Por que as pessoas se matam por causa do “dinheiro”? – Parte 2

Vamos supor (e o que estamos fazendo é uma mera suposição) que você fosse o Diretor Geral do desenvolvimento da Raça Ariana e recebesse uma ordem do Grande Conselho dos Anciãos, o qual recebeu também uma ordem ainda de outro Conselho Superior, de que haveria a necessidade de apressar a evolução do homem no sentido de transformar as “trevas” em que vive em “luz”, o que você faria?

Como diretor-geral certamente você reuniria seus diretores, conselheiros, assessores e outros tantos chefes e colaboradores e entregaria o problema para sugestões. Aí, então os colaboradores reunidos examinaram a situação e classificaram os seres arianos com as seguintes características principais, isto há milhares de anos atrás:

– tem um poder mental ainda muito primitivo;

– tem um poder de raciocínio lógico limitado e necessitando de estímulos para seu desenvolvimento;

– tem forte tendência de ser dominado pelo egocentrismo;

– tem forte tendência a desejar o poder para dominar outros semelhantes;

– tem características fortes à ser indolente e preguiçoso;

– tem tendência a cultivar extremadamente vaidades; e

– tem fortes apelos e desejos sexuais impulsionados de forma incontrolável por vaidades extremadas.

Então, alguém muito inteligentemente propôs, para desenvolver qualidades e virtudes em oposição a estas características dos arianos, um sistema econômico que ordenaria os homens em estruturas organizacionais e ao mesmo tempo em hierarquias para que enfim pudessem ter um aprendizado que nortearia as civilizações em curto espaço de tempo, através da criação de uma moeda de troca, que resolveram chamar de “dinheiro”.

Resumindo, o dinheiro como sistema de troca tem os objetivos básicos de:

– ensinar o homem a controlar sua indolência e preguiça através da necessidade de um trabalho constante durante toda a sua vida para que ele possa contribuir dentro da sociedade como um membro a mais apenas;

– ensinar o homem a dar valor e preço relativo a todas as coisas da terra, produzidas ou não por ele, e que este valor represente sempre o valor do bem comum a todos;

– ensinar o homem a controlar seu egocentrismo através de divisão eqüitativa de lucros e resultados provenientes do trabalho comuns a sociedade;

– ensinar o homem a se estabelecer em comunidades ou sociedades nas quais haveria produção, equivalência monetária, trabalho, lazer e conforto comuns, porque tudo giraria em torno de um esforço conjunto para obtenção de um bem comum a todos;

– ensinar ao homem, a partir da sua própria necessidade de sobrevivência, juntar-se a sociedades organizadas e aprender viver em comunidades, onde para que não se perca o objetivo comunitário, aprende-se a conviver com regras morais e éticas que tornariam possível essa comum-vivência entres todos os indivíduos, aprendendo o homem a limitar os seus profundos desejos indolentes, egocêntricos e sua ira originada de seu grau de irra-cionaridade, característica herdada de seu desenvolvimento em corpos do reino animal, anterior ao hominal;

– ensinar ao homem conviver e aceitar mansamente regras de moral, ética que permitiriam aprender e aceitar a existência de hierarquias, e aceitar e obedecer leis estabelecidas para que houvesse este respeito comum dentro de hierarquias;

– ensinar ao homem a conhecer melhor como conquistar através da justiça transmitida pelo seu bom comportamento o respeito dos demais e por intermédio deste respeito conquistar graus hierárquicos superiores para aprender a se portar em doação e aprender a manter o equilíbrio e a justiça dentro de suas comunidades e civilizações existentes, objetivando sempre o bem comum a todos os seres; e

– ensinar ao homem a ter controle de suas vaidades e orgulhos pessoais e ensinar ao homem limitar a si mesmo através da posse do dinheiro no sentido de realizar com a moeda o bem comum a todos e não somente a si próprio.

O que lhes parecem estes ideais do “dinheiro”?

Se pensarem bem, todos os sistemas econômicos pelos quais já passamos como civilização ao longo dos séculos testaram e fizeram o homem experimentar todos os princípios básicos enumerados acima e são apenas os básicos, afinal, o dinheiro existe com esta função de apressar os passos para o homem conheça a si próprio o mais rapidamente possível, mesmo que este “mais rapidamente” seja representado por dezenas de vidas.

