O Homem Simbiótico – parte 1

O atual modelo social-econômico e filosófico de vida encontra-se em colapso. Mantido este “status quo” talvez não haja humanidade alguma dentro de poucas décadas, porque os poucos que restarem não saberão nem mesmo construir um computador.

Esta não é uma visão, nem mesmo é apocalíptica, embora “coincida” em muitas coisas, mas são conclusões baseadas em modelos que cientistas elaboraram e estão alertando para os limites de sobrevivência humana, apenas que entramos numa roda tão grande de vida que não conseguimos mais parar ou interromper a escalada, sem que para isto, consigamos nos unir e criar toda uma nova estrutura econômica no mundo inteiro e de uma só vez. Isto, eu concordo, é impossível, neste momento.

Creio mesmo que diante os dados colhidos ao longo de um século nos permitem avaliar e projetar que o atual modelo social e econômico que estrutura a nossa Civilização Humana chegou ao fim, ou está próximo dele.

Não pretendo aqui criar um tratado, pois as questões são por demais longas e detalhadas, entretanto, aos poucos vamos elaborando alguns textos que o leitor poderá trabalhar em outras pesquisas e juntar aos poucos os pontos, como muitos que já coloquei neste blog sobre “Os Desafios desta Humanidade” – vide os textos neste blog.

Ao final cada um deve tirar suas próprias conclusões, se é que é possível dizer que há um final e que há conclusões a serem extraídas.

Somos hoje 6,5 bilhões de habitantes no Planeta, e matematicamente estamos consumindo todos os recursos naturais do Planeta. No processo de industrialização quanto mais produzimos e criamos bens que melhoram o bem-estar social dentro dos padrões de populações mais ricas de países desenvolvidos, maior será o consumo que cresce exponencialmente de matérias primas e outros insumos como energia.

Pelos cálculos atuais, em poucas décadas teremos praticamente esgotado vários minérios, como alumínio, zinco, cobre, teremos pouco carvão, pouco minério de ferro, sem contar que restará menos da metade das atuais reservas de petróleo.

Estamos reduzindo dramaticamente todas as florestas para ocupá-las com plantio de alimentos, cujas necessidades crescem de forma geométrica.

Estamos poluindo o ar queimando petróleo, carvão e outros combustíveis de forma louca e irresponsável e isto já está trazendo reflexos violentos causados pelo aquecimento global, cujas conseqüências todos continuam a minimizar ou os atuais dirigentes e formadores de opinião realmente acreditam que diminuir rapidamente alguns bilhões da população mundial de maneira brusca será benéfica. Não sei, não dá para saber o que pensam de verdade.

As fontes de água doce estão sendo todas contaminadas, o mar está sendo poluído de maneira brutal, os peixes do mar estão tendo suas populações reduzidas a 20% do que havia no inicio do século passado. Mais algumas poucas décadas muitas espécies terão desaparecido quase por completo e teremos destruído todo o equilíbrio do eco-sistema marítimo.

Com todo o desequilíbrio que estamos provocando na natureza, com secas, chuvas, furacões, poluições em rios e mar, poluições atmosféricas, e toda a sorte de desgraças que se seguirão, outras gravíssimas acontecem em função desta quebra de vida planetária, que são doenças que podem surgir a qualquer momento, algumas já conhecidas e outras totalmente novas.

Qualquer um destes fatores por si só são absolutamente graves a ponto de representarem mesmo uma ameaça à sobrevivência do ser humano, e até mesmo a continuidade da civilização.

Quando observo tudo que acontece a nossa volta, fico imaginando ou ao menos tentando imaginar um outro sistema de vida, uma nova estrutura econômico-social, uma nova cultura ao homem, uma nova filosofia de vida, um novo modo de vida que priorizasse não a riqueza como objetivo principal, mas o bem-estar e o equilíbrio de tudo na natureza e com todos nesta humanidade, mas realmente não consigo ver como isto seria possível neste atual momento.

Seria necessário imaginar a existência de quase 100% de homens de boa-vontade para que pudéssemos implantar e criar novos rumos civilizatórios, todavia, não é esta a principal virtude humana e que domina a si mesmo.
– continua

Atama Moriya

O Homem Simbiótico – parte 2

O Homem Simbiótico – parte 3

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