas como a chamada grande roda que era um guindaste todo construído em madeira era uma imensa roda que enrolava cordas com o auxilio de varias pessoas caminhando dentro dela. Tinha tambem técnicas peculiares para escavar . Por exemplo , para escavar minas faziam uma galeria na vertical e depois a enchiam subitamente de água , e a encosta explodia sob efeito da pressão da água .De certa maneira, era a dinamite da época . Não devemos subestimar os técnicos de outra épocas Eles não precisavam da ajuda de extraterrestres para fazer grandes trabalhos.
    Agora , mexer grandes pedra em encostas é complicado Uma coisa e fazer isso no plano , mas numa encosta e bem difícil, porque não há muito espaço para locar maquinas .
    Continuando o exercício de imaginação , sobre a viabilidade do portal teríamos que imaginar como teria sido colocada a placa que fecharia o portal . Partindo do princípio de que dentro teria sido escavada uma galeria que teria que ser maior do que 16 metros de altura e mais de 8 de largura ( mas para que uma galeria desse tamanho?).O mais lógico seria cortar a placa do portal no granito do chão bem próximo a entrada( cortá-la em outro local seria muito pior) ,separá-la totalmente do chão, o que seria um trabalho muito perigoso porque haveria que entrar embaixo e ir cavando o granito e ao mesmo tempo escorando aparte escavada, deslocá-la um pouco ate a entrada e então levantar as 690 toneladas , encaixá-la nos dois pontos das laterais onde haveriam encaixes e gira-la subindo a parte superior e descendo aparte que estaria para fora .Tudo isso teria que ser feito pelo lado de dentro, ate o fechamento total . Ou seja , teria que haver uma saída auxiliar além da principal para permitir a circulação dos construtores. Saída que depois seria fechada , caso o objetivo fosse selar totalmente a galeria.
    Para aqueles que acham que é um portal ,sem querer dei uma pista . Se for um portal de fato seria mais fácil achar a saída auxiliar que deveria estar obstruída com material de menor porte.
    Tem gente que imagina este portal abrindo e fechando como se fosse a porta de sua casa . Posso garantir que caso seja um portal no dia que o abrissem desmoronaria ele, e tudo o que esta em volta .O único portal de pedra que abria e fechava toda hora era o da gruta de Ali Baba e como pertencia a ladrões , toda hora havia algo para esconder, por isso tinha que funcionar 100%. Mas esse funcionava bem porque era de mentira .
    Alguns acham que aquela pedra cortada do lado esquerdo e uma cunha que trava o portal e retirando ele abre . Essa cunha não faz diferença alguma .
    E para aqueles que acham que o portal vai abrir magicamente sugiro que se tentarem, não fiquem enfrente, por via das dúvidas. Dinamite não vale , alem do mais porque vão entrar em cana .
    Se tem uma figura que não suporto é o personagem Indiana Jones , Arrombador nato, pistoleiro, arruaceiro,petulante , e ainda põem ele como professor e arqueólogo. Os filmes dele dão uma idéia totalmente errada da realidade de como são achadas câmaras e túneis.para ele tudo e fácil , e lá dentro esta tudo limpinho esperando por ele, inclusive milhares de cobras , mas infelizmente sempre se safa.Outro personagem insuportável é o herói dos filmes da Múmia.Torci muito pela múmia, mas não tive sorte.
    E bom esclarecer que mesmo no Egito onde chove pouquíssimo já foram achadas câmaras funerárias cheias de detritos ate o teto , porque com o passar dos séculos mini partículas de pó e grãos de areia foram se infiltrando aos poucos soterrando tudo . Só uma câmara vedada 100% vai estar em perfeito estado e desimpedida.É uma condição muito especial.
    Outro lembrete para aqueles que acham que vão encontrar entradas no estilo Indiana Jones é de que túneis ou grutas existentes na base de paredões são facilmente escondidos pelos detritos que caem da encosta ao longo dos séculos e hoje você passa perto deles e nem desconfia . Ou pode parecer uma pequena depressão na rocha e embaixo do solo ,se alargar.
    Mas não podemos ter grandes esperanças de achar grutas naturais na Gávea porque o granito não tem tendência a esse tipo de ocorrência a não ser que tenha acontecido um grande terremoto provocando a fratura da rocha ou tenha havido uma dobra do terreno , nesse caso poderíamos ter uma caverna por colapsamento da rocha . Grutas são facilmente encontrados em rochas calcárias onde a água de rios e infiltrações desgasta o calcário, formando espaços vazios a este processo chama-se carstificação .O que pode há na Pedra da Gávea assim como em outras montanhas da área é o que se chama de lapa. Trata-se de uma projeção de uma formação de granito criando um espaço abrigado embaixo , que pode ate ser consideravelmente grande.E o caso da Gruta da Orelha que esta formada no encontro da rocha mais resistente e a menos resistente, mas essa lapa foi aumentada por várias ampliações feitas nos nossos tempos O que não implica em que alguém no passado mais remoto a tenha usado. Mas sobre esta gruta vou falar separadamente mais adiante .E há muita coisa a dizer.
