A crise do eco-sistema é milhares de vezes mais grave que qualquer crise econômica

A nossa atual civilização vive por momentos e imediatismos e acaba menosprezando situações potencialmente muitas vezes mais graves e importantes, deixando-as para tratar delas quando o problema surgir e se surgir, conforme a maioria absoluta acredita que nada grave vai acontecer.

Assim também estamos acostumados a agir na vida de maneira individual e sempre deixamos à posteriores ações importantes que deveríamos tomar de imediato.

Para mim ressalta a cada dia a destruição planetária que as sociedades estão levando à cabo. Muito grave e cujos diversos modelos matemáticos de climatologistas de centros de pesquisas, de ONGs, de universidades tem alertado que conseqüências gravíssimas estão à caminho e percebo que nenhuma providência efetiva tem sido tomada não somente por governos, posto que estes são apenas reflexos de seus povos, mas principalmente pelo indivíduo.

As crises econômicas, como esta atual, deve afetar de 2 a 3% da população mundial de maneira mais dura, mas terá sido apenas para controlar o ímpeto ganancioso e egocentrista deles, portanto, é um bem que acaba por se fazer, nada mais. Entretanto se espera que os “outros” aprendam observando estes acontecimentos. Já eventos catastróficos da natureza provocados pelo homem tem o condão de trazer conseqüências terríveis, não somente a um punhado da sociedade, mas a bilhões sobre o Planeta e poderá ser fatal para a maioria destes.

Enquanto o mundo se descabela achando que salvar a ambição humana é importante, o numero de pobres continua a crescer de maneira muito forte pelo mundo, posto que se torna um paradigma econômico de quanto mais as sociedades se desenvolvem em evoluções tecnológicas, mais pessoas são desprezadas neste processo e dentro de novos parâmetros a cada dia, os mais pobres vão se tornando cada vez mais pobres e mais excluídos dentro das economias.

Isto não é estranho, isto está comprovado em modelos matemáticos na economia. Por que?

Para mergulhar nestas questões é preciso não somente estudar as estruturas econômicas criadas à partir da época das grandes descobertas e se aprofundar nas questões de filosofias de vida que foram continuamente adotadas pelas civilizações como sendo o que melhor traria benesses ao ser humano.

E francamente, estamos vendo a olhos vivos que toda esta estrutura atual permitiu o “cegamento humano” e o fortalecimento do egocentrismo como razão de vida. Enquanto este fator não for controlado e freado nos indivíduos não haverá condições de implantação lenta e paulatina de novos paradigmas na sociedade.

Criar uma sociedade mais justa sob o ponto de vista humano é o ponto base para que possamos fazer sobreviver esta civilização neste século.

E não se muda a sociedade de cima para baixo, não se cria nenhum novo paradigma de vida de governos, mas sim da conscientização individual que avança sobre os governos. E não é isto que ocorre nos dias atuais.

O chamado livre mercado que na prática nem existe, permitiu como modo de vida o surgimento de uma lei de sobrevivência dos mais fortes e mais capazes, com ênfase no individualismo. Matar ou morrer dentro da economia, criou um modo de pensar que não permite aos seres humanos enxergar o todo dentro da sociedade. Afinal, a cultura do capitalismo selvagem impôs erroneamente uma competição de sucesso ou fracassos de vida, esquecendo-se completamente de que o ser humano individualmente necessita primeiro aprender a desenvolver dentro de si os princípios de ética e moral para que se conquiste a fraternidade e igualdade social.

O desenvolvimento da ética e da moral faz parte da cultura dos povos e ela deveria ser a base concreta para o desenvolvimento da civilização. Hoje e historicamente assim também foi, vivemos uma dicotomia entre cultura e civilização, que são de fato distintas, mas não da maneira que se encontra nos tempos atuais, onde percebe-se um ápice, um distanciamento entre ambos que parece haver um abismo entre ambas.

Este abismo foi provocado pelo modo de vida individual a que estamos moldados, e a cada dia percebe-se que vai continuar a ser assim, a não ser que a natureza surja como fator externo para estancar abruptamente esta caminhada do homem no Planeta.

Este fator externo é cíclico e mesmo que produto da criação do próprio homem, vem de forma incontrolável e avassalador.

Neste momento da história da nossa civilização terrestre estes problemas climáticos é o agente externo que se aproxima a cada ano e se torna nítido a um bom observador que sua força será tão forte quanto tão forte for a petrificação mental individual humana que impede a evolução uniforme e equitativa dos povos. Mudar a cultura é a chave para a continuidade da evolução e da existência e permanência civilizatória sobre a face do Planeta.

Vamos falar mais a respeito disto mais adiante, mas aos poucos para que os leitores possam pensar por si mesmo cada acontecimento de aspecto macro que desenrola a nossa história atual.

Por Atama Moriya, em 15-10-2008.

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