MEU CORAÇÃO É UMA ESTRELA por André Luiz-espírito

 

Hoje aproveito para comentar uma das mais lindas psicografias de Francisco Xavier, um ser extraordinário que passou entre nós e pouca gente deu importância. O texto pode parecer algo em princípio mais espírita diante da linha de F. Xavier, mas o seu conteúdo é totalmente esotérico e de difícil compreensão aos que não conhecem o ocultismo. Mas acho tão lindo que me atrevo a comentar para um entendimento mínimo no sentido ocultista. Prova também que André Luiz é um ser muito maior do que se imagina erroneamente, assim como o próprio Francisco Xavier.

 

“O lírio que floresce no lodo é uma estrela de Deus que brilhando no charco, jamais se contamina.”

 

Meu coração é uma estrela, e eu fui criado para o bem e para a luz!…
Não fui criado para o mal, nem para a corrupção.
Não recebi uma alma para transfigurá-la em espectro do lodo.
Não fui feito para o vício e a degradação.
Meu corpo é santuário sagrado criado para a exteriorização do amor e da luz.
Meus sentimentos são pérolas que não devo dividir com a imundície.
Meu pensamento é matéria sutil que devo dirigir para as criações superiores.
Minha vontade é alavanca que deseja meu Deus me projete no rumo da paz e da glória.
Situou-me Ele no mundo para que eu me livre do animal que ainda sou e não que o perpetue em mim.
Preparou-me Ele o espírito para a perfeição da angelitude e não para a degradação infamante da forma.
Soprou-me na mente o progresso e não o gelo da estagnação.
Portanto, estou no mundo em aprendizado e não em escravidão; em busca da luz e não das trevas; forjando a sublimação e não o retrocesso.
Situa-me, Senhor, dentro desta verdade, e me ampara os caminhos para que eu não ceda às tentações do mundo.
Que eu sirva quanto esteja em mim servir; que eu ame quanto possa; que estenda as mãos e ampare sempre; que esteja próximo quando necessitado; que eu caminhe distribuindo o melhor de mim; que possam contar comigo todos os irmãos do mundo, mas te peço Pai:
não permite que eu me iluda, me vicie e me perca nele, por ingenuidade ou invigilância, e assim, cego, equivocadamente substitua valores e me afaste de Ti, cada vez mais, para meu próprio prejuízo e infelicidade!…

 

Assim seja!
Ditado por André Luiz.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

Vamos comentar::

 

Citação:

MEU CORAÇÃO É UMA ESTRELA
“O lírio que floresce no lodo é uma estrela de Deus que brilhando no charco, jamais se contamina.”

 

Comentário: Esotericamente o lodo, ou a lama ganha a representação da vida na Terra e a estrela são os humanos em corpos espirituais, o lírio branco e imaculado é a figura da mônada ou partícula de Deus.

 

Citação:

Meu coração é uma estrela, e eu fui criado para o bem e para a luz!…
Não fui criado para o mal, nem para a corrupção.
Não recebi uma alma para transfigurá-la em espectro do lodo.
Não fui feito para o vício e a degradação.

 

Comentário: O espírito ou a mônada provém dos mundos virginais e ele não recebeu uma alma para transfigura-la em lodo ou lama, mas sim obter experiências, sem contudo cometer faltas extremamente graves que poderiam transfigurá-la.

 

Citação:

Meu corpo é santuário sagrado criado para a exteriorização do amor e da luz.
Meus sentimentos são pérolas que não devo dividir com a imundície.
Meu pensamento é matéria sutil que devo dirigir para as criações superiores.
Minha vontade é alavanca que deseja meu Deus me projete no rumo da paz e da glória.

 

Comentário: Como mônadas de Deus somos puros e desejamos expressar o mesmo amor do Criador, porque dele fazemos parte, indivisível e divisível sem se dividir. Este é o corpo mental que chamamos esotericamente de corpo de luz, pois habita o nosso corpo superior do 4o. dia da criação. Somos guiados pela vontade divina de crescer e nos multiplicarmos em corpos divinos e não exatamente na matéria. (Gênesis). O pensamento se origina no Plano Mental, afinal tudo é mental e o corpo físico é a materialização de um ferramenta para demonstrar a nossa capacidade de assemelharmos com o Criador.