    Embaixo do portal existe uma pequena gruta mas que não aparenta ter nenhuma novidade.E pelo lado esquerdo de quem esta olhando o portal , já fora dele, existe uma fissura que se pode escalar sem grande dificuldade e sem equipamentos , pois eu mesmo já subi por ali . Também se pode chegar na parte superior do portal vindo por cima mas não da para chegar ate a marquise ,porque no final é bastante íngreme e um escorregão pode ser fatal. No próprio portal tem grampos de escalada enfiados na fenda ,pois alguém andou subindo para fazer um lance em negativo na marquise .
    Tem gente que diz que o portal seria uma entrada para os mundos subterrâneos de Agharta e Shambalha( Reinos míticos no esoterismo, principalmente da teosofia européia ).Parece-me que seria melhor procurar outra entrada porque essa esta um pouco complicada.
    Outros dizem que o portal seria um lugar onde foram depositados objetos , como em uma cápsula do tempo. Esta idéia, não seria tão absurda pois se eu pretende-se deixar algo para a posteridade procuraria um lugar alto , e em rocha muito resistente , faria uma câmara e a fecharia com uma rocha bem robusta.Sabendo de todas as variações que houve no nível do mar ao longo das idades, nunca faria isso em área de baixa altitude. E teria que ser um lugar que despertase a atenção. Porque se fosse muito escondido nunca ninguém iria achar nada.
    Teríamos que examinar a hipótese de que , os fenícios , se por aqui andaram, fariam algo parecido.Na verdade os túmulos fenícios e posteriormente cartagineses não eram gigantescos mesmo sendo de reis. Tem túmulos escavados em paredões e tem túmulos que são poços verticais com uma câmara pequena ou varias em alguns pontos da altura da parede lateral do referido poço. Outros são no abaixo do nível do chão, descendo por uma escadaria
    Mas podemos ter certeza de que o portal mesmo que fosse um portal de fato , seria exageradamente grande para ser um tumulo fenício .Não se enquadra na tipologia desses túmulos .Para não faltar a verdade. Existe um tumulo com uma enorme entrada e no seu interior uma cúpula gigantesca , mas não é fenício e sim grego , fica em Micenas e conhecido como Tesouro de Atreu e serviu de túmulo para vários reis um pouco antes de 1000ac.
    Mas mesmo o portal do tumulo de Atreu , não chega a 9 m de altura.
    Para quem quer esquentar a cabeça mais um pouco, vou citar uma curiosidade . Um templo fenício tinha como fachada , em regra , uma grande porta retangular mais alta que larga e duas colunas ,uma de cada lado . A entrada do templo de Jerusalém feito para Salomão pelos fenícios do rei Hiram , um pouco antes do ano 1000 a. c. era exatamente isso . Por acaso o portal tem duas imensas pedras, como ombreiras nas laterais,mas a direita é maior que a esquerda . Mas em contra desse argumento poderíamos dizer que se o portal tivesse sido feito, teriam centrado melhor o conjunto.Ou então seria o caso de que esse alguém que teria feito o portal não estava preocupado com estética e nesse caso poderia se pensar em uma cultura megalítica .E eu começo a pensar que uma cultura desse tipo se encaixaria bem na historia da Pedra Da Gávea.
    Stonehenge é um caso onde se percebe que os construtores apesar de seguir em princípio o esquadro nem sempre terminam perfeitamente as pedras.
    De qualquer maneira uma laje desse tamanho depois de colocada , não seria para ser mexida nunca mais .
    E como ultima observação sobre este assunto não esqueçamos que no passado a encosta que circunda o portal devia ser bem maior, ou seja a situação era um pouco mais favorável . porque os deslizamentos na Gávea tem sido grandes e constantes. Eu mesmo já pude ver pelo menos três e vestígios de outros ( vou falar com detalhes sobre isto mais a frente).
    Como ultima analise poderíamos aventar a hipótese de que o portal fosse o que se chama uma falsa porta Tanto gregos como fenícios fizeram este tipo de construção em túmulos e essa porta sempre era mais impressionante que a verdadeira entrada para o túmulo que geralmente era escondida e discreta., ou ate totalmente enterrada
    Também é muito comum na arte fenícia apresentar , tanto em estelas como em relevos uma imagem de divindade embaixo de um portal ,com duas colunas nos lados e uma marquise em cima.Ou seja , um portal tinha muita simbologia para eles.Mas no caso do portal da Gávea ,não há imagem alguma , ou se havia algo em baixo do portal, tal como alguma figura de pedra , podem ter certeza que os primeiros que chegaram no local rolaram tudo para abaixo. Esse é um hábito muito comum . E esta observação vale para tudo o que possa ter havido no topo da montanha . Podem ter certeza que tudo foi jogado pelas ribanceiras. Ate hoje fazem isso.
    A ultima observação que poderia ser feita no Portal seria o exame da deterioração e oxidação das superfícies que compõem os blocos laterais e do Portal em si. A rocha que foi exposta mais recentemente tem textura mais clara e resistente. O problema é que se a quebra da rocha foi natural também acontece o mesmo .
    Em resumo numa analise lógica , não é um Portal, mas isto não invalida o fato de que alguém tenha deixado algum testemunho nessa montanha. Istoé e tudo o que posso dizer sobre o portal por agora