O dinheiro é uma ferramenta muito importante introduzido para que o homem possa evoluir mais rapidamente das trevas em que vive para a luz em que viverá no futuro.

Claro está que ao dominar seus instintos mais básicos do corpo animal, e são polaridades negativas, que devem se transformar em positivas, como por exemplo sua natural indolência ser superada por sua vontade pessoal de ser útil à sociedade através de sua contribuição pessoal com seu trabalho e doação; igualmente outras polaridades humanas como o egocentrismo e vaidades podem se tornar dons positivos em prol de um bem-estar comum, e se os objetivos forem alcançados conforme programado, esta humanidade passará para uma nova lição, momento que o dinheiro deixará de existir.

Mas enquanto o homem continuar neste estado atual, com tantos desejos irreais, exploração de uns sobre outros, miserabilização dos povos, socialização da pobreza e não da riqueza, sistemas injustos, culturas irreais, valores torpes de vida, incongruências existenciais, tantas ira e ódios, pré-potências pessoais e coletivas, vaidades extremadas, valorização de ícones de uma cultura falida neste século XXI, o dinheiro deverá continuar a existir mesmo, até para ensinar ao homem o quanto ele realmente vale para si e para outrem, valendo dizer mesmo que os que mais sofrem por causa do dinheiro são justamente os que mais tem a aprender ainda; seja porque não o tem suficientemente ou porque o tem demais e acabam se tornando medíocres e risíveis.

Podemos avançar nestes pensamentos, e imaginar por exemplo que quando nascemos numa cultura do estilo oriental acabamos por viver no sentido de valorizar a divisão, a solidariedade como valores principais, além de uma ética e moral mais rígidas. Já se pensou nascendo na China, ou no Irã ou na Suécia?

Ou já se pensou nascendo em países que praticam um pseudo neo-liberalismo econômico como os EUA, onde as crianças aprendem até a cobrar uma mesada para lavar pratos após as refeições, aprendem a juntar dinheiro e aplicar ainda nas escolas primárias? Representa isto a exacerbação econômica que depois se desenvolve para fora do país e visa essencialmente explorar o próximo através dos juros e lucros.

Já em países emergentes como o Brasil, como não se sabe como lidar com o dinheiro corretamente, mesmo porque as regras de ética e moral são duvidosas e estão em níveis inferiores ao desejado, temos diariamente a total conspurcação do valor do dinheiro pela corrupção generalizada que existe em todos os níveis da sociedade, em todas as classes sociais, em todas as empresas, e em todos os governos também, mas estes como reflexos do próprio povo.

Depois continuaremos com este desenvolvimento de pensamentos oriundos do conhecimento esotérico, por hora é bom reconhecermos que temos muito que aprender ainda com a manipulação do dinheiro antes que ele finalmente possa ser extinto nas civilizações futuras.

Atama Moriya.

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2 respostas para Por que as pessoas se matam por causa do “dinheiro”? – Parte 2

  1. Borboleta disse:

    Bem, acho que o dinheiro, assim como a riqueza, tem sua utilidade e nada acontece sem a permissão do Criador.

    Acredito que, a partir do conceito das múltiplas existências dá pra se entender o real emprego da riqueza. Deus quis que a riqueza fosse meio de provas e meio de caridade. Em uma existência uma pessoa possui a riqueza material e pode usá-la em benefício de seus semelhantes através da caridade, ao mesmo tempo em que ter o supérfluo lhe servirá de prova (vaidade, poder, luxúria, etc); numa outra existência a mesma pessoa pode estar do outro lado, tendo como prova a pobreza (inveja, cobiça, ira, etc) e, como exercício, a humildade. Assim, todos terão oportunidades de evolução, e o dinheiro, creio eu, apenas serve como meio.

  2. Ode disse:

    Atama,
    E o escambo?
    Me parece um sistema mais adequado, que limita mais a corrupção, porque os atravessadores têm sua ação diminuída.
    Os ideais do dinheiro que vc citou estão se perdendo, cada vez mais.
    O dinheiro virtual, então…! Proporciona mais fraudes, vai fazer o mundo quebrar da noite p/ o dia, e não vai demorar.
    Por outro lado, se um indivíduo o usa construtivamente, dá até para considerar o aspecto de instrumento de evolução, como vc explicou. Em geral, atrai mais problemas que soluções para a humanidade…
    Ode

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