Emoção tira a lógica dos dilemas morais

Eis a notícia referente a pesquisa realizada pela Caltech.

Seres humanos são incapazes de sacrificar alguns pelo bem de muitos.
Decisão lógica só é tomada por quem tem um dano no cérebro.

“Alguém que você conhece vai cometer um ato de violência que matará muitos inocentes. A única maneira de impedir isso é matando essa pessoa. Ela está na sua frente e você tem a arma na mão. Você atira? A maioria das pessoas relutaria, porque a idéia de fazer mal a alguém diretamente é repulsiva. Cientistas descobriram, em um estudo divulgado nesta semana, que esse sentimento é extremamente importante na hora de resolver dilemas morais. Por causa dele, os seres humanos são neurologicamente incapazes de tomar decisões que beneficiem muitos, se elas forem sacrificar alguns.”

Vamos comentar: Quem descreve a pesquisa ou esta matéria divulgada está concluindo por conta própria que é “lógico” matar se isto significa salvar ou beneficiar muitos outros. Quem pode realmente considerar “lógico” qualquer decisão para matar um ser humano? Neste caso temos que questionar o que é lógico? O que seria lógico? Quem pode descrever a lógica na prática? Decidir matar alguém não é o mesmo que somar 2+2 que é uma ação mecânica. Matar não é mecânico e não faz parte das características e da índole do ser humano que a cada dia evolui e se desenvolve para dominar suas características animais e a cada dia procura tornar-se mais humano e racional a caminho de assemelhar-se a Deus e não a uma figura produto de si mesmo.

Matar nunca é racional, como imagina a “lógica” de mentes dominadas por instintos animais, do corpo astral. Não somos animais que matamos os filhos da prole que nascem defeituosos. Somos seres racionais ou pelo menos tendentes a ser racional a cada geração. E há um desenvolvimento dentro de nós que vem de milênios e muitas dezenas de encarnações que já deixamos de ser animais do terceiro reino e estamos a desenvolver princípios superiores de moral e ética. Por isso, ainda bem, a maioria absoluta jamais tende a matar por razões “lógicas” alguma, pois não é esta a lógica abstrata da racionalidade que pretendemos desenvolver.

Se estudarmos Kant e sua racionalidade lógica, veremos que apesar de brilhante e talvez até o momento, aquele que desenvolveu um extraordinário raciocínio dos últimos tempos, veremos que seus pensamentos limitaram-se ao mecanicismo, e embora profundamente interessantes e importantes para o nosso desenvolvimento, jamais abordaram questões mais abstratas do próprio pensamento. Nenhuma crítica se faz a este filósofo, mas apenas que hoje, passados mais de cem anos, entendemos que houve muita evolução nos pensamentos, e ainda bem, pois se tudo estivesse igual ao passado, certamente estaríamos involuindo, apesar de todas as tecnologias.

Voltando a questão moral: “Matar” jamais é solução de problemas, ademais, quem pode prever o futuro? Por outro quem pode julgar a outrem que é mal ou bom? Todos cumprimos uma função na vida, e Deus tem caminhos que desconhecemos, e ele sempre faz o certo pelas linhas tortas dos humanos ainda irracionais e sujeitos a erros constantemente. Aqueles que se negam a uma ação má, estão atendendo a um grito da consciência moral e, portanto agindo de conformidade com a evolução neste estágio da Raça Ariana. Já caminhamos para o final da 5a. sub-raça teutônica e rapidamente entramos na 6ª. sub-raça, logo estaremos na 7ª. sub-raça, então será o final da Raça Ariana, e já é mais do que tempo de saber avaliar princípios maiores de vida. Evoluir é isto! Compreender que existe um princípio maior na vida neste plano físico e que todos, todos mesmo, estão aqui por uma vontade do Criador e portanto somente a ele deve caber algum julgamento maior sobre quem deve permanecer aqui. Aqueles que responderam não, amam a vida e os princípios que norteiam a criação: o respeito a vida, qualquer que seja ela.

Matar sob a égide de propiciar um mundo melhor para outros é o mesmo princípio que tem norteado as nações e os povos que provocam guerras e mortes sem fim na história. Aceitar este princípio da história é ser derrotado pelo desejo de sobreviver acima do direito de sobrevivência de todos, é intolerar e não aceitar que o que Deus plantou só ele pode arrancar e quando e se achar necessário. Somos criatura que não pode se sobrepujar ao Criador. Afinal quem somos nós para determinar o que é realmente bom e realmente mal? Afinal, quem somos nós para podermos dizer ao Criador o que ele deve ou não fazer?