 

Citação:

Situou-me Ele no mundo para que eu me livre do animal que ainda sou e não que o perpetue em mim.
Preparou-me Ele o espírito para a perfeição da angelitude e não para a degradação infamante da forma.
Soprou-me na mente o progresso e não o gelo da estagnação.
Portanto, estou no mundo em aprendizado e não em escravidão; em busca da luz e não das trevas; forjando a sublimação e não o retrocesso.
Situa-me, Senhor, dentro desta verdade, e me ampara os caminhos para que eu não ceda às tentações do mundo.

 

Comentário: Revestidos de corpos de pele, Deus disse que não ficaria conosco porque estávamos carne (Gen) e estipulou a nossa vida em 120 anos, numero e simbologia esotérica. Mas porque 12 x 10 e não simplesmente 12 de 12 horas, 12 signos, 12 trabalhos, etc.?
Segue um pedido de não cairmos em tentações das “serpentes” e da árvore da vida, embora existentes na criação, segue um pedido para que sempre possamos retomar a origem, o grande oceano, e a nossos destinos como seres cósmicos. O ser humano enquanto no físico é diretamente influenciado pelo corpo astral, o mais próximo de si, por isso da terrível batalha para dominar os seus instintos e animalidade, pois, mais acima somos Anjos do Plano Mental e não animais do reino animal.

 

O mundo nos serve como escola de aprendizado, e sempre para frente e para o alto. Somos filhos da luz e não escravos das trevas e a real alquimia da sublimação (cadinho da alma) acontece em nossos corações e nos transformaem ouro. Asub-julgação às tentações representam as quedas que vivemos perante os egos que nos superam.

 

Citação:

Que eu sirva quanto esteja em mim servir; que eu ame quanto possa; que estenda as mãos e ampare sempre; que esteja próximo quando necessitado; que eu caminhe distribuindo o melhor de mim; que possam contar comigo todos os irmãos do mundo, mas te peço Pai:
não permite que eu me iluda, me vicie e me perca nele, por ingenuidade ou invigilância, e assim, cego, equivocadamente substitua valores e me afaste de Ti, cada vez mais, para meu próprio prejuízo e infelicidade!…

 

Comentário: Embora escondida em espírito, o grande destino da alma é intuído pelo espírito divino ou corpo de luz a agir de forma divina, mesmo que muitas vezes se perca as nossas origens e características divinas. Não faz mal, podemos nos atrasar em algumas estações, mas logo seguiremos adiante, e como diz André Luiz, tudo continua em movimento, nada está parado no Universo e o Progresso é constante e inexorável. Progresso é constante fora da ilusão dos valores humanos, os quais aprenderemos a substituir pelos valores divinos.

 

Final: Mas o que me chamou mais atenção neste texto foi a afirmação: “Meu coração é uma estrela”. Quanta sabedoria! Por isso, esotericamente se diz que são milhares de novas estrelas que surgem no Universo.

 

Me lembrei do texto de Gênesis-15, quando Melquisedec disse a Abrão:

 

“….levanta teus olhos ao céu e conta, se podes, as estrelas. Assim é, ajuntou ele, que se multiplicará a tua posteridade. Creu Abrão em Deus, e a sua fé lhe foi imputada justiça.”

 

Pois bem, ainda não é o tempo de explicar e entendermos tudo corretamente, mas podemos afirmar que cada um de nós brilha em coração como uma estrela no Universo, e um dia, um dia vamos descobrir que somos Estrelas que brilham no firmamento.

 

Procurem meditar nas estrelas e vão descobrir mais sobre vocês mesmos e seus corpos de luz. E sempre que as observamos com os “olhos do coração” sentimos algo dentro palpitar, e vocês acham que é possível??

 

Parabéns a André Luiz e Francisco C. Xavier.

 

Termino com um poema de Fernando Pessoa

 

“Iniciação

 

Não dormes sob o cyprestes
Pois não há sonho no mundo.
…………………………
O corpo é a soma das vestes
Que encobrem teu eu profundo.

 

Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser,
Vaes na noite só recorte,
Egual a ti sem querer.

 

Mas na estalagem do Assombro
Tiram-te os anjos a capa.
Segues sem capa no hombro,
Com o pouco que te tapa.

 

Então Archanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada;
Tens só teu corpo, que és tu.

 

Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus eguaes.

 

A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não estás morto, entre cyprestes.
……………………………
Neofhyto, não há morte.

 

23/05/1932, publicado pela primeira vez in presença,
número 35, Coimbra.”

 

——————–

 

Por Atama Moriya.

 

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