  8. Meu comentario talvez seja um pouco virulento, mas é porque subo a Pedra da Gávea desde 1964, ja são 437 subidas, a ultima foi dia 22de maio 2011. Bem ou mal, consegui raciocinar um pouco sobre o que existe por la .Esse texto que mandei faz parte de um maior onde abordo todos os aspectos desta montanha. Desculpem se foi um pouco indigesto. Abraços, Carlos.

  9. carlos perez gomar disse:

    A polemica inscrição na Pedra da Gávea -parte 2

    Gostaria que esta inscrição fosse de fato uma inscrição fenícia , mas infelizmente parece que não é.
    Mas não será por isso que a Pedra da Gávea é menos interessante.A forma básica da montanha pode ser natural ,más pode ter havido intervenção de mão humana em alguns pontos,ou ter tido importância para alguém.
    Motivações de outras culturas em outras épocas , não devem ser julgadas com a mesma lógica que julgamos hoje, ainda que alguma lógica deva prevalecer.
    Primeiro que as marcas não são sulcos , mas bem, são buracos de profundidades diversas tamanho variável e tortos .Dependendo da época e do local de onde se estiver olhando parecem uma coisa ou outra. Chegar perto delas é complicado . Quem se pendurar com cordas , fica colado nas marcas, tudo o que vai ver é um buraco ,mas não vai ter noção de conjunto. Pode ser feita a análise da superfície para ver se há tem marcas de ferramentas mas isto é trabalho especializado e deveria ser feito por mais de uma pessoa trocando impressões . Para colocar dois técnicos no assunto pendurados nesse local vai ser muito dificil, porque provavelmente nenhum deles será alpinista acostumado a esta situação.

    Da para ver parte da inscrição desde o topo da pedra descendo em direção a gruta da orelha
    Fica-se a uns 50 metros do inicio da inscrição, percebe-se que não tem arestas ou são poucas. Mas o ângulo e muito ruim.
    As bordas dos sulcos são arredondadas , parecem marcas de erosão muito antigas , portanto naturais , dando a entender que nesses sulcos havia material mais fraco. Se tivessem sido esculpidas há 2800 anos estariam deformadas, mas não tanto, apesar das intempéries. É minha opinião.
    Existem mais marcas desse tipo em outros pontos da montanha e também em outros morros do Rio de Janeiro. Na passagem desde a Carrasqueira ate o Portal vê-se no paredão oeste marcas bem apagadas similares às do paredão leste.

