A terceira fase é uma auto-descoberta oculta – “Duas fases do Amor no aprendizado do Ser – aprendendo a ser Bom”

A grande auto-descoberta que somente acontece na vida da alma em evolução e somente quando o ser de fato torna-se mais racional que animal vem depois das duas fases descritas anteriormente.

É uma compreensão interior, por isso mesmo resultado de um desenvolvimento da mente abstrata e não da mente lógica ou do raciocínio mecânico.

Não é possível descrever este momento, assim como não podemos descrever o encontro íntimo do indivíduo com sua alma. Seria de maneira simplória descrever como o acender de uma luz em nossa consciência e, de repente, muita coisas começam a fazer sentido em sua vida e verdadeiramente a maioria experimentará como que uma semente divina nascendo em seu interior.

Perguntam-me: “Mas isto não é possível sem as duas fases anteriores?”

“Não”, eu respondo por mim, a não ser que você já venha desenvolvendo tais atributos em vidas anteriores, mas neste caso nem precisa perder tempo se esforçando para saber quem é você na realidade, pois já tem todas as respostas dentro de si e já desenvolve um trabalho grandioso nesta vida em perfeita conexão com os nossos irmãos mais elevados hierarquicamente.

Qual a sua própria descrição de si mesmo?

Não, não vou descrever aqui o que poderia ser esta descoberta, posto que cada um deve, se assim o quiser, buscar isto dentro de si mesmo. E, sinceramente, não são palavras e ensinamentos que produzem a evolução, mas a compreensão obtida na aridez de navegar solitariamente no mar dos seus próprios egos sem conhecer ao certo o rumo e o seu próprio destino. É um momento de coragem para nos despirmos de nossos egos e finalmente enxergarmos a nós mesmos sem o corpo físico, apenas a consciência divina.

E de fato não será querendo saber da vida dos outros, fofocar as coisas alheias ou a vida dos outros, comprar seu pequenos prazeres da vida, imitar ou invejar os bem sucedidos na vida material que você conhecerá a ti mesmo. Se queres adentrar no mundo dos vivos é preciso mais, muito mais transpiração, caso contrário continuará a transitar, vida após vida, no mundo dos mortos apenas.

Somente no ultimo momento ou numa terceira fase oculta podemos alcançamos a verdade transmitida pelo Mestre, em seu mandamento único que resume com toda a sabedoria divina e toda a verdade que necessitamos aprender em vida:

“amarás o teu Pai, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a sua alma (explicação: acima de tudo e acima das vontades humanas e desejos pessoais) e de todo o seu entendimento (explicação: mesmo que dentro dos limites de cada individuo, será tudo e algo mais de si mesmo) e amarás ao próximo (eis a lição “para ser bom”), como a ti mesmo (e eis a última das três chaves)”.

Este a “a ti mesmo” ganhou nestes séculos e principalmente no modernismo espiritual uma interpretação errônea e absurda, mas adequada ao entendimento limitado dos humanos que se habituaram a criar um entendimento de Deus antropomórfico.

Todos estes conceitos humanos de amor-próprio se aplicam apenas ao ser humano e suas relações primárias. São necessários mesmo porque o homem ainda não aprendeu a viver de uma forma mais equânime e necessita de freios para este convívio e como ele não tem freios aos seus desejos infinitos de infantilidade, o outro com seu amor próprio tem de impor limites, caso contrário é atropelado também.

Mas, observem que o ensinamento filosófico de Cristo não se refere a este amor próprio, mas a um outro superior que surge após exercitarmos o “amor ao próximo”.

O primeiro amor-próprio humano nos ensina a nos individuar, uma lição importantíssima, para que, como seres individuais, possamos desenvolver o pensamento e a mente abstrata pessoal, e esta individuação é importante para nos desatrelarmos do coletivo de onde viemos e só podemos retornar evoluindo com experiências individuais e não coletivas. A idéia de “bandos” já não nos serve evolutivamente desde o tempo das cavernas quando houve progresso graças a alguns de nós que foram à frente passaram a pensar individualmente e não coletivamente.

Entretanto, somente experienciando a grande descoberta da terceira fase oculta é que realmente aprenderemos a amar a nós mesmos como seres divinos. Somos deuses em potencial (só em potencial), e precisamos sempre de irmãos mais velhos para nos ensinar como conhecer o que anda oculto dentro de nós mesmos e apesar de desconfiar sempre deixamos para depois porque simplesmente este sempre significa continuar mais animais que seres racionais. Pensar cansa as mentes mais primárias que preferem continuar na mesmice de muitas vidas passadas e até quando não der mais.

E não é a ciência e a tecnologia que fará a transformação do homem-primitivo para o homem divino, e se assim fosse, nossos cientistas, filósofos, doutores e diplomados seriam todos seres como o Cristo, mas não é isto que ocorre, não é?

O desenvolvimento tecnológico e científico forma uma base segura para proporcionar maior conforto ao homem e ajudam a desenvolver a mente concreta, a lógica e o raciocínio, mas o passo adiante depende de uma ação individual e solitária e ela pode ocorrer até mesmo numa pessoa iletrada, mas com doses de amor divino muito acima da média humana.

E afinal, temos conhecido tanta gente tão culta, com mestrados, doutorados, políticos estudados, alguns em Harvard, outros em Sourboné e são tão infantis, com suas ignorâncias, vaidades, preconceitos, arrogâncias, muitos são corruptos ativos e passivos, outros com milhões e milhões no Banco continuam achando que é pouco e querem mais e mais.

“Mas todas as coisas que são repreensíveis se descobrem pela luz, pelo que se diz: – Desperta tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te alumiará.” (Paulo aos Ef.5-13)

Dentro do mais alto entendimento divino todos que pensam que estão vivos na Terra, estão mortos em realidade, mas podem renascer entre os vivos se assim o quiserem. Sabemos que é muito difícil compreender isto, mas façam um esforço a seu próprio bem e descubram que isto é mesmo bom para você mesmo.

Atama Moriya.

duas fases do amor-parte 1

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