A mer…. do sistema colonialista que governa o mundo, os países, as sociedades.. as famílias e os indivíduos…

Até quando veremos prosperar este sistema colonialista criado somente para a exploração humana? Já foi suficiente milênios com esta visão de vida que provoca tanta miséria humana, acho que quem aprendeu, aprendeu, e quem não aprendeu, não aprende mais, não mais por aqui, talvez em outro lugar, em outro mundo, em outra dimensão, em outro inferno….qualquer lugar, menos aqui, chega de tanta arrogância e intolerância! “E vá com Dios!” “Hasta la vista, baby”.

Estou estupefato com os resultados da mega reunião da OMC, e lendo sobre a posição dos países ricos sobre os subsídios agrícolas.

Nem europeus e nem americanos se dobram a necessidade de criar melhores condições de vida nos países emergentes, mas ainda lutam pela escravização humana no mundo!!!

A única coisa que os países emergentes ou sub-desenvolvidos tem para vender são produtos agrícolas e minérios; minérios é um caso à parte, pois depende hoje de altas tecnologias e investimentos para sua exploração, tais como, para explorar uma mina por exemplo de cobre, não se pode nem começar sem antes investir pelo menos centenas de milhões de dólares em equipamentos, afora outras infra-estruturas.

Já os produtos agrícolas é o que podem oferecer de barganha em troca de tecnologias e produtos industriais básicos, sem os quais hoje não se consegue suportar adequadamente uma civilização, e isto inclui investimentos em estruturas industriais, escolas, hospitais, enfim uma estrutura econômica minimamente construída a proporcionar o ingresso do ser humano na sociedade como um ser do século XXI.

Mas os países ricos continuam a bater na mesma tecla de séculos de exploração, impedindo de um lado a subida dos preços internacionais dos alimentos e até criando barreiras para a sua importação, e de outro exigem em contra-partida que tais países facilitem a entrada de produtos e capitais estrangeiros de investimento que óbvio, não são para melhorar o país, mas para criar fontes de mais exploração.

Os subsídios concedidos aos seus agricultores pelos países ricos conseguem baratear a produção em até 90% do preço real, e assim, querem obrigar os produtores de alimentos no mundo a produzirem e venderem pelos mesmos preços internos de seus agricultores subsidiados.

Esta prática é tão terrivelmente danosa que mergulhou dezenas de países pobres em um pobreza que não tem mais tamanho. Vide os casos de Angola, Serra Leoa, Haiti, Congo. Com a miserabilização provocada por trocas desiguais e desonestas, ao longo de cinco décadas hoje muitos destes países que representam o quinto mundo, numa alegoria do quinto dos infernos, vivem situações completamente inadmissíveis aos olhos da humanidade. Não há mais governos, não há mais estruturas produtivas de espécie alguma, não há mais um estado de direito, sendo assim, a população está sub-dividida em grupos de guerrilhas, dezenas e até centenas deles, numa espécie de barbárie somente vivida pelo homem da idade das cavernas, e isto tudo em pleno século XXI.

Países como o Brasil, Argentina, Malásia, Austrália, só escaparam de viverem tais situações por terem criado outras condições econômicas internas, estruturando bem ou mal suas economias para polos de desenvolvimento alternativos que não fosse a esperança de vender alguns grãos para os países ricos.

Mas outros não tiverem esta sorte e mergulharem num caos sem fim, pois sem dinheiro, sem investimentos algum e eivados de corrupção, que nessas horas brota como capim, se desestruturaram de tal maneira que sua unidades produtivas, até mesmo as básicas deixaram de existir, a partir da falência produtiva da primeira cadeia, a da produção de alimentos, cujos agricultores, principalmente os pequenos, foram falindo em massa.

Antes estes países pobres nem tivessem conhecido os outros países, e nem estariam numa situação tão dramática.

Não me surpreende que ninguém tenha o interesse de equilibrar a balança, mesmo porque só se interessam pelas suas vidas, preferindo esquecer que o outro miserável lá no Congo, no Haiti, ou outro inferno, é lá o seu irmão, e filho do mesmo papai. E Papai já deixou seus filhos brincarem muito, até demais, mas não creio que possa estar satisfeito com o desempenho da maioria absoluta da humanidade, dia mais, dia menos, ele, como todo papai, vai acabar tomando uma atitude desagradável mesmo.

Esta crença colonizadora é o que vigora hoje na economia mundial e ela é hoje um reflexo do pensamento individual, e não um reflexo de si mesma. Dentro de países como o nosso também há práticas colonizadoras de estado para estado, de município para município, e também de família para família.

Dormitando nesta crença de exploração humana, o ser humano acaba envolvido e considera tudo normal o que acontece à sua volta, e até mesmo dentro de seu núcleo de vida, pois não é assim que a maioria também trata por exemplo suas empregadas domésticas? Sempre tentando minimizar os trabalhos dos outros e porque assim também são minimizados dentro da sociedade nas quais convivem. Desperta homem com um novo raiar de consciência! Se você mesmo não mudar no seu núcleo, igualmente o mundo não mudará.

Mas saibam todos, que tudo tem seu preço na vida e será pago individualmente, amargamente se assim o preferem. E não precisa ser Deus para entender a lógica disto, está aí, a olhos nu, para quem quiser ver e compreender a vida. Considerar que está tudo bem, apesar de milhões morrendo à toa todo ano, é querer ser um “tolinho”, mesmo! Acorda, brucutu!

E durma-se, se conseguirem, com este barulho.

Atama Moriya

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