A deturpação econômica mundial reflete a deturpação mental do homem moderno

Estive observando nestes meses o comportamento dos mercados financeiros diante da crise que se agrava como todos já sabiam que iria acontecer, e continuo observando e cada vez mais me convenço de que realmente trilhamos a nível mundial de estruturas econômicas montadas a um século totalmente absurdas e incongruentes para que se estabeleça uma melhora mundial, em todas as economias, do ser humano.

Vamos aqui dar apenas umas breves palavras, mas o estado das economias são reflexos mentais vendidos aos indivíduos como sendo algo realmente muito bom e que vai trazer ao longo do tempo bem-estar social a todos os cidadãos e conquistas importantes na vida. Ledo engano.

Não há neste momento maior enganação que esta propaganda a nível mundial.

Todas as estruturas econômicas de todos os países, sejam capitalista ou comunistas, os dois grandes blocos, criaram uma pirâmide social e econômica na qual os que estão no topo dela tudo podem usufruir e assim continuarão enquanto se mantiverem no topo, e os que estão abaixo do pico da pirâmide, da classe “b” e abaixo delas, vivem em sonhos e ilusões marqueteiras de uma sociedade mais justa, do fim da fome, e principalmente de concretização de sonhos. E são estes “abaixo” que somados representam 95% das populações do mundo.

Pretendo escrever um pouco mais sobre estas questões em novo capítulo sobre os Desafios da Humanidade, mas apenas para dar uma idéia de que as coisas aparentemente caminham para um desfecho ruim, lembro que o que parece ser ruim, ao longo do tempo demonstrará que foi realmente positivo.

A maior de todas as incongruências econômicas neste atual sistema financeiro nacional e internacional é que ditam que “os melhores devem sobreviver nas economias e que os fracos e inúteis como indivíduos e empresas devem mesmo fracassar a bem de um resultado melhor para todos os cidadãos”.

Esta filosofia do mais forte nas economias vem também da idéia do evolucionismo de Darwin, daí porque sempre afirmamos que o “estado econômico e social” são reflexos dos pensamentos dos indivíduos. E a completa separação que é feita do estado de ética e moral das realidades financeiras estão levando as economias e o homem para um “buraco enorme” e não vai ter fim o poço, a não ser que se pare e se recrie novas filosofias de vida.

O que está a ocorrer nestas semanas passadas próximas e hoje são os absurdos dos estilos e estruturações econômicas propagadas como as soluções para o futuro. De que futuros estão falando?

Há uma crise mundial em andamento e é bastante grave. Pior que a crise cíclica de 1929.

E o mais surpreendente neste momento é que para tentar sustentar uma casa de vidros erigida no século passado, os Bancos Centrais passam a agir colocando dinheiro “bom” em estruturas falidas. Não ensinaram sempre que investidores que arriscam muito e perdem devem mesmo sucumbir? Isto não é verdade para os governos e os bancos centrais.

Grupos financeiros gigantescos armaram um circo de super multiplicação monetária há décadas e sugaram as economias das classes inferiores a deles, até o ponto de não haver muito mais sangue para sugar e neste momento com a falência paulatina dos “sugados”, vai a fileira de dominó seguindo um após o outro. Bilionários se fizeram assim simplesmente explorando de forma abusiva o maior bem do mundo “os juros” monetários.

Mas hoje vemos que estão todos em situação gravíssima e prestes muitos deles de virarem poeira e descerem a ladeira da pirâmide social.

E então, numa estrutura social denominada “de capitalismo selvagem” onde o pequeno devedor vê tomadas todas as suas capacidades de sobrevivência de maneira “selvagem”, através de impostos elevados e vida à base de créditos absurdamente elevados, estamos agora observando que os “chamados ricos investidores” e os verdadeiros exploradores da desgraça humana onde a pobreza mundial cresce a mais de 50% a.a. na classe mais baixa do mundo, estão sendo socorridos para que a estrutura econômica montada possa ainda sobreviver.

Que coisa absurda! Não é absurda porque estamos “condoídos” por causa dos pobres, mas absurda a situação em que os Bancos Centrais se tornam, não de hoje, os verdadeiros protetores e os modernos “Robin Hoods” do Capitalismo Selvagem às avessas.

Os Bancos Centrais estão a injetar neste momento bilhões e bilhões de dólares nas economias falidas de empresas que ganharam bilhões e bilhões com a especulação dos “juros” em mercados de capitais, e à custa dos indivíduos que formam a sociedade.

Neste período, houve a transferência de bilhões e bilhões e trilhões de dólares multiplicados nos mercados financeiros para as classes investidoras que se regozijaram em festas, carrões, jet-set, a despeito da desgraça amealhada por falta de ética e moral, os quais teoricamente deveriam ser a base de qualquer estrutura social-econômica.

Mas não é assim mesmo!! Neste momento os Bancos Centrais dos países estão a injetar “bilhões e talvez até trilhões de dólares para salvar “os ricos investidores” e com dinheiro arrecado através de impostos pagos pelo “povão”, que ironia deste Capitalismo Selvagem que não titubeia em mandar para a sarjeta os pobres indivíduos que fracassam na vida social-econômica!

E são neste momento os pobres do mundo todo que estão a salvar os “ricos aplicadores” de jatinhos e mansões pelo mundo afora. Nada há de mais estonteantemente absurdo que eu tenha conhecido em toda a minha vida.

Vejam mesmo no caso deste Brasil amado e querido que a taxa selic está a beirar a 14% a.ano, e a quem favorece este pagamento da dívida interna? E com que dinheiro está se pagando este “juros”? São os impostos amealhados do sangue do suor do povo que deveria “teoricamente” ao próprio povo em benefícios, nem que fossem eles representados por salários-famílias, mas são transferidos por mecanismos doentios sob o ponto de vista de “justiça social” aos grandes aplicadores e financeiras como os Bancos. E se algum destes “aplicadores” tiver um grande prejuízo, não deverá ficar preocupado, pois, a bem da saudável economia vigente, será prontamente socorrido pelo “Robin Hood” dos ricos, os poderosos Bancos Centrais, e tudo fica igual e mantém a desejável pirâmide social-econômica, a despeito dos pobres que nunca deixarão de existir, nem daqui a cinco mil anos, a menos que haja uma conscientização mundial de ética e moral humana à partir do indivíduo.

Se o indivíduo não melhorar a si mesmo com novos conceitos e padrões de ética e moral superiores ao chamado racionalismo de interesses pessoais pós revolução francesa, vamos continuar a singrar “loucamente” nessa massa falida chamada humanidade moderna.

Voltarei a este assunto em novo capítulo sobre os “Desafios da Humanidade” nos próximos dias.

Por Atama Moriya.

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