    Uma solução para ter um registro bem nítido destas marcas ,seria de helicóptero, fotografar a uma distancia correta e bem centrado e nivelado nas supostas inscrições ,talvez entre 50 e 100 metros distante do paredão e na hora certa e na época certa em que o sol estiver rasante. Mas rasante em que direção ? A pino, ou rasante deitado?
    Em maio ou junho seria rasante ligeiramente deitado para o Norte, e ao meio dia, ou para ser mais exato um pouco antes .A inclinação do sol nessa época não deixa muitas alternativas. Por observações feitas ao longo dos anos parece-me que em maio, de manhã é a melhor época em que se notam os sulcos. Haveria que fazer observações nesse período para frente e para trás para ver se fazem algum sentido . Poderíamos desconfiar de que a data de 21 de junho seria interessante(solistício de inverno ,por aqui) Essas datas sempre foram importantes para qualquer povo antigo, no caso em que estas marcas sejam restos de uma inscrição feita pela mão do homem .
    Mas há muito argumento em contra. Os fenícios nunca fizeram um monumento desses na Fenícia , porque haveriam de fazê-lo aqui?
    Só se esse momento tivesse sido o mais importante da historia para eles.
    O que deixa gente com a pulga atrás da orelha e que quando num dia bonito com boa luminosidade ,em maio desde São Conrado, você olha para a montanha com aquela forma que lembra um animal , porque parece mesmo, vê aquela cabeça com um barrete e barba e na lateral aqueles sulcos ,você diz : isto é um monumento comemorativo de alguma coisa , e foi intencional . Ainda que as probabilidades estejam contra. E tem mais uma curiosidade:
    Aquela cabeça é direitinho a cabeça de um rei ou um sacerdote fenício ou cartaginês.O barrete e a barba são característicos Arriscaria dizer que uma barba daquelas que a cabeça da Gávea tem, é mais própria dos fenícios do oriente( Bíblos,Tiro ,Sidon etc.), os cartagineses eram mais práticos , e um pouco mais modernos .Mas e preciso lembrar que aquele tipo de barrete era usado por todos os reis do oriente médio, assírios persas e ate imperadores chineses.
    Mas continuo duvidando que seja obra dos fenícios Se bem que o fato de a inscrição não ser fenícia não invalida a possibilidade de que a Pedra da Gávea possa ter sido alguma intervenção deles , quem sabe com que razões . Mas seria muito engraçado descobrir que os fenícios chegaram ao Brasil , os lusos não gostam dessa conversa. Certa vez quando saíram artigos afirmando as origens fenícias do Brasil ,os lusos abriram manchete no jornal : Lusos ,Cabral chegou primeiro! Não é brincadeira , aconteceu. Se não me engano foi por causa das pesquisas de Ludwig Schwenhagen, que escreveu Antiga Historia do Brasil de 1500 ac. Creio que essa reclamação lusa foi no Para.
    O efeito monumental da Pedra da Gávea tem sua maior expressão desde São Conrado na altura do Fashion Mall, e na área do Gávea Golf
    Da Barra não e a mesma coisa , nem da Pedra Bonita, de frente é uma desilusão total. vai tomando forma a medida que deslocamos nosso ponto de observação em direção a praia de São Conrado
    Teve uma senhora que se referiu com desdém a Pedra da Gávea chamando-a de” apenas pedra erodida ” mas para ela o gigante deitado e assunto serio e fica achando o olho de Horus por todo lado, enaltece as observações do Eduardo Chaves e por ahí vai. Também comunica que Chaves “escalou” a Pedra Bonita em 1971 e achou pedaços de um pé de pedra e o diabo a quatro . E ainda diz que a Pedra Bonita e o pico mais alto do Rio de Janeiro. Confira em” Gigantes Deitados “ no site sobrenatural org., na internet. O pico mais alto do Rio é o Pico da Tijuca com 1021metros. A Pedra bonita tem só 636 metros de altura e não é preciso escalar nada. Faço estes comentários porque é preciso frisar que muitas coisas ditas na internet são informações erradas e que continuam a ser repetidas.
    Ela também se queixa da falta de qualidade artística da cabeça da Pedra da Gávea.
    Também acho ,deveriam ter chamado a Fídias e sua equipe para dar uma retocada. Infelizmente a equipe de Fídias estava trabalhando no Zeus de Olímpia e não pode vir.
    Neste artigo se diz que Eduardo Chaves, Jacques de Mahieu e Daniel Russo acreditam que o gigante deitado é artificial. Na minha opinião, Chaves viajou demais e tinha a Atlântida como solução para tudo. Jacques de Mahieu,que foi francês colaboracionista durante a segunda guerra ,misturava esoterismo com teorias de superioridade racial , numa salada improvável e Daniel Russo procurava formas em tudo o que fosse montanha . Na minha opinião nenhuma pesquisa seria pode se fundamentar nesses três autores.
    Tenho certeza que, eles e outros acreditam nisso ,mas isso não tem a menor lógica . Como pessoas que se dizem pesquisadores podem acreditar nisso? Alguém iria se dar o trabalho de retocar, escavar, esculpir montanhas num percurso de 20 km. Não e lógico.
    Tem mais , o gigante que só pode ser visto desde o mar, e muito mal feito o peito e afundado , o abdome é levantado o resto é indefinido , ate o pé ( o Pão de Açúcar).que parece o sapato de Hermann ,o monstro. A cabeça é a Pedra da Gávea com a testa ( muito pequena ) sendo o Pico dos Quatro . O nariz é a própria Gávea , enorme e feio , os ingleses o chamavam de nariz de lord Hood. O queixo é tipo Noel Rosa ( para dentro) .e um monumento natural muito pitoresco e que caracteriza o Rio de Janeiro , mas só isso.