Continuando a notícia:

“Sempre que tomamos decisões para resolver um dilema moral, uma área do cérebro que controla a chamada “emoção social” é ativada. Os neurocientistas sempre se perguntaram se isso acontece porque os sentimentos afetam diretamente as decisões ou se eles são apenas uma conseqüência delas.

Para responder isso, pesquisadores de diversas universidades americanas, liderados pelo cientista português Antonio Damasio, estudaram um grupo de pessoas que tinham sofrido uma lesão nessa área do cérebro, chamada de “córtex ventromedrial pré-frontal” (VMPC). Se os sentimentos fossem uma simples conseqüência dos julgamentos morais, esses indivíduos deveriam tomar as mesmas decisões das pessoas saudáveis. Simplesmente, não sentiriam nada depois.

No entanto, o grupo surpreendeu por uma aparente “desumanidade” na hora de avaliar dilemas com alto nível de conflito social. Por exemplo, para salvar um grupo de pessoas, eles seriam capazes de sufocar um bebê. O que parece, à primeira vista, falta de compaixão, é, na verdade, a praticidade levada a seus níveis mais altos. Sem os sentimentos para “atrapalhar”, as pessoas tomam a decisão lógica, que beneficia o maior número de pessoas, sem remorso –- mesmo que ela pareça fria.”

“Por causa do dano cerebral, eles têm emoções sociais anormais na vida real. Falta empatia e compaixão”, explicou, em nota, um dos autores do estudo, Ralph Adolphs, professor de psicologia e neurociência da Caltech. Segundo Antonio Damasio, é essa aversão ao ato de ferir outro ser humano que normalmente nos impede de machucar outras pessoas. Temos uma tendência a ter compaixão, porque nos colocamos no lugar do outro.

Não são todas as decisões que são afetadas por essa área do cérebro. Dilemas considerados “de baixo conflito social” (como desviar um carro desgovernado para cima de uma pessoa para evitar atingir outras cinco) são resolvidos da mesma maneira tanto por pessoas saudáveis, quanto por aquelas lesionadas. As diferenças só surgem quando uma ação considerada “repulsiva” é colocada em conflito direto com o melhor resultado.”

Vamos comentar: Aqui já vai uma parte da pesquisa referente as pessoas com danos cerebrais ou com perdas parciais cerebrais. Não podemos considerar isto pois se trata de pessoas que estão limitadas no raciocínio, então os resultados só servem para identificar talvez a parte do cérebro que responde pelas dilemas morais mais profundos.

De certo podemos afirmar que conforme ensina o esoterismo, o pensamento e a consciência não tem origem no cérebro, mas este se encarrega de ao recebê-los processar e agir conforme o seu grau de discernimento. Se há danos cerebrais, é evidente que prejudicado está aquela pessoa na vida. Assim como ocorre, por exemplo, como diversas universidades já pesquisaram crianças que sofrem com desnutrição ou alimentação inadequada até os dois anos de idade desenvolve um cérebro com menor capacidade cognitiva ou com limitações em seus neurônios comparados as crianças que se desenvolvem em condições adequadas. Invariavelmente as crianças subdesenvolvidas cerebralmente (e a aqui não estamos sectarizando, mas apontando uma questão séria) não conseguem atingir níveis de raciocínio mais abstratos, daí porque suas vidas e relações sociais estarão limitadas às funções mecânicas. Pois é isto o que acontece neste Brasil, onde milhões de crianças estão com seus futuros comprometidos irremediavelmente. E muito provavelmente também estes dilemas morais tem solução inadequadas também em seus cérebros, o que não é surpreendente, mas lógico mecanicamente. Que acham?

Mais uma vez vemos que precisamos dar total prioridade ao desenvolvimento das crianças, inclusive nos processos educacionais os quais no Brasil são de péssima qualidade.

Se realmente desejamos algo melhor no futuro deste país, precisamos construir uma sociedade mais justa, e não com os parâmetros atuais onde milhares estão à margem da sociedade, e apenas sobrevivem.

A miséria é a rainha e a mãe de todas as desgraças humanas, e ela, por falta de iniciativa dos demais aos poucos se volta contra os seus criadores aqui na terra, e será “doa a quem doer”, numa reação normal e previsível pelas leis que governam o Universo. Tudo tem seu preço e as desgraças que impomos aos “outros” fazemos a nós mesmos.

E durma-se com este barulho.

Atama Moriya.

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