A natureza impõe seus limites e ensina a humanidade a lidar com a vaidade e o egoísmo

Estamos vivendo um final de ciclo que por sinal coincide com o final de ciclos da era de peixes também, um ciclo já desgastado e “podre” sob conceitos humanos já desenvolvidos suficientemente na mente de muitos, poucos ainda diante do todo, mas muitos.

Não é mais possível conviver com estes velhos conceitos de vida de exploração de uns sobre os outros, de uma pirâmide social com 90% na base, de países que praticam há séculos uma exploração de outros povos importando-se exclusivamente com a sobrevivência e o bem-estar de si próprios como países.

Cresceram todos os países ricos alegremente sob uma base de energia espetacularmente barata e abundante que foi a descoberta a exploração do petróleo, o qual substituiu com grandes vantagens o carvão do início do século XX. Exploraram ao máximo os produtores do óleo negro, mas estes aos poucos foram criando planos de longo prazo para se libertarem desta exploração. E isto era previsível, não é? Quem admite ser eternamente explorado? Um dia se revolta e dá o troco, afinal é essa a natureza de todos os humanos.

Cálculos por demais otimistas davam conta de mais cem anos de óleo negro no planeta, mas logo se viu que alguém dava boas notícias falsas, posto que as reservas estarão praticamente consumidas em cinquenta anos, e o que restar não poderá sustentar a matriz energética mundial.

E então veremos que não temos mais os recursos que a natureza nos proporcionou até então, sem carvão e sem petróleo, com limitações e contaminações das usinas atômicas, com limitações das hidroelétricas e mais limitações de outras fontes de produção de energia, corre-se o risco de um profundo colapso na produção.

O que se depreende disto tudo? É uma lição. É um aprendizado. É principalmente uma nova forma de lidarmos com as limitações impostas, e quebrar o maior de todos os paradigmas da civilização; enfim, chega ao fim o período de dois milênios do homem-dinheiro como o bem mais importante que move as civilizações, e este homem-dinheiro chega ao fim em algumas décadas simplesmente com o falecimento do homem-petróleo, o mais truculento de todos em toda a história de nossa humanidade.

Vivemos tempos de maior exacerbação econômica da história, com uma riqueza extraordinária para poucos no planeta e uma miséria extremada para bilhões. Uma diferença grande demais para ser suportada e considerada algo normal no desenvolvimento e evolução da humanidade. O homem está tão cego que nem Deus precisa interferir diretamente, basta deixar a humanidade liquidar os recursos naturais que ainda restam para serem explorados.

A crise nos ativos financeiros apenas começou e neste segundo semestre vamos ouvir falar muito inflação e deflação, e nos próximos anos a situação tende a recrudescer mais e mais, até quando? Não sabemos, mas estamos ao pé de uma grande depressão econômica mundial, a maior de nossa historia e durará pelo menos algumas décadas.

Ninguém deve se preocupar com isto, pois tudo segue o seu próprio ritmo e será para o bem da própria humanidade, não esta que se deteriora a cada dia, mas da que nasce diariamente com novos valores e novos conceitos e para que estes não se contaminem pelo vírus do homem-dinheiro e possam de fato construir uma civilização verdadeiramente humana.

Todos sabemos que este Planeta deveria abrigar a nossa civilização por pelo menos mais cem mil anos, porém, é difícil acreditar que possa resistir e sustentar o homem-humanitário por mais de 30 mil anos; pelo menos até o final da Raça Ariana, na sétima sub-raça precisamos pelo menos mais alguns milhares de anos.

O próprio Planeta vai se encarregar de ensinar ao homem que “tudo por dinheiro” já acabou, só falta aceitar. E será aceito, sem dúvida, aos poucos, em poucos anos, em poucas décadas.

Hoje os países que produzem alimentos que exportam já se protegem e criam legislações próprias restringindo as exportações mesmo que os preços deixem de ser aviltantes.

Países produtores de petróleo, iniciam a adotar uma tese de que “não adianta vender o petróleo barato” para os próprios concorrentes e, em muitos casos, países que os consideram “inimigos” políticos, culturais e religiosos. E tecnicamente não tendem a aumentar produção como estão sendo pressionados, mas pelo contrário, se a crise aumentar para si, também tenderão a diminuir suas produções.

A guerra que os EUA ameaçam fazer contra o Irã seria o maior desastre que poderíamos desejar para a humanidade, embora possam adiar as crises econômicas por alguns anos, trariam com certeza ao longo do tempo muito mais desequilíbrios do que se possa imaginar e controlar.

É o fim de um paradigma de vida que foi válido e importante para que o homem aprendesse a conhecer a si mesmo diante do valor da ética e moral humanidade versus o valor do dinheiro. Não importa medirmos agora se aprendeu ou não, isto cabe a cada um julgar-se a si próprio e não a outrem.

Ninguém aqui, quer queira aceitar ou não, pode se julgar superior as leis das hierarquias superiores, ninguém aqui pode se julgar acima do bem e do mal, ninguém aqui pode-se pensar perfeito e merecer de benesses divinas, e quando morrerem sem dúvida serão submetidos ao ultimo julgamento que separa os que ficam aqui nesta civilização e os que vão para outros universos. E será tudo muito natural e lógico, assim como acham tudo muito natural e lógico tanta miséria e pobreza no Planeta.

Atingimos um ápice onde quase ninguém aqui é imprescindível ou insubstituível diante das crenças e práticas que adotam.

Estamos sempre prontinhos para dizer o que ou como os outros devem agir, mas jamais estamos dispostos a modificar a nós mesmos por princípios maiores e soantes com a verdadeira ética, moral e amor ao próximo.

E se o homem é incapaz de impor limites a si próprio, a própria natureza se encarrega disto, posto que ela é governada por um ser maior que chamamos de Deus e de quem nos lembramos, geralmente, quando estamos sofrendo ou morrendo.

E durma-se com este barulho.

Atama Moriya

A questão do craqueamento do petróleo e os bio-combustíveis

Petróleo, todo o bem e todo o mal da humanidade

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2 respostas para A natureza impõe seus limites e ensina a humanidade a lidar com a vaidade e o egoísmo

  1. Atama Moriya disse:

    Ótima pergunta que você saberá responder ao longo dos anos se dispuser a estudar as questões: de onde você veio, o que faz aqui e para onde você vai depois daqui.Você mesmo encontrará esta resposta quando descobrir qual a importância sua para evolução do coletivo dos seres humanos no plano de Deus.

  2. Isaias tavares disse:

    Eu quero saber ,quais são os limtes da natureza?

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