    Mas tem mais , a mesma senhora ,chega a dizer que o índio do Corcovado foi rebocado em alguns pontos para completar a forma . Já é perder a noção da realidade.
    Mas falando de São Conrado ,tem mais uma coisa que desperta curiosidade existe um pequeno morro dentro do Gávea Golf Club encostado na divisa da estrada ,ele e bem grande , não sei porque , mas sempre achei que la tem possa haver alguma coisa inclusive porque a vista da Pedra da Gávea de lá, é fantástica , também aquilo pode ter tido origem em um sambaquí , porque no passado ficava a beira mar,mas com certeza os sócios do Gávea vão nos correr a tacadas, se tentarmos pesquisar algo, O vale de São Conrado no passado ,sem os prédios, era um lugar imponente, que deve ter chamado a atenção de muita gente .Ate parece que o efeito monumental da Pedra da Gávea tenha sido preparado para ser visto desde esse local . Estaria algum antigo dirigente enterrado ali ?
    Não , não me entendam mal , não me refiro a um dirigente do Gávea Golf Club, é claro.
    Nesse caso a cabeça da Gávea seria um monumento em sua homenagem . Porque na verdade a Cabeça do imperador não é perfeita, nem tem a mesma riqueza de detalhes vista de qualquer lado , mas desde esse local é quase perfeita .
    Aqui vão dois livros para pesquisarem: Os Fenícios ,de Donald Harden , da editora verbo , portuguêsa. Veja tambem:, Lês Phenicies, da editora Gallimard, que faz parte de uma coleção em francês chamada : Universe dês Formes, este livro trata da expansão fenícia, neste ultimo livro veja as fotos da paginas:56, 119,representações de reis ou sacerdotes fenícios e púnicos.
    Não sei se ainda se acham esses livros , tentem . Para quem quer conhecer de fato os fenícios é importante.
    Apesar de tudo o que disse continuo a achar que aquilo não é um monumento fenício. Mas que aquilo é um monumento , com certeza e ,pode ser até natural ,mas continua sendo um monumento fantástico e pelo qual o Rio de Janeiro deveria zelar melhor, Inclusive divulgando mais a sua imagem. Poucos lugares do mundo tem uma montanha tão original.
    Nunca entendi porque não entrou na lista de maravilhas da natureza aqui no Rio . Isso mostra como o carioca não valoriza o que tem, mas se extasia com aquele cristo com cara de francês .
    Mas como se chegou a essa tradução tão difundida da duvidosa inscrição do paredão leste?
    Bernardo da silva Ramos não foi nenhum Champollion brasileiro. Champollion teve em mãos uma laje de pedra que estava escrita em três grafias: hierático( grafia dos hieroglíficos ), demótico (grafia popular do antigo Egito),e grego antigo as duas últimas grafias eram conhecidas e ele foi destrinchando as palavras em hieróglifos , Ele teve muita sorte,por ter a pedra de Rosseta nas mãos, e o que ele fez foi uma tradução fundamentada em um texto real existente , também há que agradecer a invasão do Egito por Napoleão.
    No caso de Bernardo da Silva Ramos ele interpretou os caracteres que haviam sido copiados a respeito de todo aquele problema de sombras e luz rasante, quem sabe e em que momento. Bernardo tinha o hábito de interpretar qualquer marca numa pedra como sendo letras de algum alfabeto , as vezes não se importando nem com a ordem .
    Foi por ali traduzindo. Talvez tenha havido um consenso de que a cabeça do imperador parecia um dirigente púnico e quando surgia uma duvida puxavam a solucão para esse lado ,também sabiam que os fenícios eram grandes navegadores portanto as coisas se encaixavam.As pessoas no afã e entusiasmo de concluir uma pesquisa se deixam levar por fatos duvidosos.
    Também já havia muita agitação pró-fenícia nessa época por causas das pesquisas de Ludwig Schwenhagen no norte do Brasil, que tinha achado vestígios fenícios por todo lado. Mas nada disto foi provado oficialmente.Na internet é freqüente encontrar a afirmação de que túmulos e ruínas fenicias teriam sido achadas em vários lugares do Brasil. Não sei como podem afirmar uma coisa tão sem base .Se isso fosse verdade alguma foto já teria aparecido.E ate hoje eu não vi nenhuma. Pode ser ate que existam mas por enquanto ninguém mostrou.
    No entanto tem um fato muito curioso . As carrancas dos barcos fluviais do Rio São Francisco tem o mesmo aspecto e significado que as carrancas que vemos nos barcos de uso fluvial nos relevos do palácio de Sargão em Korsabad. Barcos com uma cabeça de cavalo (os gregos os chamaram de Hippoi).Os fenícios também tinham este costume.
    Quem quiser conhecer o trabalho de Bernardo da Silva Ramos Procure os dois volumes enormes que ele publicou. Chama-se “Inscripções e Tradições da America Pre- histórica” . Na biblioteca nacional tem com certeza e no IHGB também .
    No livro verão que ele via letras antigas em todo lugar e não importava a ordem . Era uma cachoeira de inscrições gregas, fenícias, hebréias etc. Pode ser que alguma fosse autentica, mas como vamos ter certeza?
    No entanto existe um relatório do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em que conta que uma comissão deste instituto se deslocou para copiar a inscrição. Este relatório tem a data de 23 de maio de1839. Repare que eles foram em maio ,que e a melhor época para ver a inscrição.

    Mas devem ter ficado mais em baixo, não creio que tenham subido até muito em cima .De qualquer maneira não teriam nenhuma vantagem para ver a inscrição, se fossem até o cume .Só poderiam fazer a copia da inscrição olhando de binóculo desde são Conrado . Eles copiaram o que acharam que estavam vendo . Marcas deste tipo mudam de acordo com a incidência dos raios do sol . Em um momento você julga estar vendo uma letra e depois já não e a mesma .
    Bernardo também traduziu o que lhe deram , forçando um pouco . E só ver as interpretações da inscrição, que se nota que os traços verticais são muito maiores que os horizontais. Bernardo conhecia o hebraico e foi orientando-se por ali. O alfabeto fenício e o hebreu eram parecidos .Bernardo fez sua tradução em 1928. Ele nasceu em 12 de novembro de 1858 e faleceu em 5 de fevereiro de 1931.
    Finalmente Bernardo chegou a sua interpretação da inscrição:
    Tiro Phenicia, Badezir primogênito de Jethball
    Mas o maior argumento contra esta inscrição é de que os fenícios não chamavam seu pais de Fenícia e sim de Cannan . Só isso põe em duvida toda a tradução. Quem chamava eles de fenícios, eram os gregos. A única possibilidade a favor da legitimidade da inscrição seria a de que um grego tivesse supervisionado a execução da inscrição o que já é forçar muito as coisas
    Más observe a inscrição em alguma foto. Ela é torta , começa subindo da esquerda para direita e se perde perto da fronte na cabeça. Os fenícios eram ótimos pedreiros , tanto que Salomão solicitou ao rei Hiram I , de Tiro pedreiros para construir o templo de Jerusalém. Não iriam nunca fazer coisas tortas nem mal acabadas.Porque é preciso concordar que o serviço ,se foi feito por mão humana, ficou mal acabado .
    Alguém acha que eles iriam fazer este trabalho mal feito depois de viajar quem sabe quanto tempo para ir e voltar ? Pode apostar que para vir aqui levariam meses, entre ida e volta. Ou ate teriam que ser viagens em épocas do ano idênticas para ir e voltar por causa do regime de ventos e correntes Ou então vieram, ficaram e se integraram as populações dos sambaquis.
    Quem acha que fenícios e tamoios andaram de mãos dadas, esta viajando .Pelo menos 1000 anos os separam .Se é que de fato os fenícios chegaram aqui, eles teriam estabelecido contato com as populações dos sambaquis, antecessoras dos tamoios.
    Em 1970 aconteceu um fato curioso foi achada no sambaqui do Poço Grande em Gaspar Santa Catarina uma pedra com escrita púnica.Esta pedra era pequena ,foi entregue ao padre Rhor , que era arqueólogo . Participei de um congresso de arqueologia em que ele estava presente. Ele me disse que aquilo parecia ser uma farsa para brincar com ele.É bem possível. Mas o curioso é que teria sido achado no sambaqui de Gaspar , o que cronologicamente faria algum sentido.
    O que as pessoas devem saber e que um objeto por mais precioso que pareça perde seu valor arqueológico quando e retirado sem um bom registro gráfico e fotográfico , e por pessoas não tecnicamente autorizadas a fazê-lo. Tenho a foto da tal pedra .
    Um caso semelhante aconteceu com as famosas ânforas” achadas” na Bahia de Guanabara. A historia e mais ou menos esta . Digo mais ou menos , porque não vale nem a pena saber como começou , uma vez que surgiram um monte de boateiros dizendo bobagens , e a imprensa como sempre ,sem muita profundidade aumentou a confusão. Acharam três ânforas que seriam gregas, na Bahia da Guanabara junto com elas ( dizem que) foi apresentado um certificado do Smithsonian Institution confirmando que eram legitimas ,o que não nos diz nada , porque nunca mais voltaram a falar do local onde foram achadas , e tem mais, na Europa compra –se quantas ânforas quiser , as joga na Bahia e depois as acha . Foi o que parecia ter acontecido. Apareceu ate um cidadão que mergulhava e parece que deixou transparecer que ele tinha montado a farsa. E continuou a novela , disseram que uma das ânforas estava” sob guarda do governo brasileiro em local ignorado”. Com certeza o governo brasileiro devia estar” preocupadíssimo” com o assunto. Veja a historia verdadeira na internet em : Datação Absoluta–_Jb on -line e complete com” Américo Santarelli” , e você vera como se inventa bobagens.
    Resumindo . Américo Santarelli mandou fazer 18 ânforas aqui no Rio, por um oleiro para Américo decorar sua casa em Angra dos Reis , foram feitas e as deixou em um local da Bahia da Guanabara para ficarem com aspecto mais autentico. Quando a polemica esquentou demais Américo resolveu esclarecer as coisas . Para provar isso ele mergulhou e trouxe mais 8 ânforas . E acabou com as especulações.
    O mais lamentável que pessoas continuam divulgando a notícia , na internet, como um grande achado consagrado.Isso não nos leva a nada.
    Tem o caso das moedas romanas achadas em Angra ,eram quatro ,achadas num lajeado , não disseram onde , “ por receio que o sitio pudesse ser saqueado”.Eram do imperador Constancio II ( 317- 361 dc). Nunca mais se falou do sitio .Tenho fotos das moedas. Este assunto esteve na imprensa há mais de 30 anos .E bom lembrar que ate o ano 1200 de nossa era, em Portugal circulavam algumas moedas romanas, portanto essas moedas não são as mais difíceis de achar.
    O ser humano e curioso e isso e ótimo mas , não se deixe enganar por historias mal contadas ou que fogem da lógica. Não se iluda com falsas trilhas ou você não chega ao cume.
    No dia que acharem um navio púnico, grego ou romano inteiro afundado na costa brasileira , vou achar ótimo, e garanto que no dia seguinte estará tudo bem claro na imprensa com fotos e dizendo onde foi o achado , e o assunto não morreria tão cedo.
    A imprensa tende a distorcer as coisas mas quando os fatos são bem esclarecidos , e documentados ,não tem para onde fugir.

    Mas o que inquieta é que em 100 anos ninguém analisou o assunto da inscrição com a devida lógica e seriedade .Nem os que a julgaram verdadeira nem os que a julgaram obra da natureza . Apenas repetiram como papagaios o que ouviram anteriormente . O mais absurdo e que os” científicos” que estudaram a Inscrição não notaram o tremendo erro de, os fenícios se referirem a si mesmos como fenícios .E os jovens interessados no assunto são iludidos com falsas pistas de uma pesquisa que poderia ser seria e levar a algum resultado surpreendente.
    Há mais uma hipótese que as vezes circula , a de que vikings teriam feito as” inscrições “ na Pedra da Gavea .Acho isso muito mais improvável que a teoria Fenícia . Vikings nunca perderiam tempo fazendo monumentos gigantescos ,ou inscrições em paredões de difícil aceso.
    Esta provado que estiveram na America do Norte , porque já foram achados , restos das fazendas que eles estabeleciam nas áreas de exploração. O sitio exato da maior evidencia chama-se L’ Anse aux Meadows , no Canada. Isso pelo ano 1000 da nossa era. Pensa-se que tenham chegado a estabelecer contatos com índios do México e de Yucatán, lá pelos ano 1100 da nossa era dando origem a lenda de Quetzalcoalt. Dizem que Quetzalcoatl(“ a serpente com penas que veio pelo mar”) morreu em 1202 da nossa era , faz algum sentido. Os vikings chamavam seus barcos de “dragões voadores”. Se você vir um Drakkar vai entender.

    Talvez ,Ironicamente prepararam a chegada desastrosa de Cortez 300 anos depois É muito possível que tenha acontecido desta maneira
    E tem mais ,tradições orais diziam que Quetzalcoalt era claro, barbudo e de olhos claros, e contra os sacrifícios humanos( Nessa época os vikings em parte, já eram cristãos) Também faz algum sentido.
    E o caso de pensar que se as civilizações Américas tivessem resistido a conquista européia com convicção, talvez houvessem seguido um desenvolvimento similar ao do Japão que manteve firme sua cultura e estrutura política até o século XIX. E hoje as populações indígenas de America não estariam tão marginalizadas. Tenho certeza que o Peru e o México ao menos , seriam países de primeiro mundo, porque já eram estados bem organizados em 1500. O estado inca, no Peru já havia organizado um território enorme desde o Equador ate a Argentina , e segundo dizem a administração andava na linha. Bem diferente de hoje. Com certeza o estado inca teria sido o Japão na America do sul.

    Que os vikings tenham chegado até a America do Sul é muito, improvável , não tiveram fôlego para tanto. Quem defendeu essa tese foi Jacques de Mahieu. E claro ,ele gostaria que os responsáveis pela Pedra da Gávea fossem louros de olhos azuis. É compreensível ele foi membro da “Divisão Charlemagne” na segunda guerra Mundial , divisão formada por franceses colaboracionistas e que serviam no exercito alemão .

    A tentativa dos vikings de se estabelecer na America do Norte fracassou por causa do pequeno efetivo de imigrantes que eles conseguiam trazer , e que acabavam sendo massacrados em combates com os peles vermelhas. Mas essa é outra historia e não cabe aqui estender-se.

    Vamos deixar os vikings brigarem com Colombo pela” gloria” da descoberta. O que no fundo é uma ingenuidade . Quem sabe quanta gente chegou as costas americanas de todas as partes do mundo antes deles ( Polinésios Maoris? Chineses? Africanos? Árabes? , para não recuar muito) .

    Ultimamente esta sendo discutida a informação de que os chineses teriam chegado a America, ao menos ate a costa do pacifico, em 1421, com uma frota comandada por Zheng He. Seus navios eram cinco vezes maiores que as caravelas Mas e muito provável que muito anteriormente já tivessem havido contatos .
    As civilizações americanas mais desenvolvidas tem muito de arte e costumes orientais, tanto aztecas ,olmecas, maias ,chimus e até os incas.
    Mas a verdade é que quem quer navegar, navega milhares de quilômetros em canoas ,como os polinésios.

    Mas na salada cultural que os séculos produziram e muito difícil saber quem contribuiu com o que, e a que nível.

    O caso Pedra da Gávea tem sido levado na gozação e irresponsabilidade. A mediocridade dos interesses da maior parte da população é incomensurável. Nem sempre por culpa própria. Vem sendo estimulada há muito tempo. Por governos televisões e jornais.

    A Pedra da Gávea está cercada de historias mal contadas que as vezes estão fundamentadas em fatos reais , porem muito deformados. E posso garantir que quase tudo o que corre na internet a respeito da Pedra da Gávea é fantasioso.

    E possível que informações importantes estejam perdidas ou tenham sido desmoralizadas

  10. nº Zero disse:

    Pedra da Gávea, Fenícios, Tesouros do Rei Salomão, Templários…
    Todos esses fragmentos de hipertextos…
    E por eles eu já havia passado pela web. A mim estavam isolados.
    Aqui percebi nexo nos determinados episódios interligando-os… história Brasil.

    Só espero que façamos por merecer, principalmente quem começa a tomar consciência dessa história precisa despertar e se compromoter de alguma forma.
    Pode parecer bobo, mas passemos isso para as crianças, é uma mensagem que ficará guardada nelas e talvez seja uma motivação que fará frente ao nosso futuro de curto-médio prazo que estamos vislumbrando aí.
    Penso que isso possa ser válido.

    Enfim preciso lhe dizer que é uma história fantástica.
    Grato por apresentá-la e reproduzí-la aos internautas novamente.

  11. Atama Moriya disse:

    Caro Rayom,

    Muito agradecido pelos seus acrescimos interessantíssimos. Aprecio muito os seus comentários inteligentes que ajudam os leitores a se aprofundarem em suas pesquisas pessoais. Isto é muito importante para que as coisas colocadas embaixo do tapete surjam à tona nesta era que não será nova se não nos mexermos em busca da luz, em todos os sentidos, campos, filosofias e ciências.
    Penso que o importante papel das Fraternidades Obscuras seja mesmo o despertar pela dor o homem que adormece há milênios e vive hoje absolutamente sem causa justa na acepção mais ampla da cosmologia.
    “quem sou eu?” é a pergunta que deve retumbar nas mentes de cada um para que se encontre o caminho da verdade.
    Alguem que é colocado restritamente em construções, por ignorância, disse lá atrás: “Eu sou o caminho e a verdade”, mas quem de nós sabe o que isto significa? São poucas palavras que designam o destino dos homens, mas não estes que nem sabem o que são e para onde estão indo.
    Saudações e Paz e Bem.
    Atama.

  12. Rayom disse:

    Prezado Atama:

    Sua exposição é bastante boa sobre trechos da história universal em que nosso país naturalmente se acha contido. Atribui-se a Cabral a descoberta do Brasil, grande piada. Mesmo a ortodoxia da história fica envergonhada de ser obrigada a manter a mentira quando fatos lógicos e arqueológicos a desmentem fragorosamente.

    “Não é foco deste relato apresentar todas as pesquisas já realizadas e constantes de livros e provas arqueológicas. Quem quiser poderá procurá-las e as encontrará em bibliotecas e museus do mundo todo e alguns documentos estão disponibilizados na rede mundial da internet.”

    De fato, há duas arqueologias e duas antropologias, as oficiais e mentirosas, e as levadas a cabo por investigadores sem vínculos governamentais que estão amordaçadas por interesses espúrios. Como há dois governos ocultos no mundo, um de luz, poder e sabedoria que detém as chaves e regras da evolução do planeta Terra e seu verdadeiro papel no sistema solar, e outra negativa, maligna, composta de seres de alta inteligência, mas baixas freqüências energéticas, praticantes das magias negras repulsivas e interesses opostos à libertação da humanidade, reforçados por seres extra planetários que juntos atuam.

    Sabemos que quanto mais se sobe na luz, mais as oposições acontecem em proporções semelhantes, por isso tivemos poucos e verdadeiros heróis na história oculta mundial com sucesso absoluto em suas missões. E esse governo oculto do mundo em versão negativa é também poderoso, e alicia os chefes de nações e os principais vultos de todas as atividades humanas. Por isso o presente caos.

    Gostaria de corroborar sobre o que você anotou acerca dos mapas mundis, fazendo referência aos sumérios, que viveram na Mesopotâmia há mais ou menos 10.000 anos, ou talvez mais. Esse povo já detinha a visão completa e conhecimento de o sistema solar heliocêntrico, o ano de 365 dias, as fases da lua, os planetas transitando no sistema, a geografia completa da Terra, e as principais localizações de metais nobres e não nobres nos continentes, principalmente África, para onde partiram com o fito de explorar. Daí existir muitas lendas africanas sobre heróis e deuses e de uma raça de operários que para eles trabalharam. A arqueologia descobriu deles um astrolábio, instrumento de prospecção astronômica que seria inventado (ou reinventado), milênios depois com incrível semelhança ao protótipo encontrado.

    Como, pois, esse povo podia saber tantas coisas há mais de 10.000 anos? E por que os historiadores não dão relevo a essa descoberta arqueológica, dentre outras dezenas, mudando os rumos da história universal? E mudariam de fato, pois tanto quanto os registros arqueológicos deixados no Brasil e Américas, sem explicação, ou infantilmente explicados pelos doutos, os demais achados revelariam uma nova e fascinante história!

    Desculpe o tamanho do comentário, mas há tantas coisas ainda por se dizer.

    Abraços.

    Rayom.

  13. Atama Moriya disse:

    Há outras chamadas “coincidências” como o fato de nosso Bernardo Azevedo da Silva Ramos ter faturado duas vezes numa loteria que havia à época para juntar dinheiro suficiente para estudar linguas antigas em Paris.
    E Badezyr ou Badesir serem justamente as iniciais de nosso brilhante arqueólogo.
    Querem mais? Acho que não, mas tem muitos fatos que nem podemos escrever para não nos chamarem de “loucos”.rsrsrs.
    AM.

  14. Atama Moriya disse:

    Thiago Miranda,

    Muito agradecido pelos seus comentários.

    Acredito que seremos a resposta para muitas coisas dentro de duas a tres décadas em diante.

    Abraços.

    AM.

  15. thiago miranda disse:

    Sensacional esta dito e escrito…o Brasil pode surprender o mundo com um novo conhecimento que nasce com uma nova era e uma nova consciência….precisamos rever toda a historia de uma vez por todos há muitos equivocos e intereses…isso é passado e o Brasil é o pais do futuro…e com essa crise mundial fica mais claro que nos, brasileiros, fazemos parte da solução desse problema. Seremos a resposta.
    Muita Luz!!!

  16. Borboleta disse:

    Fantástico!

    O que mais me intriga, Atama, é a construção e a localização de Brasília…não acredito em acaso e as chamadas “coincidências” são apenas sinais que devem ser interpretados.

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